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“Não queriam lá saias”: as barreiras que as mulheres começaram a derrubar depois do 25 de Abril

Eugénia Pinheiro, Maria do Carmo Costa e Rosa Gadanho foram três das muitas mulheres aveirenses que viveram o 25 de Abril em Aveiro e três das protagonistas do livro “Histórias Cravadas - As conquistas das mulheres no pós-25 de Abril” da Associação Agora Aveiro. No ano em que se comemoram 50 anos das primeiras eleições livres, a Ria conversou com estas três professoras, que refletiram sobre o antes e o depois da Revolução.

“Não queriam lá saias”: as barreiras que as mulheres começaram a derrubar depois do 25 de Abril
Isabel Cunha Marques

Isabel Cunha Marques

Jornalista
25 abr 2025, 10:49

Era sábado. A conversa estava marcada para as 11h00 no pequeno ‘auditório’ da VIC Aveiro Arts House. Trata-se da antiga residência de Vasco Branco, uma figura ímpar da cultura aveirense que se evidenciou no campo das artes plásticas, no cinema e na literatura. Espaço esse que agora foi transformado em casa-museu, residência artística e alojamento local por iniciativa do neto, Hugo Branco. Começo por lhes questionar se alguma vez tinham entrado naquele auditório. Respondem-me prontamente que não. Explico que ali já haviam sido exibidos filmes censurados pelo Estado Novo. Não se mostram surpreendidas com a explicação ainda que admitam que “naquela época” não sabiam. “Para mim era uma casa, completamente, normal”, desabafa Maria do Carmo Costa que prefere que para esta conversa a chame “só” de Carmo.

Provoco-as para perceber como era o cinema antes do 25 de Abril. Carmo responde-me que não tinha sequer possibilidades para tal. “Por exemplo, para ver televisão vinha da Beira-Mar. A minha tia morava aqui atrás do Teatro Aveirense numa casa que só tinha uma porta e uma janela. Era a única que tinha televisão da família”, partilha. Entre os filmes que se lembra de ver estava o dos “Dez Mandamentos”. Só mais tarde, quando começou a trabalhar, é que se recorda de pedir à sua mãe se podia ir ao cinema, durante o fim de semana, “à sessão da tarde”. “Havia uma seleção muito grande relativamente a idades. Eu lembro-me que tinha 11 anos e fui ver um filme para 12 anos. Na altura, fui com a minha prima. Como eu era mais alta do que ela - apesar de ela ter 15 anos - acabou por não entrar e ficou na porta”, conta. “Só depois do 25 de Abril é que começou a haver assim coisas diferentes”, reforça.

Eugénia partilha da mesma ideia e refere que “aos 14 anos” os filmes que se recorda de ver eram também “muito aqueles filmes bíblicos, históricos e a música no coração”. Apesar de ter televisão em casa refere que aquilo girava à volta “do canal um e do canal dois”.

Rosa diz-nos também que “nunca teve nada disso” e que ir ao cinema era “uma coisa excecional porque os bilhetes não eram acessíveis a toda a gente”. “Para quem tinha televisão, realmente, era a fuga”, aponta. “Recordo-me que havia filmes que passavam em determinadas épocas, anos seguidos e lembro-me de um filme que passava sempre, na altura da Páscoa, que era o “São Francisco de Assis”. Nós já não podíamos ver aquele filme… Um dia vai uma locutora com um ar muito pesaroso informar que o filme tinha sofrido um acidente e tinha ardido. Bem, a malta mais nova levantou-se toda a festejar”, conta com uma gargalhada. Partilha ainda uma “situação particular” passada pelo seu marido.

“O meu sogro era amigo do senhor que projetava filmes no Cinema Avenida. E, portanto, eles tinham entrada facilitada para a cabine de projeção. Havia uma fita original e eles recebiam instruções para cortar determinadas coisas. (…) Uma cena em que houvesse um beijo ou um contacto físico mais próximo tinha de ser tudo cortado porque eles estavam sujeitos aquelas regras”, partilha. “O meu marido e os meus cunhados contam que um dos divertimentos que tinham era antes de aquilo ser queimado poderem ver essas cenas”, relembra com uma risada.

