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29 nov 2025
UA: Carlos Costa alerta que taxa turística em Aveiro pode distorcer o mercado e ter pouco impacto
Após uma década, a Câmara Municipal de Aveiro vai retomar a taxa turística, que tinha sido abolida pelo anterior presidente da Câmara, José Ribau Esteves, no início do seu primeiro mandato, em 2014. Apesar de ainda se desconhecerem quais serão os valores praticados, a Ria esteve à conversa com Carlos Costa, vice-diretor do Curso de Formação Avançada em Turismo do Departamento de Economia, Gestão, Engenharia Industrial e Turismo (DEGEIT) na UA, para perceber qual o impacto da mesma no concelho.
Em entrevista à
Ria, Carlos Costa começou por referir que, no seu entendimento, o procedimento
para retomar a taxa turística “não terá à partida nenhum impacto
significativo”. “As taxas turísticas, eu diria que por princípio não são muito
bem-vindas. Eu pessoalmente não sou nada favorável à existência de taxas
turísticas porque isso é uma forma de distorção do mercado”, opinou. Consciente da
realidade, a nível nacional e internacional, a aposta em Aveiro pela taxa não o
surpreendeu. No seguimento, recordou à Ria o início da aplicação da taxa
turística, em Portugal: “No passado, havia uma situação em que o Governo
cobrava o chamado ‘IVA turístico’. O Governo calculava todo IVA calculado e
cobrado ao nível dos estabelecimentos hoteleiros, restaurantes, etc. E depois
desse IVA que era cobrado havia 37.5% desse IVA que era devolvido às regiões de
turismo e aos Municípios”, lembrou. “Ao longo dos anos, aquilo que aconteceu é
que esse IVA turístico deixou de ser devolvido, de forma que as Câmaras Municipais
têm vindo a introduzir esta forma de aplicação de uma receita e, portanto, tem-se
vindo a vulgarizar”, continuou. Apesar de não
ser favorável a aplicação da taxa turística, Carlos Costa avançou que caso a
mesma viesse a ser aplicada em “investimentos que venham a favorecer o setor do
turismo” já veria a sua implementação como um “passo positivo”. “Aquilo que tem
vindo a acontecer em muitos locais é que acaba por arrecadar mais um imposto,
que depois acaba por ser utilizado em despesas para pagar custos gerais com
pessoal, operacionais, etc”, afirmou. Confrontado pela
Ria sobre o intuito da Câmara de Aveiro, <a href="https://radioria.pt/noticias/aveiro/camara-de-aveiro-da-primeiro-passo-para-retomar-taxa-turistica">que pretende reverter as receitas
provenientes da taxa para ações de preservação, qualificação e sustentabilidade
do território</a>, o vice-diretor defendeu que a medida continua a “não” ser
a melhor para o setor hoteleiro. “Para o setor hoteleiro, obviamente, que tem
algum impacto. (…) Mas também vamos ser muito francos não é por isso que os
turistas não acabam por vir para os locais. Não tem um impacto de diminuição da
procura turística devido à cobrança da taxa”, referiu. Carlos Costa
defendeu ainda que o setor hoteleiro deve pressionar a Câmara Municipal de
Aveiro para que “esta fonte de arrecadação da receita seja orientada para
melhorias globais no setor do turismo, nomeadamente para arranjos junto aos
seus próprios estabelecimentos hoteleiros, e isso aí sim iria, obviamente,
beneficiar do setor do turismo”, repetiu. Tendo em conta
os números disponíveis no <a href="https://retratos.pordata.pt/populacao/aveiro">portal da Pordata</a>, Aveiro registou, no ano de 2024,
“453.431” dormidas. Atualmente, em Portugal, a maior taxa turística aplicada é
de 4 euros. A menor é de 1 euro. Com base nestes valores, Aveiro teria uma
receita de 453.431 euros (com base no valor de um euro). Caso, optasse pela maior (no valor de 4 euros) teria um lucro de 1.813,724 euros. Recorde-se que
durante as eleições autárquicas, <a href="https://radioria.pt/noticias/aveiro/autarquicas-candidatos-a-camara-de-aveiro-admitem-aplicar-taxa-turistica">todos os candidatos admitiram a implementação
de uma taxa turística no município</a> caso viessem a ser eleitos.
