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12 jan 2026
Armando Grave defende que Ribau Esteves não devia ter aceitado candidatura à CCDRC e culpa “centrão”
Em entrevista à Ria, Armando Grave, líder da bancada parlamentar do Chega na Assembleia Municipal de Aveiro (AMA), considerou que a eleição de José Ribau Esteves para a presidência da Comissão de Coordenação do Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) se “vai traduzir em falta de transparência”. O deputado acusa PS e PSD pelo acordo para apoiar o ex-presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA) e diz que o próprio Ribau Esteves devia ter recusado a candidatura “porque sabe as coisas que andou a fazer estes anos todos”.
No momento em que se deslocava à sede da Assembleia
Municipal de Aveiro para votar na presidência da CCDRC, Armando Grave disse à
Ria que a inevitável eleição de Ribau Esteves se “vai traduzir em falta de
transparência”. Nas suas palavras, “no fundo, acaba o centrão por estar
organizado outra vez: trocam as instâncias que estavam na administração da
instituição e fica tudo na mesma”. Recorde-se que, com o apoio dos líderes do PS e do PSD, José
Luís Carneiro e Luís Montenegro, Ribau Esteves é candidato único à liderança da
CCDRC. Armando Grave atirou ao PS e ao atual presidente da Câmara,
dizendo que não consegue “perceber como é que eles agora […] nem sequer
levantam esta questão política/jurídica”, numa referência às buscas na Câmara
Municipal de Aveiro relacionadas com o dossier do Plano de Pormenor do Cais do
Paraíso. Segundo defende “como político, Ribau Esteves não devia ser candidato,
porque sabe as coisas que andou estes anos todos a fazer… e sabe especialmente
destas, que são graves”. Embora espere que o ex-presidente venha a ser “completamente
ilibado” porque, “no Chega, não temos nenhum gosto especial em que Ribau
Esteves tenha alguma incidência criminal no currículo”, Armando Grave mantém
que, mesmo assim, não estão reunidas as condições para esta candidatura: “Acho
que, da forma como foi feita esta eleição, ele não deveria ser candidato. Até
poderia ser candidato, mas não poderia ser o único”. No mesmo sentido, sugere
ainda que, “se calhar, está na altura de rever a forma como promovemos esta
eleição”. As buscas na Câmara Municipal não devem ter peso na forma
como os autarcas votam para a CCDRC, no entendimento de Armando Grave, que não
acredita que, fora do concelho de Aveiro, haja quem vá votar em branco ou nulo
devido ao caso. O responsável do Chega recorda que o próprio
secretário-geral do PS apoiou o candidato, mas salvaguarda que, sendo que
Cláudia Cruz Santos já disse não votar em Ribau Esteves, toda a Assembleia
Municipal deve vir a fazer um trabalho de escrutínio durante o mandato do
ex-autarca. O deputado municipal assume ainda que “vale sempre a pena”
que os partidos manifestem a sua posição, mas afirma que o Chega não apresentou
nenhum candidato à CCDRC porque “já sabíamos quem ia ganhar”. “Tendo em conta
as circunstâncias de timing, a composição da Assembleia, do executivo, o Chega
não teve sequer a oportunidade de apresentar um candidato”, remata.
12 jan 2026
Governo investe mais de 180 ME até 2030 para intervir em rios
O Governo vai investir mais de 180 milhões de euros até ao final da década em intervenções em rios e ribeiras de Portugal, segundo o Pró-Rios – Programa de Ação para o Restauro Ecológico de Rios e Ribeiras.
O Pró-Rios foi hoje apresentado em Lisboa numa sessão presidida pela ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, que especificou que ao todo estarão afetos a obras em cursos de água 187 milhões de euros, o que dá uma média de 46 milhões de agora até 2029. Só para os rios e ribeiras do Algarve e Alentejo estão previstos 52,5 milhões de euros, disse Maria da Graça Carvalho, que pediu ambição e rapidez na apresentação e concretização dos projetos. Deverão ser intervencionados mil quilómetros de rios e ribeiras, em mais de 80 intervenções, segundo a estimativa hoje apresentada. O Pró-Rios pretende controlar e reduzir risco de inundações, reforçar a adaptação às alterações climáticas, melhorar o estado ecológico dos ecossistemas, recuperar a biodiversidade e habitats degradados e valorizar os territórios para uso das populações.
12 jan 2026
Ílhavo abre inscrições até março para o Concurso Literário Jovem
O Município de Ílhavo tem a decorrer, até ao dia 6 de março, a 15ª edição do Concurso Literário Jovem, que pretende desafiar os alunos a dar asas à imaginação. Este mês, vão ainda decorrer, nos Agrupamentos de Escolas do Município de Ílhavo, oficinas para “Destravar Ideias: Pensamento e Escrita”.
