Ílhavo promove concurso de hip hop em maio na Fábrica das Ideias da Gafanha da Nazaré
A Fábrica das Ideias da Gafanha da Nazaré vai acolher, no dia 23 de maio, pelas 21h00, um concurso de hip hop. A organização do Município de Ílhavo pretende “valorizar a expressão artística da juventude e promover a cultura urbana no município”.
Redação
As inscrições encontram-se abertas até ao próximo dia 2 de maio para todos os interessados, com idade superior a 6 anos, devendo ser formalizadas através do preenchimento do formulário disponível no website do Município.
Segundo uma nota de imprensa, a participação poderá ser feita na categoria solo ou pares ou na categoria grupo. “Cada projeto será avaliado por um júri composto por profissionais da área, tendo em conta critérios como originalidade, criatividade, performance e qualidade técnica”, lê-se. Os vencedores receberão um prémio monetário a atribuir aos três melhores.
Na categoria solo ou pares o primeiro prémio será de 200 euros; o segundo de 150 euros e o terceiro de 100 euros. Já na categoria grupo o primeiro prémio será de 500 euros; o segundo de 250 euros e o terceiro de 150 euros.
Recomendações
Mau tempo: Noite tranquila em Ovar onde mercado municipal está disponível para estacionamento
A medida foi implementada por essa autarquia do distrito de Aveiro para garantir um espaço de estacionamento mais seguro aos moradores que residem junto ao rio Cáster, para evitar situações como a que terça-feira levou à inundação de carros e garagens coletivas devido ao rápido extravasar desse curso de água no centro da cidade. “O Mercado Municipal estará aberto e disponível para estacionamento gratuito. Com esta medida, a autarquia procura colmatar os problemas resultantes das cheias verificadas no centro da cidade nas últimas horas”, disse fonte da Câmara. Com situação de calamidade decretada desde 01 de fevereiro, o Município de Ovar tem tido várias ruas cortadas temporariamente, devido a lençóis de água, estando a Comissão Municipal de Proteção Civil a fazer “um acompanhamento permanente no terreno da evolução das intempéries”. Mesmo assim, a Câmara apela a que a população antecipe situações de risco e adote “comportamentos preventivos”, como o de evitar a circulação e o estacionamento junto ao rio, em zonas de ria e em praias com grande agitação marítima, como as do Furadouro e Maceda. Em Portugal, desde o dia 28 de janeiro já várias pessoas morreram na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram ainda centenas de feridos e de desalojados. Inundações, cheias e a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos públicos são as principais consequências do mau tempo, de que também vem resultando a queda de árvores e estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de eletricidade, água e telecomunicações. Com as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e Alentejo a serem as mais afetadas, o Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 de fevereiro para 68 concelhos.
PCP critica abate de árvores “sem adoção de medidas preventivas” em Albergaria-a-Velha
O impacto das sucessivas depressões que, nas últimas semanas, têm passado por Portugal levou a que a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha (CMAV) decidisse ao abate das das árvores na Rua Primeiro de Maio, junto ao Mercado Municipal. Para o PCP, “estas opções [...] justificadas com argumentos de “segurança de cidadãos” não foram devidamente fundamentadas, pelo que os comunistas acusam a autarquia de ter “decidido em contexto de gabinete e sem a prévia adoção de medidas preventivas devidamente esclarecidas à população” “Esta atuação célere [...] evidencia uma prática política que tem marcado os sucessivos executivos do CDS: decisões unilaterais, sem transparência e sem uma verdadeira preocupação com a preservação ambiental. O resultado tem sido uma progressiva descaracterização da cidade, com a redução de zonas verdes, de sombras naturais e com um claro desinvestimento na proteção do património ambiental”, afirmam. Na mesma senda, os responsáveis do PCP também considera que a “preocupação com a segurança parece não ter igual peso quando se analisam problemas persistentes como o estado das estradas do concelho ou a ausência de medidas preventivas eficazes no combate aos incêndios”. Tendo em conta este cenário, os comunistas questionam a autarquia se “foram realizadas todas as medidas preventivas e avaliações técnicas antes de se proceder ao abate das árvores”, se “as árvores que alegadamente serão plantadas irão compensar, em quantidade e qualidade, as funções ambientais perdidas naquela zona” e se “existiu algum estudo técnico rigoroso sobre o real estado do património arbóreo intervencionado”.