No caso do Bloco de Esquerda, João Moniz sugeriu uma taxa de dois euros por
dormida e a Miguel Gomes, pela Iniciativa Liberal, propôs uma taxa de três euros
para a primeira noite e para quem ficasse mais de uma noite a isenção da mesma.
Do lado do Partido Socialista, Alberto Souto concordou com a taxa de dois
euros, já Diogo Machado, do Chega, preferiu não adiantar um valor, defendendo
que o mesmo deve ser implementado e discutido “com todos os players”. Paulo
Alves, do Nós Cidadãos!, defendeu a aplicação de uma “taxa mínima”. Por sua
vez, Isabel Tavares, da CDU, admitiu uma taxa turística com regimes de exceção
para quem se desloca para a cidade em trabalho. Também Bruno Fonseca, do Livre,
disse concordar com a taxa turística, mas assinalou que é preciso saber onde o
dinheiro vai ser aplicado. O agora
presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Luís Souto de Miranda, na altura, não
se comprometeu com uma posição. “Esse é um dos temas que merece a maior ponderação e atenção e que iremos
reavaliar com os parceiros do sector, tendo em conta a competitividade da
economia local e potenciais benefícios para o município”, referiu ao <a href="https://www.publico.pt/2025/07/09/local/noticia/taxa-turistica-entra-campanha-autarquica-aveiro-2139635">Público,
num depoimento escrito</a>. Lembre-se que,
<a href="https://radioria.pt/noticias/aveiro/camara-de-aveiro-da-primeiro-passo-para-retomar-taxa-turistica">tal como noticiado pela Ria</a>, a elaboração do Regulamento da Taxa Turística pretende
, segundo o Município, “assegurar uma gestão mais equilibrada e sustentável do
crescente fluxo de visitantes que a cidade tem recebido nos últimos anos". A primeira
experiência com a aplicação de uma taxa deste género em Portugal foi feita em
Aveiro, em 2013, com o pagamento de um euro por dormida, mas a medida não
obteve o sucesso desejado e foi abolida pela autarquia em abril de 2014. O
então presidente da câmara, Ribau Esteves, revogou o regulamento que a
aplicava, considerando que prejudicava o turismo e não tinha expressão
significativa para as receitas municipais.
28 nov 2025
AAUAv: Joana Regadas critica falta de apoio aos estudantes-atletas da UA na Gala do Desporto
Durante a sua intervenção na Gala do Desporto da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv), que decorreu na passada quarta-feira, 26 de novembro, na Caixa UA, Joana Regadas, presidente da direção da AAUAv, criticou a falta de apoio da Universidade aos estudantes-atletas, apontando falhas no acesso às infraestruturas, na Taça UA, e no acompanhamento pedagógico.