“Cheguei a ter vómitos e diarreia na hora de ir para a escola”

Face a estas partilhas, pedi a cada uma destas mulheres que se identificasse. Eugénia responde prontamente que é da “Mamarrosa, concelho de Oliveira de Bairro”. Contra todas as expectativas, Rosa partilha que é de Aveiro e que nasceu “muito pertinho desta casa”. “Aliás, este sítio onde estamos é uma referência importante para mim”, assegura com um sorriso evidente no rosto. Diz que cresceu e brincou numa praceta com os filhos de Vasco Branco. “Era muito criança… Depois perdemo-nos pela vida fora, não é? Mas lembro-me perfeitamente de o pai ser uma pessoa diferente dos homens daquela época. (…) Para nós crianças tinha uma atitude gira, solta que os homens naquela altura não tinham muito”, partilha. Aos oito anos, Rosa conta ainda que foi viver para a aldeia da sua mãe em “Frossos, concelho de Albergaria-a-Velha” e que regressou a Aveiro, “dois anos depois”, quando começou a estudar.

No caso de Carmo partilha que até aos nove anos cresceu no Brasil, “em Leblon”. Refere, com um especial brilho nos olhos, que apesar de também lá ter vivido a ditadura era muito mais “soft” do que em Portugal. “Nós também éramos imigrantes, não vivíamos tanto o que se passava por lá”, explica. Entretanto, o pai falece e ela, o seu irmão mais pequeno e a mãe acabam por regressar a Portugal já que esta era natural do Bairro da Beira-Mar [em Aveiro] e era professora. Carmo acabou por vir de Leblon para Ouca e mais tarde para Aveiro onde estudou na “Vera Cruz”.

“A professora primária todos os dias me batia porque queria-me fazer tão boa a português como era a matemática… E escrevia em brasileiro. Passei horrores. Cheguei a ter vómitos e diarreia na hora de ir para a escola”, confidencia. Mais tarde, um dos seus tios acabaria por a colocar num colégio interno, no Porto. Do Porto regressou a Aveiro tendo passado também por Águeda. “Andei por aí…Agora é que estou aqui para sempre”, resume com uma risada ainda que admita que, até aos dias de hoje, o seu sonho era morar no Alentejo.

“O rádio (…) foi a nossa ligação ao mundo”

Para esta conversa pedi a cada convidada que trouxesse um objeto que as fizesse recordar o período do 25 de Abril. Eugénia trouxe um rádio azul da marca Panasonic, que tinha vindo diretamente dos Estados Unidos e uma caneca onde se lia “25 de abril sempre”, juntamente, com um cravo. No dia 25 de abril, Eugénia tinha 14 anos. Descreve-se como “aquela geração que só teve noção da ditadura depois dela ter terminado”. Sobre o rádio que trouxe – que tinha a forma de um telefone - partilha que foi onde ouviu a emissão.

Na altura, encontrava-se no colégio de freiras Sagrado Coração de Maria, na Avenida Lourenço Peixinho, numa aula de português com o “professor Mário Rocha”. “Lembro-me perfeitamente de estar na fila ao lado da janela e de ver os aviões todos a sobrevoar”, relembra. Durante a aula, o professor perguntou se alguém tinha um rádio e Eugénia respondeu que “sim”. Naquele dia, foi buscá-lo e relata que o estiveram a ouvir “toda a manhã”. “O rádio ficou porque este Panasonic que veio dos Estados Unidos, no Natal, foi a nossa ligação ao mundo, nesse dia, se bem que a maior ligação foi o testemunho de pessoas com o doutor Mário da Rocha”, aponta enquanto olhava para o rádio com um sorriso.

“Eu acho que ele o quis ouvir mais do que nós. Na altura, nós não estávamos a perceber o que ele queria ouvir. Mas ele sabia…”, reflete. Sobre o que ouviu naquele dia? Eugénia responde que se lembra “perfeitamente” de começarem a surgir “aqueles comunicados do Movimento das Forças Armadas (MFA)” e de uma música de fundo “sem letra”. “Apelava à serenidade e que estava controlado. (…) Fazia-nos logo ficar em silêncio”, descreve. “E, para além disso, foi [a música] do ‘Depois do Adeus’ que nesse dia também acho que nos marcou”, continua Eugénia.

“Disseram-nos que não queriam lá saias”

Rosa já tinha 20 anos quando se deu o 25 de Abril. Ao contrário de Eugénia optou por não trazer uma memória daquele dia, mas sim uma fotografia da “carta de serviço” da Escola de Socorrismo da Cruz Vermelha Portuguesa. Pergunto-lhe o porquê. Responde-me, imediatamente, que a “condição da mulher antes do 25 de Abril era repleta de constrangimentos e restrições”. “No pós 25 de Abril (…) surgiu a hipótese de eu fazer um curso de primeiros socorros. Como ia ser professora achei que era uma coisa que podia ser útil. (…) A coisa correu-me muito bem e propuseram-me, no final, que fizesse um curso de formadora. Eu alinhei”, conta.

