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Cais do Paraíso S.A. pede diálogo à CMA e admite negociar, mas avisa que a “paciência não é eterna”
16 mar 2026
Cais do Paraíso S.A. pede diálogo à CMA e admite negociar, mas avisa que a “paciência não é eterna”
Em entrevista à Ria, Munir Asharaf Aly, presidente do Conselho de Administração da Cais do Paraíso S.A. - empresa que pretende construir um hotel de 12 andares no terreno abrangido pelo Plano de Pormenor do Cais do Paraíso - disse esta manhã, dia 16, ter disponibilidade para dialogar sobre possíveis alternativas que permitam manter o investimento, ao mesmo tempo que se queixou da falta de respostas por parte da Câmara Municipal de Aveiro (CMA). Dias depois de o Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Aveiro ter suspendido o Plano de Pormenor, Munir lembra: “Não estamos a ficar novos, temos que tomar decisões”.
Foi na passada terça-feira, dia 10, que o TAF de Aveiro julgou procedente a providência cautelar apresentada em janeiro pelo Ministério Público (MP) contra o Plano de Pormenor do Cais do Paraíso, determinando a suspensão da eficácia do documento aprovado pelo Município de Aveiro. Pela primeira vez a falar à comunicação social sobre o dossier, Munir Asharaf Aly confessou à Ria “não estar contente” com a decisão e procurou explicar a posição da Cais do Paraíso S.A. em todo o processo. A principal crítica do investidor dirige-se à falta de diálogo com o executivo municipal desde a tomada de posse de Luís Souto. Se Munir diz que “não se pode queixar” de José Ribau Esteves, que liderou a autarquia desde que a sociedade adquiriu os terrenos, em 2018, até ao passado mês de outubro, a relação com o atual presidente é descrita de forma bem diferente. Segundo o responsável, o novo líder do Município não só não procurou estabelecer contactos como também “não responde” às tentativas de comunicação feitas pela empresa. Apesar do impasse, o presidente do Conselho de Administração da Cais do Paraíso S.A. não exclui a possibilidade de negociar, quer através da relocalização do investimento, quer através de alterações ao projeto inicialmente previsto. Ainda assim, deixa um aviso: “Aveiro tem que decidir se quer investimentos ou não quer”. “O país está a ficar completamente burocrático e depois queixamo-nos de que os preços da habitação estão altos. Estão altos porque as autarquias não tomam decisões, não dialogam, não conversam, estão entretidas na politiquice e deixam-se passar muitas oportunidades”, acrescenta. Na conversa com a Ria, os responsáveis pela sociedade elogiaram também a postura “construtiva” de Diogo Soares Machado, vereador eleito pelo Chega, durante a reunião de Câmara em que foi discutida a revogação do Plano de Pormenor. Nessa altura, o autarca disse ter apalavrado uma reunião com Nuno Pereira, responsável de desenvolvimento de projetos imobiliários do Mully Group - que, até agora, tem sido a ponte entre a Ria e a Cais do Paraíso S.A. -, mas, desde então, não voltaram a existir contactos, nem com o executivo municipal nem com os partidos da oposição. Disponível para falar “com todos”, Munir afirma ainda que, à exceção desse episódio, nunca foi abordado por responsáveis políticos e que tem procurado dialogar apenas com quem governa a cidade, de forma a evitar ser colocado no centro de “querelas políticas”. No que diz respeito à providência cautelar, a sentença a que a Ria teve acesso indica que, depois de citados, nem o Município de Aveiro nem a Cais do Paraíso S.A. apresentaram oposição. Fonte próxima da sociedade considera, no entanto, que “não faz sentido contestar”. “O que eles [Ministério Público] quiseram foi que não fossem constituídos direitos. [...] Nós também nunca iríamos, perante uma discussão destas e o foguetório que foi feito, aproveitar para pôr um pedido qualquer licenciamento para constituir direitos. Queremos fazer um projeto, não queremos estar a receber indemnizações da Câmara Municipal”, explica. Segundo a mesma fonte, a Cais do Paraíso S.A. já contestou, no entanto, os processos principais, designadamente os interpostos pelo Ministério Público e pela família Bóia. Recorde-se que, de acordo com os proprietários do terreno adjacente aos terrenos da Cais do Paraíso S.A., o executivo liderado por Ribau Esteves, ao