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04 fev 2026
Manuel Tur leva “Class Enemy” ao Teatro Aveirense para refletir sobre o ensino
Cerca de cinco décadas depois da estreia de “Class Enemy”, o encenador Manuel Tur recupera o espetáculo para o apresentar no Teatro Aveirense, na próxima sexta-feira, 13 de fevereiro. A peça, centrada numa sala de aula como metáfora da sociedade, regressa à cena por ser, segundo o encenador, “brutalmente atual”, levantando reflexões sobre o “sistema de ensino, de inclusão e de exclusão social”.
Passados 48 anos
desde a estreia do espetáculo “Class Enemy”, de Nigel Williams, o encenador
Manuel Tur volta a pegar na peça para a levar ao Teatro Aveirense. Em
entrevista à Ria, o encenador explica que o espetáculo gira em torno da escola
enquanto espaço de revolta e de reflexão sobre a sociedade. “Esta sala de aula,
que é onde estas personagens passam o espetáculo todo, é realmente uma espécie
de reflexo, de símbolo, do que é a sociedade que se vive cá fora”, exprimiu. Apesar de o
espetáculo partir de uma peça original inglesa, Manuel Tur referiu à Ria que
houve uma preocupação em “descontextualizar” esta escola. “Não há nunca nenhuma
referência de cidade nem de sítio, mas percebemos claramente que esta escola
está no centro do que pode ser um lugar menos abastado”, referiu. “Eu não gosto
de lhe chamar bairro social porque acho que isso é muito redutor e ao mesmo
tempo faz com que se crie uma espécie de preconceito de que o bairro social vai
tendencialmente criar marginais e vândalos… Mas percebemos que estas
personagens nesta sala e nestas escolas estão num contexto socioeconómico mais
baixo. É um bocadinho o espelho do que se passa fora”, pormenorizou. Quanto às razões
que o levaram a voltar a trazer este espetáculo a cena, o encenador sublinhou o
facto de a peça ser “brutalmente atual”. “Primeiro porque eu acho e porque,
principalmente, com os resultados que tivemos nas últimas eleições
presidenciais e que desembocaram nesta segunda volta que esperemos que não
tenha um final tão extremista e tão triste como inicialmente se previa... Acho
que cada vez mais é importante que se debata e reflita a escola, a educação e o
sistema. O sistema de ensino, o sistema de inclusão e de exclusão social”,
refletiu. Sem desvendar
demasiado sobre o que o público poderá esperar, Manuel Tur revelou que a peça
se centra em “seis personagens que estão encerrados dentro de uma sala de
aula”. “A certa altura, percebemos que estão quase barricados também, ou seja,
eles gritam por ajuda o tempo todo, metaforicamente, a esta figura do ensino e
do conhecimento, mas cada vez que algum professor chega para os ensinar esse
professor é aterrorizado, maltratado e acaba por ser expulso”, conta. “Estas
personagens são muito simbólicas (…) do que é esta sociedade também”, completa.
Relativamente à
estreia no Teatro Aveirense, o encenador destacou que este espetáculo assinala
um regresso à cidade dos canais, onde tem apresentado regularmente o seu
trabalho desde 2017, com peças como ‘Mulheres de Tráfico’ ou ‘20 de Novembro’. “Desde
2017 que me tenho debruçado um bocadinho mais sobre estas temáticas, mas
principalmente sobre o facto de acreditar que o teatro ainda tem alguma função
política e de alerta de consciência. Portanto, o teatro como pedra de arremesso
e isto sem qualquer tipo de presunção. O Teatro Aveirense tem sido um parceiro
muito regular nesse sentido”, afirmou. O encenador mostrou-se,
por fim, expectante com aquela que será a receção do público. “Como artistas
temos sempre um ego para alimentar, mas temos também expectativas que são
geradas à volta dos trabalhos que vamos fazendo e este trabalho é muito particular
(…) porque é um trabalho de um coletivo muito especial, de um grupo de gente
que se juntou num momento particular. É um espetáculo muito feliz apesar de ser
violentíssimo”, referiu. “Apesar de ter 1h50, é um espetáculo que tu vês de estômago
apertado o tempo todo, mas o próprio tempo vai passando muito mais rápido do
que acreditamos. Isto são palavras das pessoas todas que viram aqui no Porto
nestas duas últimas semanas”, refletiu. A peça estará no
Teatro Aveirense no dia 13 de fevereiro e tem o custo de 5 euros. Os bilhetes podem ser adquiridos <a href="https://www.ticketline.pt/evento/class-enemy-100130">aqui</a>.
04 fev 2026
Carnaval Infantil de Estarreja adiado para 14 de fevereiro devido ao mau tempo
De acordo com a agência Lusa, o Carnaval Infantil de Estarreja, que estava agendado para domingo, dia 8, foi adiado para o próximo sábado, dia 14, devido à previsão de chuva e condições meteorológicas adversas, informou hoje a autarquia do distrito de Aveiro.