O discurso da
presidente da AAUAv foi pautado pelas conquistas dos estudantes aveirenses ao
longo do ano letivo 2024/2025. No panorama nacional, foram “390”
estudantes-atletas a vestir a camisola da UAveiro em competições, alcançando um
total de “70” pódios: “25” medalhas de ouro, “18” de prata e “27” de bronze. “Além-fronteiras”,
os estudantes da Universidade de Aveiro alcançaram cinco pódios e foram a
primeira equipa portuguesa no medalheiro da European University Sports
Association (EUSA), 13ª na globalidade. Do ponto de
vista interno, Joana Regadas destacou que, 22 anos depois, a Taça UA é hoje uma
“referência e exemplo” a nível nacional. Segundo indica, durante o último ano
foram “2250” os estudantes que participaram na competição. Apesar dos resultados positivos, a presidente
da AAUAv reconheceu que nem tudo corre conforme o esperado. Numa crítica
implícita à universidade, enquanto enaltecia o trabalho de cada um dos agentes
envolvidos no desporto académico, Joana Regadas disse: “Aos dirigentes
desportivos (…) que infelizmente têm ainda o trabalho redobrado de procurar
estruturas desportivas para treino fora da UA, sem perceberem as razões por que
lhes é negado o acesso a todos os equipamentos da Universidade”. Questionada pela
Ria sobre o problema mencionado à margem da gala, a dirigente explicou que,
embora saiba que a Nave Multiusos ‘Caixa UA’ não é suficiente para suprir a
procura das equipas que competem na Taça UA, o acesso a todos os equipamentos
desportivos continua a ser proibido para quaisquer treinos dos núcleos. Segundo
Joana Regadas, a AAUAv “continua sem perceber” a decisão, que já tinha sido
levada a uma reunião logo no início do seu mandato. Do lado da Universidade,
acrescenta, ainda não foi apresentada qualquer justificação. Confrontado pela
Ria, Tiago Lourenço, coordenador do Núcleo de Desporto e Lazer da Universidade
de Aveiro, mostrou-se surpreendido com a crítica da dirigente estudantil. O
responsável dá nota que a infraestrutura “nem sempre está disponível”, mas diz
desconhecer que o acesso seja negado. No mesmo sentido, garante que, sobre esse
assunto, nunca falou com Joana Regadas. Ao longo do seu
discurso, a presidente da AAUAv sublinhou ainda que há um “caminho a percorrer”
no que diz respeito ao “acompanhamento pedagógico dos estudantes-atletas”, que
muitas vezes acabam por não conseguir conciliar os estudos com a prática
desportiva. “Não chega atribuir bolsas de mérito se, no final, muitos nem têm a
oportunidade de as ter porque não têm aproveitamento escolar”, considera Joana
Regadas. A dirigente
questionou igualmente o “custo” das vitórias alcançadas, afirmando ser “ainda
dúbio” que as competições atuais promovam efetivamente a prática regular de
desporto e tenham o impacto social previsto. Presente na
cerimónia, Paulo Jorge Ferreira, reitor da UA, preferiu focar-se nos aspetos
positivos. “Se o orgulho matasse, este reitor tinha caído para o lado várias
vezes durante este ano desportivo”, comenta. O sucesso
desportivo mencionado pela presidente da direção da AAUAv não foi, segundo
afirma, “obra do acaso”, e resulta da aposta que a reitoria começou em 2018.
Tendo em conta o patamar já alcançado, Paulo Jorge Ferreira diz que o desafio é
maior para quem vem de novo, uma vez que a fasquia foi “elevada”. Durante a noite,
foram entregues os seguintes prémios: Melhor árbitro da Taça UA – Rúben Soares;
Melhor claque da Taça UA – Ultras de Mecânica; Equipa do ano da Taça UA –
Futebol Feminino de Engenharia Civil; Atleta revelação – Ariana Capão, da
Ginástica Rítmica; Equipa revelação – Equipa de Futebol de 7 Feminino;
Treinador do ano – Daniel Vilarinho, da equipa de Futebol de 7 Feminino; Equipa
do ano de eSports – Equipa de Counter-Strike 2; Equipa do ano – Equipa de Remo;
Atleta do ano (masculino) – André Ferreira, do Remo; Atleta do ano (feminino) –
Margarida Figueiredo, do Atletismo; Melhor Colaborador do ano – Miguel Ângelo. Foram ainda feitas
menções honrosas a Rodrigo Marques, estudante-atleta de kickboxing, à equipa de
Remo e à equipa feminina de basquetebol.
28 nov 2025
Governo disponível para olhar para proibição de acesso às redes sociais mas quer coordenar com UE
A ministra da Juventude considerou hoje que a limitação do acesso às redes sociais para jovens tem de ser coordenada ao nível da União Europeia (UE), mas reconheceu que "há benefícios" em começar a discussão a nível nacional.
