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06 fev 2026
Porto de Aveiro movimenta cerca de 118 mil toneladas de carga em seis horas e bate recorde
O Porto de Aveiro movimentou mais de 117 mil toneladas de carga “num período de seis horas” na passada quarta-feira, 4 de fevereiro, tendo alcançado um “recorde histórico” na sua atividade operacional. A informação foi avançada esta sexta-feira, 6 de fevereiro, através de uma nota de imprensa.
No total, o
Porto de Aveiro movimentou “117 874 toneladas de carga” graças a uma “janela de
condições meteorológicas mais favoráveis, que permitiu intensificar as
operações portuárias”, justifica o comunicado. Segundo a nota,
entre as 11h30 e as 17h30, foram manobrados “22 navios, os quais transportavam
117 874 toneladas entre operações de importação e exportação”. O Porto de Aveiro
esclarece ainda que as manobras decorreram com o “reforço das equipas técnicas
de pilotagem, do trem naval, do serviço de coordenação portuária, bem como da
empresa concessionária responsável pelos serviços de rebocadores e amarração,
assegurando elevados padrões de segurança e eficiência operacional”. “Este resultado
evidencia a elevada capacidade logística do Porto de Aveiro e sublinha a sua
relevância estratégica no contexto do transporte marítimo nacional e
internacional, consolidando o seu papel como um dos principais polos portuários
do país”, remata o comunicado.
06 fev 2026
UA organiza webinar para empresas sobre desafios e oportunidades do recrutamento inclusivo
A Universidade de Aveiro (UA) vai promover na próxima terça-feira, 10 de fevereiro, das 11h30 às 12h30, o webinar “Mudar mentalidades- Passos para um recrutamento mais equitativo”, dedicado aos desafios e oportunidades do recrutamento inclusivo. A participação é gratuita, mas exige inscrição.
Segundo uma nota
de imprensa enviada à Ria, esta iniciativa, que já vai na segunda edição,
destina-se a empresas e tem como objetivo “promover a
adoção de práticas de recrutamento inclusivo”. Ao longo do webinar, serão
apresentadas “ferramentas práticas, vantagens de processos mais equitativos e a
partilha do testemunho de uma entidade parceira que apresentará a sua
experiência na implementação de processos mais equitativos e inclusivos”. Apesar da participação ser gratuita é ainda
necessária a inscrição até segunda-feira, 9 de fevereiro, <a href="https://forms.gle/3xdJNsYiAnVhnZKe7">aqui</a>. Esta é uma
iniciativa da Valor T IES, Universidade de Aveiro/GUIA – Gabinete de Apoio ao
Estudante e Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
06 fev 2026
Mau tempo: PS/Murtosa aponta falhas na proteção civil, autarca diz que é "número político"
O PS da Murtosa acusou hoje o presidente da Câmara de “falhas e incumprimentos legais na proteção civil, o que o autarca do PSD diz ser um "número político".
Em comunicado assinado pelo vereador socialista da oposição Augusto Leite, o PS denuncia que o município do distrito de Aveiro “permanece sem coordenador municipal de Proteção civil há 14 anos, apesar de a figura ser obrigatória por lei”. O PS da Murtosa salienta também que o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil aprovado em 2012 está desatualizado desde 2017, “irregularidade que sinalizou na reunião de câmara de 02 de maio de 2025”. No comunicado socialista é ainda criticado que a comissão municipal de emergência e proteção civil tenha sido convocada pelo presidente da Câmara “apenas 24 horas após a declaração de calamidade”. Em reação enviada à Lusa, o presidente da Câmara da Murtosa, Januário Cunha, lamentou que o PS local realize “um número político em torno de uma questão formal durante a atual situação de calamidade”. Januário Cunha refere que a questão levantada pela oposição é “inconsequente perante a necessidade de pragmatismo e eficiência na gestão da emergência atual”. “O Serviço Municipal de Proteção Civil tem garantido no terreno uma atuação coordenada entre a Câmara Municipal, Bombeiros, Juntas de Freguesia e GNR para assegurar a coesão das operações”, garante. O autarca do PSD afirmou que o foco do Município e dos agentes de proteção civil “é a prontidão e a ação na resposta adequada aos acontecimentos no território nacional e no concelho”.
06 fev 2026
Mau tempo: Vagos cria gabinete para ajudar a reportar danos que foram maiores na área agrícola
A Câmara de Vagos criou um gabinete para ajudar os munícipes a reportarem os danos causados pelas intempéries, que afetaram especialmente a área agrícola, mas também algumas empresas, revelou hoje o presidente da autarquia, Rui Cruz.
