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ADASCA acusa CMA de “alimentar aversão” contra a instituição e fala em “ultimatos e ameaças”

Em nota de imprensa enviada à comunicação social este fim-de-semana, a ADASCA voltou a responder à Câmara Municipal de Aveiro (CMA) sobre o processo que envolve a retirada da instituição das lojas ocupadas no Mercado de Santiago. Joaquim Carlos, presidente da ADASCA, desmente a autarquia, que terá dito a associação “optou pela ausência” numa reunião marcada com o executivo, anuncia o cancelamento da cerimónia de 20º aniversário da ADASCA, diz sentir-se “desventrado” e mantém “desconfiança” relativamente a um regresso à sede.

ADASCA acusa CMA de “alimentar aversão” contra a instituição e fala em “ultimatos e ameaças”

A disputa entre a Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro (ADASCA) e a Câmara Municipal de Aveiro (CMA) começou no final do passado mês de julho, quando, em comunicado de imprensa, a instituição alegava ter sido impedida de “aceder à Sede Administrativa da ADASCA – localizada no 1º piso do Mercado Municipal de Santiago”.

Depois de a Câmara Municipal ter respondido que “tudo foi clarificado com as associações” em março, quando foi dada nota de que se iriam realizar obras e que o acesso às instalações estaria vedado “por questões de segurança”. Na altura tinha ficado agendada uma reunião para o dia 5 de agosto – que a ADASCA disse ficar “ferida de inutilidade” -, mas a associação acabou por ser informada de que, devido a indisponibilidade do presidente, o encontro teria de ser adiado.

À margem da última reunião da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), em declarações à Ria, Luís Souto, presidente da autarquia considerou ser “inaceitável” a forma como a ADASCA lidou com o processo e enfatizou que a Câmara andou meses a “comunicar que a obra vai começar” e que era “preciso começar a tratar de arrumar as coisas”. Assinalando que a associação utiliza espaço da Câmara e que, portanto, “deve ter outro tipo de relação” com a autarquia, o presidente também se debruçou sobre o adiamento da reunião: “Parece que a própria associação dizia que não iria falar com a Câmara e [houve] uma determinada audiência que estava prevista [e que] afinal já não queriam… o que posso responder em relação a isto?”

Agora, em comunicado de imprensa enviado à comunicação social durante o fim-de-semana, Joaquim Carlos conta uma história diferente sobre a reunião entre Câmara e ADASCA que não se realizou. Segundo relata, no passado dia 7, sexta-feira, o responsável foi contactado para a marcar presença numa reunião a ter lugar no Centro de Congressos no dia 10, segunda-feira. Uma hora e meia depois do horário combinado, Joaquim Carlos diz ter sido informado pela proprietária da loja onde a ADASCA tem o seu material de que, afinal, a reunião tinha sido adiada para quinta-feira, dia 13.

No dia para o qual foi reagendada a reunião – de que o presidente da ADASCA afirma nunca ter sido avisado por via oficial -, Joaquim Carlos conta ter-se sentido mal e, por recomendação médica, ficou a repousar em casa no resto dia. “Informei a senhora Marina Vieira da impossibilidade [de estar presente], e pedi que comunicasse a quem de direito a coordenar a dita reunião, o senhor Horácio Neves, chefe de gabinete. Ao contrário do que foi afirmado pela CM, que optei pela ausência. Sejamos sérios e coerentes connosco próprios”, aponta.

Sem que tivesse ainda havido qualquer comunicação direta entre as instituições, Joaquim Carlos adianta que, por não estarem reunidas as condições, foi cancelada a cerimónia de 20º aniversário da ADASCA, que se realizaria no Instituto Superior de Contabilidade e Administração da Universidade de Aveiro (ISCA-UA) e diz viver um “sentimento de que esta Câmara Municipal alimenta uma aversão contra a ADASCA”.

No e-mail enviado à Ria, Joaquim Carlos considera que a última reunião de Câmara esteve repleta de “ultimatos” e “ameaças” e que daí apenas restou a possibilidade de esvaziar a loja até esta terça-feira, dia 18. Tendo em consideração esse desfecho, o presidente refere que há consequências que podem ser irreversíveis e admite um cenário em que a ADASCA não regresse ao espaço onde opera.

“A ADASCA está a desfazer-se de material que vai ser posteriormente necessário. Quanto à possibilidade de regressarmos ao local após o término das obras, restamo-nos desconfiança. Provavelmente as associações não regressam mais ao mesmo local, incluindo a ADASCA. O tempo ditará a confirmação da suspeita”, conclui o dirigente.

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