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12 jan 2026
CCDRC: Cláudia Cruz Santos ataca legado de Ribau Esteves em Aveiro e garante não votar no ex-autarca
Cláudia Cruz Santos, líder da bancada do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Aveiro (AMA), que frisou falar exclusivamente a título pessoal, criticou o legado de José Ribau Esteves na Câmara Municipal de Aveiro (CMA) e assumiu que não vai votar no antigo presidente para a presidência da Comissão de Coordenação do Desenvolvimento da Região Centro (CCDRC). Questionada pela Ria, a deputada acrescenta que “não vejo como” é que a eleição possa ser benéfica para Aveiro.
Apesar do apoio de José Luís Carneiro, secretário-geral do
Partido Socialista, a eleição de José Ribau Esteves, ex-presidente da Câmara Municipal
de Aveiro (CMA), para a presidência da CCDRC não é consensual entre todos os
eleitos do PS. Recorde-se que tanto <a href="https://radioria.pt/noticias/Regi%C3%A3o/hugo-oliveira-fala-em-abuso-e-diz-que-ribau-esteves-e-um-mau-nome-para-a-ccdr-centro">Hugo Oliveira</a>, presidente da Federação
Distrital do partido, como os <a href="https://radioria.pt/noticias/aveiro/ps-aveiro-demarca-se-de-eventual-apoio-do-partido-a-ribau-esteves-na-candidatura-a-ccdr-c">vereadores</a> eleitos para a CMA já manifestaram a
sua oposição relativamente à votação no ex-autarca. José Ribau Esteves é <a href="https://radioria.pt/noticias/regiao/ccdr-vai-hoje-a-votos-e-ribau-esteves-e-candidato-unico-a-presidencia-da-regiao-centro">candidato
único</a> à presidência do órgão nas eleições que decorrem esta tarde em sede de Assembleia Municipal extraordinária e conta com o apoio dos líderes de PS e PSD. Contactada pela Ria, Cláudia Cruz Santos juntou o seu nome
ao dos restantes eleitos locais do partido que já se pronunciaram. Assegurando
que fala apenas a título pessoal, a líder da bancada parlamentar dos socialistas
deu nota de que não vai votar no ex-autarca porque, acredita, “o legado que deixou
em Aveiro, o autoritarismo na tomada de decisões e a desconsideração de pareceres
alheios mostram que não é uma boa escolha”. A possibilidade de existirem benefícios em ter um ex-autarca
do concelho a presidir à CCDRC foi descartada pela deputada, que diz que “não
vejo como” possa haver pontos positivos. No entendimento de Cláudia Cruz
Santos, “mesmo quando foi presidente da Câmara de Aveiro, [Ribau Esteves] tomou
decisões péssimas para o concelho. […] Sempre que olho para o Rossio penso na
tristeza sem árvores, na tristeza de betão em que este Rossio se tornou. Temos
agora o dossier do Cais do Paraíso, que me parece extraordinariamente problemático,
temos decisões tomadas no fim do mandato relativamente à Lota… Parece-me que há
muitas razões muito concretas para não votar em Ribau Esteves para a CCDRC”. A deputada não faz previsões daquela que possa a ser a distribuição
final de votos em branco ou nulos, mas admite que “muitos autarcas tenham dúvidas
relativamente à adequação da escolha e até que essas dúvidas sejam transversais
a várias forças políticas”. “Em Aveiro talvez possamos dizer que temos um conhecimento mais
próximo das características do senhor engenheiro Ribau Esteves como autarca.
Ele acompanhou-nos nos últimos 12 anos, tomou decisões que acho que foram muito
prejudiciais para Aveiro e, sobretudo, não tem uma cultura democrática de ouvir
e respeitar quem pensa diferente”, acrescentou.
12 jan 2026
Aveiro: Diocese alerta para homem que celebra missas em casa, mas que “não foi ordenado padre”
A Diocese de Aveiro esclareceu, através de um comunicado publicado nas redes sociais, que Francisco Marques, residente em Oiã, Oliveira do Bairro, “não foi ordenado padre da Igreja Católica” e não está autorizado a celebrar ou “administrar validamente” quaisquer sacramentos, alertando os fiéis para que não participem em celebrações por si promovidas.