aprovar o Plano de Pormenor, terá dado “um alegado privilégio exclusivo a um só promotor”, ignorando os restantes proprietários e desrespeitando um compromisso assumido há mais de 50 anos com a família. Munir Asharaf Aly rejeita essa interpretação e contradiz a narrativa de que Ribau Esteves terá desenhado o plano “à medida do investidor”. Segundo afirma, aconteceu “bem pelo contrário”. Um dos exemplos apontados é a solução para o estacionamento, que o ex-presidente da Câmara terá exigido que seguisse o mesmo modelo adotado no Rossio. “Ele cortou a área de construção, cortou acesso ao edifício, cortou isso tudo, não nos deixou fazer as garagens como nós queríamos e obrigou-nos a fazer de outra forma, que era bastante mais oneroso”, refere. Outra fonte próxima da sociedade acrescenta que o Plano de Pormenor foi elaborado por imposição do antigo autarca e “por causa da questão dos Bóia”. Segundo explica, “não precisamos do terreno dos Bóia para nada, porque nós cumprimos [...] com aquilo tudo e não ganhamos capacidade construtiva pelo facto do terreno dos Bóia ter ou não capacidade construtiva. O presidente mandou-nos, na altura, falar com o Bóia, porque, no entendimento estético dele da cidade, ele achava que ter ali construção naquele terreno e o hotel por trás ia ficar mal. E nós andámos em negociações com o Bóia”. Apesar de continuar interessado em avançar com o projeto, Munir recorda que o processo se arrasta há vários anos. “Temos alguma paciência, mas não é eterna”, sublinha, lembrando que aguarda uma solução há cerca de oito anos e que o mercado imobiliário é volátil, o que poderá obrigar a reavaliar o investimento caso o processo continue bloqueado.
Investigadores da UA alertam para contaminação de metais libertados por catalisadores
16 mar 2026
Investigadores da UA alertam para contaminação de metais libertados por catalisadores
Investigadores da Universidade de Aveiro (UA) alertam para o impacto ambiental de metais do grupo da platina, libertados por catalisadores, em ecossistemas aquáticos, com base num estudo feito com mexilhão, comunicou hoje, dia 16, a instituição à agência Lusa.
Investigadores da Universidade de Aveiro (UA) alertam para o impacto ambiental de metais do grupo da platina, libertados por catalisadores,em ecossistemas aquáticos, com base num estudo feito com mexilhão, hoje dado a conhecer pela instituição académica. O estudo foca-se na platina, no paládio e no ródio, “metais que se acumulam de forma contínua no ambiente e cujosefeitos biológicos permanecem pouco estudados”, e que são libertados por catalisadores automóveis e processos industriais. Especialistas dos departamentos de Biologia e Química avaliaram as respostas da espécie de mexilhão 'Mytilus galloprovincialis' a esses contaminantes. Os mexilhões foram expostos durante 28 dias a concentrações de cada metal, de forma isolada e em misturas. “A platina estimulou o metabolismo energético e ativou mecanismos de desintoxicação em concentrações baixas, enquanto o paládio comprometeu as reservas de energia e a eficiência metabólica dos organismos em doses elevadas". Já o ródio destacou-se pela capacidade de induzir danos oxidativos significativos em lípidos e proteínas”, descreve o estudo. Segundo uma nota de imprensa da UA, as misturas de metais provocaram efeitos “complexos e não lineares” nos bivalves analisados. “As combinações de platina com paládio ou ródio geraram respostas sinérgicas no metabolismo e na limpeza celular, e a exposição simultânea aos três metais revelou um perfil distinto com respostas maioritariamente aditivas”, adianta. Os investigadores consideram que o trabalho realizado “reforça a necessidade de considerar misturas de contaminantes na avaliação de riscos para os ecossistemas costeiros”.
GrETUA recebe espetáculo “Budô” que cruza artes marciais e dança contemporânea
16 mar 2026
GrETUA recebe espetáculo “Budô” que cruza artes marciais e dança contemporânea
O GrETUA – Grupo Experimental de Teatro da Universidade de Aveiro recebe na próxima sexta-feira, 20 de março, às 21h30, o espetáculo “Budô”, criação de Joana Couto e Leonardo Calvino. A proposta artística explora a relação entre artes marciais e dança contemporânea, partindo do corpo como espaço de encontro entre duas práticas aparentemente distintas.
