RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

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Suspeita de atear fogo em Arouca fica em silêncio no início do julgamento
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Suspeita de atear fogo em Arouca fica em silêncio no início do julgamento

Na primeira sessão do julgamento realizada no Tribunal da Feira, a arguida optou por não prestar declarações, limitando-se a dizer que na altura dos factos “não andava bem”. De seguida, o tribunal procedeu, a pedido do Ministério Público (MP), à leitura das declarações prestadas pela arguida no primeiro interrogatório judicial, onde a mulher assumiu a autoria dos factos. A arguida, que está em prisão preventiva, responde por um crime de incêndio florestal, ocorrido em 30 de julho, em Canelas, Arouca. Segundo a acusação do MP, a mulher saiu de casa a pé, em direção à Rua Engenheiro Augusto Barata da Rocha, munida com um isqueiro de fogão, com o objetivo de atear fogo a mato próximo da sua residência. Pelas 12:07, a cerca de 15 metros de uma habitação, a arguida acendeu o isqueiro e de imediato ateou fogo ao mato e vegetação seca ali existentes, com o propósito de dar origem a um incêndio, refere o MP. Os investigadores calculam que, em consequência da atuação da arguida, tenha ardido mato, pinheiros de pequeno porte e eucaliptos numa área de 150 metros quadrados, encostados à via pública, propagando-se pela encosta. Logo após a ignição, o MP diz que a arguida distanciou-se do local e permaneceu alguns instantes a olhar na direção do fogo, tendo fugido para a sua residência, quando começou a constatar a presença de pessoas no local. O fogo foi combatido e apagado pelos bombeiros de Arouca, com recurso a quatro veículos, um meio aéreo e 19 bombeiros. O MP refere ainda que naquela altura encontravam-se em curso nas localidades de Arouca, Castelo de Paiva, Fornos, Cinfães e Viseu diversos incêndios, que consumiram, até 31 de julho, uma área total de 153 quilómetros quadrados, sendo o risco de incêndio muito elevado, com uma temperatura de 30.º graus e uma humidade relativa próxima dos 60%.

Cinco feridos graves em explosão de gás numa fábrica de Estarreja
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Cinco feridos graves em explosão de gás numa fábrica de Estarreja

De acordo com o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro, o alerta para a ocorrência foi dado cerca das 14:00. “Houve uma explosão se gás na empresa Prozinco. Temos cinco vítimas graves”, disse a mesma fonte. Em declarações à Lusa, o comandante dos Bombeiros de Estarreja, Joaquim Rebelo, esclareceu que o acidente ficou a dever-se à explosão de uma botija de gás. O responsável referiu ainda que os feridos são todos trabalhadores da empresa que sofreram queimaduras graves. Três das vítimas foram transportadas para o Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, uma delas através de helicóptero, e as outras duas foram transportadas para o Hospital de Aveiro. No local estiveram meios dos Bombeiros de Estarreja e da Murtosa, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) com a Viatura Médica de Emergência e Reanimação de Aveiro, o helicóptero e a ambulância de Suporte Imediato de Vida de Oliveira de Azeméis, para além da GNR. A Estrada Nacional (EN) 109 foi cortada temporariamente ao trânsito, junto à entrada da empresa, de modo a facilitar a intervenção dos meios de socorro.

Porto de Aveiro movimenta cerca de 118 mil toneladas de carga em seis horas e bate recorde
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Porto de Aveiro movimenta cerca de 118 mil toneladas de carga em seis horas e bate recorde

No total, o Porto de Aveiro movimentou “117 874 toneladas de carga” graças a uma “janela de condições meteorológicas mais favoráveis, que permitiu intensificar as operações portuárias”, justifica o comunicado. Segundo a nota, entre as 11h30 e as 17h30, foram manobrados “22 navios, os quais transportavam 117 874 toneladas entre operações de importação e exportação”. O Porto de Aveiro esclarece ainda que as manobras decorreram com o “reforço das equipas técnicas de pilotagem, do trem naval, do serviço de coordenação portuária, bem como da empresa concessionária responsável pelos serviços de rebocadores e amarração, assegurando elevados padrões de segurança e eficiência operacional”. “Este resultado evidencia a elevada capacidade logística do Porto de Aveiro e sublinha a sua relevância estratégica no contexto do transporte marítimo nacional e internacional, consolidando o seu papel como um dos principais polos portuários do país”, remata o comunicado.

