Eixo Aveiro-Águeda: Luís Souto lembra garantia de financiamento; Oposição diz que Governo pode cair
A discussão sobre o Eixo Aveiro-Águeda voltou a estar em discussão na reunião de Câmara Municipal de Aveiro (CMA). Ao passo que o executivo não adianta detalhes, reafirma que existe um compromisso da parte do Governo e considera “não interessar” qual a rubrica de onde a verba vem, a oposição alerta que, “de hoje para amanhã”, os governantes podem mudar.
Gonçalo Pina
JornalistaÚltimas
Rui Castilho Dias, vereador independente eleito pelo Partido Socialista, trouxe para cima da mesa, durante o Período Antes da Ordem do Dia (PAOD) da reunião pública da Câmara Municipal de Aveiro (CMA) desta sexta-feira, dia 6, a discussão sobre o Eixo Aveiro-Águeda. Apesar de reconhecer as garantias já dadas pelos representantes do Governo sobre o financiamento para a obra, o vereador aponta que ainda não existe um compromisso formal e alerta que é possível que, “de hoje para amanhã, os governantes saiam”.
Segundo o vereador eleito pelo PS – que alertou que já não estamos no “tempo das vacas gordas” e que o financiamento proveniente de programas europeus será agora mais reduzido -, a única possibilidade que consegue imaginar passa por incluir a verba nos Orçamentos Municipais de Aveiro e Águeda (o que representaria uma despesa de cerca de 50 milhões a cada município, tendo em consideração que o concurso público foi lançado com o valor de 109 milhões de euros).
Na resposta, Luís Souto recordou que, ao longo do mandato, este projeto ganhou uma “dinâmica extraordinária” e que “deu passos muito concretos”, passando à fase das expropriações e do lançamento do concurso público para a empreitada. Embora assuma que a questão do PS é “pertinente”, o presidente enalteceu as palavras do Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, que, na cerimónia de aniversário da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA), referiu que o Governo não vai falhar. “Se o número três do Governo diz isto, nós vamos avançando com o processo […] Ou há políticos que arriscam um bocado ou as coisas não acontecem […] Se é da rúbrica A ou B… isso para nós é irrelevante”.
Já Rui Santos, vice-presidente da Câmara Municipal, aproveitou a oportunidade para deixar uma bicada ao Partido Socialista. Nas suas palavras, “não adianta [o compromisso para o financiamento da obra] estar no papel se depois vierem as cativações e ele não acontecer”.
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