Universidade
Dia do Estudante: AAUAv planeia semana a pensar nos estudantes deslocados a culminar em ida a Lisboa
Durante a última AGA, a única intervenção no ponto de “Outros Assuntos” coube a Leonor Lopes, estudante que nas últimas eleições para os órgãos sociais da AAUAv encabeçou a lista derrotada à direção. Dirigindo-se a Joana Regadas, a estudante questionou sobre o que estava a ser pensado pela Associação para o Dia Nacional do Estudante. Na mesma senda, deu nota de que o grupo de estudantes em que se insere - o mesmo que se candidatou no passado mês de dezembro - se estava a organizar para mobilizar estudantes para a ida a Lisboa e sugeriu uma reunião com a direção da AAUAv para articular o plano de ação. Por seu lado, a presidente da direção comunicou que, à imagem do que já aconteceu no último ano, é intenção da AAUAv organizar uma semana dedicada às comemorações, desta feita com foco na “experiência do estudante deslocado”. Já a ida a Lisboa vai acontecer, mas Joana Regadas explicou que a comunicação ainda estava a ser pensada junto das restantes associações académicas, de forma a apresentar uma voz una dentro do movimento estudantil nacional. Perante as críticas de que a as divulgações das saídas à rua têm sido “tardias”, a dirigente explicou que ainda está a ser definida “a história que queremos contar” e disse que só se avançaria quando as organizações de todo o país estivessem em consonância. Joana Regadas também aceitou a ajuda dos colegas e afirmou que “nunca dizemos que não a ajuda extra”. Em entrevista à Ria, a dirigente explicou que, na mobilização a Lisboa, os estudantes têm “que saber em que moldes [vão] e o que é que querem em concreto”. “Não queremos ir apenas por ir, mas ir com algum significado e com algo que consigamos que possa ser mudado. Ou, pelo menos, alertar para a necessidade de mudança [...] Primeiro estruturar o pensamento e depois comunicar para toda a gente perceber porque é que nos deslocamos”, explica. A presidente da direção da AAUAv deu ainda nota de que, para o Dia Nacional do Estudante, já foi solicitada uma reunião com todo o movimento estudantil por Fernando Alexandre, ministro da Educação, Ciência e Inovação, e por Margarida Balseiro Lopes, ministra da Cultura, Juventude e Desporto.
Iniciativa da Universidade de Aveiro leva comunidade académica a plantar “perto de mil árvores”
Com a iniciativa “Linhas Vivas!”, a Universidade de Aveiro reúne estudantes, docentes, investigadores, pessoal técnico, administrativo e de gestão e antigos alunos da UA para “reflorestar o terreno ardido da Carvalha, outrora monocultura de eucalipto, com 18 espécies diferentes de árvores e arbustos autóctones”. No total, explicam os responsáveis, são quase 8 mil metros quadrados de terreno onde serão plantados sobreiros, carvalhos-alvarinhos, medronheiros, murtas, azenheiras, castanheiros, alecrins, loureiros e azevinhos, entre outras espécies. De acordo com a bióloga Milene Batista, antiga aluna da UA e membro da BioLiving, quando a floresta já estiver num estágio de desenvolvimento mais avançado e equilibrado, “estas plantas poderão beneficiar diversas espécies de fauna, entre insetos, como a borboleta-do-medronheiro, aves, como o pisco-de-peito-ruivo e mamíferos, de que é exemplo, o esquilo-vermelho. Todos poderão encontrar alimento e refúgio na área”. Na nota, a bióloga adianta que o bosque “ajudará também a proteger o solo da erosão, a absorver e reter melhor a água, prevenindo cheias, a capturar e armazenar dióxido de carbono, e a melhorar a qualidade do ar, água e solo, criando ainda uma barreira sonora da autoestrada que se encontra ao lado”. A saída no dia 11 está marcada para as 14h00 do edifício da Reitoria e a chegada prevista para as 17h30 ao mesmo local. A revista “Linhas”, publicação semestral da Universidade de Aveiro, dirigida pelo reitor e a cargo dos Serviços de Comunicação, Imagem e Relações Públicas, surgiu em abril de 2004 para ser um “veículo especial de comunicação com os antigos alunos da academia, empresas e outras instituições parceiras”. Dos 44 números publicados, houve quatro edições especiais: três dedicadas aos 50 anos da Universidade e uma dedicada à sustentabilidade.