Mau tempo: PS/Murtosa aponta falhas na proteção civil, autarca diz que é "número político"
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Mau tempo: PS/Murtosa aponta falhas na proteção civil, autarca diz que é "número político"

Em comunicado assinado pelo vereador socialista da oposição Augusto Leite, o PS denuncia que o município do distrito de Aveiro “permanece sem coordenador municipal de Proteção civil há 14 anos, apesar de a figura ser obrigatória por lei”. O PS da Murtosa salienta também que o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil aprovado em 2012 está desatualizado desde 2017, “irregularidade que sinalizou na reunião de câmara de 02 de maio de 2025”. No comunicado socialista é ainda criticado que a comissão municipal de emergência e proteção civil tenha sido convocada pelo presidente da Câmara “apenas 24 horas após a declaração de calamidade”. Em reação enviada à Lusa, o presidente da Câmara da Murtosa, Januário Cunha, lamentou que o PS local realize “um número político em torno de uma questão formal durante a atual situação de calamidade”. Januário Cunha refere que a questão levantada pela oposição é “inconsequente perante a necessidade de pragmatismo e eficiência na gestão da emergência atual”. “O Serviço Municipal de Proteção Civil tem garantido no terreno uma atuação coordenada entre a Câmara Municipal, Bombeiros, Juntas de Freguesia e GNR para assegurar a coesão das operações”, garante. O autarca do PSD afirmou que o foco do Município e dos agentes de proteção civil “é a prontidão e a ação na resposta adequada aos acontecimentos no território nacional e no concelho”.

Mau tempo: Vagos cria gabinete para ajudar a reportar danos que foram maiores na área agrícola
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Mau tempo: Vagos cria gabinete para ajudar a reportar danos que foram maiores na área agrícola

“Estão a ser reportados danos especialmente na área agrícola. Temos agricultores a darem conta de danos nas suas estufas, não porque tenham levantado com o vento, curiosamente, mas por causa de inundações que lhes alagam e destroem as colheitas”, destacou. Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Vagos, no distrito de Aveiro, indicou que também algumas empresas das zonas industriais registaram prejuízos, não porque as suas estruturas tenham sido danificadas pelo vento, mas por causa das quebras de energia elétrica. “Não tivemos feridos, também não tivemos danos relevantes em infraestruturas e equipamentos municipais e apenas houve uma casa ou um anexo cujas telhas levantaram. Tivemos uma ou outra queda de árvores, que inclusive interromperam a circulação rodoviária, mas que foram rapidamente resolvidas”, acrescentou. De acordo com Rui Cruz, a tempestade associada às marés vivas também “não causou grandes danos” e “a atuação preventiva fez com que não houvesse qualquer tipo de danos pessoais”. Já sobre o gabinete de apoio destinado a munícipes, associações, empresas, explorações agrícolas e setor das pescas do concelho, que tenham sido afetados pelas intempéries, o edil explicou que está em funcionamento no edifício da Câmara de Vagos, servindo para “orientar no reporte de danos que serão financiados na plataforma da CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional]”. O atendimento será realizado exclusivamente sob marcação, através do telefone 234 799 600 ou do email [email protected]. A Câmara de Vagos tem ativo o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, que foi acionado com caráter preventivo e de reforço da prontidão operacional, garantindo coordenação permanente com os agentes do sistema de proteção civil, designadamente com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Mau tempo: Distrito de Aveiro com 35 vias interditas ou condicionadas
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Mau tempo: Distrito de Aveiro com 35 vias interditas ou condicionadas

