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14 jan 2026
Violência doméstica: Suspeito de ameaçar mulher detido em Oliveira de Azeméis
A GNR deteve em Oliveira de Azeméis, no distrito de Aveiro, um homem de 45 anos suspeito de ameaçar e injuriar a mulher de 38 anos, informou hoje aquela força de segurança.
Em comunicado, a GNR esclareceu que o suspeito foi detido na terça-feira, no âmbito de uma investigação pelo crime de violência doméstica, tendo os militares da Guarda apurado que o detido "exercia ameaças graves e injúrias sobre a vítima". "No decorrer das diligências policiais, foi dado cumprimento a dois mandados de busca, um domiciliário e outro em veículo, dos quais resultou a apreensão de 20 cartuchos", refere a mesma nota. Segundo a Guarda, o detido foi presente, no mesmo dia, no Tribunal Judicial de Santa Maria da Feira, tendo-lhe sido mantidas as medidas de coação aplicadas no dia 31 de dezembro, pelo mesmo tipo de ilícito, nomeadamente a proibição de contacto com a vítima e a proibição de aproximação a uma distância mínima de 500 metros, controlada através de pulseira eletrónica.
14 jan 2026
Paulo Jorge Ferreira destaca autonomia, eleição dos reitor e endogamia na audição sobre o RJIES
Paulo Jorge Ferreira, reitor da Universidade de Aveiro (UA), esteve esta terça-feira, 13 de janeiro, na Comissão de Educação e Ciência, na Assembleia da República, onde foi ouvido na qualidade de presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), no âmbito da revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES). Entre os vários temas em debate, o modelo de eleição do reitor destacou-se como um dos mais discutidos.
Ao longo da audição
do CRUP, Paulo Jorge Ferreira reconheceu existir “esforço” na proposta de
revisão do RJIES, mas manifestou “reservas” quanto a algumas das alterações
previstas. O reitor
destacou a “autonomia” como uma “palavra-chave” para a universidade, mas também
para o país. “O artigo 76 da Constituição da República Portuguesa consagra a
autonomia das universidades. (…) Contudo, o diploma no seu introito elogia e
aclama a autonomia, por outro lado, contradiz-se quanto a isso”, afirmou. No seguimento da
sua intervenção, chamou a atenção para uma alteração ao artigo 15.º do RJIES.
“No artigo 15º, a anterior formulação das Instituições de Ensino Superior (IES)
[lia-se que] ‘pode criar livremente entidades’. [Agora] passa a ser ‘podem
criar entidades’. O livremente desaparece…”, referiu. Paulo Jorge Ferreira
alertou para as implicações práticas desta mudança, explicando que, até agora,
a criação de entidades podia ser feita de forma imediata, por decisão dos
órgãos internos. “A partir de
agora, estamos condicionados a uma apreciação positiva do Ministério da
Educação, Ciência e Inovação e do Ministério das Finanças. O nosso receio,
enquanto reitores, é que ao retirar, o livremente (…) possa atrasar,
significativamente, a marcha do rumo estratégico das instituições e com isso
causar danos ao país”, acrescentou. O presidente do CRUP defendeu, por isso,
que o artigo 15.º seja proposto na sua “fórmula original”. Ainda no âmbito
da autonomia, o reitor da UA abordou a questão da “plurianualidade” do
financiamento e da gestão das instituições. “Pergunto aos senhores deputados:
‘As universidades são motores de desenvolvimento do país ou são repartições do
Estado?’”, questionou. “Nada na marcha anual das universidades é de 1 de
janeiro a 31 de dezembro e, contudo, é nesse quadro temporal que nós prestamos
contas”, acrescentou. Como exemplo,
Paulo Jorge Ferreira referiu o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). “No
ano passado, a Universidade de Aveiro tinha, em dezembro, 13.5 milhões de euros
de receita a haver e arriscávamos a fechar em incumprimento, não porque tivéssemos
gastado mal ou mais, mas por receitas que estavam consagradas a isso e que não
tinham sido transferidas. Felizmente, algumas foram, outras não”, explicou. O reitor
sublinhou ainda que “nem a atividade letiva, nem a atividade de investigação,
nem os contratos com o exterior, nada disso é anual de 1 de janeiro a 31 de
dezembro”. Nesse sentido, considerou que “estar a obrigar as instituições a
prestar contas desta forma plurianual é um sufoco constante de ano para ano,
consome recursos, custa caro ao país e esse esforço poderia ser empregue de uma
forma melhor”. Já num outro campo,
Paulo Jorge Ferreira aproveitou ainda para abordar a “endogamia académica”. “A
possibilidade de as Instituições contratarem, entre os seus diplomados, tem
sido vista historicamente como algo que é negativo. Eu não vou discutir se é