AAUAv vai candidatar-se à organização de duas provas europeias até aos EUSA Games 2032
Na sequência da apresentação do Plano de Atividades e Orçamento da AAUAv para 2026, a Ria esteve à conversa com Joana Regadas a propósito das provas europeias universitárias que Aveiro planeia receber nos próximos anos. Já tinha sido anunciada a vontade da Associação Académica, em conjunto com a Universidade de Aveiro (UA), de avançar para a organização dos Jogos Europeus Universitários 2032, a maior prova europeia entre estudantes universitários, com mais de 4 mil participantes. Agora, Joana Regadas avança que a candidatura será entregue ainda este ano civil, em outubro, e que, no campo desportivo, este será o maior desígnio do mandato. Como forma de preparar o grande evento, a direção da AAUAv quer, durante os próximos anos, avançar também com a organização de outras provas europeias de menor dimensão que funcionem como uma espécie de eventos-teste. Segundo a presidente, já foi entregue à FADU a candidatura para a organização do Campeonato Europeu de Basquetebol 3x3 em 2029 . A Associação Académica aguarda agora a validação da federação nacional para depois seguir para a Associação Europeia do Desporto Universitário (EUSA). Para 2031, será feita mais uma candidatura. “O objetivo é que isto seja um plano de preparação para os EUSA Games 2032 - quer seja por parte da Associação Académica, quer seja mesmo por parte da Universidade - numa ótica de construção deste plano a longo prazo para a recepção deste evento desportivo com uma dimensão muito, muito grande. Exige uma preparação muito atempada e é exatamente o que estamos a tentar fazer ao receber algumas provas de forma antecipada”, explica Joana Regadas. A presidente esclarece que a receção de sucessivas provas não deve comprometer financeiramente a AAUAv, que conta também com o apoio da UA na organização - recorde-se que, de acordo com o Relatório de Atividades e Contas preliminar de 2025, apresentado em janeiro, a Associação tem um capital social de mais de 180 mil euros negativos. Joana Regadas refere que a conceção destas provas serve para “garantir que existe uma estrutura financeira robusta associada à receção" destes eventos. “Não estamos a fazer isto de forma inconsciente ou fazer por fazer, estamos a fazê-lo já para garantir que temos condições para, em 2032, receber tudo, sem causar qualquer dano à saúde financeira da Associação Académica. O objetivo é que estas provas sejam percepcionadas como fases integradas para o projeto de 2032. Que possam ser pensadas de forma sequenciada e, entre umas e outras, possam interagir”, conclui.
UA começa amanhã a debater o futuro da mobilidade no Campus de Santiago
A iniciativa pretende repensar a forma como estudantes, docentes e investigadores se deslocam e estacionam no campus, focando-se nos desafios da descarbonização e na requalificação dos espaços comuns. O objetivo passa por obter uma visão integrada que valorize os espaços verdes e a relação de proximidade com a ria de Aveiro, reforçando as zonas de encontro e convivência entre os membros da Universidade de Aveiro. Até ao momento, foi já desenvolvido um estudo urbanístico preliminar que assenta em dois pilares: a aplicação de Soluções Baseadas na Natureza (NBS) e os resultados de um inquérito à mobilidade realizado à comunidade académica entre fevereiro e março de 2025. Este estudo servirá de base para a “Sessão de Diagnóstico” de dia 10, onde serão identificados os principais constrangimentos e oportunidades para a criação de um campus mais acessível. O processo participativo será dividido em várias etapas ao longo dos próximos meses. Após o debate inicial, está agendado para o dia 25 de março um “Percurso Exploratório pelo campus de Santiago”, destinado a observar e mapear situações problemáticas no espaço público. Mais tarde, seguir-se-á uma sessão de apresentação de propostas colaborativas articulando o estacionamento com a sustentabilidade ambiental. A fase mais prática do projeto decorrerá entre 13 e 17 de abril, com a implementação temporária de soluções-piloto no campus. Estas ações experimentais permitirão testar ideias no terreno e recolher o feedback direto dos utilizadores antes da formulação de propostas definitivas.