“Acho que terá sempre – mais do que ser uma matéria de âmbito nacional – de ser analisada no contexto europeu”, respondeu Margarida Balseiro Lopes, questionada sobre a proposta da Dinamarca para limitar o acesso de adolescentes e crianças às redes sociais e a posição do Parlamento Europeu, que pede a proibição do acesso a menores de 16 anos. A ministra da Cultura, Juventude e Desporto está em Bruxelas no âmbito de uma reunião ministerial e defendeu que há “benefícios em discutir” uma possível proibição de acesso às redes sociais para os jovens, olhando para “as evidências científicas” sobre as consequências negativas da exposição a estas plataformas digitais que podem fomentar a dependência e expor crianças e adolescentes a conteúdos ilícitos e que deturpam a realidade. “É uma matéria que preocupa o Governo”, comentou Margarida Balseiro Lopes, recordando a medida que o executivo já tomou de proibir a utilização dos telemóveis em contexto escolar. No entanto, a governante comentou que o trabalho não pode ser apenas do Governo e das escolas, tem de “envolver as famílias”, uma vez que os telemóveis (que hoje permitem o acesso desimpedido às redes sociais) são dados pelas famílias aos menores: “Não foram dados pelas escolas.” “É uma matéria que queremos discutir, mas consideramos importante coordenar e articular com os nossos países europeus”, finalizou a ministra.
28 nov 2025
CMA mantém serviço especializado de diagnóstico e avaliação do potencial risco de rutura de árvores
De acordo com uma nota de imprensa enviada à Ria, a Câmara Municipal de Aveiro deliberou na última reunião de executivo municipal, que aconteceu ontem, dia 27, aprovar a manutenção do serviço especializado de diagnóstico e avaliação do potencial risco de rutura de árvores.
A decisão da manutenção do serviço resultada de um
procedimento de consulta prévia lançado no final de 2023, tendo a proposta
melhor classificada sido apresentada pela empresa “Floresta Bem Cuidada, LDA”,
que ficará responsável pela execução dos trabalhos de monitorização e
avaliação. O contrato, que tem a validade de 24 meses, garante um
acompanhamento técnico contínuo de uma das estruturas naturais “mais
importantes” do espaço público. O serviço contratado permitirá à Câmara Municipal
identificar precocemente árvores com fragilidades estruturais, riscos de rutura
ou sinais de stress fisiológico, evitando acidentes e assegurando a preservação
do arvoredo existente. A avaliação técnica especializada inclui análises
detalhadas, utilização de equipamentos de diagnóstico avançado e acompanhamento
permanente das condições das árvores em todo o concelho.
28 nov 2025
OE2026: Miguel Gomes saúda fim das portagens na A25 e critica abandono de obras “prioritárias”
Depois da proposta de lei do Orçamento do Estado (OE) para 2026 ter sido esta quinta-feira, 27 de novembro, aprovada em votação final global com votos a favor dos dois partidos que apoiam o Governo, PSD e CDS-PP, e com a abstenção do PS, Miguel Gomes, candidato da Iniciativa Liberal (IL) de Aveiro estas eleições autárquicas, defendeu que o mesmo representa “alguns avanços relevantes” para o distrito de Aveiro, mas preserva “lacunas estruturais que continuam por resolver”. Como exemplo desses problemas apontou o Hospital de Aveiro ou o eixo Aveiro-Águeda.