Mau tempo: Ativado Plano Distrital da Proteção Civil de Aveiro
Num comunicado divulgado na noite passada, o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro refere que o Plano foi ativado pelas 18h00, após reunião por meios telemáticos da Comissão Distrital de Proteção Civil de Aveiro. A ativação do plano, segundo a mesma nota, decorre na sequência da "evolução das presentes condições hidrometeorológicas na área geográfica do distrito de Aveiro, com particular ênfase nos municípios da região de Aveiro, existindo o risco de agravamento das situações de cheia/inundação". Esta medida teve em conta o elevado número de ocorrências relacionadas com a meteorologia adversa em vários concelhos do distrito de Aveiro e a situação hidrológica nas bacias dos rios Águeda e Vouga, para os quais a Agência Portuguesa do Ambiente emitiu alertas para os dias 10, 11 e 13. Já ontem a Câmara de Águeda alertou para a possibilidade de haver um aumento significativo dos caudais a partir das 06h00, agravado pelas descargas da Barragem de Ribeiradio. "Informamos que, apesar de a água estar atualmente a baixar — tendência que deverá manter-se até cerca das 6h00 — prevê-se que volte a subir posteriormente", refere uma nota publicada na página do município na rede social Facebook. Esta situação, segundo a autarquia, poderá provocar subidas rápidas do nível da água nas zonas ribeirinhas. Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Mau tempo: Câmara de Estarreja preparada para evacuar casas se for necessário
Em declarações à Lusa, a presidente da Câmara de Estarreja, Isabel Simões Pinto, disse que a situação “não é fácil”, mas assegurou que, neste momento, “não há razão para entrar em alarmismos”. “As forças de segurança, as forças de socorro e o nosso serviço municipal de proteção civil estão no terreno e estão a tratar de todas as ocorrências de forma tranquila e a dar resposta a tudo o que tem surgido”, afirmou a autarca. Isabel Simões Pinto explicou ainda que existe alguma dificuldade de circulação, mas não há lugares isolados neste concelho do distrito de Aveiro. “Temos algumas vias intransitáveis, mas com possibilidade de ter circulação por vias alternativas”, adiantou a autarca. A presidente da Câmara referiu que está a ser monitorizada a situação e os serviços estão preparados para evacuar algumas casas, se for necessário, nas zonas de maior risco de inundação. “São situações que temos vindo a monitorizar desde há uma semana e estamos preparados para poder responder. Estamos a falar de algumas habitações em Pardilhó, algumas habitações junto ao esteiro de Estarreja e na zona junto à Estrada Nacional 109, perto da rotunda do Falcão”, precisou.
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Mau tempo: Noite tranquila em Ovar onde mercado municipal está disponível para estacionamento
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PCP critica abate de árvores “sem adoção de medidas preventivas” em Albergaria-a-Velha
O impacto das sucessivas depressões que, nas últimas semanas, têm passado por Portugal levou a que a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha (CMAV) decidisse ao abate das das árvores na Rua Primeiro de Maio, junto ao Mercado Municipal. Para o PCP, “estas opções [...] justificadas com argumentos de “segurança de cidadãos” não foram devidamente fundamentadas, pelo que os comunistas acusam a autarquia de ter “decidido em contexto de gabinete e sem a prévia adoção de medidas preventivas devidamente esclarecidas à população” “Esta atuação célere [...] evidencia uma prática política que tem marcado os sucessivos executivos do CDS: decisões unilaterais, sem transparência e sem uma verdadeira preocupação com a preservação ambiental. O resultado tem sido uma progressiva descaracterização da cidade, com a redução de zonas verdes, de sombras naturais e com um claro desinvestimento na proteção do património ambiental”, afirmam. Na mesma senda, os responsáveis do PCP também considera que a “preocupação com a segurança parece não ter igual peso quando se analisam problemas persistentes como o estado das estradas do concelho ou a ausência de medidas preventivas eficazes no combate aos incêndios”. Tendo em conta este cenário, os comunistas questionam a autarquia se “foram realizadas todas as medidas preventivas e avaliações técnicas antes de se proceder ao abate das árvores”, se “as árvores que alegadamente serão plantadas irão compensar, em quantidade e qualidade, as funções ambientais perdidas naquela zona” e se “existiu algum estudo técnico rigoroso sobre o real estado do património arbóreo intervencionado”.