“Estão a ser reportados danos especialmente na área agrícola. Temos agricultores a darem conta de danos nas suas estufas, não porque tenham levantado com o vento, curiosamente, mas por causa de inundações que lhes alagam e destroem as colheitas”, destacou. Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Vagos, no distrito de Aveiro, indicou que também algumas empresas das zonas industriais registaram prejuízos, não porque as suas estruturas tenham sido danificadas pelo vento, mas por causa das quebras de energia elétrica. “Não tivemos feridos, também não tivemos danos relevantes em infraestruturas e equipamentos municipais e apenas houve uma casa ou um anexo cujas telhas levantaram. Tivemos uma ou outra queda de árvores, que inclusive interromperam a circulação rodoviária, mas que foram rapidamente resolvidas”, acrescentou. De acordo com Rui Cruz, a tempestade associada às marés vivas também “não causou grandes danos” e “a atuação preventiva fez com que não houvesse qualquer tipo de danos pessoais”. Já sobre o gabinete de apoio destinado a munícipes, associações, empresas, explorações agrícolas e setor das pescas do concelho, que tenham sido afetados pelas intempéries, o edil explicou que está em funcionamento no edifício da Câmara de Vagos, servindo para “orientar no reporte de danos que serão financiados na plataforma da CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional]”. O atendimento será realizado exclusivamente sob marcação, através do telefone 234 799 600 ou do email [email protected]. A Câmara de Vagos tem ativo o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, que foi acionado com caráter preventivo e de reforço da prontidão operacional, garantindo coordenação permanente com os agentes do sistema de proteção civil, designadamente com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
06 fev 2026
PCP acusa Câmara de Aveiro de isolar São Jacinto durante depressão Kristin, mas AveiroBus rejeita
A Comissão Concelhia de Aveiro do Partido Comunista Português (PCP) acusou esta sexta-feira, 6 de fevereiro, a Câmara Municipal de Aveiro de ter deixado a freguesia de São Jacinto “completamente isolada em transportes coletivos” devido à passagem da depressão Kristin. As acusações foram, no entanto, desmentidas pela AveiroBus, que reconheceu a existência de “constrangimentos”, mas garantiu que houve “sempre alternativa”.
Numa nota de
imprensa enviada às redações, o PCP Aveiro refere que, durante a passagem da
depressão Kristin, São Jacinto ficou “completamente isolada em transportes
coletivos por responsabilidade da Câmara Municipal de Aveiro”. Segundo o
partido, “o Ferry não navegou, as lanchas estiveram inoperacionais e pior, não
circulou o transporte rodoviário entre Aveiro-S. Jacinto-Aveiro, apesar dos
60Km-60Km de distância”. No mesmo
comunicado, o PCP considera “particularmente inaceitável” a inexistência de
“transporte alternativo rodoviário, denominado ‘13’”. Trata-se, segundo o
partido, de “uma decisão particularmente questionável, quando todos as outras
freguesia e concelhos mantiveram a circulação de transporte”. Contactada pela
Ria esta sexta-feira, fonte da AveiroBus rejeitou as acusações, admitindo
apenas que “houve constrangimentos” em alguns períodos do dia. A mesma fonte
assegurou ainda que existiu “sempre alternativa” quando o ferry não navegou. Questionado
também sobre este assunto, a Câmara remeteu para a resposta dada pelo
presidente da autarquia, Luís Souto Miranda, a um munícipe durante o período de
participação dos cidadãos na reunião pública do executivo municipal, realizada
na quinta-feira, sobre o funcionamento do ferry-boat Salicórnia. Na altura, o
autarca reconheceu que o ferry “tem tido alguns problemas”, lembrando que a
embarcação “tem limitações por questões de segurança a manobrar” em alturas de
mau tempo. Ainda assim,
admitiu que tem de haver uma melhoria na parte da comunicação, adiantando que
já avisou o concessionário no sentido de a comunicação “ser muito clara e
eficiente e [para que] as alternativas para quando o ferry não puder funcionar
sejam de acordo com as necessidades daquela população”. Na nota de
imprensa, o PCP Aveiro denuncia ainda a “situação de caos nos transportes
públicos em São Jacinto”, recordando que o tema já foi discutido em sede de