O título da peça inspira-se no termo japonês budô (武道), frequentemente traduzido como “caminho do guerreiro”. No entanto, a palavra permite também um jogo de significados: enquanto bu (武) remete para o universo marcial - guerra, combate ou arte militar -, bu (舞) pode igualmente significar dança ou movimento. A criação parte dessa ambiguidade para explorar dois percursos possíveis: o caminho marcial e o caminho da dança. Em palco, Joana Couto e Leonardo Calvino, responsáveis pela direção artística, criação e interpretação, investigam esse território comum através do gesto, da disciplina, da escuta e do movimento. A música original do espetáculo é assinada por Rodrigo Ribeiro. A produção conta ainda com produção executiva e comunicação de Joana Couto e assistência de produção de Susana Loio, e tem o apoio da Direção-Geral das Artes, do balleteatro, do DDD - Festival Dias da Dança, do Instável - Centro Coreográfico, da Sekoia – Artes Performativas e do AgitLAB. Associada à apresentação do espetáculo decorrerá também uma Oficina de Dança e Artes Marciais, orientada pelos dois criadores. A atividade, que já se encontra esgotada, propõe exercícios que cruzam práticas de dança contemporânea e artes marciais, incentivando a exploração da consciência corporal, da escuta ativa, da coordenação e da fluidez do movimento. Os participantes da oficina terão entrada gratuita no espetáculo.
Primeira mulher presidente da Associação Académica da UA apresenta livro este sábado em Aveiro
16 mar 2026
Primeira mulher presidente da Associação Académica da UA apresenta livro este sábado em Aveiro
A investigadora e ensaísta aveirense Margarida Calafate Ribeiro vai estar na Livraria Bertrand Aveiro no próximo sábado, dia 21, pelas 17h00, para apresentar o livro "Europa Transfigurada". A sessão contará ainda com a participação de Alberto Souto, ex-presidente da Câmara Municipal de Aveiro, que fará a apresentação da obra.
A iniciativa pretende assinalar o lançamento da obra num momento de encontro entre autora e leitores, sendo aberta ao público. A sessão terá lugar na livraria localizada no Edifício Avenida, na Avenida Lourenço Peixinho.  Residente em Aveiro, Margarida Calafate Ribeiro é investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e uma das académicas portuguesas mais reconhecidas na área dos estudos pós-coloniais, dedicando grande parte do seu trabalho à análise da literatura, da memória e das representações da guerra colonial. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade de Aveiro, concluiu posteriormente mestrado na Universidade Nova de Lisboa e doutoramento em Estudos Portugueses no King's College London, tendo desenvolvido carreira académica internacional e participado em diversos projetos de investigação e programas de doutoramento. Durante o seu percurso universitário em Aveiro, Margarida Calafate Ribeiro destacou-se também no movimento estudantil, tendo sido presidente da direção da Associação de Estudantes da Universidade de Aveiro, entre 1983 e 1984, tornando-se a primeira mulher a assumir a liderança da estrutura estudantil da academia aveirense.
Investigador do CICECO conquista bolsa de 320 mil euros para tratar águas residuais
16 mar 2026
Investigador do CICECO conquista bolsa de 320 mil euros para tratar águas residuais
O investigador Nuno Gonçalves, membro do CICECO - Instituto de Materiais de Aveiro, conquistou uma bolsa La Caixa Junior Leader, um financiamento de cerca de 320 mil euros distribuído ao longo de três anos, destinado ao desenvolvimento de um projeto de investigação na área do tratamento de águas residuais.
