RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

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Venezuela: bandeiras em algumas janelas de Aveiro assinalam detenção de Maduro
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Venezuela: bandeiras em algumas janelas de Aveiro assinalam detenção de Maduro

As comunicações com os familiares que permanecem lá, feitas a medo “porque os telefones e telemóveis são escutados”, são estabelecidas usando as redes sociais consideradas, apesar de tudo, menos controladas. Vão sabendo que há intermináveis filas para os supermercados, onde falta quase tudo, mas também que está a ser reposto o abastecimento de combustível. Acompanham a informação dada pelos canais de televisão, a que prestam redobrada atenção desde a captura de Nicolas Maduro, e o diálogo com o jornalista, quando consentido, é feito com prudência. Mesmo por quem já veio da Venezuela em 2006, como C. Oliveira, que foi para lá com apenas cinco anos e conheceu o país antes do Chavismo, onde permaneceu por 40 anos. “O meu sentir é de muita esperança de que a Venezuela volte a ser o país que era”, diz, não escondendo a satisfação com a notícia da prisão de Maduro. Descreve a Venezuela como um "país dourado" antes de Chávez, rico em petróleo, “onde nada faltava” e recorda que “as empresas petrolíferas americanas tiveram um papel significativo na riqueza do país”. Ainda tem muitos familiares na Venezuela e deseja que o país “recupere a prosperidade”, mas reconhece que a saída de Maduro não garante uma mudança imediata.  “Muitos generais e outros oficiais envolvidos no ‘cartel dos soles’ permanecem e não há certeza de que a situação vá melhorar rapidamente”, afirma Oliveira, com 40 anos de Venezuela e que é hoje considerado uma espécie de porta-voz da comunidade, em Estarreja, onde em 2019 a Câmara criou um gabinete de apoio, através de um protocolo com a Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas. Quanto ao futuro, acredita que “a recuperação será demorada, não apenas pela substituição dos líderes atuais, mas também pelo desafio de desarmar os grupos armados que operam no país”. Mais pessimista está Luís Brito, que antevê uma guerra civil. Regressado da Venezuela há quatro anos, estabeleceu-se em Aveiro com uma mercearia que é local de encontro de outros ex emigrantes, lusodescendentes e de imigrantes venezuelanos. “A maioria do apoio ao regime por quem lá está é por conveniência e por obrigação, não por convicção. Funcionários públicos e milícias são forçados a participar em manifestações, sob pena de retaliação, em troca de sacos de comida e subsídios”, avalia. Brito está convencido que “apenas 15 a 20% dos que se declaram apoiantes são verdadeiramente maduristas”, mas não augura nada de bom, no futuro próximo. “Os ‘coletivos’ [milícias armadas pelo Estado] formarão guerrilhas urbanas e de montanha, tornando inviável qualquer governo futuro”, antevê.  Luís declara-se "anti-madurista", mas não concorda com as ações recentes, que vê como “motivadas por interesses económicos”, sem se alongar nas considerações. Vai dizendo que a história da crise venezuelana começa com a nacionalização do petróleo: Chávez transformou as concessões petrolíferas americanas em empresas estatais estratégicas, resultando na perda de maquinaria e infraestruturas valiosas para empresas como a Chevron e Texaco, pioneiras na exploração. “Os Estados Unidos não estão realmente interessados em entregar o poder à oposição venezuelana, mas sim em recuperar o controlo dos recursos petrolíferos”, comenta. Quando chegou à Venezuela há 42 anos, o país era "totalmente diferente", um "mundo de prosperidade, com um "boom" na produção petrolífera e uma moeda (Bolívar) estável", segundo as suas palavras. A degradação económica levou-o a deixar a Venezuela onde havia construído a sua vida, ligada à panificação.  A segurança degradou-se "muito" antes de sair, com aumento de extorsão e sequestros, o que o levou a tomar a decisão: regressar a Portugal.

Sérgio Godinho, Ana Lua Caiano e Chico César passam pelo Cine-Teatro de Estarreja até março
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Sérgio Godinho, Ana Lua Caiano e Chico César passam pelo Cine-Teatro de Estarreja até março