De acordo com a atualização feita hoje, às 08:30, pela GNR sobre o estado das estradas no distrito de Aveiro, encontram-se 35 vias interditas ou condicionadas por motivos de inundação, desmoronamentos e abatimento do piso. A situação mais grave continua a ser a do concelho de Águeda, com sete vias interditas devido à inundação do rio Águeda, nomeadamente a Rua da Pateira (Fermentelos), a Estrada do Campo (na zona de Espinhel e Recardães), a Rua do Campo (Segadães), a Estrada Real (Lamas do Vouga), a Rua Ponte da Barca (Serém) e a Estrada Municipal (EM) 577 (Fontinha). Ainda neste concelho continua interdita a Rua do Covão (Valongo do Vouga), devido a desmoronamento, mantendo-se igualmente condicionado o Itinerário Complementar (IC) 2, ao quilómetro 239, no sentido norte/sul, também devido a desmoronamento. Em Estarreja, a GNR dá conta da interdição de vários arruamentos na freguesia de Canelas, nomeadamente a Rua da Estação, a Rua General Artur Beirão e a Estrada paralela à linha férrea (BIORIA), para além da interdição da Rua do Vale (Fermelã), da Rua do Feiro (Salreu) e da Rua do Mourão (Avanca). Na Murtosa, a água da ria também galgou as margens inundando várias ruas na freguesia do Bunheiro, nomeadamente a Rua Arcebispo Cangranor, a Rua Caminho das Remolhas, a Travessa Béstida, a Marginal Padre António Pinheiro e a Estrada Velha de Leirosa. Está ainda interdita a Travessa Arrais Francisco Faustino (Torreira). Em Albergaria-a-Velha, a GNR dá ainda conta da interdição da Estrada Nacional 230-2 (Angeja), da Rua Vale do Mouro (Frossos) e da EM577 (Alquerubim). Já em Ovar, encontram-se interditas a Avenida da Praia e a Rua do Rombo (Esmoriz), devido a desmoronamentos, e a Rua de Baixo (Maceda), devido a inundação. Em Aveiro, estão intransitáveis a Rua Direita e a Rua da Pateira, em Requeixo, e a Rua Marquês de Pombal em Cacia, devido a inundação, continuando interdita a Rua Pero André (Eirol) devido ao risco de derrocada de uma habitação, e, em Ílhavo, está cortada a Rua do Sul (Gafanha de Aquém), devido a inundação. Mais a sul, em Oliveira do Bairro, está cortada a Rua Frei Gil (Bustos), devido ao abatimento do piso da estrada, e, no concelho de Anadia, estão interditas a Rua São Simão (Espairo) e a Rua da ETAR (Avelãs de Caminho), devido a inundação. Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros. A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

Chega critica atraso na avaliação de desempenho do pessoal da Câmara de Azeméis
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Chega critica atraso na avaliação de desempenho do pessoal da Câmara de Azeméis

Segundo explica Manuel Almeida à Lusa, essa autarquia do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto espera resolver o problema “até ao final de março”, mas não justificou devidamente a “situação grave e lamentável” em causa, uma vez que “sacudiu a água do capote” e só apresentou “desculpas vagas”. “A avaliação de desempenho, prevista na Lei (…), é um instrumento essencial para garantir a progressão remuneratória, a valorização do mérito profissional, o planeamento da formação e o desenvolvimento de competências, bem como a promoção da eficiência e qualidade dos serviços públicos”, defende o vereador do Chega. Alertando que essa avaliação “é uma obrigação legal que não pode ser ignorada” e que em Oliveira de Azeméis “não está a ser cumprida”, o autarca refere que o atraso afeta tanto trabalhadores dos serviços administrativos como “das escolas, ação social e limpeza urbana”, do que resulta “efeitos concretos e negativos”. “O atraso prejudica financeiramente os trabalhadores municipais, bloqueia progressões legalmente previstas, cria desigualdades entre funcionários e gera insegurança nas famílias que dependem desses rendimentos”, argumenta Manuel Oliveira. O vereador do Chega realça, contudo, que a demora não prejudica apenas os recursos humanos da autarquia: também “impacta diretamente na qualidade dos serviços prestados à população, traduzindo-se em maior lentidão, menor eficiência e atendimento deficitário aos munícipes”. Questionada pela Lusa, a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis não indica quantos funcionários estão com a avaliação em atraso nem indica a que se deve concretamente a demora no processo, referindo apenas que “decorre de um conjunto grande de circunstâncias”, mas afirma que algumas avaliações serão conhecidas em breve. “Tendo já reunido o conselho coordenador da avaliação para deliberar sobre as propostas de ‘Bom’ e ‘Muito Bom’, estamos em condições de, nos próximos dias, comunicar a todos os trabalhadores as respetivas avaliações. A nossa previsão é que, até ao final de março, estejamos com os processos avaliativos de 2023-2024, 2025 e 2026 (no que se refere a definição de objetivos) devidamente atualizados”, explica fonte oficial da autarquia liderada pelo PS. Ainda nesse contexto, a mesma fonte salienta que a avaliação a ultimar “já reflete algumas das mudanças introduzidas pela alteração à legislação do SIADAP [Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública], vertidas na íntegra para os processos avaliativos anuais de 2025 e em diante”.