Acordo PSD-Chega: Falta de respostas de Luís Souto motivou voto contra do PS
Depois de, na passada semana, Paula Urbano Antunes, vereadora e presidente da concelhia de Aveiro do PS, ter dito à Ria que o partido se ia abster na passagem de Diogo Soares Machado, eleito pelo Chega, a vereador a tempo inteiro, os socialistas surpreenderam e votaram contra a proposta do executivo. Contactada pela Ria, a vereadora afirma que a mudança de posição se justifica pelo facto de Luís Souto, presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), não ter respondido às perguntas colocadas pelos socialistas.
Gonçalo Pina
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Quando, na passada sexta-feira, dia 24, chegou à comunicação social a notícia de que estava fechado o acordo entre PSD e Chega para que exista governação maioritária na Câmara Municipal de Aveiro (CMA), Paula Urbano Antunes disse que o PS se iria abster da proposta do executivo municipal para passar Diogo Soares Machado a vereador a tempo inteiro. Na altura, apontava que se tratava de uma “opção de gestão” e garantia que o PS não queria “obstaculizar”.
As premissas mantêm-se, aponta a socialista, mas foi a postura do presidente durante a reunião que fez com que a vereação do PS mudasse a intenção de voto. Segundo explica à Ria, o autarca foi alvo de três questões: o PS pediu exemplos de momentos em que a ação dos socialistas tivesse impedido soluções para a Câmara Municipal, quis saber que pelouros iam ser dados a Diogo Soares Machado e a quem seriam retirados e perguntou quais as vantagens de ter mais um vereador a tempo inteiro.
Em nota de imprensa enviada à Ria, o PS enviou um gráfico em que mostra como decidiu votar em todas as propostas chegadas à Câmara Municipal desde o início do mandato. Até à reunião de hoje, segundo os dados dos socialistas, são 240 votos a favor, 11 abstenções e quatro votos contra. Confrontado com estes números, o presidente terá dito, de acordo com Paula Urbano Antunes, que ainda não houve nenhum momento em que o bloqueio tenha impedido alguma medida, que o Chega passaria a integrar o executivo de forma “preventiva”.
Sobre os pelouros concedidos ao vereador eleito pelo Chega, o presidente não adiantou nada e disse que essa seria uma pergunta para ser respondida “mais tarde”. Já acerca das vantagens de ter novo vereador no executivo, Luís Souto terá apenas respondido que contava com mais um eleito pela ‘Aliança com Aveiro’ e que, por isso, era importante mais uma pessoa para dar resposta às necessidades do Município.
No entendimento da dirigente do Partido Socialista, “haverá ainda outros considerandos [que levaram ao acordo] que o presidente não quis partilhar” durante a reunião.
Com o acordo firmado, Paula Urbano Antunes acredita que se vai acentuar a falta de diálogo do presidente Luís Souto, que passa a “não ter de ouvir ninguém” para ter as suas propostas aprovadas. Não obstante, sublinha que a oposição do PS se vai manter como tem sido desde o início do presente mandato e que Luís Souto não vai conseguir fugir às questões e propostas elaboradas pelos socialistas.
Entretanto, a Ria já entrou em contacto com Luís Souto e com Diogo Soares Machado, que remeteram explicações para um comunicado de imprensa a ser enviado às redações ainda esta tarde.
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