Num comunicado
publicado esta segunda-feira, 12 de janeiro, nas redes sociais, a Diocese de Aveiro começa por explicar que “Francisco Marques”, a viver em Oiã, em Oliveira do Bairro que, “no
passado, ficou publicamente conhecido pela sua proximidade ao Papa Francisco,
terá recebido a ordenação sacerdotal e estará a celebrar a Eucaristia na sua
terra natal, numa casa particular”. Face a isto, a
Diocese esclarece que Francisco Marques “não foi ordenado padre da Igreja
Católica” e que no caso de “eventualmente” ter recebido as ordens sagradas
noutra religião não está em “condições de administrar validamente os
sacramentos da Igreja Católica”. “Desde modo, não devem os fiéis católicos
receber dele qualquer sacramento”, alerta. No comunicado
assinado pelo D. António Manuel Moiteiro Ramos, bispo de Aveiro, a Diocese
recorda ainda que a mesma posição foi já tomada pela Diocese de Roma “em
relação ao suposto bispo que tem acompanhado o Sr.Francisco Marques nos retiros
realizados em Fátima e dos quais a Diocese de Leiria-Fátima se demarcou em 2024”.
“Sendo necessário informar todos os diocesanos de Aveiro
que o Sr. Francisco Marques não pode participar nem celebrar os sacramentos
católicos na nossa diocese, peço que este comunicado seja dado a conhecer num
domingo próximo em todas as paróquias da Diocese de Aveiro”, remata a nota.
12 jan 2026
Cinemas tiveram em 2025 menor número de espectadores do século exceto pandemia
Os cinemas portugueses registaram no ano passado 10,9 milhões de espectadores, uma quebra de 8,2% face a 2024, revelou hoje o Instituto do Cinema e Audiovisual, no que é o pior número desde 1996, sem contar com a pandemia.
De acordo com dados do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) e do Instituto Nacional de Estatística, com exceção do período entre 2020 e 2022 devido à pandemia de covid-19, só em 1996 se encontra um valor mais baixo de espectadores de cinema em Portugal, de 10,4 milhões. No campo das receitas, o valor atingido no ano passado foi de 70,5 milhões de euros, uma redução de 3,9% em comparação a 2024. Segundo dados do ICA divulgados hoje, o filme mais visto do ano foi “Lilo e Stitch”, de Dean Fleischer Camp, por 667 mil espectadores, seguindo-se o filme de “Minecraft”, de Jared Hess, com 503 mil, e “Zootrópolis 2”, de Byron Howard e Jared Bush, com 428 mil. Em quarto lugar surge a única presença lusófona nos 10 filmes mais vistos em Portugal: o brasileiro “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, com 385 mil entradas. A produção portuguesa mais vista do ano foi “O Pátio da Saudade”, de Leonel Vieira, com 69 mil espectadores, do mesmo autor de “O Pátio das Cantigas”, de 2015, que contou com 608 mil.
12 jan 2026
IL-Aveiro teme que “perfil autárquico” de Ribau Esteves “possa resultar numa visão pouco reformista”
Cláudia Rocha, líder do grupo parlamentar da Iniciativa Liberal (IL) na Assembleia Municipal de Aveiro (AMA), disse à Ria hoje, dia 12, que o percurso de José Ribau Esteves, candidato único à Comissão de Coordenação do Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), lhe dá um “conhecimento profundo da região”, mas assinala que pode ter uma “visão pouco reformista”. No dia das eleições, deputada preferiu não adiantar o sentido de voto dos liberais.
A poucas horas da sessão da Assembleia Municipal extraordinária
onde se vai votar a presidência da CCDRC, Cláudia Rocha colocou algumas
reservas em relação à eleição de Ribau Esteves para o cargo. Recorde-se que o
ex-presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA) vai a votos <a href="https://radioria.pt/noticias/regiao/ccdr-vai-hoje-a-votos-e-ribau-esteves-e-candidato-unico-a-presidencia-da-regiao-centro">sozinho </a>e conta
com o apoio dos líderes do PS e do PSD, José Luís Carneiro e Luís Montenegro. Para a liberal, os sete mandatos autárquicos do candidato –
quatro à frente da Câmara Municipal de Ílhavo e três à frente da Câmara
Municipal de Aveiro – são “importantes” e conferem um “conhecimento profundo da
região” a Ribau Esteves. No entanto, o “perfil marcadamente autárquico” pode,
no entender da deputada, acarretar uma “visão pouco reformista ou muito limitada”. “Esperamos que o presidente da CCDR […] tenha também a
capacidade de construir pontes e consensos, algo que muitas vezes foi acusado
de não conseguir fazer pelos seus adversários. Aquilo que esperamos é que se
consiga libertar um pouco do seu percurso autárquico e que consiga canalizar a
experiência para projetos inovadores para a região”, acrescentou Cláudia Rocha.
