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03 fev 2026
Aveiro: “Crateras” junto à Rodoviária geram indignação, mas CMA garante intervenção em breve
Junto à Estação Rodoviária de Aveiro, o estado de degradação da estrada na Avenida Vasco Branco tem motivado críticas por quem por lá passa. Ouvidos pela Ria, os motoristas falam em “buracos com mais de um palmo” e em sucessivos remendos que rapidamente desaparecem. Após ter sido contactada, a Câmara Municipal de Aveiro (CMA) disse estar a ser preparada uma empreitada de recuperação de várias vias que abrange a estrada em causa.
Os clientes de
Daniel Castanheta, motorista TVDE, dizem que “Aveiro é a terra dos buracos”, segundo
conta o condutor à Ria. Em frente à Estação Rodoviária de Aveiro, o
profissional olha para a Avenida Vasco Branco, diariamente atravessada por
dezenas de autocarros, onde conta que já evita passar, uma vez que “tem buracos
que não dão boa saúde aos carros”. Nos últimos
dias, a situação tem gerado polémica nas redes sociais. Na sequência de uma
publicação feita no Facebook, foram muitos os munícipes que se mostraram
desagradados com o estado do pavimento, comentando que “Aveiro é um país de
terceiro mundo ao nível das vias de comunicação” ou que aquela estrada “parece
um caminho de cabras”. À Ria, o
motorista conta que também já pensou recorrer às redes sociais para alertar
para o problema. Os remendos são recorrentes – segundo Daniel Castanheta, até
já foram colocados no passado mês de janeiro -, mas qualquer “chuvinha” faz
desaparecer o trabalho de manutenção da via. “É uma vergonha…
Eles [os responsáveis da autarquia] chegam aqui agora, se virem dois dias de
sol, e metem um bocadinho de pó. Basta vir uma chuva e abrem ali aquelas
crateras todas”, relata. A história
coincide com aquela que Luís Delgado, que trabalha na Busway – empresa de
transportes públicos que opera na região de Aveiro –, conta também à Ria. De
acordo com o motorista, “desde o ano passado que andam a pôr remendos”, mas as
coisas não têm melhorado e “já há buracos com mais de um palmo”: “Não vale a
pena pôr remendos, vai ficar igual ou pior. (…) É o mesmo que pôr remendos
numas calças velhas. (…) Põe-se lá um remendo e, passados uns dias, já está
rasgado ao lado”. O condutor de
autocarros entende que o caminho devia passar pela colocação de um “tapete de
boa qualidade para os pesados” que viesse desde o início até ao fim do
comprimento do túnel. Seria uma forma de “gastar o dinheiro de uma vez, em vez
de andar a gastar o dinheiro aos pouquinhos”, no seu entender. Embora nem todos
tenham mostrado vontade de falar à Ria, nas imediações do Terminal Rodoviário
não houve quem fosse abordado que não tivesse queixas sobre a estrada. Entre
taxistas, motoristas e trabalhadores da estação, todos deram nota de uma
situação “horrível” que condiciona a chegada ao local de trabalho. Daniel
Castanheta referiu ainda que esta rua não é caso único no concelho de Aveiro,
que “está mesmo mal em termos de vias de comunicação”. Exemplo disso é a
Avenida Artur Ravara, entre o Hospital e o Parque Infante D. Pedro, onde “a
estrada tem buracos enormes” que “nem sequer se deram ao trabalho de tapar”. Da
mesma forma, afirma que, na Rua Homem Cristo Filho, “houve um abatimento do
pavimento (…) já para aí há dois meses” e que “puseram lá umas grades porque
não se consegue passar”. Após ser
contactado pela Ria, Rui Santos, vice-presidente da Câmara Municipal de Aveiro
responsável pelo pelouro Serviços Urbanos e Espaço Público, garante que a
autarquia está a par da situação e que, em breve, vão ser tomadas medidas.
Neste momento, adianta, está a ser preparado o lançamento de uma empreitada
para a recuperação de algumas vias do Município, entre as quais está a da
Avenida Vasco Branco.
03 fev 2026
Homem de 32 anos detido em Vagos por suspeita de abusar de criança de 13 anos
A Polícia Judiciária (PJ) revelou hoje, dia 3, à agência Lusa que um homem de 32 anos foi detido em Vagos, distrito de Aveiro, por suspeita de abusar sexualmente de uma criança de 13 anos, durante cerca de dois meses, no verão de 2025.
