RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

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AAUAv vai candidatar-se à organização de duas provas europeias até aos EUSA Games 2032
10 mar 2026
AAUAv vai candidatar-se à organização de duas provas europeias até aos EUSA Games 2032
Joana Regadas, presidente da direção da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv), conta à Ria que já foi entregue à Federação Académica de Desporto Universitário (FADU) a candidatura para a receção do Campeonato Europeu Universitário de Basquetebol 3x3 2029 e que está também a ser pensada a organização de uma prova europeia em 2031. A dirigente esclarece que o objetivo é “garantir que existe uma estrutura financeira robusta associada à receção destas provas”, com vista à preparação dos Jogos Europeus Universitários 2032.
Na sequência da apresentação do Plano de Atividades e Orçamento da AAUAv para 2026, a Ria esteve à conversa com Joana Regadas a propósito das provas europeias universitárias que Aveiro planeia receber nos próximos anos. Já tinha sido anunciada a <a href="https://radioria.pt/noticias/universidade/fadu-ua-e-aauav-querem-trazer-para-aveiro-o-maior-evento-multidesportivo-de-sempre-em-portugal">vontade</a> da Associação Académica, em conjunto com a Universidade de Aveiro (UA), de avançar para a organização dos Jogos Europeus Universitários 2032, a maior prova europeia entre estudantes universitários, com mais de 4 mil participantes. Agora, Joana Regadas avança que a candidatura será entregue ainda este ano civil, em outubro, e que, no campo desportivo, este será o maior desígnio do mandato. Como forma de preparar o grande evento, a direção da AAUAv quer, durante os próximos anos, avançar também com a organização de outras provas europeias de menor dimensão que funcionem como uma espécie de eventos-teste. Segundo a presidente, já foi entregue à FADU a candidatura para a organização do Campeonato Europeu de Basquetebol 3x3 em 2029 . A Associação Académica aguarda agora a validação da federação nacional para depois seguir para a Associação Europeia do Desporto Universitário (EUSA). Para 2031, será feita mais uma candidatura. “O objetivo é que isto seja um plano de preparação para os EUSA Games 2032 - quer seja por parte da Associação Académica, quer seja mesmo por parte da Universidade - numa ótica de construção deste plano a longo prazo para a recepção deste evento desportivo com uma dimensão muito, muito grande. Exige uma preparação muito atempada e é exatamente o que estamos a tentar fazer ao receber algumas provas de forma antecipada”, explica Joana Regadas. A presidente esclarece que a receção de sucessivas provas não deve comprometer financeiramente a AAUAv, que conta também com o apoio da UA na organização - recorde-se que, de acordo com o Relatório de Atividades e Contas preliminar de 2025, apresentado em janeiro, a Associação tem um capital social de mais de 180 mil euros negativos. Joana Regadas refere que a conceção destas provas serve para “garantir que existe uma estrutura financeira robusta associada à receção" destes eventos. “Não estamos a fazer isto de forma inconsciente ou fazer por fazer, estamos a fazê-lo já para garantir que temos condições para, em 2032, receber tudo, sem causar qualquer dano à saúde financeira da Associação Académica. O objetivo é que estas provas sejam percepcionadas como fases integradas para o projeto de 2032. Que possam ser pensadas de forma sequenciada e, entre umas e outras, possam interagir”, conclui.
Murtosa: Homem constituído arguido por violência psicológica contra mulher
10 mar 2026
Murtosa: Homem constituído arguido por violência psicológica contra mulher
A GNR constituiu arguido um homem, de 53 anos, suspeito de exercer violência psicológica contra a mulher, tendo sido apreendidas várias armas de fogo, na Murtosa, no distrito de Aveiro, informou hoje aquela força de segurança à agência Lusa.
A GNR constituiu arguido um homem, de 53 anos, suspeito de exercer violência psicológica contra a mulher, tendo sido apreendidas várias armas de fogo, na Murtosa, no distrito de Aveiro, informou hoje aquela força de segurança à agência Lusa. Em comunicado, a GNR esclareceu que no sábado constituiu arguido um homem pelo crime de violência doméstica, no concelho da Murtosa. "No âmbito de uma chamada telefónica para o Posto, a informar uma ocorrência de violência doméstica, os militares da Guarda deslocaram-se ao local onde encetaram várias diligências policiais que permitiram apurar que o suspeito, marido da vítima, exercia violência psicológica sobre a sua companheira, de 54 anos", refere um comunicado da GNR. Segundo a Guarda, o suspeito tinha na sua posse armas de fogo, o que resultou na apreensão de quatro caçadeiras calibre 12, sendo que uma em estado ilegal, uma carabina de ar comprimido de calibre de 4,5 milímetros e 1.100 cartuchos de caça calibre 12. Os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Aveiro.