Numa nota publicada na sua página na internet, a Câmara
refere quea organização do Carnaval de Estarreja decidiu adiar o Carnaval
Infantil para sábado, 14 de fevereiro, às 14h30, no Sítio do Carnaval. A decisão surge nasequência da declaração da situação
de calamidade decretada pelo Governo até 8 de fevereiro, alargando-a um
conjunto de municípios da região de Aveiro, onde se inclui Estarreja. "Para o município de Estarreja e para a Associação de
Carnaval de Estarreja, a prioridade máxima é a segurança de todos os envolvidos
neste desfile, reforçando a salvaguarda das pessoas e a segurança pública, pois
estão previstas condições meteorológicas adversas para o dia do evento",
refere a mesma nota, adiantando quehaverá lugar à devolução de bilhetes,
caso não possam comparecer na nova data.
04 fev 2026
Detido suspeito de provocar incêndio em moradia em obras em Ovar
De acordo com a agência Lusa, a Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem suspeito de atear fogo a diversos materiais de construção numa moradia em obras em Ovar, no distrito de Aveiro, num quadro de alcoolismo, informou hoje aquele órgão de polícia criminal.
Em comunicado, a PJ de Aveiro esclareceu que o homem, que
foi detido com a colaboração da GNR, ter-se-á introduzido ilicitamente numa
moradia em obras, na freguesia de Maceda, ateando fogo em diversos
materiais de construção. "O incêndio, ateado através de chama direta, foi
detetado do exterior, quase no seu início, tendo sido imediatamente combatido
por populares e, de seguida, pelos bombeiros locais, não assumindo assim
proporções de relevo", refere a mesma nota. Ainda segundo a Judiciária, a atuação em causa "foi
potenciada por um quadro de alcoolismo", existindo já antecedentes
criminais por crimes de incêndio e referências policiais recentes por atos de
vandalismo. A PJ refere ainda que o detido vai ser presente às
autoridades judiciárias, na comarca de Aveiro, para aplicação das devidas
medidas de coação.
04 fev 2026
Habitação: Luís Souto volta a apelar à libertação do quartel da GNR em reunião com deputados do PSD
De acordo com uma nota de imprensa enviada à Ria, Luís Souto Miranda, presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), reuniu esta segunda-feira, dia 2, com deputados do PSD eleitos para a Assembleia da República. Durante o encontro, o autarca voltou a trazer para cima da mesa questões como a libertação do quartel da GNR para habitação, o alargamento do Hospital e o eixo Aveiro-Águeda.
Segundo o texto enviado pelos sociais-democratas, o
presidente da CMA colocou a habitação no centro das prioridades. Como já tinha
sugerido em <a href="https://radioria.pt/noticias/aveiro/alianca-com-aveiro-apresenta-programa-eleitoral-com-foco-na-habitacao-e-na-coesao-territorial">campanha</a>, Luís Souto voltou a referir-se à intenção de libertar o
antigo quartel que agora alberga o comando distrital da GNR para transformar o “quarteirão
num núcleo habitacional de tipologia mista”. A Câmara Municipal garante que se disponibiliza para criar
condições que permitam a reinstalação da guarda em nova localização “mais
consentânea com as suas missões e em edifício moderno adequado às atuais
exigências desta força de segurança”. Também na habitação, Luís Souto defendeu a “quebra de tabus”
para, em sede de revisão do PDM, “alargar as zonas de construção, por exemplo,
ao longo do traçado do caminho de ferro ou nas franjas de aglomerados urbanos
servidos de diversas infraestruturas”. Na reunião, a autarquia pediu a intervenção dos deputados
social-democratas para que o antigo centro de saúde mental de São Bernardo
passe a propriedade do Município. O objetivo, afirma, é criar uma centralidade
urbana com diversidade de serviços que responda a diversas necessidades. Da mesma
forma, a Câmara Municipal também quer reaver as instalações ocupadas pelo
Tribunal Administrativo e Fiscal, que pretende ver alocadas à atividade cultural.
Luís Souto referiu ainda a intenção de ampliar o centro de
congressos pelo seu “enorme potencial de crescimento” e deu nota de que a deslocalização
do centro de emprego abriria portas ao alargamento do espaço para congressos da
antiga Fábrica Campos. O processo que envolve o alargamento do Hospital de
Aveiro também foi abordado, tal como o Eixo Aveiro-Águeda – um projeto que, diz
a Câmara Municipal, “está bem encaminhado […], estando numa fase final o
processo de expropriações”.
