Constrangimentos no transporte de doentes não urgentes na ULS da Região de Aveiro
A Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro (ULS RA) justificou hoje perturbações no transporte de doentes não urgentes com problemas informáticos na plataforma nacional.
Redação
Em comunicado, aquela entidade esclarece que “a atribuição do transporte de Doentes não Urgentes é gerida por uma plataforma nacional (SGTD) e não pela ULS RA”.
Segundo a ULS, “no final de novembro de 2024 houve uma atualização informática de dados que, por constrangimentos no sistema, não integrou os concelhos de Águeda, Albergaria e Murtosa”.
A anomalia “foi, de imediato, reportada superiormente e a sua resolução está em tramitação”, assegurou.
A ULS RA garante que “tem envidado todos os esforços, junto dos gestores da Plataforma Nacional SGTD, no sentido de ultrapassar os constrangimentos causados pela não passagem dos dados relativos aos concelhos de Águeda, Albergaria-a-Velha e Murtosa, aquando da migração informática realizada em novembro último”.
O comunicado da ULS surge na sequência da insatisfação manifestada nas redes sociais pelos Bombeiros Voluntários da Murtosa, por, “desde o dia 01 de dezembro, não lhe estarem a ser atribuídos transportes de doentes não urgentes”.
Aquela corporação queixou-se desse transporte estar a ser atribuído a empresas privadas, pedindo esclarecimentos à ULS RA que, no comunicado de hoje, garante que tem mantido o diálogo “entre os responsáveis pelos transportes no seio da ULS RA e o comandante da Corporação de Bombeiros da Murtosa”.
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Incêndios: Cinco anos e meio de prisão para homem que ateou dois fogos em Castelo de Paiva
O arguido, que se encontra em prisão preventiva, foi condenado a quatro anos de prisão por cada um dos dois crimes de incêndio florestal de que estava acusado, tendo-lhe sido aplicada uma pena única de cinco anos e meio de prisão, em cúmulo jurídico. Durante o julgamento, o arguido remeteu-se ao silêncio, mas o coletivo de juízes teve em conta as declarações prestadas pelo mesmo em primeiro interrogatório judicial, quando foi detido em 16 de julho de 2025. Na altura, perante a juíza de instrução criminal, o arguido começou por dizer que, após o jantar, esteve num café, com uns amigos, a beber umas cervejas, afirmando não se lembrar de nada, desde que saiu do café até chegar a casa. Após insistência da magistrada, acabou por admitir que praticou os factos descritos na acusação, agindo sob o efeito do álcool. “Já não bebia há dois anos e meio e nesse sábado exagerei (…). Estava muito calor e caí na tentação de beber cerveja”, declarou o arguido, afirmando não ter uma explicação para o sucedido. O arguido já foi condenado a quatro anos de prisão, suspensa por igual período, por um crime idêntico. Os incêndios ocorreram na madrugada de 13 de julho de 2025, na localidade de Raiva, Castelo de Paiva e terão sido provocados com recurso a um isqueiro. Os dois fogos consumiram uma área de cerca de 800 metros quadrados de mancha florestal e colocaram em perigo uma mancha florestal significativa, bem como várias habitações e indústrias instaladas na área das ocorrências. Em ambos os locais, a vegetação circundante à ateada pelo arguido encontrava-se seca e, naquele dia, registava-se um nível elevado de risco de incêndio.