positivo ou negativo, mas vou confrontar com o resultado de uma proibição de
contratação como está proposta nesta lei… Se uma IES tiver mais de 40% dos seus
contratados, entre os licenciados e os doutorados da própria instituição, fica
impedido de fazer essas contratações. Há um impedimento de eu contratar dos
meus”, atentou. O também
presidente do CRUP alertou que existem “dois lados possíveis” para “atacar” o problema
da endogamia. “O primeiro é pela proibição. Impedir que as Instituições
contratem. O segundo é pelo incentivo. Encorajar as Instituições a fazer de
outra maneira”, explicou. Relativamente à
primeira abordagem, Paulo Jorge Ferreira apontou como principal desvantagem o
facto de esta ser “totalmente alheia à realidade geográfica das Instituições”. “Nós
temos Instituições nos grandes centros, que estão quase sempre acompanhadas de
outras instituições, a curta distância. Temos instituições, em zonas ultraperiféricas,
como os Açores ou a Madeira. Temos Instituições no Interior de Portugal e no
Litoral. Submeter todas à mesma proibição ignora um facto básico desta
geografia… É que em alguns grandes centros é inteiramente possível contratar
fora da Instituição sem sequer contratar fora da cidade e enquanto noutras instituições
é dramaticamente difícil encontrar quem venha de fora”, sublinhou. Nesse
sentido, defendeu que se “olhe para a origem do contratado, mas também para o
percurso”. O reitor da
Universidade de Aveiro voltou ainda a chamar a atenção para a “terminologia”
prevista na proposta, que aponta para a designação de todas as Instituições de
Ensino Superior como “Universidade”. “Ainda há uma grande probabilidade de
confusão de nomenclatura. Segundo o site da Agência de Acreditação e Avaliação
do Ensino Superior, nós tínhamos em Portugal 97 IES com acreditação de curso.
Já não são 97 porque as escolas de enfermagem foram integradas em três
universidades, por isso, passará para 94. Essas 94 são, extraordinariamente,
desiguais e, ainda assim, viríamos a aplicar a todas a mesma designação”,
afirmou. Para ilustrar
essas diferenças, apresentou dados concretos: “60 têm menos de 20 cursos
acreditados e 37 têm entre um e nove cursos. Pergunto a esta comissão se é
inteiramente justo designar todas da mesma forma e aplicar a todas a designação
da Universidade”, questionou. Paulo Jorge Ferreira lamentou ainda a eliminação
da nomenclatura do “Instituto Universitário”. A intervenção
incluiu também o mecanismo de eleição do reitor. O presidente do CRUP sublinhou
a importância do “sufrágio universal”, mas destacou as reservas existentes
quanto à participação dos ex-estudantes. “As taxas de participação do ponto de vista
dos estudantes são historicamente reduzidas. (…) Presume-se que (…) as taxas de
participação dos ex-alunos sejam mais reduzidas. Atribuir ao conjunto de
ex-alunos 10% do peso pode ser algo pouco razoável”, admitiu. Após a audição,
Gabriela Cabilhas, deputada do PSD, foi a primeira a intervir. Começou por
sublinhar que foi com base na autonomia que se pensou no RJIES. Relativamente
ao modelo de eleição do reitor, alertou para o facto de não se poder analisar
as taxas de participação quando estas estão “amarradas a um modelo que na nossa
ótica está esgotado e que diminuiu a participação e a democracia interna nas
instituições”. A deputada
defendeu ainda a necessidade de reforçar a participação de todos os corpos
académicos, destacando o papel do Conselho Geral. “Para além de querermos
aumentar a participação em todos os corpos (…) também valorizamos muito o papel
do Conselho Geral e que não pode estar reduzido à eleição”, afirmou. Rui Cardoso centrou
a sua intervenção na eleição do reitor. O deputado do Chega referiu que o
Governo apresentou uma proposta que, na “teoria parece muito bonita”, mas
alertou para os problemas que poderá gerar na prática. “Podemos gerar uma
grande arbitrariedade em todo o país. Acho um absurdo podermos ter universidades
em que os estudantes representam 50% e os professores 10% e universidades onde
os técnicos representam 50% e os professores 10%”, afirmou. “Estarão as
universidades com a maturidade democrática para evitar situações de litigância interna?”,
interpelou ainda. No seguimento, Rui Cardoso atentou que o Chega
defende a definição de “balizas mais curtas”, apontando “15%” para que cada
instituição, no exercício da sua autonomia, possa atribuir essa percentagem aos
vários corpos. Também Porfírio
Silva, deputado do PS, interveio no debate, sublinhando a importância de se
aprovar um regime com sentido de “missão para o país” e não orientado pela
lógica partidária ou pela necessidade de fazer aprovar mais propostas.