Segundo uma nota
de imprensa enviada às redações, as oficinas promovidas nos Agrupamentos de Escolas
vão decorrer entre 19 e 21 de janeiro e vão ser dinamizadas por Adélia
Carvalho, autora de inúmeros livros infantis, atualmente dedicada em exclusivo
à escrita. No que toca ao
concurso, a iniciativa destina-se a alunos de “qualquer estabelecimento de
ensino público do Município de Ílhavo do Ensino Básico 1.º, 2.º e 3.º ciclos e
do Ensino Secundário”. A atividade “visa
fomentar hábitos de leitura em crianças e jovens, criar e consolidar hábitos de
escrita, promover a escrita criativa e premiar e divulgar textos inéditos dos
géneros poético e narrativo dos alunos do município”. No comunicado, a
autarquia esclarece ainda que os participantes podem concorrer “em duas
categorias- texto poético e narrativo - com apenas um trabalho em cada uma das
categorias”. Cada categoria tem ainda quatro subcategoria: uma por cada ciclo
de ensino. O Município refere
que os textos devem ser enviados “até 6 de março para o endereço de e-mail
[email protected], com o assunto ‘Concurso Literário Jovem
2025/2026’, juntamente com a ficha de inscrição devidamente preenchida”. As
normas de participação e a ficha de inscrição estão disponíveis nos sites da
Câmara e da Biblioteca de Ílhavo. A cerimónia de
entrega de prémios decorrerá no dia “23 de abril de 2026”. “Em cada
subcategoria são atribuídos os seguintes prémios: 1.º prémio, 100 euros; 2.º
prémio, 75 euros; 3.º prémio, 50 euros; menções honrosas, 25 euros. À escola
que obtiver maior número de trabalhos premiados ser-lhe-á atribuído o 'Prémio Escola', no valor de 150 euros. Os prémios são atribuídos em
vales a serem descontados nas papelarias aderentes”, esclarece o comunicado.
12 jan 2026
CCDRC: Cláudia Cruz Santos ataca legado de Ribau Esteves em Aveiro e garante não votar no ex-autarca
Cláudia Cruz Santos, líder da bancada do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Aveiro (AMA), que frisou falar exclusivamente a título pessoal, criticou o legado de José Ribau Esteves na Câmara Municipal de Aveiro (CMA) e assumiu que não vai votar no antigo presidente para a presidência da Comissão de Coordenação do Desenvolvimento da Região Centro (CCDRC). Questionada pela Ria, a deputada acrescenta que “não vejo como” é que a eleição possa ser benéfica para Aveiro.
Apesar do apoio de José Luís Carneiro, secretário-geral do
Partido Socialista, a eleição de José Ribau Esteves, ex-presidente da Câmara Municipal
de Aveiro (CMA), para a presidência da CCDRC não é consensual entre todos os
eleitos do PS. Recorde-se que tanto <a href="https://radioria.pt/noticias/Regi%C3%A3o/hugo-oliveira-fala-em-abuso-e-diz-que-ribau-esteves-e-um-mau-nome-para-a-ccdr-centro">Hugo Oliveira</a>, presidente da Federação
Distrital do partido, como os <a href="https://radioria.pt/noticias/aveiro/ps-aveiro-demarca-se-de-eventual-apoio-do-partido-a-ribau-esteves-na-candidatura-a-ccdr-c">vereadores</a> eleitos para a CMA já manifestaram a
sua oposição relativamente à votação no ex-autarca. José Ribau Esteves é <a href="https://radioria.pt/noticias/regiao/ccdr-vai-hoje-a-votos-e-ribau-esteves-e-candidato-unico-a-presidencia-da-regiao-centro">candidato
único</a> à presidência do órgão nas eleições que decorrem esta tarde em sede de Assembleia Municipal extraordinária e conta com o apoio dos líderes de PS e PSD. Contactada pela Ria, Cláudia Cruz Santos juntou o seu nome
ao dos restantes eleitos locais do partido que já se pronunciaram. Assegurando
que fala apenas a título pessoal, a líder da bancada parlamentar dos socialistas
deu nota de que não vai votar no ex-autarca porque, acredita, “o legado que deixou
em Aveiro, o autoritarismo na tomada de decisões e a desconsideração de pareceres
alheios mostram que não é uma boa escolha”. A possibilidade de existirem benefícios em ter um ex-autarca
do concelho a presidir à CCDRC foi descartada pela deputada, que diz que “não
vejo como” possa haver pontos positivos. No entendimento de Cláudia Cruz
Santos, “mesmo quando foi presidente da Câmara de Aveiro, [Ribau Esteves] tomou
decisões péssimas para o concelho. […] Sempre que olho para o Rossio penso na
tristeza sem árvores, na tristeza de betão em que este Rossio se tornou. Temos
agora o dossier do Cais do Paraíso, que me parece extraordinariamente problemático,
temos decisões tomadas no fim do mandato relativamente à Lota… Parece-me que há
muitas razões muito concretas para não votar em Ribau Esteves para a CCDRC”. A deputada não faz previsões daquela que possa a ser a distribuição
final de votos em branco ou nulos, mas admite que “muitos autarcas tenham dúvidas
relativamente à adequação da escolha e até que essas dúvidas sejam transversais
a várias forças políticas”. “Em Aveiro talvez possamos dizer que temos um conhecimento mais
próximo das características do senhor engenheiro Ribau Esteves como autarca.