Estas bolsas, consideradas altamente competitivas, são atribuídas com base no percurso científico dos candidatos e na qualidade do projeto de investigação apresentado. O financiamento permitirá a Nuno Gonçalves desenvolver o projeto PRIME - Photo/Electroactive Membranes for Efficient Wastewater Treatment, que pretende criar novas tecnologias para melhorar o tratamento de águas residuais e facilitar a sua reutilização segura, nomeadamente na agricultura. Segundo explica o investigador, o projeto combina tecnologia de membranas com processos foto e eletrocatalíticos, recorrendo a materiais inovadores produzidos por impressão 3D. Esta abordagem pretende permitir a degradação de poluentes emergentes, como fármacos, pesticidas ou produtos de higiene pessoal, substâncias que muitas vezes não são removidas nos sistemas convencionais de tratamento de águas. Embora a tecnologia esteja inicialmente direcionada para a remoção de poluentes em água, o investigador sublinha que a solução desenvolvida poderá ter também aplicações noutras áreas, como catálise, produção de combustíveis ou conversão de CO₂. O projeto terá a duração de três anos e será desenvolvido no nanoLAB@UA, laboratório do CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro, em colaboração com parceiros internacionais. A bolsa La Caixa Junior Leader integra um programa que visa promover investigação inovadora e de elevada qualidade em Portugal e Espanha, financiando investigadores com potencial para se afirmarem como líderes científicos independentes nas áreas STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática). O processo de seleção envolve várias fases de avaliação científica, incluindo uma entrevista final perante um júri internacional, sendo que a taxa de aprovação ronda os 4%. De acordo com Nuno Gonçalves, este financiamento permitirá consolidar uma linha de investigação própria. “Apoia atividades essenciais como o desenvolvimento experimental da tecnologia, a aquisição de materiais e equipamentos, o reforço de colaborações internacionais e a formação complementar. Na prática, permite acelerar o desenvolvimento de soluções inovadoras para aplicações reais”, refere. Nuno Gonçalves concluiu o doutoramento em Ciência e Engenharia de Materiais na Universidade de Turim, em Itália, no âmbito de um projeto europeu Marie Skłodowska-Curie, dedicado à exploração de tecnologias avançadas para tratamento de água. Durante esse período realizou também estágios de investigação em várias instituições europeias, nomeadamente em França e na Dinamarca. Após concluir o doutoramento, em 2021, ingressou na Universidade de Aveiro, integrando o CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro. Inicialmente desenvolveu trabalho com uma bolsa pós-doutoral Marie Skłodowska-Curie e conta atualmente também com financiamento nacional da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).
Leonor Barata, ex-vereadora do PSD em Viseu, é a nova diretora e programadora do Teatro Aveirense
16 mar 2026
Leonor Barata, ex-vereadora do PSD em Viseu, é a nova diretora e programadora do Teatro Aveirense
A Câmara Municipal de Aveiro anunciou a nomeação de Leonor Barata como nova diretora e programadora do Teatro Aveirense, iniciando um novo ciclo na política cultural do município. A informação foi divulgada esta segunda-feira, 16 de março, através de uma nota de imprensa do gabinete do presidente da autarquia.
Segundo a Câmara Municipal de Aveiro, esta nova etapa pretende reforçar a dimensão territorial da política cultural municipal, afirmando o Teatro Aveirense não apenas como um equipamento cultural central, mas também como um agente ativo na dinamização cultural de todo o concelho. A estratégia passa por alargar a programação a diferentes públicos e contextos sociais, promover o acesso à cultura nas várias freguesias e reforçar o apoio aos artistas e associações locais. Na mesma nota, o município sublinha ainda a intenção de valorizar as artes de rua e a criação artística no espaço público, destacando iniciativas como o Festival dos Canais e o PRISMA – Art Light Tech, eventos que, segundo a autarquia, continuarão a contribuir para afirmar Aveiro como um território aberto à experimentação artística e à inovação cultural. Leonor Barata, segundo a autarquia, tem um percurso ligado à criação artística, à pedagogia e à gestão cultural. Nascida em 1975, é licenciada em Filosofia pela Universidade de Coimbra e possui uma pós-graduação em Estudos Artísticos pela mesma instituição. Entre 1996 e 1999 realizou a sua formação em dança no Fórum Dança, em Lisboa. Entre 2021 e 2025 desempenhou funções como vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Viseu, onde esteve envolvida na implementação de programas municipais de apoio à criação artística e na dinamização de eventos culturais como o Dizer Poesia e o Festival Mosaico. Apesar de a nota de imprensa