Tratores marcham até Aveiro em alerta para riscos de “machadada final” na agricultura
Embora com menos veículos no arranque da iniciativa comparativamente a protestos anteriores, a marcha promovida pela União de Agricultores e Baldios do Distrito de Aveiro (UABDA) teve como destino a sede aveirense da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), onde os participantes entregaram uma lista de reclamações incentivando o Governo a uma intervenção mais incisiva no setor. Realçando que só em 2022 fecharam no distrito 200 explorações agrícolas, com base nos dados mais recentes da UABDA, o presidente dessa estrutura, Carlos Alves, explicou que em causa está a anunciada descida no preço do leite pago ao produtor, a subida dos custos de produção – entre os quais o aumento dos combustíveis devido à guerra no Médio Oriente – e a concorrência desleal introduzida no mercado nacional pela carne e outros produtos provenientes da América Latina – devido ao chamado acordo “Mercosul”, cujos efeitos práticos se deverão fazer sentir a partir do verão. “Tendo em conta toda esta conjuntura, as perspetivas de futuro não são boas”, declara Carlos Alves, receando a incapacidade dos agricultores para manterem aos seus negócios viáveis. “Este ano vai ser decisivo (…) e o Mercosul será a machadada final”, defende. A perspetiva do presidente da UABDA é que, se os agricultores portugueses “já têm dificuldade em escoar os seus produtos” e enfrentam suficiente concorrência por parte de outros mercados europeus, pior ficará a sua situação quando começarem a competir com bens provenientes da América Latina, onde a produção não está sujeita aos mesmos requisitos legais e sanitários da Europa, o que se reflete em preços finais mais baixos. É por isso que Carlos Alves reclama “fiscalização muito mais intensa” ao que antecipa como “uma enxurrada de carne, leite e galinhas” cuja criação não passou pelo mesmo controlo de qualidade que existe na Europa. O presidente da UABDA nota, aliás, que “a situação em Aveiro começa a ser dramática”, porque, ao nível do leite, a previsão é que em maio se comece a pagar menos aos produtores por cada litro – o que não os compensará pelos custos de produção e deixará ainda maior margem nas mãos dos distribuidores – e, ao nível da carne, a entrada em Portugal de produtos latinos tornará o negócio mais incomportável para o criador português – aumentando o seu risco de insolvência. António Tavares é produtor de carne e disse hoje que a sua unidade agrícola, com 40 vacas leiteiras e também produção de carne, é uma das que está ameaçada. “Está a minha e também a de outros colegas meus. Podemos fechar portas porque, até aqui a receita ainda cobria os custos, mas, agora, já andamos a acumular dívida”, revela. Carlos Alves argumenta que, se a agricultura é de facto estratégica, como o ministro da tutela defende, então ele deve intervir eficazmente no setor e zelar pela preservação das pequenas e médias explorações. “Que venha ao terreno apoiar os agricultores, que precisam de auxílio técnico, de ajuda na legalização e de apoio financeiro para poderem continuar a sua atividade e deixar o seu negócio aos filhos”, afirma. Do documento que a UABDA entregou à CCDRC consta uma lista de oito reivindicações, começando pela “garantia de condições para escoamento de leite, carne, fruta e hortícolas a preços justos, através de uma lei que proíba a venda a valores abaixo do custo de produção”. Os agricultores exigem também: fiscalização da atividade da grande distribuição e do agronegócio, com controlo fronteiriço das importações; regulação que imponha limites máximos no preço dos fatores produtivos para travar a especulação; reforço de meios do Ministério da Agricultura para resposta a problemas estruturais; e acesso dos pequenos e médios agricultores a apoios nacionais e comunitários com majorações que permitam pôr fim a uma “injustiça histórica”. O mesmo documento reivindica ainda o aumento dos descontos para o gasóleo agrícola, a implementação definitiva do Estatuto da Agricultura Familiar, a disponibilização de apoio técnico e financeiro da tutela ao desenvolvimento de pequenas e médias explorações familiares, resposta célere aos prejuízos causados pelas recentes intempéries e pelos incêndios de 2024 e 2025, e linhas de crédito “altamente bonificado, de longo prazo e com carência inicial” para reestruturação de dívidas.