PS-Aveiro acusa Luís Souto de ter “visão autocrática” e diz que autarca “romantizou o cargo”
10 mar 2026
PS-Aveiro acusa Luís Souto de ter “visão autocrática” e diz que autarca “romantizou o cargo”
A Comissão Política Concelhia do Partido Socialista reagiu na tarde de ontem, dia 9, às declarações de Luís Souto, presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), em entrevista publicada este sábado no Diário de Aveiro. Segundo escrevem numa nota de imprensa enviada às redações, o autarca “desconhece o conceito de accountability” e tem sido “incapaz” de criar pontes com a oposição.
Na entrevista feita pelo <a href="https://www.diarioaveiro.pt/2026/03/07/nao-tenho-complexos-nenhuns-em-relacao-ao-chega/">Diário de Aveiro</a>, Luís Souto atacou os socialistas por serem “força de bloqueio” ao tentarem “parar tudo” o que diz respeito à governação da Câmara. No entendimento do PS, trata-se de uma “desculpa” sem relação com a realidade e que apenas demonstra o desnorte e a incapacidade executiva do atual presidente da Câmara Municipal”. Sobre a queixa de que os socialistas têm “inundado” os serviços da Câmara com requerimentos, a Comissão Política Concelhia esclarece que só tinham sido feitos três requerimentos: “o primeiro sobre o Auditor externo, prontamente respondido; o segundo, em novembro, sobre a antiga Lota de Aveiro, ainda não integralmente respondido; e o terceiro relativo ao antigo Estabelecimento de Ensino Santa Joana, que teve resposta na semana passada”. “Os requerimentos foram efetuados porque o Presidente da Câmara não respondeu às questões que lhe foram colocadas em reunião de Câmara”, esclarece. Na nota, o PS escreve que os requerimentos não serviriam para “bloquear” os serviços, uma vez que “disponibilizar os processos que lhe são solicitados é um exercício rápido e digital”. No mesmo sentido, acrescentam que “os processos do Município estão devidamente organizados, documentados e prontos para consulta, não só pela competência organizativa dos seus funcionários, mas por cumprimento com exigências legais e de auditoria [...] Acresce ainda que, se por incúria de gestões anteriores, a estrutura se encontra desprovida dos recursos indispensáveis ao exercício transparente e democrático, cumpre corrigir o quanto antes o vício detetado e não persistir no erro”. Os responsáveis socialistas apontam ainda o dedo a Luís Souto por se contradizer ao considerar que “90 por cento dos assuntos discutidos na Câmara Municipal são consensuais”. Apesar de realçar que, das “183” propostas trazidas a reunião neste mandato, o PS só ter votado contra quatro vezes e de se ter abstido nove, não esquecem que há “grandes opções para Aveiro” em que as forças estão em desacordo: é o caso do “Cais do Paraíso, da requalificação dos antigos terrenos da Lota, da decisão estratégica do Pavilhão Oficina, da necessidade de uma nova Escola Homem Cristo e uma ação mais proativa da Câmara Municipal na resolução do problema da habitação”. Assim sendo, o PS entende que, na ótica de Luís Souto, a oposição é uma “grande maçada” e que “a visão autocrática do governo municipal entende-a como um empecilho”. “Os lamentos sobre «litigância» e «bloqueios» [...] leva-nos a admitir que o problema seja muito mais grave: tudo indica que o presidente desconhece o conceito de accountability”, notam. Esta conclusão leva a que os eleitos socialistas entendam que Luís Souto “romantizou o cargo que ocupa ao ponto de acreditar que o mesmo se resumiria a presenças em eventos, ovações constantes e zero críticas [...] A incapacidade demonstrada até à data pelo Sr. Presidente em potenciar consensos, criar pontes e princípios de entendimento, levando-o agora a procurar validar aproximações com parceiros de credenciais sobejamente documentadas [os socialistas referem-se ao Chega, partido com quem Luís Souto disse, na mesma entrevista, que “não tem complexos”], depende apenas de si próprio e da postura entrincheirada pela qual optou desde o início do seu mandato”.
UA começa amanhã a debater o futuro da mobilidade no Campus de Santiago
09 mar 2026
UA começa amanhã a debater o futuro da mobilidade no Campus de Santiago
O futuro da mobilidade e a gestão do espaço público no Campus Universitário de Santiago estarão em debate na próxima terça-feira, 10 de março, numa sessão que marca o arranque de um processo participativo aberto a toda a comunidade académica. De acordo com a informação enviada à Ria, o encontro decorre entre as 12h30 e as 14h30, na sala 12.2.21 (GOVCOPP), e visa construir soluções de mobilidade mais sustentáveis e integradas.