Bloco apela à Universidade de Aveiro para abandonar VPN de empresa israelita
Num comunicado enviado aos jornalistas, o Bloco refere que a UA entregou a sua VPN a uma empresa israelita que "tem ligações às forças armadas, aos serviços secretos e aos produtores de armas de Israel”, apelando à instituição de ensino para abandonar os serviços desta empresa. “A UA tem história no desenvolvimento da internet em Portugal e tem obrigações éticas para com os direitos humanos que a devem levar ao abandono desta empresa”, defende o Bloco, lamentando que a instituição tenha recorrido a uma empresa que dizem ter ligações ao fabrico de armas, usadas contra o Direito Internacional e contra os direitos humanos. Os bloquistas alertam que esta VPN coloca em risco a segurança de toda a comunidade académica, sustentando que toda a atividade da rede da UA, incluindo dados de navegação e 'emails', está visível para o fornecedor da rede privada virtual, como refere o próprio aviso de ligação a esta ferramenta. “Ou seja, potencialmente, todo o tráfego de internet escoado através da VPN da UA passa por Israel, controlado por uma empresa com elos estreitos com o governo israelita, podendo os conteúdos serem analisados e armazenados, violando a privacidade e a segurança da instituição, dos seus funcionários e dos seus alunos”, refere o Bloco. Uma VPN (Virtual Private Network ou Rede Privada Virtual) é uma tecnologia que cria uma ligação entre o dispositivo do funcionário/aluno (computador ou telemóvel) e a rede interna da Universidade, através da internet, usada por exemplo para teletrabalho. Contactada pela Lusa, a UA escusou-se a reagir. Ainda na mesma nota, o Bloco recorda que a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) entregou os transportes públicos a uma outra empresa israelita, que dizem ter ligação ao exército daquele país. Em outubro de 2024, os Bloquistas exigiram a revogação da concessão dos transportes públicos à empresa em causa, justificando que esta tinha alegadamente uma participação ativa no esforço de guerra em curso em Gaza. Na altura, o presidente da CIRA, Joaquim Batista, considerou o comunicado do Bloco “ridículo e irresponsável”, porque o ordenamento jurídico português não contempla as razões evocadas para a rescisão.
Biblioteca da UA recebe exposição sobre especiarias que mudaram o mundo
A exposição, com curadoria de Luís Manuel Mendonça Carvalho, docente do Instituto Politécnico de Beja e diretor do Museu Botânico da instituição, apresenta plantas e produtos que marcaram rotas comerciais e estimularam o contacto entre diferentes culturas. Entre as especiarias em destaque encontram-se a pimenta, o cardamomo, o gengibre, o cravinho ou a noz-moscada. As legendas “permitem compreender a diversidade botânica destas espécies, bem como as partes das plantas utilizadas como especiarias”, desde frutos e sementes a rizomas ou estigmas florais. Segundo a organização, a iniciativa constitui uma oportunidade para explorar o património etnobotânico e o impacto profundo destas espécies na história económica e científica, “evidenciando a sua origem botânica e os seus usos ao longo do tempo”. O projeto conta com a colaboração de estudantes e docentes Departamento de Ciências Médicas da Universidade de Aveiro (DCM-UA), contando com a participação dos docentes Maria de Lourdes Pereira e Marco Alves, e das investigadoras do CICECO Elsa Dias, Diana Mendonça e Sónia Oliveira. A mostra conta ainda com a parceria dos Serviços de Biblioteca, Informação Documental e Museologia (SBIDM) e do American Corner, que se associa ao evento para promover o intercâmbio cultural e científico. A exposição ficará patente no Edifício da Biblioteca até ao dia 10 de abril de 2026, com entrada livre para toda a comunidade.
AAUAv: Estudantes reúnem hoje para discutir planos de atividades e orçamentos
A primeira Assembleia Geral de Alunos (AGA) do novo mandato da AAUAv, marcada para a tarde de hoje, vai ser pautada pela discussão de plano de atividades e orçamentos. Depois de aprovada a ata da última AGA e de a presidente da direção, Joana Regadas, cumprir com o ponto de informações, vão ser apresentados, discutidos e votados os Planos de Atividades e Orçamento dos Núcleos Setoriais da AAUAv pendentes. Como ponto quarto da ordem de trabalhos, voltam a ser apresentados, discutidos e votados planos de atividades e orçamentos: desta feita, são os documentos da AAUAv para o mandato de 2026. Após esta discussão, passam a estar em análise os documentos do Grupo Experimental de Teatro da Universidade de Aveiro (GrETUA) e do Nexus, terminando a reunião no ponto de “outros assuntos”.