A deputada da IL preferiu não antecipar o sentido de voto do grupo parlamentar, “realçando que ele é individual”. Segundo afirma, o partido
também não emitiu qualquer orientação sobre o sentido de voto, “deixando a cada
deputado a responsabilidade de decidir”. Cláudia Rocha deixou críticas ao modelo das CCDRs, que diz “não
funcionar como a descentralização de que gostaríamos [a IL]” e acrescenta uma “camada
de burocracia extra com pouca responsabilidade política”. No mesmo sentido,
apontou o dedo ao acordo que entendimento que leva a que Ribau Esteves seja
candidato único à presidência do órgão: “O que vemos são acordos entre PS e PSD
para decidir quem é que fica com o quê, o que levanta questões óbvias de
pluralismo, representatividade e até legitimidade, uma vez que não são eleitos
diretamente pelos cidadãos”.
12 jan 2026
Aveiro: Suspeito de tráfico detido nas festas de São Gonçalinho
A PSP deteve no domingo um homem, de 57 anos, por suspeita da prática do crime de tráfico de estupefacientes, no âmbito das operações de segurança em curso por ocasião das Festas de São Gonçalinho, informou hoje aquela força policial.
Segundo um comunicado da PSP, no momento da interceção, o suspeito encontrava-se na posse de cerca de 43 doses individuais de produto estupefaciente (cocaína). Para além a droga, a PSP refere que foi apreendido "numerário em notas e moedas do Banco Central Europeu, por haver fortes indícios de constituir produto e/ou instrumento de atividade ilícita". De acordo com a mesma nota, o suspeito encontrava-se referenciado pela Polícia por indícios da prática reiterada do mesmo tipo de ilícito criminal, tendo já cumprido pena de prisão efetiva por duas vezes.
12 jan 2026
Alberto Souto acusa Luís Souto e Ribau Esteves de “crime urbanístico” no Cais do Paraíso
Num texto que apelidou de “Cais do Inferno”, Alberto Souto de Miranda, candidato do PS à Câmara de Aveiro nas autárquicas, comentou, esta segunda-feira, 12 de janeiro, nas suas redes sociais as buscas da Polícia Judiciária (PJ) à Câmara de Aveiro. Sobre a postura de Luís Souto de Miranda e José Ribau Esteves, o socialista acusou-os de serem “cúmplices e coautores” de um “crime urbanístico”.
Na publicação,
Alberto Souto de Miranda começa por contextualizar que, <a href="https://radioria.pt/noticias/Cidade/buscas-da-pj-na-camara-de-aveiro-relacionadas-com-o-plano-de-pormenor-do-cais-do-paraiso">tal como avançado pela
Ria</a>,
as buscas na PJ na Câmara de Aveiro estão relacionadas com o processo do Plano
de Pormenor do Cais do Paraíso. Face às <a href="https://radioria.pt/noticias/aveiro/buscas-luis-souto-nao-assume-relacao-com-cais-do-paraiso-e-garante-tranquilidade-e-boa-disposicao">declarações de Luís Souto de Miranda</a>,
presidente da Câmara de Aveiro, o socialista acusou-o de sacudir a “a água do
capote” ao dizer que o processo “vem do passado”. Também num <a href="https://radioria.pt/noticias/aveiro/ribau-esteves-tranquilo-com-buscas-na-cma-relacionadas-com-o-plano-de-pormenor-do-cais-do-paraiso">comentário breve
às palavras de José Ribau Esteves</a>,
ex-presidente da Câmara de Aveiro, escreveu que o mesmo diz que “já há muito
trabalho do atual executivo neste processo”. “Cada um espeta
a sua faca no outro, mas têm razão os dois. Estão ambos implicados. O
ex-presidente porque foi o autor primeiro de um crime urbanístico. O atual presidente
porque, como presidente da AM, foi co-autor daquele e porque foi agente do
mesmo crime, por vontade própria, quando fez ressuscitar o que morto estava”, atira
Alberto Souto de Miranda. No seguimento do
texto, o socialista questiona ainda: “Que estranhíssima razão estará na base da
pressa de Ribau Esteves? Talvez as investigações apurem. Que intrigante razão