Num comunicado enviado hoje à agência Lusa, aquela força
policial referiu que, “para concretizar as práticas sexuais a que sujeitava a
vítima, o suspeito aproveitou-se da proximidade e confiança que mantinha com os
pais” da vítima. Os abusos teriam sido concretizados “em momentos em que
conseguia estar a sós com a criança”. Segundo a PJ, os indícios recolhidos até ao momento pela
investigação “apontam no sentido de estes terem ocorrido durante cerca de dois
meses, no passado verão de 2025”. Os factos foram informados às autoridades “através de uma
familiar da menor, que vive fora do círculo mais próximo”. De acordo com a mesma fonte, o detido será presente às
autoridades judiciárias competentes da comarca de Aveiro, para lhe serem
aplicadas as devidas medidas de coação.
03 fev 2026
Mau tempo: Câmara de Aveiro fechou acesso à antiga Lota e deixou família bloqueada
De acordo com a agência Lusa, ontem, dia 3, pelo menos três pessoas ficaram temporariamente bloqueadas na zona da antiga Lota de Aveiro, depois de a Câmara Municipal de Aveiro (CMA) ter mandado vedar o acesso àquela zona devido à probabilidade de ocorrência de cheias.
A Câmara de Aveiro mandou encerrar a estrada de acesso à
zona da antiga Lota desde as 14h00 de segunda-feira até às 08h00 de hoje,
atendendo à precipitação persistente e à subida da maré. A decisão apanhou de surpresa Agostinho Neno, o filho e a
nora, que estavam a trabalhar nas marinhas às quais apenas se pode aceder por
um caminho de terra ligado por uma ponte à zona que foi vedada. Quando tentaram regressar a casa ao final da tarde, os três
depararam-se com o acesso barrado por um monte de terra e tiveram de retirar
parte da terra com uma pá para passar com as suas viaturas. “Acho que eles vieram ver se havia carros ali. Dizem que não
viram carros e taparam, mas os meus carros estavam aqui na zona privada, onde
tenho o cais do meu barco”, disse à Lusa Agostinho Neno, queixando-se da falta
de aviso prévio por parte da autarquia. Numa nota enviada hoje à Lusa, o gabinete de imprensa da
Câmara esclareceu que a estrada na zona da antiga lota foi encerrada por razões
de prevenção e para garantir a segurança. “Esta decisão foi tomada de forma responsável, face às
condições existentes no local, tendo sido previamente assegurada a informação a
todas as associações e coletividades com instalações naquela área”, refere a
mesma nota. A mesma fonte acrescentou que a câmara desconhecia que
estivessem trabalhadores nas marinhas e não teve a intenção de prejudicar e
impedir a passagem dessas mesmas pessoas. Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do
mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à
passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra
vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de
telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador. A destruição total ou parcial de casas, empresas e
equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de
estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de
escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais
consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e
desalojados. Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais
estragos. O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo
domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil
milhões de euros.
03 fev 2026
Deputados do PS/Aveiro refirmam que ampliação do Hospital de Aveiro é “prioridade estratégica”
Em reunião com o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Aveiro, os deputados do PS eleitos no círculo eleitoral de Aveiro voltaram a afirma que a ampliação do Hospital de Aveiro é uma “prioridade estratégica para o distrito”. Segundo a nota de imprensa enviada à Ria, foi também abordada a situação do Centro de Saúde de Estarreja e “as condições em que são prestados os cuidados de saúde à população”.
No encontro com a ULS da Região de Aveiro, um dos principais
temas abordados pelos deputados socialistas foi o processo de ampliação do Hospital
de Aveiro. Segundo escrevem, trata-se de uma “prioridade estratégica para o
distrito” e de uma “reivindicação antiga da população”. Nesse sentido, os
deputados “esperam que sejam rapidamente ultrapassados os constrangimentos que
ainda subsistem” de forma que “a obra avance para o terreno sem mais atrasos”. Também foi tema a situação do Centro de Saúde de Estarreja e
as condições em que são prestados os cuidados de saúde à população. Na ótica
dos representantes do PS, que dizem ter utilizado a reunião para a analisar as dificuldades
existentes – nomeadamente do ponto de vista dos recursos humanos - é necessário
“reforçar meios e soluções que permitam melhorar a qualidade do atendimento e
garantir respostas mais eficazes aos cidadãos”.
03 fev 2026
Governo estima 20 ME para recuperar 50 monumentos afetados pela tempestade
A ministra da Cultura revelou hoje, no Convento de Cristo, que a depressão Kristin já provocou danos em mais de 50 monumentos nacionais, estimando o Governo a necessidade de cerca de 20 milhões de euros para intervenções de recuperação.
