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07 jan 2026
GrETUA recebe 7ª sessão do projeto artístico “Espantar o Caos”
O Grupo Experimental de Teatro da Universidade de Aveiro (GrETUA) acolheu na passada segunda-feira, 5 de janeiro, a 7ª sessão do “Espantar o Caos”. Um projeto artístico dirigido a pessoas que experienciam a doença mental grave e que tem como objetivo “criar um novo espaço dedicado à cultura e à inclusão”.
Segundo uma nota
enviada à Ria, a iniciativa foi guiada por João Garcia Neto, diretor artístico do GrETUA, que
apresentou o espaço e o seu trabalho. “Espantar o Caos”
é um projeto artístico e educativo que nasceu da parceria da Fundação de
Serralves com a Câmara de Vagos, com o objetivo de “criar um novo espaço
dedicado à cultura e à inclusão”. A ação dirige-se a pessoas que experienciam a
doença mental grave. No total, o
projeto propõe um conjunto de 12 sessões “para a criação de uma coleção de
obras originais, reunida num catálogo final que dará visibilidade pública às
criações e aos seus autores”. De acordo com o
comunicado, para além do valor estético, o projeto afirma-se ainda como um “gesto
de reconhecimento e de reflexão coletiva” através da conversão da experiência
em expressão artística, da promoção da autoestima, do diálogo com a comunidade
e de uma consciência renovada sobre a saúde mental e cidadania. “Espantar o
Caos afirma a arte como espaço de encontro, espanto e reconstrução simbólica”,
remata.
07 jan 2026
Estudantes de Medicina da UA passam a integrar a ANEM como membros observadores
O Núcleo de Estudantes de Ciências Biomédicas (NECiB), que representa os estudantes do Mestrado Integrado em Medicina da Universidade de Aveiro (MIM-UA), passou a integrar a Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) como membro observador. A eleição decorreu na 171º Assembleia Geral da ANEM.
Segundo a
notícia publicada <a href="https://www.ua.pt/pt/noticias/11/94235">no site da UA</a>, com
esta adesão, os estudantes da MIM-UA passam a estar representados a “nível
nacional e internacional, podendo, no futuro, após a passagem pelo estatuto de
Membros Observadores, participar de forma mais direta nas discussões sobre
políticas de ensino médico e nos processos de tomada de decisão que influenciam
a experiência dos mesmos no ensino médico em Portugal”. Entre as vantagens
estão a “integração numa rede nacional de estudantes de Medicina, bem como a
possibilidade de participação em programas de intercâmbio e projetos de
educação médica e saúde pública, que complementam a formação académica e
promovem o desenvolvimento pessoal e profissional dos estudantes”. A entrada na ANEM permite ainda uma “maior visibilidade” do MIM-UA no contexto do ensino médico
nacional. A UA destaca ainda
que no último Congresso Nacional de Estudantes de Medicina, iniciativa
promovida pela ANEM, os estudantes do 1º e 2º anos do MIM-UA já participaram. A ANEM é o órgão
representativo dos estudantes de Medicina em Portugal. A associação congrega diferentes
núcleos de estudantes dos cursos de Medicina do país e assume-se como um “papel
ativo na defesa dos interesses dos alunos, na promoção da qualidade do ensino
médico e no desenvolvimento de projetos de âmbito académico, científico e
social”.
07 jan 2026
Centro de Artes de Vale de Cambra com Wim Mertens, Chico César e João Pedro Pais até março
A programação do Centro de Artes e Espetáculos (CAE) de Vale de Cambra até março aposta num cruzamento entre música, teatro, dança, circo contemporâneo e artes visuais.