Relativamente ao modelo de eleição do reitor, alertou para a necessidade de se garantir
um equilíbrio “entre representatividade e os pequenos” para que estes não
estejam completamente afastados dos processos decisórios “porque isso iria
prejudicar a riqueza da pluralidade interna das Instituições”. Por sua vez,
Angélique Da Teresa, deputada da Iniciativa Liberal, centrou a sua intervenção
na questão da endogamia académica, defendendo que não “podemos tratar tudo da
mesma forma até porque as universidades não são todas iguais e os politécnicos
também não”. A deputada chamou ainda a atenção para a quebra no número de
alunos nos politécnicos. “Tem de haver uma solução diferenciada para as IES
tendo em conta as caraterísticas dessas IES”, afirmou, questionando diretamente
o CRUP sobre a opção que tomaria. Em resposta,
Paulo Jorge Ferreira defendeu que “removeria a proibição e que acompanharia
tudo isto, em outras medidas, por exemplo, na fórmula de investimento, nos
estímulos e no recompensar das instituições que se dispusessem a um caminho que
reduzisse a endogamia”. Quanto ao modelo
de eleição do reitor, o presidente do CRUP admitiu que este pode “colidir com a
autonomia das instituições”. “Eu sei que há instituições que desenvolvem
dinâmicas com os seus ex-alunos e que estão à procura de dinâmicas maiores e de
aproximações crescentes”, referiu, apontando como exemplo a criação de figuras
como embaixadores alumni. “Isso é extremamente positivo para as instituições e
nada disso tem a ver com a eleição do reitor”, acrescentou. Relativamente à
possibilidade de a abstenção ser considerada no “cálculo dos pesos”, tornando-os
dinâmicos em vez de estáticos, Paulo Jorge Ferreira admitiu que, apesar de não
ter sido uma proposta formal, a ideia já foi “considerada por alguns” como
“interessante”. “Eu considero interessante também. Acho que é algo que é mais
popular no Norte da Europa do que Sul, mas na verdade é deferir o peso para o
interesse medido pela abstenção no ato eleitoral. Acho que é interessante
porque não ofende a autonomia das instituições porque, acima de tudo, está
sempre a democracia e isso é uma exigência básica”, concluiu. Recorde-se que, <a href="https://radioria.pt/noticias/universidade/rjies-passa-o-teste-mais-facil-e-e-aprovado-na-generalidade-no-parlamento">tal
como avançado pela Ria</a>, a Assembleia da República aprovou no passado dia 5 de dezembro, a proposta do
Governo para rever o RJIES, superando aquele que é considerado o teste mais
fácil do processo legislativo. O RJIES, que
regula a organização e funcionamento das Instituições de Ensino Superior
públicas e privadas, não era revisto desde 2007. A sua revisão teve início
ainda sob o anterior Governo do Partido Socialista, com Elvira Fortunato, e
está agora a ser retomada pelo atual executivo liderado por Luís Montenegro.