Aveiro está sob aviso amarelo por vento forte e agitação marítima entre quinta e sexta-feira
Assim como para o distrito de Aveiro, o IPMA emitiu aviso amarelo para os distritos de Setúbal, Porto, Faro, Viana do Castelo, Beja e Braga entre as 21h00 de quinta-feira e as 19h00 de sexta-feira devido à agitação marítima. Piores são os casos dos distritos de Lisboa, Leiria e Coimbra, que vão estar com aviso amarelo entre as 21h00 de quinta-feira e as 3h00 de sexta-feira, passando depois a laranja até às 19h00 de sexta-feira, prevendo-se ondas de noroeste com cinco a 6,5 metros de altura, podendo atingir os 11 metros de altura máxima. Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar também sob aviso amarelo entre as 00h00 e as 19:00 de sexta-feira por causa do vento forte com rajadas da ordem dos 70/80 quilómetros por hora. O IPMA colocou também os distritos da Guarda e Castelo Branco sob aviso amarelo devido à queda de neve acima de 1.400/1.600 metros de altitude entre as 21h00 de quinta-feira e as 19h00 de sexta-feira. A costa norte da ilha da Madeira e o Porto Santo estão até às 12h00 de hoje sob aviso amarelo por causa da agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste com quatro a cinco metros. O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe "situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
Empresa ucraniana de gestão de compras vai lançar operação ibérica a partir de Arouca
Segundo explicou Maryna Trepova, que é a diretora-executiva da firma criada em Kiev em 2018, ainda não está definido se a sede da nova estrutura ficará registada em Portugal ou Espanha, mas é já certo que, independentemente da morada, a operação terá âmbito ibérico e funcionará quase integralmente em regime remoto, dado que grande parte da equipa afeta ao projeto é constituída por consultores contratados consoante a área de especialização exigida para cada cliente. “No ano passado mudámos a nossa estratégia três vezes, primeiro para introduzir maior automatismo e inteligência artificial na gestão de compras, depois para alargar o leque de oportunidades de negócio na Ucrânia, porque há muitas empresas à procura de negócios lá, e finalmente para definir a operação em Portugal e Espanha, onde há potencial para mais serviços profissionais relacionados com aprovisionamento”, declarou à Lusa a diretora da IPSM - International Procurement & Supply Chain Management. Maryna Trepova reconheceu que o mercado espanhol “é muito mais amplo”, mas, trabalhando entre Portugal e a Ucrânia, onde a empresa que fundou com Victoria Kravchenko emprega atualmente 15 pessoas, planeia desenvolver a sua atividade em termos que lhe permitam continuar a residir em Arouca, no distrito de Aveiro, para onde se mudou em março de 2022 após uma análise “muito fria e racional” aos prós e contras de um grupo restrito de países que considerou opções viáveis quando decidiu fugir à guerra com outras oito pessoas da família. Gerindo a IPSM a partir de Arouca, a empresária conseguiu garantir a sobrevivência da firma de Kiev nos meses de paragem ditados pela invasão russa, recuperou depois os contratos suspensos e acabou por consolidar a sua carteira de clientes, 15% dos quais situados fora da Ucrânia, com especial incidência no Cazaquistão, no Quirguistão e nos Emiratos Árabes Unidos. Em 2025, o volume de negócios da marca foi na ordem dos 120.000 euros, para o que contribuiu experiência acumulada em setores como a agricultura, indústria alimentar, telecomunicações, banca, farmacêutica e defesa – através de clientes como a Vodafone, os laticínios Bel e a fabricante de gelados RUD. “Otimizamos custos, organizamos um processo de aprovisionamento eficaz e detetamos fraudes”, disse Maryna Trepova, ralçando que foi possível reposicionar "todos os elementos do processo de compras no local e momento mais ajustados da cadeia, para que se cumpra melhor a visão que o cliente tem para a sua marca, não só em termos financeiros, mas também de gestão de tempo, eficiência técnica, impacto social, etc.”. Graças a um investimento que não será superior a 10.000 euros, a operação a lançar no próximo trimestre deverá agora elevar significativamente o volume de negócios global da IPSM: “Contamos chegar ao fim de dezembro com pelo menos o dobro da faturação do ano passado, embora eu acredite que até possamos atingir os 400.000 euros”. Nesses resultados terá influência a própria Ucrânia enquanto “mercado de interesse crescente” para o tecido empresarial português e espanhol, em especial para médias e grandes empresas das áreas da indústria, agricultura, banca e tecnologias de informação. “Esses serviços estão a fazer falta na Ucrânia e, como conhecemos muito bem o país e já lá temos contactos, sabemos que o diálogo com a Península Ibérica pode ser muito útil a ambas as partes”, concluiu Maryna Trepova, que não hesita em assumir-se “nada otimista” quanto ao fim da guerra num futuro próximo.