enviada às redações não fazer referência a esse facto, Leonor Barata exercia funções como vereadora da oposição na Câmara Municipal de Viseu, eleita nas listas do PSD, até ao passado dia 13 de março. Segundo uma <a href="https://www.diarioviseu.pt/2026/03/13/leonor-barata-renuncia-ao-mandato-de-vereadora-da-camara-de-viseu/">notícia</a> publicada no site do Diário de Viseu, a responsável apresentou recentemente a renúncia ao mandato autárquico na sequência de um parecer jurídico dos serviços da autarquia que apontava para um “impedimento legal absoluto” entre o cargo de vereadora e a candidatura ao programa municipal de apoio “Eixo Cultura”. De acordo com a mesma notícia, Leonor Barata afirmou que o parecer lhe causou “verdadeira perplexidade”, considerando que “em momento algum o parecer em causa apresenta qualquer facto concreto sobre o qual possa incidir um qualquer juízo, ainda que ínfimo, sobre a violação do interesse público, de conflito de interesses ou de favorecimento indevido de um qualquer interesse meu, tanto mais que as decisões são tomadas por uma Comissão de Avaliação independente”. Ainda recentemente, Leonor Barata participou num evento promovido pela Orquestra Filarmonia das Beiras, surgindo numa <a href="https://www.facebook.com/photo/?fbid=1496487145814768&amp;set=pcb.1496492932480856">fotografia</a> publicada no Facebook ao lado de Ângelo Ferreira, atual diretor executivo da Associação Musical das Beiras e apoiante próximo de Luís Souto, presidente da Câmara Municipal de Aveiro. Ao longo dos últimos anos, a Associação Musical das Beiras tem sido presidida por vereadores da Câmara Municipal de Viseu. Antes da experiência autárquica, desenvolveu uma carreira artística nas áreas da interpretação, criação e pedagogia. Enquanto intérprete participou em espetáculos como Cyrano, de Claudio Hochman, Miss Liberty, de Mónica Lapa, Duel, com o Tof Theatre, Visitas Dançadas no Museu Nacional Grão Vasco, de Aurélie Gandit, e Madame - conversas privadas em espaços públicos, com António Alvarenga. A nova diretora tem também desenvolvido trabalho na área da pedagogia artística, colaborando como formadora com várias instituições culturais, entre as quais o Centro Cultural de Belém, o Teatro Viriato, o Centro Cultural Vila Flor e a CENTA – Centro de Experimentação e Criação Artística, em projetos que cruzam filosofia e dança. Enquanto coreógrafa, criou vários espetáculos dirigidos ao público jovem, entre os quais A Menina do Mar (2004), Pretas e Vermelhas Penduradas nas Orelhas (2007), Fios e Labirintos (2010), Azul! (2012) e Ver a Odisseia para chegar a Ítaca (2016), além de outras criações como Inquietações (2002), Projeto Poético (2010) e abril 2014 (2014). O percurso de Leonor Barata inclui ainda projetos de mediação cultural e visitas performativas em instituições como o Museu Nacional Grão Vasco, o Teatro Académico de Gil Vicente, o Centro Cultural de Ílhavo e a Casa-Museu Júlio Dinis. Na mesma comunicação, a Câmara Municipal de Aveiro agradece ao anterior programador do Teatro Aveirense, José Pina, “pela dedicação, visão e competência” demonstradas durante o período em que esteve à frente da programação do equipamento cultural. Segundo a autarquia, o seu trabalho contribuiu para consolidar o Teatro Aveirense como um espaço de referência artística e comunitária na cidade.
Câmara de Albergaria lança concurso para requalificar praça no centro da cidade
16 mar 2026
Câmara de Albergaria lança concurso para requalificar praça no centro da cidade
O Município de Albergaria-a-Velha lançou um concurso público para a requalificação da Praça António Albuquerque Pinho e zona envolvente, revelou hoje a autarquia.
A empreitada de obras públicas representa um investimento com um preço base de 266.400 euros e conta com financiamento de fundos europeus. O projeto de intervenção na zona urbana da freguesia de Albergaria-a-Velha e Valmaior tem um prazo de execução fixado em 60 dias. A requalificação da Praça António Albuquerque Pinho é um dos projetos centrais do plano de Reabilitação Urbana de Albergaria-a-Velha para 2026. O objetivo assumido pela autarquia é “reverter a atual predominância do automóvel em favor de um espaço público de qualidade para os cidadãos”. A praça, que atualmente funciona como um largo de estacionamento, será redesenhada para diminuir o impacto dos veículos e está prevista a plantação de novas espécies. O projeto inclui a instalação de bancos e outro mobiliário urbano, bem como o nivelamento de pavimentos e o alargamento de áreas pedonais, “para garantir a segurança e a acessibilidade, ligando melhor a praça ao comércio local”. A intervenção está integrada na criação do futuro “Parque da Cidade – Corredor Verde”, que se iniciará na Ribeira de Albergaria, funcionando a a Praça Albuquerque Pinho como uma das portas de entrada e ponto de ligação pedonal novo espaço verde da cidade.