Segundo uma nota de imprensa enviada às redações, a programação de janeiro arrancou ontem, dia 4, com um “Encontro de Trupes de Reis”. Segue-se este sábado, 10 de janeiro, o tradicional concerto de Ano Novo “A Grande Viagem”, proporcionado pela Banda Bingre Canelense (BBC) e dirigido pelo maestro Paulo Almeida. Ainda este mês, é a vez de Sara Barradas e Diogo Martins levaram à cena a peça de teatro “Se Acreditares Muito”, no dia 17, que conta a história de Alex e Rupert, um casal improvável, mas a quem um encontro no metro fez despertar uma chama. Arranca ainda o ciclo de concertos íntimos com o espetáculo “Dois Pares de Botas” (dia 24) que nasceu da vontade de Nena e Joana Almeirante de criar um concertoonde toda a inspiração se baseia na música country. Já em fevereiro, Ana Lua Caiano (dia 28) mostra o seu trabalho através da original fusão musical que combina música tradicional portuguesa com música eletrónica. Para este mês está ainda marcado o regresso do “Trampolim Fado” (dia 21) que contará com Matilde Cid e André Baptista. A encerrar, a Orquestra das Beiras voltará a marcar presença nas comemorações da "Elevação de Estarreja a Cidade" (dia 31), que contará como convidado com ocontrabaixista Rafael Aguiar. Em março, o Ballet do Douro apresenta “Camilo Vida e Obra” (dia 7). No dia seguinte, 8, é a vez da Orquestra Filarmonia das Beiras proporcionar, mais uma vez, ao público infantil e às famílias um concerto de família “Animália”. A programação de música inclui ainda o concerto do estarrejense Joaquim Ferreira (dia 14), finalista da presente edição noThe Voice Portugal 2025. Segue-se a companhia de música teatral com o espetáculo “A liberdade a passar por aqui” no dia 15 de março. A encerrar a programação trimestral estará ainda Chico César com o espetáculo “Aos Vivos” (dia 21) e Sérgio Godinho com “LIBERDADE25”, no dia 28. A programação inclui também as “Quintas de Cinema”, que trarão filmes europeus e de autor, passando pelo cinema infantil e de cartaz. A programação completa pode ser consultada aqui.

Depois de várias horas fechada, A1 reabre entre Aveiro Sul e Mealhada
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Depois de várias horas fechada, A1 reabre entre Aveiro Sul e Mealhada

Segundo fonte do Destacamento de Trânsito da GNR de Santa Maria da Feira à agência Lusa, o trânsito esteve cortado naquele troço devido a uma colisão entre dois pesados, antes das 14:00. Entretanto, a autoestrada reabriu pelas 16h45. Conforme noticiado pela Ria, o acidente chegou a provocar uma fila de veículos de 16 quilómetros.

Ílhavo: Festival Cabelos Brancos nomeado para os Iberian Festival Awards
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Ílhavo: Festival Cabelos Brancos nomeado para os Iberian Festival Awards

Segundo uma nota de imprensa enviada às redações, o evento está a concorrer às categorias “Best Non Music Festival”, "The Innovation Award", "Contribution to Sustainability e Contribution to Equality”. No caso da primeira categoria, a mesma integra a votação do público que está disponível “até de 15 de janeiro”, no site oficial dos prémios. O Município recorda ainda que na última edição, o Festival Cabelos Brancos contou com “cerca de 16 mil participantes”, afirmando-se como um “projeto cultural singular, centrado na valorização das pessoas mais velhas através da arte e no combate ao idadismo, colocando artistas seniores no centro da programação e da criação contemporânea”. A cerimónia de entrega dos prémios terá lugar em Ponta Delgada, nos Açores, no dia 14 de março. Os Iberian Festival Awards visam distinguir os projetos mais relevantes da indústria de festivais na Península Ibérica.

Acidente na A1 entre Aveiro Sul e Mealhada provoca fila de 16 quilómetros
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Acidente na A1 entre Aveiro Sul e Mealhada provoca fila de 16 quilómetros

Segundo fonte do Destacamento de Trânsito da GNR de Santa Maria da Feira, tratou-se de uma colisão entre dois veículos pesados, antes das 14:00, que não causou feridos. De acordo com a mesma fonte, a alternativa para quem circula do norte para sul é sair para a A25 na zona de Aveiro e tomar a direção da A17, entrando na A1 depois da Mealhada.

Câmara de Albergaria-a-Velha com orçamento de 32 milhões de euros
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Câmara de Albergaria-a-Velha com orçamento de 32 milhões de euros