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Feira de Março: Município espera aumento de mais de 35% da afluência relativamente a 2025
Em 2025, aquando da apresentação da Feira, o ex-presidente da CMA, José Ribau Esteves, disse que esperava atingir os “700” mil visitantes. No entanto, os números ficaram aquém das expectativas: de acordo com uma nota de imprensa enviada pela autarquia à comunicação social, apenas “550” mil pessoas estiveram presentes nessa edição. Agora, Luís Souto é ainda mais ambicioso do que o seu antecessor e diz que o objetivo é chegar às “750” mil pessoas. “Temos que crescer”, disse Luís Souto, rapidamente corroborado por Pedro Almeida, que sublinha que este será “um ano para bater recordes”. O vereador aponta que, nos “aspetos que [a Câmara] consegue controlar”, estão a ser reforçadas todas as medidas que possam significar um aumento da afluência, mas não esquece que o mau tempo pode representar um papel importante: “Se tivermos um fim-de-semana de bom tempo, diria que podemos ter números aproximados de 60 a 70 mil [pessoas a ir à Feira de Março] [...] Se falharmos dois fins-de-semana porque o tempo está agreste, podemos ter uma redução de quase 100 mil”. “Depende do fator São Pedro. Já estivemos a fazer contactos para ver se podemos ter alguma ajuda”, brincou. Nesta edição, em que se comemoram os 590 anos da Feira de Março, o certame volta a decorrer no Parque de Feiras e Exposições de Aveiro. A abertura de portas acontece a 25 de março, pelas 10h30 - dia em que se dá a inauguração oficial do evento, pelas 17h00, e em que vai ser lançado fogo de artifício, pelas 21h30. A Feira termina a 26 de abril. O crescimento da Feira de Março fica também espelhado no aumento do orçamento para o evento. Dos “854” mil que estavam previstos na edição passada, a CMA passa agora a orçamentar “950” mil euros para a Feira. O reforço acaba por se traduzir, entre outros aspetos, numa forte aposta na comunicação e no aumento do cachet dos artistas. Luís Souto não deixou de notar que o aumento no investimento é controlado. Durante a sua intervenção, o autarca deixou farpas aos executivos do PS que governaram a Câmara Municipal no início do milénio e referiu que não quer voltar a ter os problemas de “outros tempos”, frisando que tem “contas certinhas”. “É uma vantagem que tenho o vereador Pedro Almeida [como responsável], que também tem as finanças [o pelouro]. Sabe que não se pode esticar muito”, atirou. Com o aumento do orçamento, aumenta também o valor mínimo do custo dos bilhetes para os espetáculos. Antes o valor mínimo do bilhete estabelecia-se nos três euros e agora passa a ser de quatro - esse será o custo da entrada em todos os concertos, à exceção de Vizinhos, MC Ryan SP e Fernando Daniel, em que o ingresso custará seis euros. Pedro Almeida justifica que a ideia foi “uniformizar” mais o valor e dá nota também de que o acréscimo de receita esperada vai servir para colmatar o aumento da despesa prevista. Não obstante, continuam a ser “preços populares”, frisa Luís Souto, e não será por este aumento que alguém ficará de fora. Por outro lado, a CMA resolveu também lançar um desconto familiar de “25%” para famílias de, pelo menos, três pessoas, sendo que crianças até aos 11 anos não pagam. Recordes que já estão batidos são os do número de empresas e de associações presentes. Serão “240” empresas - que, segundo o presidente, aparecem na mostra também a reforçar a identidade empresarial do concelho - e “37” associações. O reforço do tecido associativo a marcar presença na Feira é algo que Luís também destaca como marca duma aposta na “coesão territorial”, uma vez que muitas das coletividades aparecem em representação das suas freguesias. Em relação ao ano passado, Pedro Almeida acrescentou ainda que foi colocado um limite à venda de bilhetes online, de forma a que as pessoas consigam sempre comprar bilhetes presencialmente. Tendo o espaço uma lotação máxima de “20” mil pessoas, a venda de bilhetes online é interrompida quando estiverem vendidos “10” mil ingressos. A partir daí, passa apenas a ser possível comprar ingressos no secretariado. Todos os espetáculos têm início pelas 22h00, menos na segunda-feira de Páscoa, dia 6 de abril, em que o concerto de Sons do Minho arranca pelas 15h00.