poderá explicar a teimosia do atual em tornar a perpetrar o mesmo crime?”. “É o
mistério do Cais do Inferno: estavam os dois alertados para as ilegalidades e
arriscaram cometê-las”, responde. Alberto Souto de
Miranda sugere ainda, que tanto Luís Souto de Miranda como Ribau Esteves, estavam
“cientes da manipulação de um Plano para favorecer um privado em detrimento de
outros e optaram pela manipulação gravosa”. “Preferiram tomar decisões
irracionais (porque não fundadas em argumentos racionais), irresponsáveis
(porque desconsideram o risco legal) e esteticamente absurdas. Quiseram mesmo
violar as regras urbanísticas e quiseram mesmo beneficiar esse privado. É tudo
muito estranho”, diz. Recorde-se que
na reunião extraordinária da Câmara Municipal de Aveiro, há precisamente um
mês, foi aprovada a revogação do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso. No
entanto, dez dias depois, na Assembleia Municipal, o <a href="https://radioria.pt/noticias/aveiro/cais-do-paraiso-deputados-acusaram-se-de-nao-pensar-pela-sua-cabeca-e-levaram-posicoes-ate-ao-fim">documento acabou por não
ser aprovado</a>. Ainda num
comentário às declarações recentes de ambos [Luís Souto e Ribau Esteves], o
socialista cita-os ao dizerem à comunicação social que estão “tranquilos”. Face
a isto, numa crítica direta, Alberto Souto diz que “é a serenidade da
inconsciência”. “São criminosos urbanísticos sem arrependimento dos crimes. Não
têm noção da gravidade dos seus atos”, insiste. “É lamentável. Porque o dolo
foi patente. O crime urbanístico também. De tão flagrante dispensa até
averiguações”, continua referindo que quanto a crime “penal” caberá ao Ministério
Público e aos tribunais averiguar e decidir se alguém deve ser responsabilizado.
“Aí vale a presunção de inocência”, sugere. “Certo é que
estavam ambos alertados para a insensatez urbanistica, para a ausência de
avaliação ambiental estratégica, para a falta de perequação e para o benefício
intencional de um privado em detrimento de outros. Ambos quiseram cometer um crime urbanístico.
Ambos quiseram assassinar o equilíbrio paisagístico, matar o equilíbrio dos
interesses e abdicar de defender o interesse público. Foram os dois cúmplices e
coautores”, insiste Alberto Souto de Miranda. Comparando a
atitude a um “drone remoto”, o socialista acusa-os ainda de estarem a disparar
“um contra o outro”. “Mas um já está eleito e o outro eleito será, hoje. Fretes
pagos. Cinismo exposto. Política com indiferença ética”, admite. Alberto Souto de
Miranda sugere ainda que as buscas e investigações, em vésperas da entrada de Ribau
Esteves na CCDR-Centro, são um “fator de desprestígio da independência do
Ministério Público”. “Mas isso são outros quinhentos, que sempre verbero. Sejam
as vítimas de esquerda ou de direita”, refere. Sobre a <a href="https://radioria.pt/noticias/regiao/ccdr-vai-hoje-a-votos-e-ribau-esteves-e-candidato-unico-a-presidencia-da-regiao-centro">entrada de Ribau Esteves na presidência da CCDR-Centro</a>, o socialista diz que ainda “há semanas”
que lhe deu os parabéns pelo novo cargo. “Ainda não era público. Já era, porém,
conhecido, o preço por que se vendeu. A política com rectidão, essa, anda muito
mais cara”, atira. Acrescenta ainda: “Ribau irá para a CCDRC mau grado estas
investigações e outras que vão surgir. Ainda agora veio a lume a sua condenação
pelo Tribunal de Contas por violação reiterada das suas recomendações. Mas
ninguém olha para o cadastro…”. O socialista
remata a publicação salientando que com “com crime penal ou sem ele, o
essencial é que o PP do Cais do Paraíso seja anulado administrativamente para
todo o sempre”. “Começo o ano com esse optimismo…”, finaliza.