14 jan 2026
IL-Aveiro critica “conformismo” de Luís Souto em relação à “desertificação do Bairro da Beira-Mar”
Numa nota enviada às redações, os responsáveis da Iniciativa Liberal em Aveiro reagiram hoje, dia 14, às declarações de Luís Souto, presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA) relativamente ao Bairro da Beira-Mar. Depois de o autarca ter dito que o espaço tem “vocação” para as atividades noturnas e turísticas, os liberais acusam-no de “conformismo político, ausência de visão estratégica e falta de coragem”.
Questionado pelo <a href="https://www.diarioaveiro.pt/2026/01/13/a-vocacao-do-bairro-da-beira-mar-e-a-movida-noturna-e-turistica/">Diário de Aveiro</a>, o presidente da CMA desvalorizou
o problema da “desertificação” do Bairro da Beira-Mar – problema para o qual
alertou, em entrevista ao mesmo jornal, Osvaldo Pacheco, juiz da mordomia de
São Gonçalinho. No entender do edil, “a vocação deste espaço […] tem a muito a
ver, e cada vez mais, com as atividades em que as pessoas se vão divertindo,
que vão passando um bocado da sua noite”. Em resposta às preocupações com o
esvaziar da cultura local, Luís Souto falou em “dinâmicas complexas” e salientou
que “é importante tentar conciliar os vários interesses, as várias atividades
em presença”. Para a Iniciativa Liberal, que reagiu esta manhã através de
um comunicado de imprensa, a atitude do presidente “revela conformismo
político, ausência de visão estratégica e falta de coragem para tomar decisões
estruturais em defesa da cidade e dos seus residentes”. O partido “critica de
forma clara e inequívoca a posição” de Luís Souto, que considera “aceitar como
inevitável” a transformação do bairro numa “Disneyland para adultos”. De acordo com os liberais, o executivo municipal “relativiza”
o problema “em vez de apresentar medidas concretas para travar a expulsão
silenciosa dos moradores e a descaracterização progressiva do bairro”. A opção
da equipa de Luís Souto, entendem, “representa uma visão curta, economicamente
frágil e socialmente irresponsável”. A estratégia defendida pela IL passa por um “modelo claro de
coexistência equilibrada entre atividades económicas e vida residencial, com
regras firmes, planeamento urbano sério e políticas ativas de fixação de
população”. “Isso implica assumir escolhas, algo que o atual Executivo começa por
evidenciar estar constantemente a evitar”, escrevem. No comunicado, o partido recorda ainda que, no decorrer da
campanha eleitoral, chegou a propor a criação de novos pólos de animação
noturna, nomeadamente na zona da Lota, precisamente para aliviar a pressão
sobre os bairros históricos e permitir uma distribuição mais racional da
atividade económica, protegendo a qualidade de vida dos residentes”.
14 jan 2026
CCDR: Autarcas Sociais Democratas destacam forte participação para novas lideranças regionais
De acordo com a agência Lusa, os Autarcas Social Democratas (ASD) consideram que a participação na eleição para as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) representa “elevado envolvimento” num momento relevante para “o ciclo de investimento e execução de políticas públicas nos territórios”.