Numa nota de imprensa
enviada à Ria esta sexta-feira, 28 de novembro, Miguel Gomes começa por congratular
o fim das portagens na A25. “Uma vitória para a mobilidade, apesar da narrativa
errada e do processo político seguido”, insiste. No seguimento, reforça que a eliminação dos pórticos representa um “ganho claro para os cidadãos e
empresas que dependem desta via”. “A entrada em vigor da medida em 2026 corrige
finalmente a injustiça criada no verão passado, quando outros concelhos
beneficiaram da eliminação de portagens e Aveiro ficou inexplicavelmente de
fora, apesar das reivindicações de longa data dos seus residentes e do peso
económico da região”, continua Miguel Gomes. O candidato da
IL lamenta, contudo, que a decisão tenha surgido “descontextualizada de uma visão
estratégica nacional para as infraestruturas”. “É crucial que a eliminação das
portagens não se traduza num desinvestimento futuro numa via que é essencial
para Aveiro, para a Beira Litoral e para o país”, afirma. Recorde-se que,
<a href="https://radioria.pt/noticias/Cidade/parlamento-elimina-todas-as-portagens-na-a25-vitoria-historica-para-aveiro">tal como avançado pela Ria</a>, a partir do próximo dia 1 de janeiro todas as portagens
na A25 vão ser eliminadas. A iniciativa resulta de uma proposta de alteração ao
Orçamento de Estado 2026 feita pelo Partido Socialista (PS) e aprovada, na
passada quarta-feira, com os votos a favor pelo PS, Chega, Livre, PCP, BE e
JPP. No caso da IL, inicialmente, abstiveram-se, mas mais tarde acabaram por mudar
o sentido de voto. De acordo com Mário Amorim Lopes, deputado da IL eleito pelo
círculo eleitoral de Aveiro, <a href="https://radioria.pt/noticias/aveiro/il-volta-atras-e-tambem-vota-favoravelmente-eliminacao-das-portagens-da-a25">em entrevista à Ria</a>, a abstenção foi um “erro técnico” e o partido teve
sempre a intenção de votar a favor da proposta. Na nota, Miguel
Gomes atira ainda que o Orçamento de Estado para 2026 falhou ao “não incluir
qualquer compromisso explícito, detalhado e calendarizado para a tão necessária
requalificação e expansão do Hospital de Aveiro”. “Depois de uma campanha
autárquica em que todos os partidos reconheceram a urgência desta intervenção,
e após um compromisso público do primeiro-Ministro, Luís Montenegro, durante a
apresentação da candidatura de Luís Souto, é incompreensível que o orçamento
ignore por completo este equipamento vital para a região”, vinca. Recordando a
<a href="https://radioria.pt/noticias/Cidade/aveiro-projeto-de-expansao-do-hospital-so-sera-aprovado-em-2028-diz-il-apos-reunir-com-uls">visita de Mariana Leitão, presidente da IL, ao Hospital de Aveiro</a>, Miguel Gomes insiste que “Aveiro precisa de investimentos estruturantes e
previsíveis no seu hospital, acompanhados de reformas de gestão que assegurem
eficiência, rapidez de resposta e qualidade no Serviço Nacional de Saúde”. Lembre-se que, tal como anteriormente noticiado,
o ex-presidente da Câmara Municipal de Aveiro, José Ribau Esteves, já tinha
esclarecido publicamente que o concurso público para a elaboração do projeto de
requalificação e expansão do Hospital de Aveiro se encontrava em suspenso na
sequência de uma reclamação apresentada por uma das empresas
concorrentes. <a href="https://radioria.pt/noticias/aveiro/orcamento-do-estado-para-2026-sem-qualquer-referencia-ao-hospital-e-portagens-de-aveiro">Um
projeto desta dimensão deverá ainda demorar entre um a dois anos a ser
concluído</a>, sendo apenas numa fase posterior o Governo poderá inscrever
verbas específicas no Orçamento do Estado para lançar o concurso das obras. No seguimento, o
candidato da IL lamentou também que o Eixo Aveiro-Águeda seja uma “prioridade regional
novamente ignorada”. “É profundamente negativo que a ligação Aveiro–Águeda, há
décadas identificada como prioritária para a mobilidade e para a
competitividade económica do distrito, continue sem qualquer referência no
OE2026”, reage. Tal como
avançado pela Ria, no passado dia 17 de novembro, três anos após estar inscrita
no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), esta obra <a href="https://radioria.pt/noticias/Regi%C3%A3o/eixo-aveiro-agueda-sem-verba-garantida-governo-analisa-opcoes-e-custo-triplica-para-140-milhoes">continua sem avançar e
sem garantia de financiamento integral</a>. Sobre isto, Miguel Gomes exprime que: “Com o PRR já fora da equação, uma
infraestrutura com impacto direto em dois polos industriais e académicos
