Enterro: Joana Regadas faz balanço positivo, espera lucro e descarta hipótese de “buraco” financeiro
Finda a Semana do Enterro de Aveiro 2026, que aconteceu entre 25 de abril e 1 de maio, a Ria esteve à conversa com Joana Regadas, presidente da direção da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv) – entidade organizadora do evento – para fazer um primeiro balanço. A dirigente fala de uma semana “positiva”, garante que a redução de um dia do calendário permitiu “maior consistência” e, ainda sem contas feitas, espera que a associação consiga lucrar, afastando a possibilidade de um prejuízo avultado.
Gonçalo Pina
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A experiência desta edição do Enterro é “bastante positiva”, no entendimento da presidente da direção da AAUAv, que enaltece que houve “vários dias que quase esgotaram”. No total, Joana Regadas avança que foram cerca de 21 mil os bilhetes diários vendidos ao longo de toda a semana, somando-se assim aos 3 500 bilhetes gerais já anunciados.
Os dados da Associação Académica apontam para que, considerando que tenha havido pessoas que compraram bilhetes diários para mais do que um dia, devem ter passado pelo recinto perto de 15 mil pessoas diferentes. Neste número, explica a dirigente, encaixam ainda os convites oferecidos aos parceiros da associação, como o Glicínias Plaza, a Universidade de Aveiro e a Pizzarte.
Comparando a números de anos anteriores, Joana Regadas nota que a venda de bilhetes se “manteve no que era expectável”, talvez até se tendo vendido “um pouco mais”. Para esta análise é preciso ter em conta que a semana foi encurtada em um dia e que, ao mesmo tempo, o total do número de bilhetes diários vendido “não diminuiu consideravelmente”.
“Notamos que não existiram quebras tão grandes, especialmente no dia do desfile, que costuma ser o dia com uma quebra maior. Neste ano não se verificou. Também pelo artista em si, pelo facto de ser véspera de feriado… obviamente foram fatores que influenciaram. [….] No global acho que, com os sete dias, correu bastante bem. Não notámos aquele decréscimo que notámos nos anos anteriores relativamente ao último dia”, sublinha a presidente.
No que a valores diz respeito, a presidente não se quis adiantar até que a AAUAv tenha as contas feitas. Não obstante, refere que o evento foi desenhado para, “pelo menos”, dar zero, sendo que o objetivo continua a ser o de lucrar com a festa. A possibilidade de um “buraco” financeiro é algo que nem sequer é colocado em cima da mesa.
Como “já é habitual”, segundo Joana Regadas, domingo foi o dia em que a afluência ao Enterro foi menor. Não obstante, a dirigente acredita que seria possível que, com “outro tipo de artista”, fosse possível atrair mais gente para o recinto.
Uma das novidades deste Enterro esteve relacionada com a presença da Polícia de Segurança Pública (PSP) em cinco das sete noites do evento, de forma a reforçar a segurança no espaço. A presidente assinala que a sua perceção é de que, mesmo tendo em consideração os dias em que a polícia não esteve presente, o número de ocorrências foi muito inferior a anos anteriores, apenas com alguns percalços na última noite.
Já no que ao Safe Space diz respeito, Joana Regadas assinala que houve “mais excessos” em relação a edições passadas, o que obrigou a maior atividade. Nesse sentido, a dirigente deixa o alerta para os estudantes de que tenham mais atenção de forma a conseguirem criar “as melhores memórias” na semana académica.
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