“Estaremos preparados para o clima passado?”, opinião de José Manuel Castanheira
Este Inverno tem sido caracterizado por tempo tempestuoso pouco comum e por valores de precipitação pouco frequente. Entre as tempestades já ocorridas neste Inverno destaca-se a tempestade Kristin, com uma intensidade (violência) raríssima, felizmente. Com este pano de fundo, o discurso mediático e político tem sido acompanhado quase constantemente por referências à chamada “crise climática”. Parece-me também que a comunidade científica, talvez devido à pressão mediática, não tem vindo a fazer o enquadramento mais rigoroso entre tempo meteorológico e clima, pois, quando chamada a comentar os eventos que têm ocorrido, não deixa de estabelecer associações, ainda que indirectas, às alterações climáticas. Com a experiência recentemente vivida e juntando-lhe cenários de alterações climáticas, parte-se para a discussão de como nos devemos preparar para o futuro, com algo de novo a que teremos de nos adaptar. No entanto, o problema é velho. Para que não haja interpretações erradas do que aqui escrevo, fique claro: as alterações climáticas são um facto observado e compreendido pela física do clima. As suas consequências poderão até ser mais gravosas do que alguns dos cenários descritos nos relatórios do IPCC. Neste clima que se encontra em alteração ocorrem fenómenos extremos, quer meteorológicos, como a tempestade Kristin, quer climáticos, como é o caso deste período prolongado de precipitação acima da média. No entanto, não se pode estabelecer uma relação directa de causa-efeito entre estes fenómenos meteorológicos, os eventos climáticos e as alterações climáticas. A explicação desta afirmação não é possível de ser aqui desenvolvida, num texto curto. Mas o leitor concederá que ela terá algum fundamento, uma vez que eventos semelhantes aos que agora vivenciamos ocorreram num passado não muito longínquo. A década de 1936 a 1945 foi rica em tragédia meteorológica e climática. A figura em baixo foi retirada da página web do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Nela pode constatar-se que os meses de Janeiro de 1936, 1937, 1939, 1940 e 1941 foram muito chuvosos, todos com precipitação igual ou superior à do mês de Janeiro de 2026. A 27 de Janeiro de 1937 ocorreu um dos temporais mais intensos de que havia memória em Portugal. Nos anos de 1940 e 1941 registaram-se grandes cheias no Tejo, a 3 de Fevereiro e a 15 de Fevereiro, respectivamente. Esta última esteve associada ao violento ciclone de 1941, que causou um elevado número de vítimas humanas e avultados danos materiais. Depois de um período chuvoso, a década terminou com uma seca severa em 1944/45. Os eventos meteorológicos e climáticos descritos acima ocorreram num período que incluiu a 2.ª Guerra Mundial, com toda a Europa em convulsão. Imagine o leitor que a informação circulasse, na altura, com a rapidez de um clique e amplificada pelas redes sociais. Seria, sem dúvida, o apocalipse. Legenda imagem: Anomalias da quantidade de precipitação, no mês de Janeiro, em Portugal continental, em relação aos valores médios do período 1991-2020. Discute-se agora como nos devemos preparar para o que irá acontecer de diferente no futuro. Eu perguntaria se já estamos preparados para o que ocorreu no passado. Não serão suficientes os eventos passados para nos prepararmos melhor para o futuro? Existe conhecimento e tecnologia para sabermos enfrentar melhor eventos como os que já ocorreram no passado.
Mau tempo: Ativado Plano Distrital da Proteção Civil de Aveiro
Num comunicado divulgado na noite passada, o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro refere que o Plano foi ativado pelas 18h00, após reunião por meios telemáticos da Comissão Distrital de Proteção Civil de Aveiro. A ativação do plano, segundo a mesma nota, decorre na sequência da "evolução das presentes condições hidrometeorológicas na área geográfica do distrito de Aveiro, com particular ênfase nos municípios da região de Aveiro, existindo o risco de agravamento das situações de cheia/inundação". Esta medida teve em conta o elevado número de ocorrências relacionadas com a meteorologia adversa em vários concelhos do distrito de Aveiro e a situação hidrológica nas bacias dos rios Águeda e Vouga, para os quais a Agência Portuguesa do Ambiente emitiu alertas para os dias 10, 11 e 13. Já ontem a Câmara de Águeda alertou para a possibilidade de haver um aumento significativo dos caudais a partir das 06h00, agravado pelas descargas da Barragem de Ribeiradio. "Informamos que, apesar de a água estar atualmente a baixar — tendência que deverá manter-se até cerca das 6h00 — prevê-se que volte a subir posteriormente", refere uma nota publicada na página do município na rede social Facebook. Esta situação, segundo a autarquia, poderá provocar subidas rápidas do nível da água nas zonas ribeirinhas. Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.