04 fev 2026
UA celebra este mês os 60 anos do programa ‘Cinco Minutos de Jazz’ de José Duarte
O Centro de Estudos de Jazz, na Universidade de Aveiro (UA), vai acolher no dia 21 de fevereiro, durante o período da tarde, uma conversa que pretende recordar o programa de rádio “Cinco Minutos de Jazz” da autoria do já falecido José Duarte, divulgador e crítico de jazz.
“São os 60 anos
do programa do programa ‘Cinco Minutos de Jazz’ que começou em 1966,
exatamente, no dia 21 de fevereiro. Foi o programa de rádio mais longo da história
da rádio em Portugal. Teve algumas interrupções, nomeadamente, na altura do 25
de abril. (…) Começou na Rádio Renascença e acabou na Antena 2”, começou por
contextualizar à Ria Susana Sardo, docente no Departamento de Comunicação e
Arte (DeCA) da UA. No seguimento,
Susana recordou ainda que José Duarte- que faleceu em 2023- foi o responsável
pela criação do Centro de Estudos de Jazz na UA. “Nós criamos o Centro de
Estudos de Jazz, após a doação do cervo dele à Universidade de Aveiro. Achamos
que era muito importante fazer-lhe esta homenagem”, frisou. Sem antecipar aquele
que será o programa do dia 21 de fevereiro, Susana Sardo adiantou apenas que a
conversa contará com personalidades que “continuam a ter um papel importante na
divulgação do jazz em Portugal”. “[Vamos contar com a presença de] alguns
críticos de jazz como o António Curvelo que foi o único crítico de jazz contratado
pelo jornal, o Leonel Santos que é o diretor de um grande blog de divulgação de
jazz, o Ivo Martins que é o curador da exposição que está, neste momento, no
Centro de Estudos de Jazz que se chama “Corpo e Alma”, o Nuno Catarino que é o
diretor da jazz.pt, o Pedro Tadeu que é um vice-diretor do Diário de Notícias,
músicos de jazz como Carlos Azevedo, Paulo Perfeito…”, revelou. Recorde-se que, <a href="https://www.ua.pt/pt/noticias/11/80505">tal como noticia a UA</a>, José
Duarte mantinha uma relação próxima com a Universidade onde foi também docente.
A instituição acolheu a coleção de “fonogramas, filmes, vídeos, imagens
fotográficas, manuscritos, entre outros documentos de José Duarte, coleção que
foi determinante na fundação do Centro de Estudos de Jazz, em 2007”.
04 fev 2026
Mau tempo: Desmoronamento provoca condicionamento de trânsito no IC2 em Águeda
Um desmoronamento está a provocar condicionamentos à circulação rodoviária no Itinerário Complementar (IC) 2 na zona Águeda, no distrito de Aveiro, informou hoje a GNR.
Na sua informação diária sobre o estado das vias no distrito de Aveiro, a GNR refere que existem 25 vias interditas ou condicionadas, a maioria das quais devido a inundação. Uma dessas vias é o IC2 que está condicionado junto à saída para Lamas do Vouga, em Águeda, no sentido Norte/Sul, devido a um desmoronamento. Segundo fonte da GNR, o trânsito está a circular de forma condicionada, naquela zona, em virtude da supressão da berma. Ainda no concelho de Águeda, segundo a GNR, mantêm-se interditas a Estrada Municipal 577 (Fontinha), a Rua da Pateira (Fermentelos), a Estrada do Campo (Espinhel e Recardães), a Rua do Campo (Segadães) e a Rua Ponte da Barca (Serém), devido à inundação do rio Águeda. A Rua do Covão, em Valongo do Vouga, também continua interdita devido a desmoronamento. Em Ovar, está interdita a Avenida da Praia (Esmoriz), devido a desmoronamento. Em Estarreja, a GNR dá conta da interdição da Rua dos Moinhos (Pardilhó), Rua da Estação (Canelas), da Rua do Vale (Fermelã), da Rua General Artur Beirão (Canelas), da Estrada paralela à linha férrea, junto à BIORIA (Canelas) e da Rua do Feiro (Salreu), devido a inundação. Na Murtosa há três vias interditas, também devido a inundação, nomeadamente a Rua Arcebispo Cangranor (Bunheiro), a Travessa Arrais Francisco Faustino (Torreira) e a Rua Caminho das Remolhas (Bunheiro). Em Aveiro, a GNR dá conta da interdição da Rua Direita e da Rua da Pateira, em Requeixo, e da Rua Marquês de Pombal em Cacia, devido a inundação. Ainda neste concelho está interdita a Rua Pero André (Eirol) devido ao risco de derrocada de uma habitação. Mais a sul, em Oliveira do Bairro, está interdita a Rua Frei Gil (Bustos), devido ao abatimento do piso da estrada, e no concelho de Anadia estão interditas a Rua São Simão (Espairo) e a Rua da ETAR (Avelãs de Caminho), devido a inundação. Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados. Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos. O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.