Feira de Março 2026: Vizinhos, Fernando Daniel, António Zambujo e Wet Bed Gang entre os destaques
Entre os concertos já anunciados pela Câmara Municipal de Aveiro estão Vizinhos (27 de março), António Zambujo (28 de março), Bárbara Bandeira (3 de abril), MC Ryan SP (4 de abril), Sons do Minho (6 de abril), Sara Correia (10 de abril), Marisa Liz (11 de abril), Lon3r Johny (17 de abril), NAPA (18 de abril), Fernando Daniel (24 de abril) e Wet Bed Gang (25 de abril). Nos dias de concertos, o bilhete terá sempre o custo de quatro euros, à exceção de 27 de março, 4 de abril e 24 de abril. Nesses dias, em que atuam Vizinhos, MC Ryan SP e Fernando Daniel, respetivamente, encarados como cabeças-de-cartaz, o bilhete custa seis euros. Famílias de pelo menos três pessoas que entrem no recinto beneficiam de um desconto de 25% no preço dos bilhetes. Tal como tem sido habitual nas últimas edições, os concertos realizam-se no recinto da feira, no Parque de Exposições de Aveiro, integrados na programação cultural que acompanha a mostra económica, a gastronomia, as diversões e as atividades associativas. A Feira de Março mantém-se como a primeira feira franca nacional anual e uma das maiores mostras económicas da Região Centro, reunindo anualmente centenas de milhares de visitantes ao longo de mais de um mês de programação.
Incêndios: Cinco anos e meio de prisão para homem que ateou dois fogos em Castelo de Paiva
O arguido, que se encontra em prisão preventiva, foi condenado a quatro anos de prisão por cada um dos dois crimes de incêndio florestal de que estava acusado, tendo-lhe sido aplicada uma pena única de cinco anos e meio de prisão, em cúmulo jurídico. Durante o julgamento, o arguido remeteu-se ao silêncio, mas o coletivo de juízes teve em conta as declarações prestadas pelo mesmo em primeiro interrogatório judicial, quando foi detido em 16 de julho de 2025. Na altura, perante a juíza de instrução criminal, o arguido começou por dizer que, após o jantar, esteve num café, com uns amigos, a beber umas cervejas, afirmando não se lembrar de nada, desde que saiu do café até chegar a casa. Após insistência da magistrada, acabou por admitir que praticou os factos descritos na acusação, agindo sob o efeito do álcool. “Já não bebia há dois anos e meio e nesse sábado exagerei (…). Estava muito calor e caí na tentação de beber cerveja”, declarou o arguido, afirmando não ter uma explicação para o sucedido. O arguido já foi condenado a quatro anos de prisão, suspensa por igual período, por um crime idêntico. Os incêndios ocorreram na madrugada de 13 de julho de 2025, na localidade de Raiva, Castelo de Paiva e terão sido provocados com recurso a um isqueiro. Os dois fogos consumiram uma área de cerca de 800 metros quadrados de mancha florestal e colocaram em perigo uma mancha florestal significativa, bem como várias habitações e indústrias instaladas na área das ocorrências. Em ambos os locais, a vegetação circundante à ateada pelo arguido encontrava-se seca e, naquele dia, registava-se um nível elevado de risco de incêndio.
UA garante que pagamentos de bolsas de investigação estão regularizados desde o início de fevereiro
A UA detalha que o atraso inicial se deveu ao facto de a FCT apenas ter comunicado os resultados dos concursos no final de novembro. Logo no início de dezembro, a UAteve de solicitar aos bolseiros documentação que anteriormente era entregue à FCT, mas que a Fundação não disponibilizou às instituições, como dados pessoais, habilitações e IBAN. Devido ao tempo necessário para a validação destes elementos, foi “tecnicamente impossível”processar os pagamentos no primeiro dia útil de janeiro, tendo a situação sido regularizada no início de fevereiro.Recorde-se que, numa reportagem publicada pela Ria na passada segunda-feira, dia 2, alguns dos bolseiros entrevistados no decorrer do mês de fevereiro diziam ainda não ter recebido e não ter informação de quando iriam receber. Atualmente, a gestão de “159”processos está a ser assegurada por uma equipa de três técnicos. Segundo a Universidade, não existem pagamentos em atraso desde o primeiro dia útil de fevereiro e os “22”processos ainda não concluídos aguardam apenas a receção de documentação obrigatóriajá solicitada aos bolseiros, produzindo efeitos financeiros a partir de abril. Relativamente às críticas sobre a comunicação e organização do processo, a UA faz notar que a sua equipa técnica tem assegurado o esclarecimento de dúvidas “inclusive fora do horário normal de expediente e durante o fim de semana”. A instituição lamenta o que descreve como “ruído alheio à realidade factual” e reafirma o seu compromisso com o respeito pelos direitos dos bolseiros.