A abertura oficial da temporada acontece no domingo, pelas 15:30, com a apresentação do musical “Johnny Johnson”, de Kurt Weill, numa produção do Teatro Nacional São Carlos, com direção do maestro João Paulo Santos. O cartaz dos próximos meses destaca nomes internacionais como Wim Mertens (01 de fevereiro) e Chico César (22 de março), a par de artistas nacionais como João Pedro Pais (14 de fevereiro) e o guitarrista Pedro Branco (28 de fevereiro), este último com o projeto “Branco Toca Marco Paulo”, com Benjamim como convidado. Na vertente das artes performativas o público poderá assistir a trabalhos do coreógrafo Paulo Ribeiro, que apresenta “Louis Lui” no dia 07 de fevereiro, e do artista de circo contemporâneo João Paulo Santos em “Une Partie de Soi”, dia 25 deste mês. Até março o público vai poder assistir no CAE de Vale de Cambra, no distrito de Aveiro, espetáculos como “A Caminhada dos Elefantes”, pela Formiga Atómica, “Lições de Voo”, do Teatro de Marionetas do Porto ou “Duas Casas” pela Imaginar do Gigante, entre outros. As artes visuais estarão representadas pelos ilustradores António Jorge Gonçalves e Paula Delecave, que vão ter exposições a serem inauguradas no dia 17 de janeiro e patentes até 10 de abril. Nesse mesmo dia de abril vai ser apresentado o espetáculo “Desenhar os Sons com a Luz dos Dedos”, que junta os músicos Rodrigo Leão e Gabriel Gomes ao ilustrador António Jorge Gonçalves. Além dos espetáculos para o público em geral, o equipamento promove projetos participativos como “Anoitecer” e atividades para escolas, procurando “estreitar a ligação entre a arte e o território”. O trimestre de eventos antecede as celebrações do primeiro aniversário do CAE que serão assinaladas com uma programação especial durante o mês de abril, segundo adiantou fonte municipal.
07 jan 2026
Arouca distingue 201 bombeiros com medalha de ouro
A Câmara de Arouca vai homenagear 201 bombeiros que estiveram no combate aos incêndios de julho, informou hoje fonte municipal.
A cerimónia decorre sexta-feira, pelas 20:45, com a entrega da medalha de mérito municipal de grau ouro aos bombeiros das corporações de Arouca, Fajões e Nespereira, e distingue o quadro de comando e o quadro ativo das três corporações. No total serão homenageados 201 operacionais pelo trabalho no combate aos grandes incêndios que atingiram o território de Arouca no mês de julho. A proposta de louvor foi apresentada em reunião de câmara pela presidente da autarquia, Margarida Belém, e mereceu a aprovação unânime. A autarca sublinha que a distinção pretende “expressar a gratidão da comunidade pelos operacionais que asseguram a segurança e tranquilidade dos cidadãos”. Segundo Margarida Belém, a homenagem “serve também para promover o voluntariado e inspirar as gerações mais jovens para a participação cívica e apoio aos vulneráveis”. No mês de julho, os fogos consumiram cerca de quatro mil hectares de área florestal, só no concelho de Arouca, e obrigaram ao encerramento dos Passadiços do Paiva. As chamas chegaram a ameaçar habitações em várias freguesias e mobilizaram um dispositivo recorde, que chegou a contar com cerca de 800 operacionais no terreno, além de diversos meios aéreos e terrestres. O incêndio, que começou a 28 de julho e se prolongou por vários dias, foi um dos maiores do país, obrigando à evacuação de algumas aldeias, numa altura em que a onda de calor e fortes ventos dificultavam o seu combate.
07 jan 2026
UA acelera transformação na formação ao longo da vida com apoio da Universidade ECIU
No quarto episódio do podcast dedicado ao balanço dos mandatos de Paulo Jorge Ferreira, o reitor da Universidade de Aveiro e Niall Power, diretor da Universidade ECIU, refletiram sobre a profunda transformação que a UA está a conduzir no domínio da formação ao longo da vida, destacando o papel das microcredenciais e o impacto crescente da integração no consórcio europeu ECIU.