O documento fixa-se nos 32.086.992 euros, uma redução faceao orçamento do ano anterior, cujo valor global foi de 42,5 milhões de euros, o que é explicado pelo executivo por “opção técnica”, já que a câmara incluiu apenas os projetos com financiamento já garantido e aprovado. O presidente, Carlos Coelho (CDS) destaca que o plano “foca-se no rigor financeiro e na continuidade da visão estratégica” e indica projetos a desenvolver como o “Corredor Verde” e o novo complexo desportivo. Entre as Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2026 figuram projetos como o Parque da Cidade, cuja ribeira vai ser recuperada nos termos de um protocolo assinado com a Agência Portuguesa do Ambiente. A requalificação da antiga Estação de Comboios, no centro da cidade,a ampliação da Zona Industrial com aquisição de novos terrenos, são também propósitos do executivo, que pretende ainda reforçar o apoio à transição digital das empresas locais. Na educação, os documentos previsionais aludem ao avanço das obras na Escola Secundária e na Escola Básica da Branca, e preveem que fiquem concluídos os centros escolares de Angeja e Alquerubim, durante o ano. O município vai ainda investir na habitação a custos controlados no Alto do Assilhó e, no turismo, está prevista a criação dos passadiços do Rio Caima. Do lado da oposição, a vereadora do PSD, Sara Quinta, criticou a redução superior a 8,6 milhões de euros nas Grandes Opções do Plano representando quase metade do investimento previsto anteriormente. O PSD lamentou que a maioria das intervenções para 2026 sejam apenas continuações de obras e que projetos estruturantes tenham sido adiados para 2027. “Entre as obras adiadas estão o Parque da Cidade o Corredor Verde Urbano Frossos-Loure e a requalificação da Praça António Albuquerque Pinho”, indicou. A oposição manifestou ainda preocupação com o custo da requalificação da Fábrica de Papel de Valmaior, que prevê um investimento inicial de 7,5 milhões. Sara Quinta questionou “se o município terá capacidade para assumir os futuros custos de manutenção e operação desse imóvel, face a outras prioridades urgentes”. Em termos fiscais, o município de Albergaria-a-Velha vai manter, em 2026, a taxa mínima de IMI – 0,3% - sobre os prédios urbanos, havendo uma redução de 10% da mesma taxa a aplicar aos prédios urbanos arrendados. Foi ainda prorrogada a isenção por mais dois anos, aplicável aos prédios urbanos cujo valor patrimonial tributário não exceda os 125 mil euros. Em relação a outros impostos municipais, foi definida uma taxa de 2,75% da Participação Variável no IRS e uma taxa de 0,25% referente à Taxa Municipal de Direitos de Passagem. Para as empresas, foi estipulado o lançamento de uma Derrama no valor de 1,20% sobre o lucro tributável sujeito e não isento de IRC, com uma taxa reduzida de 0,20% para sujeitos passivos com um volume de negócios, no ano anterior, que não ultrapasse os 150 mil euros. A Câmara de Albergaria-a-Velha é presidida por Carlos Coelho, do CDS, partido que tem três vereadores no executivo, o mesmo número da coligação do PSD com a Iniciativa Liberal, mas tem maioria na Assembleia Municipal.

Município de Sever do Vouga com orçamento de 19,15 milhões de euros para 2026
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Município de Sever do Vouga com orçamento de 19,15 milhões de euros para 2026

O Orçamento de 2026 representa um crescimento de 3,15 milhões de euros face ao ano anterior, marcado por dotações relativas à recuperação dos incêndios ocorridos em 2024. A autarquia foca a atividade de 2026 em áreas como a educação, a saúde e o turismo, designadamente com a remodelação e ampliação do Centro de Saúde, a maior obra prevista, com uma dotação de 1,8 milhões de euros. O investimento em infraestruturas atinge o valor total de 3,45 milhões de euros para o próximo ano, estando previstos ainda 500 mil euros para a construção da nova unidade de saúde de Talhadas. A reabilitação do posto da GNR com 700 mil euros é outra prioridade do executivo para 2026. As Grandes Opções do Plano e Orçamento privilegiam também o combate a incêndios, a proteção civil, o urbanismo e a habitação, com referência ainda para a construção de um centro municipal de recolha animal, que conta com uma dotação de cerca de 400 mil euros. O documento prevê um aumento significativo nas receitas fiscais, com destaque para os impostos sobre imóveis, totalizando cerca de um milhão de euros, e as receitas correntes aumentam 750 mil euros em relação ao ano anterior, “principalmente devido a transferências do Orçamento do Estado”. Do lado da despesa, o valor equivalente de 19,15 milhões de euros representa também um aumento significativo em relação ao ano anterior, em que as despesas correntes são a maior parte do orçamento. Nessa categoria há a assinalar as despesas com pessoal, que têm aumento de 468 mil euros em relação ao ano anterior. À conta das transferências de competências na Educação são inscritos 1,6 milhões de euros, enquanto 1,8 milhões de euros vão para a remodelação do Centro de Saúde. O Orçamento inclui, além da cobrança de impostos e taxas, a perspetiva de financiamento através de receitas próprias, fundos comunitários e recurso a crédito. Os vereadores do PS na Câmara de Sever do Vouga votaram contra o Orçamento e Plano para 2026, alegando que a oposição não foi ouvida com antecedência na construção do documento municipal. Os socialistas criticam “a falta de rigor e de uma estratégia clara para setores como a indústria e o turismo”, afirmando que o documento “é uma cópia de orçamentos anteriores e não reflete preocupações sociais”. O peso dos gastos com o pessoal é outra das razões apontadas para o voto contra do PS: “quase metade do orçamento corrente serve para pagar salários, sem melhoria visível de competências”, critica. No Orçamento aprovado para 2026, o município mantém o compromisso de transferir cerca de 600 mil euros para as juntas de freguesia. No que respeita ao pacote fiscal, a taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) continua nos valores mínimos, ou seja, 0,3% para todos os prédios urbanos, e 0,8% para os prédios rústicos. Quanto à derrama, mantém-se a taxa em 1,25% para empresas com um volume de negócios superior a 150 mil euros e 0,01% para as restantes, mantendo-se igualmente a participação variável no IRS em 2,5%. A Câmara de Sever do Vouga é presidida por Pedro Lobo, do PSD, partido que tem maioria na Assembleia Municipal e três vereadores no executivo, que conta também com um vereador independente, enquanto o PS tem dois.