Quando terminou o curso Rosa diz que começou a fazer formação em vários locais como na “GNR” ou nos “quartéis”. “Mas isto de fazer formação… A gente quer é pôr a mão na massa. Juntámo-nos quatro raparigas e fomos à corporação de bombeiros, onde tínhamos feito estes três meses de estágio nas ambulâncias. Ora, se nós tínhamos servido durante três meses para responder às necessidades das ambulâncias, provavelmente, podíamos dar jeito às corporações… E lá fomos”, relata. Na altura, acabaram por receber uma resposta que as “dececionou imenso”. “Disseram-nos que não queriam lá saias”, descreve com tristeza. No entretanto, Rosa, juntamente, com as suas “quatro” colegas ainda tentou “rebater” a decisão, mas sem sucesso. “Não conseguimos. Como havia outra corporação [a dos Bombeiros Novos] fomos lá e, curiosamente, fomos recebidas de braços abertos. Foi espetacular”, exprime.

Apesar de terem sido aceites nesta corporação, Rosa Gadanho conta que, na altura, os estatutos dos Bombeiros Novos ainda não contemplavam a figura feminina. “Não havia mulheres nessas coisas. Nem nessas, nem outras. E, portanto, arranjaram um subterfúgio nos estatutos e disseram-nos que nós ficaríamos a pertencer a uma coisa que se chamava corpo auxiliar… Nós não gostávamos muito de ser só auxiliares, mas pronto era o que era e não conseguíamos ultrapassar isso”, salienta.

Mesmo assim, Rosa conta que acabou por fazer a recruta exatamente “como fizeram os outros” e que começou a “sair” para o campo. “O serviço de ambulâncias começámos logo a fazer. Os incêndios foi depois mais tarde porque não tínhamos ainda competência para atuar. Íamos como suporte para as ambulâncias, mas não passamos muito disso”, diz. “Pessoalmente, foi uma escola de vida para mim, porque contactei com pessoas variadíssimas, homens, com quem normalmente nós não trocávamos, que eram operários em fábricas e que alimentavam os bombeiros voluntários”, recorda Rosa.

Ao ouvir a história de Rosa, Eugénia lembra automaticamente: “Quando disseste que eles se mostraram muito conservadores… Eu não me esqueço que quando entrei na universidade aqui, em Aveiro, em 1978, houve um professor de um dos cursos mais masculinos que, perante uma aluna, perguntou-lhe se ela não devia estar em casa a coser meias”.

“À mesa era uma bacia grande e toda a gente picava da mesma”

Para esta conversa, Carmo trouxe um conjunto de fotografias suas (quase) todas a preto e branco. Umas de quando era mais nova, outras de quando já era mais velha. “Há aqui umas fotografias a preto e branco que são as primeiras. Para mim são as mais coloridas porque foi a fase em que vivi no Brasil, tinha os meus pais, etc”, começa por explicar enquanto revê uma por uma. “No Brasil era uma ditadura militar, mas tínhamos uma moradia com casa de banho… Chego aqui e não tenho uma casa de banho. Quer dizer, a casa de banho era o fundo do quintal… À mesa era uma bacia grande e toda a gente picava da mesma”, recorda.

À medida que a conversa ia decorrendo, Carmo repara ainda, ao observar as fotografias a preto e branco, para a forma como as mulheres se vestiam naquela altura: “Todas vestidas de preto…. E a minha mãe que tinha ficado viúva foi obrigada a vestir-se de preto. Nós vimo-nos gregos, eu, o meu irmão e a família, para que ela pusesse uma cor. Quando pôs uma cor foi uma blusa, branquinha com os riscos pretos... Ela dizia-me: ‘ai não porque as pessoas vão falar mal porque eu sou viúva’, expõe.

No 25 de Abril, Carmo estava prestes a completar 21 anos em junho. Já era professora em Estarreja. Nesse dia, recorda que o marido, engenheiro em Águeda, saiu de casa “de manhã cedo”, enquanto ela, com aulas apenas às nove, aproveitou para descansar um pouco mais. “Liguei o rádio e deixei-me estar…Música clássica que eu adoro e estava a ouvir e de repente começou a tocar o ‘Grândola’. Eu perguntei-me como é que era possível? Isto está proibido….”, consta. Do locutor de rádio lembra, de forma particular, a palava “revolução”. “Epá, levantei-me, fui para a rua saber o que é que se passava, porque já estava a praça em Estarreja cheia porque nós não sabíamos o que se passava… Revolução, ouço a palavra revolução… Aquilo mexia um bocadinho connosco”, salienta.