Foi num sofá
branco, no centro dos Serviços de Gestão Académica da Universidade de Aveiro,
no Edifício Central da Reitoria, que Paulo Jorge Ferreira e Niall Power refletiram
sobre a aposta da instituição na formação ao longo da vida. Durante cerca de
meia hora, ao final do dia, a conversa decorreu com o som das portas que iam
marcando a saída dos funcionários após mais um dia de trabalho. Numa parte
inicial da conversa, a Ria começou por desafiar Paulo Jorge Ferreira a comentar
os últimos dados divulgados, no ano passado, a nível nacional, pelo Instituto
Nacional de Estatística (INE), onde, conforme <a href="https://eco.sapo.pt/2024/03/22/mais-de-metade-dos-portugueses-nao-faz-formacao-e-o-10o-pior-registo-na-uniao-europeia/">noticiado pelo jornal Eco</a>,
revelavam que, em 2022, “menos de metade dos adultos em Portugal participaram
em, pelo menos, uma atividade de educação (formal ou não)”. O país encontrava-se
ainda abaixo da média comunitária. Questionado sobre o que está a falhar, o
reitor foi direto: “Tem falhado nas soluções de requalificação e nas soluções
de formação superior profissional”. Segundo
explicou, é precisamente nas formações de curta duração, que não se enquadram
nem nas licenciaturas nem nos mestrados tradicionais, que se encontram as
maiores lacunas. “No número de jovens adultos com diplomas de licenciatura ou
de mestrado, Portugal até está um ponto acima da média da OCDE. No restante,
infelizmente, estamos vários pontos abaixo”, afirmou. Paulo Jorge
Ferreira recordou ainda que muitos trabalhadores e empregadores continuam sem
plena consciência da importância da formação ao longo da vida. “Isto foi
demonstrado em inquéritos que nós próprios fizemos. Quer os trabalhadores, quer
as empresas que os empregam, não têm absoluta consciência daquilo que seria
para eles vantajoso e oportuno proceder a essas formações”, sublinhou. Sobre o papel da
Universidade de Aveiro neste processo, o reitor destacou o caminho desenvolvido
desde 2019, ano em que a instituição integrou a Universidade Europeia ECIU. “O
compromisso principal era providenciar soluções de requalificação para um mundo
em mudança.Isso obriga a desenhar métodos específicos para essa
requalificação e a alterar todo o paradigma de ensino para que faça sentido”,
explicou. “Requalificar um conjunto de 20 pessoas com histórias e passados
formativos (…) e idades totalmente diferentes, expectativas quanto às carreiras
totalmente diferentes, é muito mais difícil do que pegar num grupo de pessoas
com 18, 20 ou 22 anos e levá-los do ponto inicial até ao ponto final”,
continuou Paulo Jorge Ferreira. Questionado
sobre a forte aposta da UA nestas formações curtas, como microcredenciais, e
como a instituição poderia aumentar o número de matriculados, o reitor recordou
o papel dos “governantes”. “Dizem-nos os nossos governantes que temos pleno
emprego, nesta altura. Pleno emprego, o que é? É estarmos empregados? Ou é
termos um emprego no qual damos o melhor que seríamos capazes de dar? E aqui é
que começa a diferença entre a necessidade da requalificação e a ligação da
requalificação com o progresso económico e o progresso do país e a situação em
que estamos”, vincou. “Pleno emprego para mim é quando cada um está a dar o
máximo que é capaz de dar, quando cada um foi até ao limite das suas
competências, e está a transformá-las em valor no mercado”, prosseguiu Paulo
Jorge Ferreira. Quanto ao futuro
das microcredenciais, o reitor acredita que as diferenças atualmente visíveis
na oferta destas formações entre as diferentes unidades orgânicas, na UA, se
irão acabar por “desvanecer”. “Se
esperarmos alguns anos, vamos ver que estas diferenças de arranque que se
toleram neste momento, em que estamos numa fase muito embrionária das
propostas, se vão desvanecer e eu acho que vai aparecer propostas de
requalificação por todas as áreas”, esperançou. Numa segunda
etapa da conversa, Niall Power aproveitou ainda o momento para apresentar a Universidade
ECIU. “É uma associação de universidades a nível europeu, desde 1998, para que
as universidades participantes possam cooperar, colaborar, procurar soluções
para as suas próprias universidades, regiões e fazer isto em cooperação com
outros parceiros”, descreveu. A UA juntou-se a
