RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

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Mau tempo: Rio Cáster galga margens em Ovar e inunda carros e garagens

De acordo com a agência Lusa, o rio Cáster galgou hoje, dia 10, as margens, inundando carros estacionados no acesso ao Parque Urbano de Ovar e garagens dos prédios contíguos a essa zona verde do município, que está em situação de calamidade desde 1 de fevereiro.

Mau tempo: Rio Cáster galga margens em Ovar e inunda carros e garagens
Redação

Redação

10 fev 2026, 15:51

Segundo a corporação de bombeiros voluntários desse concelho do distrito de Aveiro, “a situação está controlada”, mas exige atenção nas próximas horas e na madrugada de quarta-feira, sobretudo quando se intensificar a chuva no município vizinho de Santa Maria da Feira, já que certos cursos de água desse território fluem para Ovar e é o excesso daí decorrente a fazer extravasar o rio e as ribeiras vareiros.

“Foi tudo muito rápido e verificou-se sobretudo na zona do Parque Urbano de Ovar”, revelou à Lusa o comandante interino João Paulo Marques, acrescentando que “o Cáster passou as margens e as águas entraram em meia dúzia de carros que estavam estacionados mesmo ao lado, porque os donos deixaram-nos lá como fazem todos os dias, para ir trabalhar”.

Dada a localização do parque mesmo no centro da cidade, foram afetados também uns 20 lugares de estacionamento em garagens coletivas de prédios contíguos aos relvados.

“A água aí chegou a ter meio metro de altura, mas fizemos uma manobra temporária que garante uma solução rápida ao problema e o excesso já está a escoar, com a situação a ficar normal”, acrescentou o comandante dos Bombeiros Voluntários de Ovar.

Também junto ao Cáster foram evacuadas “duas casas ribeirinhas”, em concreto uma instalada num moinho de água e outra que, embora com traça tradicional, também está próxima do rio.

Quanto à circulação rodoviária, João Paulo Marques informou que se tem procedido a alguns “cortes temporários de estradas, devido a lençóis de água”, o que é mais frequente nos troços da Estrada Nacional (EN) 109 que atravessam as freguesias de Válega e Arada, dada à depressão do terreno.

Em Portugal, desde o dia 28 de janeiro quinze pessoas morreram na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram ainda centenas de feridos e de desalojados.

Inundações, cheias e a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos públicos são as principais consequências materiais das tempestades, de que também vem resultando a quedade árvores e estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de eletricidade, água e telecomunicações.

Com as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e Alentejo a serem as mais afetadas, o Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 de fevereiro para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Mau tempo: Câmara de Águeda fecha Rua Vasco da Gama na baixa da cidade por precaução
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Mau tempo: Câmara de Águeda fecha Rua Vasco da Gama na baixa da cidade por precaução