“Eu fui obrigada a pôr a cruz onde não queria”

A 25 de abril de 1975, um ano após o derrube da ditadura, foram realizadas as primeiras eleições livres, por sufrágio direto e universal. Foram as “mais concorridas e participadas eleições da história da democracia portuguesa, com uma afluência de 92% dos cidadãos recenseados, sendo a primeira vez na história em que todos os portugueses, mulheres e homens, maiores de 18 anos tinham o direito de voto”.

No ano em que se assinalam os 50 anos das primeiras eleições livres em Portugal, Rosa, Eugénia e Carmo partilham o descontentamento que sentem ao ver as altas taxas de abstenção de atualmente. “Aquilo era uma conquista para os mais velhos, mas para os mais novos também era o princípio de qualquer coisa”, exprime Rosa enquanto recorda um episódio de quando ainda era bombeira. “Eu lembro-me que houve umas eleições [a seguir às primeiras livres] em que eu passei o dia a transportar gente para ir votar (…). Ninguém ficava em casa. Toda a gente queria ir votar… Nós tínhamos de nos virar e levá-los. Eu fui votar cinco minutos antes das urnas fecharem”, relembra.

“Era assim. Não havia abstenção… Isso é que é o pior partido: é a abstenção”, concorda, prontamente, Carmo destacando que na sua casa “toda a gente vai votar, obrigatoriamente”. “Eu fui obrigada a pôr a cruz onde não queria”, revela. “Eu vou lá nem que seja para desenhar um bonequinho das caldas… Eu vou. Se as pessoas forem todas votar, se a abstenção não fosse tão grande, pelo menos, a gente dizia que as taxas estão a virar. Assim, a gente não sabe. Estão amorfos”, reforça Carmo.

“Assim a legitimidade é sempre questionável. E eu posso sempre dizer que não fui eu que contribui para isto”, finaliza Eugénia.

“Também é importante a perspetiva da mulher que não foi ao Ultramar”

Foi da memória viva do avô - um jovem enviado para a Guerra do Ultramar aos 19 anos - que nasceu a vontade de criar um projeto que desse voz às histórias silenciadas do passado. “O meu avô foi para a Guerra do Ultramar com 19 anos, e eu quando tinha 19 anos não conseguia sequer estrelar um ovo sozinho em casa”, partilha Bernardo Afonso Vicente da Associação Agora Aveiro. “Ele esteve, inclusive, numa operação militar que está bem documentada, que é a Operação Tridente, na Ilha do Como”, recorda.

A partir dessa ligação pessoal e da vontade de assinalar os 50 anos da Revolução dos Cravos nasceu um projeto que une a preservação da memória à valorização do papel feminino na sociedade portuguesa no pós-25 de Abril. “Se é importante a perspetiva do homem que foi ao Ultramar e do político que ficou em Lisboa, também é importante a perspetiva da mulher que não foi ao Ultramar”, frisa Bernardo. Assim, nasceu o livro “Histórias Cravadas - As conquistas das mulheres no pós 25 de Abril”. Eugénia Pinheiro, Rosa Gadanho e Maria do Carmo Costa [com quem a Ria conversou] foram três das 11 mulheres da comunidade aveirense que deram vida a esta obra.

O projeto “que começou no ano passado” culminou com o lançamento oficial do livro, no passado dia 6 de abril, na FNAC Aveiro e com uma exposição fotográfica que já passou por diversos espaços culturais da região, incluindo o Museu de Santa Joana. “No fundo, eu acho que (…) o que é realmente interessante aqui é alguém poder pegar neste livro (…) e fazer uma introspeção para: e a minha avó? E o meu avô?”, esperança Bernardo Vicente.

Mais do que um exercício de memória histórica, a obra procura fomentar o diálogo intergeracional. “Estas histórias estão a acabar (…) É preciso ir atrás destas histórias e recordá-las desta forma, acho que é incrível, para as senhoras, para nós, para todos os envolvidos”, reflete. O livro está disponível por “12 euros” e pode ser encomendado diretamente à associação através das redes sociais ou do site oficial da Agora Aveiro.

Recorde-se ainda que, em abril, a Agora Aveiro lançou uma curta-metragem que deu voz a este projeto no largo da Capela de São Gonçalinho, em Aveiro.

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