este consórcio, tal como descrito acima, no ano de 2019. Questionado sobre o
impacto atual da ECIU na instituição, Niall deu nota que, atualmente, a
associação envolve, no caso da UA, mais de “3500 estudantes individuais” e mais
de “6 mil participações”. Ainda assim, mais do que aumentar o número de
participações, a UA pretende cumprir com um outro objetivo: “Propor um modelo
de ensino superior com uma dimensão europeia que seja muito atraente e
alcançável pelos cursos que existem também em Portugal e nos diferentes países
participantes. Queremos antecipar um modelo de ensino superior que seja
alcançável para todos”, admitiu. Segundo o
diretor, desde 2022, a Universidade ECIU oferece mais de “440 cursos”, através
da sua plataforma. “Eu não vou dizer que é igual à Netflix, mas a ideia está um
pouco inspirada. (…) Os estudantes da UA podem entrar e escolher cursos entre
os desafios societais ou microcursos que levem depois à microcredencial”,
explicou. “Quando um estudante realiza um desses cursos, é automaticamente
emitido um passaporte eletrónico de competências, associado ao Europass, ao
sistema europeu de reconhecimento de qualificações. (…) A ECIU é a única rede
europeia de universidades capaz de oferecer essa oportunidade, de obter um
microcredencial emitido pelo Europass”, continuou Niall. Apesar de, até
ao momento, os cursos da Universidade ECIU só estarem disponíveis para os
estudantes da UA, Niall Power anunciou à Ria que em “muito breve prazo, nas
próximas semanas, vão-se tomar decisões importantes que vão proporcionar a
possibilidade dos antigos alunos ou recém-graduados” poderem também participar.
“Estamos também em conversas e a trabalhar em conjunto com algumas empresas,
inclusive, em Portugal, para que os seus próprios quadros possam também
participar nos cursos de ECIU”. Prestes a
entrarmos na reta final da conversa, Paulo Jorge Ferreira recordou ainda que,
nos dias de hoje, a Universidade ECIU envolve “cerca de 350 mil estudantes” por
toda a Europa. Para o reitor, o potencial de crescimento deste consórcio e no
conjunto de formações curtas “é muito grande”. “Uma coisa que, no futuro, acho
que pode acontecer é o estudante solicitar formações em áreas concretas e, no
fundo, consolidar, empilhar todas essas formações e constituir algo que lhe é
reconhecido como uma habilitação oficial de nível superior. (…) Era a passagem
de currículos pré-fabricados pelas instituições para currículos que eram
construídos pelo próprio estudante. E isto seria o máximo da flexibilidade e o
máximo da motivação porque permitia a cada um escrever a sua própria caderneta
formativa e, em certa medida, escolher o seu próprio futuro”, rematou.
07 jan 2026
Governo apresentará nova proposta sobre prémio salarial em breve
O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, sinalizou hoje que o Governo está a rever a questão do prémio salarial e apresentará uma nova proposta em breve.
Questionado pelo deputado do PS, António Mendonça Mendes, numa audição no parlamento, sobre o ponto de situação do prémio salarial, o ministro referiu que "quem se inscreveu em 2024 teve o pagamento em 2024 e 2025, o Governo está a rever a questão do prémio salarial e apresentará uma nova proposta em breve". Perante a insistência sobre este apoio, cuja lei está ainda em vigor, o ministro disse apenas que "o Governo tomou a decisão de rever o prémio salarial". O prémio salarial representa uma devolução das propinas aos jovens até aos 35 anos, sendo pago todos os anos pelas Finanças, mediante pedido de acesso pelos jovens, durante o número de anos equivalente ao ciclo de estudos que levou à atribuição do grau académico. A legislação prevê que as candidaturas decorrem anualmente até 31 de maio, mas o Governo não abriu as candidaturas. O incentivo foi criado pelo Governo de António Costa em 2023 para permitir que os jovens trabalhadores, até ao ano em que fazem 35 anos, possam pedir ao Estado a devolução das propinas como reconhecimento da conclusão da licenciatura ou do mestrado. No caso de uma licenciatura, o montante pago é de 697 euros e, no do mestrado, de 1.500 euros (num mestrado integrado, os anos correspondentes à licenciatura dão direito a 697 euros e os referentes ao mestrado aos mesmos 1.500 euros).