Numa nota hoje divulgada, o
presidente dos Autarcas Social Democratas (ASD), Amadeu Albergaria, refere que
a forte participação dos autarcas “reforça a legitimidade das escolhas
efetuadas, num contexto em que as CCDR assumem responsabilidades acrescidas no
apoio ao desenvolvimento regional”. Na eleição realizada
segunda-feira, de forma simultânea nas Assembleias Municipais do continente,
confirmou-se a escolha do social-democrata Álvaro Santos para a presidência da
CCDR Norte, do social-democrata Ribau Esteves no Centro e dos socialistas Teresa
Almeida em Lisboa e Vale do Tejo, Ricardo Pinheiro no Alentejo e José
Apolinário no Algarve. Como notam os ASD, os resultados
refletem o acordo previamente estabelecido entre o PSD e o PS quanto às
lideranças das CCDR. “Houve um entendimento político
claro e esse entendimento foi cumprido. Isso garante estabilidade e permite que
as CCDR se concentrem agora no que é essencial: apoiar as autarquias e as
regiões e executar investimento”, afirmou Amadeu Albergaria, citado na nota. O presidente dos ASD sublinhou
ainda que os responsáveis agora eleitos reúnem o perfil adequado à exigência
das funções, num período em que a gestão eficiente dos fundos europeus será
determinante. “As autarquias têm hoje um papel
central na concretização das políticas públicas e na aplicação do investimento
no terreno. A perda de oportunidades de financiamento pode comprometer o
desenvolvimento regional e, consequentemente, o futuro do país”, considerou. O líder dos ASD deixou uma
palavra de reconhecimento aos autarcas pela forma como participaram neste
processo eleitoral e endereçou votos de bom trabalho aos novos presidentes das
CCDR, defendendo uma relação próxima, exigente e orientada para resultados
entre o poder local e as estruturas regionais. Cerca de 10 mil autarcas elegeram
na segunda-feira os presidentes e um vice-presidente das CCDR do Norte, Centro,
Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve. Em termos globais, votaram na
escolha dos cinco presidentes das CCDR 9.827 autarcas, 91,26% do universo total
(10.768), com uma abstenção de 8,7%, segundo os resultados provisórios
divulgados hoje pela Direção-Geral da Administração Local (DGAL). A CCDR do Norte foi a única a ter
dois candidatos, um dos quais apresentou-se como independente. Todos os
restantes candidatos foram propostos por PSD e PS, num acordo eleitoral
nacional que dividiu entre os dois partidos a direção destes organismos e que
foi criticado por alguns setores partidários regionais. Os presidentes das CCDR são
eleitos para um mandato de quatro anos por colégios eleitorais de autarcas das
respetivas regiões, constituídos pelos presidentes de câmara, presidentes das
assembleias municipais, vereadores eleitos e deputados municipais, incluindo os
presidentes das juntas de freguesia. Os vice-presidentes, um por cada
região, são eleitos por um colégio eleitoral constituído pelos presidentes das
278 câmaras municipais do continente. Além destes dirigentes eleitos
indiretamente, cada CCDR terá um outro vice-presidente escolhido pelo conselho
da região (exceto autarcas) e mais cinco nomeados pelo Governo para as áreas da
educação, saúde, cultura, ambiente e agricultura, que reportam diretamente ao
executivo nacional.
14 jan 2026
Câmara da Mealhada eliminou perto de 300 ninhos de vespa asiática em 2025
Cerca de 300 ninhos de vespa velutina, vulgarmente conhecida por vespa asiática, foram eliminados ao longo do ano de 2025, no concelho da Mealhada, revelou ontem a Câmara Municipal.
Numa nota de imprensa enviada aos jornalistas, a Câmara da Mealhada informou que o seu Serviço Municipal de Proteção Civil desativou, ao longo de 2025, um total de 290 ninhos de vespa velutina em todo o território do concelho. “O ano de 2025 voltou a registar números elevados, quer ao nível de intervenções, quer no número de ocorrências comunicadas aos serviços municipais, refletindo a crescente atenção e colaboração da população, das juntas de Freguesia e dos serviços camarários para esta problemática”, destacou. Segundo esta autarquia do distrito de Aveiro, ao longo do último ano, o Serviço Municipal de Proteção Civil recebeu alertas provenientes de todas as freguesias do concelho. “Dos 446 avistamentos reportados, muitos dos quais correspondentes a comunicações duplicadas, foi possível confirmar e desativar 290 ninhos”, indicou. A maior incidência verificou-se “na freguesia de Casal Comba, com 80 ninhos eliminados, seguida da área da antiga União de Freguesias da Mealhada, Ventosa do Bairro e Antes com 71, Pampilhosa com 48, Vacariça com 47, Luso com 23 e Barcouço com 21”. “Estes números demonstram, por um lado, a persistência da vespa asiática no território e, por outro, a eficácia do trabalho articulado entre os serviços municipais e a população, cuja colaboração é fundamental para uma resposta rápida e segura”, referiu o vereador com o pelouro da Proteção Civil, Ricardo Santos. De acordo com o autarca, o combate a esta espécie invasora “é uma prioridade da autarquia, quer pela proteção da saúde pública, quer pela defesa da biodiversidade e da atividade apícola”. Na nota de imprensa, a Câmara Municipal da Mealhada apelou ainda a que quem avistar um ninho de vespa asiática não o destrua, uma vez que “tal pode colocar em risco a saúde e a vida das pessoas, além de potenciar o aparecimento de novos ninhos na área envolvente”. “O procedimento correto passa por contactar o Serviço Municipal de Proteção Civil, através do telefone 967142690 ou por comunicar a ocorrência à Junta de Freguesia da área de residência”, sublinhou. Desde 2021, a intervenção contínua da autarquia no combate a esta espécie invasora resultou já na eliminação de 1.023 ninhos.