A iniciativa pretende repensar a forma como estudantes, docentes e investigadores se deslocam e estacionam no campus, focando-se nos desafios da descarbonização e na requalificação dos espaços comuns. O objetivo passa por obter uma visão integrada que valorize os espaços verdes e a relação de proximidade com a ria de Aveiro, reforçando as zonas de encontro e convivência entre os membros da Universidade de Aveiro. Até ao momento, foi já desenvolvido um estudo urbanístico preliminar que assenta em dois pilares: a aplicação de Soluções Baseadas na Natureza (NBS) e os resultados de um inquérito à mobilidade realizado à comunidade académica entre fevereiro e março de 2025. Este estudo servirá de base para a “Sessão de Diagnóstico” de dia 10, onde serão identificados os principais constrangimentos e oportunidades para a criação de um campus mais acessível. O processo participativo será dividido em várias etapas ao longo dos próximos meses. Após o debate inicial, está agendado para o dia 25 de março um “Percurso Exploratório pelo campus de Santiago”, destinado a observar e mapear situações problemáticas no espaço público. Mais tarde, seguir-se-á uma sessão de apresentação de propostas colaborativas articulando o estacionamento com a sustentabilidade ambiental. A fase mais prática do projeto decorrerá entre 13 e 17 de abril, com a implementação temporária de soluções-piloto no campus. Estas ações experimentais permitirão testar ideias no terreno e recolher o feedback direto dos utilizadores antes da formulação de propostas definitivas.
Bloco apela à Universidade de Aveiro para abandonar VPN de empresa israelita
09 mar 2026
Bloco apela à Universidade de Aveiro para abandonar VPN de empresa israelita
A concelhia de Aveiro do Bloco de Esquerda lamentou hoje, dia 9, segundo a agência Lusa, que a Universidade de Aveiro (UA) tenha entregado a sua rede privada virtual (VPN) a uma empresa de ‘software’ israelita, com "ligações" ao exército daquele país do Médio Oriente. A UA escusou-se a reagir.
Num comunicado enviado aos jornalistas, o Bloco refere que a UA entregou a sua VPN a uma empresa israelita que "tem ligações às forças armadas, aos serviços secretos e aos produtores de armas de Israel”, apelando à instituição de ensino para abandonar os serviços desta empresa. “A UA tem história no desenvolvimento da internet em Portugal e tem obrigações éticas para com os direitos humanos que a devem levar ao abandono desta empresa”, defende o Bloco, lamentando que a instituição tenha recorrido a uma empresa que dizem ter ligações ao fabrico de armas, usadas contra o Direito Internacional e contra os direitos humanos. Os bloquistas alertam que esta VPN coloca em risco a segurança de toda a comunidade académica, sustentando que toda a atividade da rede da UA, incluindo dados de navegação e 'emails', está visível para o fornecedor da rede privada virtual, como refere o próprio aviso de ligação a esta ferramenta. “Ou seja, potencialmente, todo o tráfego de internet escoado através da VPN da UA passa por Israel, controlado por uma empresa com elos estreitos com o governo israelita, podendo os conteúdos serem analisados e armazenados, violando a privacidade e a segurança da instituição, dos seus funcionários e dos seus alunos”, refere o Bloco. Uma VPN (Virtual Private Network ou Rede Privada Virtual) é uma tecnologia que cria uma ligação entre o dispositivo do funcionário/aluno (computador ou telemóvel) e a rede interna da Universidade, através da internet, usada por exemplo para teletrabalho. Contactada pela Lusa, a UA escusou-se a reagir. Ainda na mesma nota, o Bloco recorda que a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) entregou os transportes públicos a uma outra empresa israelita, que dizem ter ligação ao exército daquele país. Em outubro de 2024, os Bloquistas exigiram a revogação da concessão dos transportes públicos à empresa em causa, justificando que esta tinha alegadamente uma participação ativa no esforço de guerra em curso em Gaza. Na altura, o presidente da CIRA, Joaquim Batista, considerou o comunicado do Bloco “ridículo e irresponsável”, porque o ordenamento jurídico português não contempla as razões evocadas para a rescisão.
Biblioteca da UA recebe exposição sobre especiarias que mudaram o mundo
09 mar 2026
Biblioteca da UA recebe exposição sobre especiarias que mudaram o mundo
No âmbito da Cátedra UNESCO em Etnobotânica, a Biblioteca da Universidade de Aveiro (UA) inaugura, no próximo dia 10 de março, às 15h30, a exposição “Da pimenta à baunilha: viagem pelo mundo das especiarias”. De acordo com uma nota de imprensa enviada à Ria, a mostra propõe uma reflexão sobre o papel que estas plantas desempenharam na história das sociedades humanas, “evidenciando a sua origem botânica e os seus usos ao longo do tempo”.