“Cortámos o trânsito na Rua Vasco da Gama por precaução para as pessoas não irem para o parque de estacionamento do Largo 1.º de Maio. Face aos caudais que temos, estamos a dizer às pessoas para não estacionarem lá agora, mas está tudo seco e contamos que fique assim”, disse à Lusa o presidente da Câmara de Águeda, Jorge Almeida. Devido às fortes chuvas registadas durante a noite, a autarquia diz que prevê-se que rios e ribeiras continuem a subir nas próximas horas. “Tem estado a chover imenso. Desde a uma da madrugada que esteve a chover intensamente. Temos inundações em sítios onde habitualmente não temos, na zona de Valongo e de Travassô. A estrada Nacional 230 entre Águeda e Aveiro está encerrada. Aqui na cidade, temos a cheia na margem esquerda [do rio Águeda], como já aconteceu várias vezes este ano, e temos a margem direita com o nosso sistema de drenagem a funcionar em pleno e esperamos que ele resista até ao fim”, disse o Jorge Almeida. O presidente da Câmara referiu ainda que a situação mais critica é na freguesia de Valongo, onde existem várias pontes entupidas com o material lenhoso transportado pelo rio. Perante este cenário, a autarquia alertou a população para proteger os bens, adotar posturas de precaução e evitar deslocações desnecessárias, bem como a afastar-se de locais suscetíveis a inundações ou deslizamentos. “Estamos a dizer às pessoas para não se afastarem dos bens e que tenham o cuidado necessário para que não sejam surpreendidas com uma subida mais rápida das águas”, disse o autarca, adiantando que, até ao momento, não há situações de pessoas desalojadas. Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Mau tempo: Mealhada com Parque da Cidade encerrado e várias estradas fechadas
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De acordo com esta autarquia do distrito de Aveiro, o encerramento do Parque da Cidade ocorreu devido à queda continuada de árvores, o que “representa um risco para a segurança dos utilizadores”. “Este encerramento é também necessário para permitir que os serviços do Município realizem os trabalhos de limpeza, remoção de árvores e levantamento dos danos causados pelas tempestades”. Estão também fechadas à circulação rodoviária a Estrada Sernadelo – Antes, e as ruas do Futuro, na Pampilhosa; e do Porto Constança, em Travasso. O trânsito rodoviário está condicionado na Rua da Areia (Ventosa do Bairro), Rua do Pontão (Antes), Rua dos Olivais (Pampilhosa), Rua do Cemitério (Pampilhosa), Túnel Pires Faria (Pampilhosa), Estrada do Travassinho (Vacariça), Rua da Simca (Travasso), Rua da Póvoa (Pampilhosa), Rua dos Carvalhais (Vacariça) e Reta de Larçã (Pampilhosa). “As interdições mantêm-se até estarem reunidas as condições de segurança”, indicou ainda a Câmara da Mealhada. Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Mau tempo: Caudal da ribeira de Paramos obriga a cortar acesso a Regimento de Engenharia de Espinho
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A zona em causa, no distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, situa-se num dos extremos da lagoa de Paramos, que é contígua à Barrinha de Esmoriz, no concelho vizinho de Ovar, e ficou rapidamente inundada esta manhã, quando as águas galgaram as margens. “Devido às fortes chuvas e consequentes inundações na zona de Paramos, informamos que o trânsito se encontra totalmente cortado na Rua da Costa Verde e na Rua da Praia”, disse fonte da proteção civil, que tem técnicos no local a “monitorizar a situação”. As vias afetadas são a Rua da Costa Verde – que dá acesso ao quartel e, de sul para norte, também ao Oporto Golf Club – e a Rua da Praia – que segue do quartel para os terrenos usados pelo Aeroclube da Costa Verde e daí até à linha da praia e a sua pequena faixa habitacional. Em Portugal, desde o dia 28 de janeiro já várias pessoas morreram na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram ainda centenas de feridos e de desalojados. Inundações, cheias e a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos públicos são as principais consequências do chamado “comboio de tempestades”, de que também vem resultando a quedas de árvores e estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de eletricidade, água e telecomunicações. Com as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e Alentejo a serem as mais afetadas, o Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 de fevereiro para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Mau tempo: Troço ferroviário entre Estarreja e Cacia está suspenso
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Mau tempo: Troço ferroviário entre Estarreja e Cacia está suspenso

Pelas 13h00 de hoje, mantém-se suspensa a circulação na Linha do Norte entre Alfarelos e Formoselha; na Linha de Sintra na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão; na Linha do Douro entre a Régua e o Pocinho; na Linha do Oeste entre Mafra e Amieira; na Linha de Cascais na via ascendente entre Algés e Caxias; na Linha do Sul entre Monte Novo e Alcácer do Sal; e na Concordância de Xabregas entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas. A novidade é a suspensão do troço entre Cacia e Estarreja, na Linha do Norte, que assegura a ligação entre Lisboa e Porto. Estes condicionamentos na circulação ferroviária resultam das condições meteorológicas adversas das últimas semanas, em particular desde 28 de janeiro com a depressão Kristin, “com impacto na infraestrutura devido a inundações, à queda de árvores e detritos”, realçou a IP. Estas ocorrências afetam a normal exploração ferroviária “em vários troços”, exigindo intervenções técnicas das equipas no terreno para a reposição das condições de segurança e da regularidade do serviço. “As equipas da IP encontram-se no terreno a desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança”, reforçou a empresa pública que gere as infraestruturas rodoviárias e ferroviárias, agradecendo a compreensão pelos incómodos causados. Num ponto de situação pelas 06:00 de hoje, a CP – Comboios de Portugal informou que a circulação ferroviária continua com constrangimentos em alguns serviços/linhas, devido ao mau tempo. “Na Linha do Norte, estão a ser realizados os serviços Intercidades de forma parcial - comboios 521, 721, 731, 723, 520, 720, 620 e 528 - com recurso a material circulante diferente do habitual e com transbordo rodoviário entre as estações de Pombal e Coimbra B”, indicou a CP. Também na Linha do Norte estão a ser realizados os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure e entre Tomar e Lisboa, adiantou a empresa. A CP assinalou também perturbações na Linha de Cascais, em que os comboios circulam com alterações nos horários, pelo que se recomenda a consulta de informação no ‘site’ www.cp.pt; na Linha da Beira Alta, em que o serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda se realiza com recurso a material circulante diferente do habitual; na Linha do Douro entre Régua e Pocinho; na Linha do Oeste; e nos Urbanos de Coimbra. Quanto ao Comboio Internacional Celta, “não se prevê a realização dos comboios da parte da manhã”, informou a CP. Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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UA: Coordenações dos 23 Núcleos Alumni tomam posse
Universidade