13 jan 2026
Festa de São Braz com novo dia académico, “tenda orbital” e “mais de meia tonelada” de rebuçados
À semelhança de anos anteriores, a Festa em Honra de São Braz regressa à Quinta do Gato, em Santa Joana, Aveiro, entre os dias 5 e 8 de fevereiro. Em declarações à Ria, Gustavo Branco, juiz da mordomia de São Braz, revelou que a edição deste ano contará com um dia extra de programação e a estreia de uma nova “tenda orbital”. Conhecidas pelo tradicional arremesso de rebuçados, as festividades preveem lançar entre “500 e 600” quilos de doces ao longo do evento.
A grande
novidade é, de acordo com o responsável, a existência de uma nova data dedicada
à academia. As festas começam mais cedo, na quinta-feira, 5 de fevereiro, num
dia em que vão atuar as tunas da Universidade de Aveiro: a Tuna Universitária de Aveiro (TUA), a
Tuna Feminina da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv) e a Tuna Mista da Universidade de Aveiro (MarnoTuna). Embora acredite
que “a quinta-feira é sempre um dia um bocadinho ingrato porque no dia a seguir
é dia de trabalho”, Gustavo Branco conta que vá haver quem possa ficar na festa
até mais tarde. Nesse sentido, aponta que o novo dia pode fazer com que a festa
chegue a mais pessoas: “A gente faz a festa para o público da freguesia e não
só. É uma festa que já traz pessoas de fora do concelho de Aveiro”. Segundo afirma, o
objetivo é que o novo dia consiga responder ao aumento de custos que a mordomia
terá com a nova “tenda orbital”. Gustavo Branco adianta que o investimento
representa “quase o dobro do valor” pago no ano passado pela tenda. No bolo
total, o juiz ainda não consegue fazer previsões de qual será o valor
orçamentado para a festa, mas acredita que vá passar os “cerca de 100 mil
euros” que cabiam no orçamento do último ano. Sendo São Braz o
padroeiro das doenças da garganta, as festas são especialmente reconhecidas
pelo atirar de rebuçados. Para este ano, Gustavo Branco prevê que haja perto de
“meia tonelada”, estimando que o valor não ultrapasse os 600 quilos. No que ao cartaz
da festa diz respeito, Gustavo Branco dá nota de que a organização procurou
convidar artistas diferentes dos que estiveram em Santa Joana no ano passado. A
seu pedido, manteve-se desde a última edição a ‘Banda Polk’, onde atua um
amigo, e Tiago Silva, que vai “atuar em moldes diferentes”. Conforme refere, o
artista vai juntar-se a ‘Liliana Oliveira & Amigos’ a cantar à desgarrada,
à semelhança do que diz acontecer no programa “Domingo Há Desgarrada”, da RTP. O programa prevê
a atuação de DJ FILC e das tunas académicas, no dia 5, da ‘Banda Polk’, dos
‘INSERT COIN’, de ‘São Braz Kids – CRASSH_Recycled’ e ‘São Braz Sénior – Hugo
Alvarinhas’, no dia 6, dos ‘Santa Maria’, do DJ Rossa na Grossa e de uma Roda
de Samba, no dia 7, e de ‘Toka e Dança’, DJ Oliver Clarck, Tiago Silva e
‘Liliana Oliveira & Amigos’, no dia 8. Junta-se ainda à programação a
arruada de dia 7, o fogo de artifício de dia 8 e as missas em honra de São Braz
nos dias 3,8 e 9.