Chega só tem acordo com o PSD: CDS-PP está fora e ainda não decidiu se se abstém ou vota contra
A Ria começou por escrever que estava fechado o acordo entre a ‘Aliança com Aveiro’ e o Chega para governar a Câmara Municipal de Aveiro (CMA) em maioria, mas rapidamente foi corrigida pelos dirigentes do CDS-PP, que garantem que o partido não está envolvido no entendimento. Segundo Pedro Magalhães, presidente da estrutura distrital dos centristas, o CDS ainda vai discutir se votará contra a entrada do Chega no executivo, mas garante que nunca se vai pronunciar a favor.
Gonçalo Pina
A certeza de que não vai votar a favor da entrada do Chega no executivo municipal foi bem vincada por Pedro Magalhães, em declarações à Ria. Depois de esta tarde, dia 24, se ter tornado público que, na próxima terça-feira, haverá reunião extraordinária da Câmara Municipal de Aveiro para atribuir pelouros ao vereador Diogo Soares Machado, eleito pelo Chega, que deve passar a exercer funções a tempo inteiro, o centrista assume: “O CDS tomará uma decisão que poderá não ser de acordo com o interesse do presidente da Câmara […] Dos contactos que fiz com os meus pares, ninguém concorda em votar favoravelmente”.
“A partir do momento em que nos é dado como facto consumado, o CDS terá de tomar uma decisão tendo em conta o seu historial. Eu não acredito que o doutor Girão Pereira [presidente da CMA eleito pelo CDS entre 1976 e 1994] permitira este tipo de situações acontecessem se fosse vivo”, sublinha o responsável.
As decisões são remetidas para este fim-de-semana, altura em que o partido vai reunir internamente para decidir como deve proceder. Aconteça o que acontecer, Pedro Magalhães afasta responsabilidades do partido e diz que, se o CDS acabar por partilhar executivo com o Chega, uma vez que “o acordo é do presidente e dos PSD com o Chega, não é do CDS”.
Sabendo que um voto contra de Ana Cláudia Oliveira, vereadora centrista, pode fazer cair o entendimento – isto, claro, se os vereadores eleitos pelo PS também entenderem votar contra -, o responsável garante que o peso da decisão não é um fardo para o CDS, que votará “em consciência”. Pedro Magalhães aponta também que o sentido de voto não vai estar condicionado àquilo que os socialistas decidirem fazer.
“Seremos leais aos princípios que nortearam o acordo de coligação e, que eu saiba, não existirá nenhuma cláusula relativamente à hipotética entrada de um terceiro parceiro […] Não há nenhuma violação [do acordo], é omisso. Agora, compete-nos a nós fazer a reflexão”, adianta ainda o representante distrital do CDS.
Pedro Magalhães entende ainda que o partido devia ter sido ouvido pelo presidente da Câmara Municipal, especialmente atendendo a que PSD e CDS já são parceiros de coligação há muitos anos em Aveiro. Na mesma senda, acredita que, por Aveiro ser capital de distrito, a discussão devia também ter passado pela distrital do partido.
Em causa, aponta ainda, não está o nome de Diogo Soares Machado, vereador eleito pelo Chega, que tem um longo percurso enquanto deputado municipal eleito pelo CDS-PP. Pedro Magalhães diz mesmo que o Diogo Machado é um “amigo” e que “a questão é tratar-se do Chega”.
Quem também entrou em contacto com a Ria foi a vereadora Ana Cláudia Oliveira, que disse apenas que é “completamente falso” que exista um acordo entre Chega e ‘Aliança com Aveiro’, uma vez que o acordo foi estabelecido apenas pelo PSD.
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