A exposição, com curadoria de Luís Manuel Mendonça Carvalho, docente do Instituto Politécnico de Beja e diretor do Museu Botânico da instituição, apresenta plantas e produtos que marcaram rotas comerciais e estimularam o contacto entre diferentes culturas. Entre as especiarias em destaque encontram-se a pimenta, o cardamomo, o gengibre, o cravinho ou a noz-moscada. As legendas “permitem compreender a diversidade botânica destas espécies, bem como as partes das plantas utilizadas como especiarias”, desde frutos e sementes a rizomas ou estigmas florais. Segundo a organização, a iniciativa constitui uma oportunidade para explorar o património etnobotânico e o impacto profundo destas espécies na história económica e científica, “evidenciando a sua origem botânica e os seus usos ao longo do tempo”. O projeto conta com a colaboração de estudantes e docentes Departamento de Ciências Médicas da Universidade de Aveiro (DCM-UA), contando com a participação dos docentes Maria de Lourdes Pereira e Marco Alves, e das investigadoras do CICECO Elsa Dias, Diana Mendonça e Sónia Oliveira. A mostra conta ainda com a parceria dos Serviços de Biblioteca, Informação Documental e Museologia (SBIDM) e do American Corner, que se associa ao evento para promover o intercâmbio cultural e científico. A exposição ficará patente no Edifício da Biblioteca até ao dia 10 de abril de 2026, com entrada livre para toda a comunidade.
Ex-dirigente desportivo e três jogadores de futebol condenados por corrupção na Feira
09 mar 2026
Ex-dirigente desportivo e três jogadores de futebol condenados por corrupção na Feira
De acordo com a agência Lusa, o Tribunal da Feira condenou três jogadores de futebol e um ex-dirigente da Associação Desportiva e Cultural (ADC) de Lobão, bem como o filho do então presidente do clube feirense e um empresário por corrupção desportiva.
O caso está relacionado com uma tentativa de aliciamento de jogadores da União Desportiva (UD) Mansores para que prejudicassem a sua equipa no jogo frente ao Lobão, de modo a que esta equipa saísse vitoriosa e garantisse o acesso à fase de subida ao Campeonato de Portugal. A sentença, datada de 19 de dezembro e consultada hoje pela Lusa, julgou procedente a acusação do Ministério Público, condenando os seis arguidos por um crime de corrupção ativa agravada. A ADC Lobão também estava acusada do mesmo crime, mas foi absolvida. A pena mais gravosa foi aplicada ao ex-dirigente da ADC Lobão, que foi condenado com uma pena de um ano e meio de prisão. O filho do então presidente do clube e três jogadores de futebol foram condenados a um ano e quatro meses de prisão e o empresário foi sancionado com uma pena de um ano e cinco meses de prisão, pelo mesmo crime. Todas as penas foram suspensas. Durante o julgamento, os arguidos confessaram integralmente e sem reservas os factos imputados, tendo o ex-dirigente e o filho do então presidente do clube esclarecido que agiram por sua própria iniciativa, sem serem movidos por ordens externas ou mandatos. Os factos ocorreram na época desportiva de 2022/2023, num jogo relativo à última jornada da primeira fase, Zona Norte, do campeonato SABSEG, da Associação de Futebol de Aveiro (AFA), realizado a 05 de fevereiro de 2023, em Arouca. O tribunal deu como provado que, na semana que antecedeu o jogo, os arguidos contactaram cinco jogadores do Mansores para que prejudicassem a sua equipa, tendo oferecido a três deles quantias entre 500 euros e 3.000 euros. Os outros dois jogadores contactados recusaram de imediato adotar tal conduta no jogo. A partida terminou com a vitória por 2-0 da equipa do Lobão, que garantiu o quarto lugar da classificação geral, a última vaga para a fase de apuramento de campeão e de subida ao Campeonato de Portugal. Poucos dias após a realização da partida, o Mansores apresentou uma participação na AFA, relacionada com uma alegada tentativa de corrupção, dando início a uma investigação que culminou com a detenção do então diretor desportivo do Lobão pela Polícia Judiciária. Na altura, o presidente do Lobão negou as acusações de corrupção e chegou mesmo a oferecer um prémio a quem denunciasse o autor da denúncia sobre a eventual tentativa de aliciamento de jogadores da equipa adversária.