Ele acompanhou-nos nos últimos 12 anos, tomou decisões que acho que foram muito
prejudiciais para Aveiro e, sobretudo, não tem uma cultura democrática de ouvir
e respeitar quem pensa diferente”, acrescentou.
12 jan 2026
Aveiro: Diocese alerta para homem que celebra missas em casa, mas que “não foi ordenado padre”
A Diocese de Aveiro esclareceu, através de um comunicado publicado nas redes sociais, que Francisco Marques, residente em Oiã, Oliveira do Bairro, “não foi ordenado padre da Igreja Católica” e não está autorizado a celebrar ou “administrar validamente” quaisquer sacramentos, alertando os fiéis para que não participem em celebrações por si promovidas.
Num comunicado
publicado esta segunda-feira, 12 de janeiro, nas redes sociais, a Diocese de Aveiro começa por explicar que “Francisco Marques”, a viver em Oiã, em Oliveira do Bairro que, “no
passado, ficou publicamente conhecido pela sua proximidade ao Papa Francisco,
terá recebido a ordenação sacerdotal e estará a celebrar a Eucaristia na sua
terra natal, numa casa particular”. Face a isto, a
Diocese esclarece que Francisco Marques “não foi ordenado padre da Igreja
Católica” e que no caso de “eventualmente” ter recebido as ordens sagradas
noutra religião não está em “condições de administrar validamente os
sacramentos da Igreja Católica”. “Desde modo, não devem os fiéis católicos
receber dele qualquer sacramento”, alerta. No comunicado
assinado pelo D. António Manuel Moiteiro Ramos, bispo de Aveiro, a Diocese
recorda ainda que a mesma posição foi já tomada pela Diocese de Roma “em
relação ao suposto bispo que tem acompanhado o Sr.Francisco Marques nos retiros
realizados em Fátima e dos quais a Diocese de Leiria-Fátima se demarcou em 2024”.
“Sendo necessário informar todos os diocesanos de Aveiro
que o Sr. Francisco Marques não pode participar nem celebrar os sacramentos
católicos na nossa diocese, peço que este comunicado seja dado a conhecer num
domingo próximo em todas as paróquias da Diocese de Aveiro”, remata a nota.
12 jan 2026
Cinemas tiveram em 2025 menor número de espectadores do século exceto pandemia
Os cinemas portugueses registaram no ano passado 10,9 milhões de espectadores, uma quebra de 8,2% face a 2024, revelou hoje o Instituto do Cinema e Audiovisual, no que é o pior número desde 1996, sem contar com a pandemia.
De acordo com dados do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) e do Instituto Nacional de Estatística, com exceção do período entre 2020 e 2022 devido à pandemia de covid-19, só em 1996 se encontra um valor mais baixo de espectadores de cinema em Portugal, de 10,4 milhões. No campo das receitas, o valor atingido no ano passado foi de 70,5 milhões de euros, uma redução de 3,9% em comparação a 2024. Segundo dados do ICA divulgados hoje, o filme mais visto do ano foi “Lilo e Stitch”, de Dean Fleischer Camp, por 667 mil espectadores, seguindo-se o filme de “Minecraft”, de Jared Hess, com 503 mil, e “Zootrópolis 2”, de Byron Howard e Jared Bush, com 428 mil. Em quarto lugar surge a única presença lusófona nos 10 filmes mais vistos em Portugal: o brasileiro “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, com 385 mil entradas. A produção portuguesa mais vista do ano foi “O Pátio da Saudade”, de Leonel Vieira, com 69 mil espectadores, do mesmo autor de “O Pátio das Cantigas”, de 2015, que contou com 608 mil.