Assembleia Municipal. “Recordando cronologicamente o passado recente, desde
agosto de 2023, verificam-se nos transportes para os utentes e habitantes de
São Jacinto, sucessivos atrasos e cancelamentos. Passados 6 meses, em fevereiro
de 2024, a situação agravou-se com a entrada em funcionamento do ferry-boat ‘Salicórnia’”,
descreve. Segundo o PCP, a
situação agrava-se “principalmente nos meses de época baixa, com grandes
transtornos para a população”. “Atualmente, e em pleno Inverno, os mesmos
constrangimentos fazem-se sentir. Os transportes não funcionam, seja por
condições meteorológicas adversas ou pelas sucessivas avarias”, atira. “Apesar
das estruturas de transporte fluvial, como o Ferry-Boat ‘Salicórnia’ e as duas
lanchas de transporte, a ‘Dunas’ que serviu de propaganda eleitoral há mais de quatro
anos, com um custo de cerca de 80.000€, nunca navegou e a lancha ‘Transria’ que
apesar construída e pensada para as más condições temporais do canal da ria,
incompreensivelmente não navega por falta de investimento”, continua o PCP. Por fim, o PCP
Aveiro sublinha o sentimento de “abandono e desigualdade” vivido pela
população de São Jacinto. “Independentemente da sua localização geográfica,
todos os munícipes aveirenses têm direito de fruir de serviços públicos,
nomeadamente, ao caso, à mobilidade”, insiste. “A maioria
PSD/CDS na Câmara Municipal de Aveiro tem de assumir as suas responsabilidades
e resolver este grave problema, que periga coesão económica e social do
Concelho. O PCP, com a população, exige uma solução célere para estes graves
problemas, que tornam impossível a mobilidade em São Jacinto”, remata a nota.
06 fev 2026
Mau tempo: Distrito de Aveiro com 35 vias interditas ou condicionadas
O distrito de Aveiro tem hoje 35 vias rodoviárias interditas ou condicionadas, mais quatro do que na quinta-feira, devido às condições meteorológicas adversas e ao aumento do caudal das linhas de água, informou a GNR.
De acordo com a atualização feita hoje, às 08:30, pela GNR sobre o estado das estradas no distrito de Aveiro, encontram-se 35 vias interditas ou condicionadas por motivos de inundação, desmoronamentos e abatimento do piso. A situação mais grave continua a ser a do concelho de Águeda, com sete vias interditas devido à inundação do rio Águeda, nomeadamente a Rua da Pateira (Fermentelos), a Estrada do Campo (na zona de Espinhel e Recardães), a Rua do Campo (Segadães), a Estrada Real (Lamas do Vouga), a Rua Ponte da Barca (Serém) e a Estrada Municipal (EM) 577 (Fontinha). Ainda neste concelho continua interdita a Rua do Covão (Valongo do Vouga), devido a desmoronamento, mantendo-se igualmente condicionado o Itinerário Complementar (IC) 2, ao quilómetro 239, no sentido norte/sul, também devido a desmoronamento. Em Estarreja, a GNR dá conta da interdição de vários arruamentos na freguesia de Canelas, nomeadamente a Rua da Estação, a Rua General Artur Beirão e a Estrada paralela à linha férrea (BIORIA), para além da interdição da Rua do Vale (Fermelã), da Rua do Feiro (Salreu) e da Rua do Mourão (Avanca). Na Murtosa, a água da ria também galgou as margens inundando várias ruas na freguesia do Bunheiro, nomeadamente a Rua Arcebispo Cangranor, a Rua Caminho das Remolhas, a Travessa Béstida, a Marginal Padre António Pinheiro e a Estrada Velha de Leirosa. Está ainda interdita a Travessa Arrais Francisco Faustino (Torreira). Em Albergaria-a-Velha, a GNR dá ainda conta da interdição da Estrada Nacional 230-2 (Angeja), da Rua Vale do Mouro (Frossos) e da EM577 (Alquerubim). Já em Ovar, encontram-se interditas a Avenida da Praia e a Rua do Rombo (Esmoriz), devido a desmoronamentos, e a Rua de Baixo (Maceda), devido a inundação. Em Aveiro, estão intransitáveis a Rua Direita e a Rua da Pateira, em Requeixo, e a Rua Marquês de Pombal em Cacia, devido a inundação, continuando interdita a Rua Pero André (Eirol) devido ao risco de derrocada de uma habitação, e, em Ílhavo, está cortada a Rua do Sul (Gafanha de Aquém), devido a inundação. Mais a sul, em Oliveira do Bairro, está cortada a Rua Frei Gil (Bustos), devido ao abatimento do piso da estrada, e, no concelho de Anadia, estão interditas a Rua São Simão (Espairo) e a Rua da ETAR (Avelãs de Caminho), devido a inundação. Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros. A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.