relevantes deveria ter sido incluída e calendarizada no OE2026”. “Para a
Iniciativa Liberal, esta ligação é estratégica para reduzir constrangimentos,
reforçar a coesão territorial e potenciar a atividade económica do distrito”,
continua. Num apontamento
final, Miguel Gomes reforça que o “distrito de Aveiro merece mais do que
promessas vagas ou investimentos pontuais”. “Precisa de um plano claro,
executável e sujeito a prestação de contas rigorosa”, insiste. “O OE2026 contém
alguns aspetos positivos, mas fica muito aquém de um orçamento verdadeiramente
reformista, capaz de desbloquear o potencial económico e social da
região. Tudo isto são razões mais que suficientes para o voto contra este
orçamento”, justifica o candidato da IL. Sobre a atuação do partido
promete que o mesmo continuará a defender “mais transparência, rigor na
execução e políticas orientadas para o crescimento, para a liberdade de escolha
e para serviços públicos verdadeiramente eficientes”. A proposta de lei
do Orçamento do Estado para 2026 foi esta quinta-feira aprovada em votação
final global com votos a favor do PSD e CDS-PP, e com a abstenção do PS. Os
restantes partidos (Chega, IL, Livre, PCP, BE, PAN e JPP) votaram contra. Este foi o
segundo Orçamento do Estado apresentado por um Governo liderado por Luís
Montenegro e, quando a votação foi anunciada no hemiciclo, os deputados do PSD
e CDS aplaudiram de pé. A deputada do PS Isabel Moreira anunciou a entrega de
uma declaração de voto por escrito. Durante o
período de debate e votação na especialidade do Orçamento do Estado para 2025,
que começou em 20 de novembro, foram aprovadas medidas como o congelamento das
propinas, o reforço da dotação do Tribunal Constitucional, a isenção de
portagens em autoestradas como a A25 ou em partes da A6 e A2 ou o aumento do
suplemento especial de pensão dos antigos combatentes – tudo propostas
apresentadas por PS ou Chega contra a vontade do Governo. No total,
durante as votações na especialidade, foram aprovadas 163 propostas de
alteração, sendo o PS o partido da oposição que conseguiu ver mais propostas
aprovadas.
28 nov 2025
Idosa de 84 anos desaparecida desde quarta-feira após atendimento no Hospital da Feira
Uma mulher de 84 anos está desaparecida desde quarta-feira, após ter sido observada no Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira, revelou hoje fonte policial.
Segundo o comando distrital de Aveiro da PSP, a idosa em causa é de Oliveira de Azeméis e deu entrada nas urgências desse equipamento da Unidade Local de Saúde do Entre Douro e Vouga (ULS EDV) nessa madrugada, com “lapsos de memória e desorientação”. “Ficou internada e, quando a chamaram para ir ao gabinete de observação, não apareceu. Por volta das 18:15 foi comunicado a um colega da PSP [de serviço remunerado no hospital] que a senhora se tinha ausentado sem alta médica e, depois disso, pela visualização das imagens de videovigilância, percebeu-se que às 13:15 ela teria saído do edifício”, contou fonte do comando à Lusa. A direção do Hospital da Feira confirma a saída da idosa “autonomamente, pela porta principal do serviço de Urgência”, e adianta: “De imediato foram ativados todos os procedimentos internos previstos para este tipo de situação, incluindo a verificação das instalações, a análise das câmaras de videovigilância e o contacto com as autoridades competentes”. A PSP, por sua vez, começou por difundir a identificação da utente “por todo o efetivo da esquadra da Feira” e alargou depois essa sinalização “a toda a estrutura nacional” da mesma força policial. “Foram efetuadas as buscas possíveis nas imediações do hospital”, acrescenta a PSP, que diz continuar a desenvolver esforços no sentido de localizar a idosa. “Mas não há sinal dela até agora”, afirmou a mesma fonte esta manhã, por volta das 10:00. Em abril de 2024, o Hospital da Feira registou situação idêntica, então com um homem de 82 anos que, entre exames de diagnóstico, abandonou a urgência por iniciativa própria e nunca mais foi localizado. Nessa altura, fonte hospitalar declarou que a família não dera “qualquer informação de que o senhor não era autónomo ou tivesse alguma incapacidade que o impedisse de ficar sozinho”. A PSP afirmou que ele continua por localizar. Quanto à idosa desta quarta-feira, fonte do São Sebastião refere que “o hospital continua a colaborar estreitamente com as autoridades e mantém-se focado na segurança dos utentes e no cumprimento rigoroso dos seus procedimentos internos”.