“O último levantamento que temos são mais de 50 monumentos nacionais com danos provocados pela tempestade ou pelos efeitos da precipitação muito intensa que se seguiu”, afirmou a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, indicando que esta lista “pode crescer nos próximos dias” à medida que o levantamento prossegue no terreno pelas equipas da Museus e Monumentos de Portugal e do Património Cultural - Instituto Público. Segundo a governante, “estimamos que sejam necessários cerca de 20 milhões de euros que já estão reservados precisamente para essas intervenções”, admitindo reforços através do Fundo de Salvaguarda do Património Cultural, caso surjam novas necessidades, dando como exemplo várias igrejas danificadas no concelho de Pombal. No caso concreto de Tomar, no distrito de Santarém, a ministra sublinhou que o Convento de Cristo é “um dos equipamentos culturais mais afetados”, razão pela qual iniciou ali o périplo de visitas que hoje também passam por Ourém e Batalha, nomeadamente pelo Castelo e Paço dos Condes de Ourém e pelo Mosteiro da Batalha. Só em Tomar, a destruição da Charolinha da Mata dos Sete Montes e os danos no Convento deverão ultrapassar 750 mil euros. “A Charolinha foi completamente destruída. Partes caíram dentro de água e será necessário um trabalho muito cuidadoso de drenagem e recuperação das peças para permitir a sua reconstrução”, descreveu, apontando para um prazo de “provavelmente um ano” até à conclusão da intervenção. Questionada sobre custos, detalhou: “Será sempre mais de meio milhão de euros para a Charolinha”. Já para o Convento de Cristo, a estimativa preliminar apontada pela Museus e Monumentos no sábado anterior é de cerca de 250 mil euros. A ministra destacou ainda o trabalho das equipas do monumento na mitigação imediata dos danos. “Partiram-se vitrais e havia chuva a entrar. As equipas conseguiram em poucas horas encontrar uma solução para evitar que os danos fossem ainda maiores”, afirmou. Sobre os restantes locais da visita, adiantou que “o Mosteiro da Batalha é o monumento mais afetado”, prevendo um investimento “superior a um milhão de euros, só no caso da Batalha”. Em Ourém, apesar de se tratar de um equipamento municipal, a tutela foi alertada para “sérios danos, nomeadamente o colapso parcial do telhado”, garantindo apoio técnico ao município. O presidente da Câmara de Tomar, Tiago Carrão, descreveu um cenário “devastador” na Mata dos Sete Montes. “Olhar para lá e ver aquilo é devastador, só árvores tombadas. A Charolinha ficou totalmente destruída”, afirmou à Lusa, explicando que a mata foi encerrada ao público devido ao risco provocado por árvores instáveis, assim como o Convento de Cristo. Também a diretora do Convento de Cristo, Andreia Galvão, que acompanhou a ministra na visita, explicou que o monumento classificado como Património da Humanidade registou a destruição de um vitral e o desprendimento de duas gárgulas, sublinhando, contudo, que “o principal dano foram as árvores em redor do complexo monumental”. Em Tomar, segundo Tiago Carrão, a par do trabalho contínuo na desobstrução de vias, limpeza, e reparação de telhados, a preocupação mantém-se ao nível do abastecimento de água e do restabelecimento de energia eléctrica em algumas zonas do concelho. “Essa tem sido a principal preocupação, sobretudo a reposição da energia elétrica, porque a falta de água resulta da ausência de eletricidade nas estações elevatórias. Até ontem tínhamos freguesias completamente às escuras, mas entretanto o fornecimento começou a ser restabelecido. Esta noite registou-se um progresso significativo, o que nos deixa confiantes de que nos próximos dias a situação esteja totalmente normalizada”, declarou. Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados. Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos. O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
03 fev 2026
Velejadores e treinadores do CVCN convocados para a Seleção Nacional
Três velejadores e dois treinadores do Clube de Vela Costa Nova (CVCN) foram convocados para as Seleções Nacionais, no âmbito dos Estágios Nacionais 2025/26, promovidos pela Federação Portuguesa de Vela.
Pedro Firmeza
(Juvenis), Tomás Fonte (Infantis), da classe Optimist, e Salvador Fonte, da
classe ILCA 4, foram os velejadores escolhidos e José Teixeira e Manuel Rosa os
treinadores selecionados. De acordo com uma nota enviada às redações, a escolha
prendeu-se com o “perfil”, com o “desempenho desportivo e evolução consistente,
reunindo as condições para representar Portugal”. No comunicado, a
CVCN realça que a convocatória é um “motivo de grande orgulho e o reflexo do
trabalho contínuo desenvolvido por velejadores e equipa técnica, reforçando o
papel do Clube na formação de velejadores de excelência”. Os estágios da
classe Optimist decorrerão de 19 a 22 de fevereiro e o da classe ILCA de 18 a
20 de fevereiro, ambos em Vilamoura, assumindo-se como um “importante momento
de preparação e avaliação, integrando os melhores velejadores nacionais das
respetivas classes”.