UA: Coordenações dos 23 Núcleos Alumni tomam posse

Segundo uma nota enviada às redações, considerando a existência de listas únicas para cada um dos 23 núcleos coube à direção presidida por Pedro Oliveira fazer a proposta para as novas coordenações. No discurso de abertura, o presidente da AAAUA começou por recordar a importância das estruturas e das iniciativas que promovem ao contribuírem para a “dinamização da comunidade alumni e para que os antigos alunos regressem à universidade”. Aos empossados desafiou-os ainda a encontrarem “soluções, a não soçobrar na força e determinação para o que é justo, a manter a serenidade, a distinguir o que é adequado do que é impróprio, a separar o que é bom do que alimenta o mal, nas fontes e nas consequências da ação”. Também presente na cerimónia, Pedro Almeida, vereador na Câmara de Aveiro, começou por recordar o seu percurso enquanto antigo aluno da Universidade de Aveiro e dirigente da AAAUA. No seguimento, felicitou a iniciativa da direção e demonstrou “disponibilidade do executivo municipal para cooperar com a AAAUA nos domínios em que esta desenvolve a sua atuação”. Artur Silva, vice-reitor da UA, marcou também presença tendo parabenizado a estrutura por se fortalecer com “praticamente uma centena de elementos disponíveis” e por manifestar interesse em “mapear os alumni e as suas redes”. Desejou ainda que estes mantenham a ligação à “alma mater que é a Universidade de Aveiro”. De acordo com a nota, os coordenadores dos Núcleos Alumni, para o mandato 2026-28, são: Núcleo Alumni de Futebol - Secção Autónoma: Coordenador: Nelson Correia Martins Núcleo Alumni de Business Lab: Coordenador: César Augusto Bártolo Ribeiro da Rocha Lopes Núcleo Alumni de Rugby: Coordenador: Ivan Alexandre Oliveira Portela Núcleo Alumni da ESAN: Coordenador: Frederico Ribeiro Martins Núcleo Alumni da Escola Superior de Saúde: Coordenador: Jenifer Adriana Domingues Guedes Núcleo Alumni do ISCA-UA: Coordenador: Fábio André Gaspar dos Santos Núcleo Alumni de Ambiente e Ordenamento: Coordenador: Liliana Maria Ferreira Santos Núcleo Alumni de Biologia: Coordenador - Pedro Vasco Soares Dias de Sá Núcleo Alumni de Ciências Sociais, Políticas e do Território: Coordenador: Elisa Maria da Silva Santos Ferreira Núcleo Alumni de Comunicação e Arte: Coordenador: João Nunes Núcleo Alumni de Economia, Gestão, Engenharia Industrial e Turismo: Coordenador: Jorge Daniel Menino de Barros Castro Núcleo Alumni de Educação e Psicologia: Coordenador: Maria Teresa Cabral Figueiredo Rebocho Christo Vaz Franco Núcleo Alumni de Engenharia de Materiais e Cerâmica: Coordenadora: Marta Ascenção Carmona Ferro Núcleo Alumni de Engenharia Civil: Coordenadora: Ana Rita Vieira de Castro Núcleo Alumni de Física: Coordenador: Pedro Manuel Mendes Correia Núcleo Alumni de Geociências: Coordenador - António José Ferreira da Silva Núcleo Alumni de Línguas e Culturas: Coordenador: Isabel Cristina Rodrigues Núcleo Alumni de Matemática: Coordenador: Ricardo Pereira Núcleo Alumni de Química: Coordenador: Maria Conceição Silva Oliveira “Os Núcleos Alumni do DETI, DEM, DCM e ESTGA serão oportunamente apresentados, em articulação com as respetivas direções de UO”, remata o comunicado.

Mau tempo: Câmara de Águeda fecha Rua Vasco da Gama na baixa da cidade por precaução
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“Cortámos o trânsito na Rua Vasco da Gama por precaução para as pessoas não irem para o parque de estacionamento do Largo 1.º de Maio. Face aos caudais que temos, estamos a dizer às pessoas para não estacionarem lá agora, mas está tudo seco e contamos que fique assim”, disse à Lusa o presidente da Câmara de Águeda, Jorge Almeida. Devido às fortes chuvas registadas durante a noite, a autarquia diz que prevê-se que rios e ribeiras continuem a subir nas próximas horas. “Tem estado a chover imenso. Desde a uma da madrugada que esteve a chover intensamente. Temos inundações em sítios onde habitualmente não temos, na zona de Valongo e de Travassô. A estrada Nacional 230 entre Águeda e Aveiro está encerrada. Aqui na cidade, temos a cheia na margem esquerda [do rio Águeda], como já aconteceu várias vezes este ano, e temos a margem direita com o nosso sistema de drenagem a funcionar em pleno e esperamos que ele resista até ao fim”, disse o Jorge Almeida. O presidente da Câmara referiu ainda que a situação mais critica é na freguesia de Valongo, onde existem várias pontes entupidas com o material lenhoso transportado pelo rio. Perante este cenário, a autarquia alertou a população para proteger os bens, adotar posturas de precaução e evitar deslocações desnecessárias, bem como a afastar-se de locais suscetíveis a inundações ou deslizamentos. “Estamos a dizer às pessoas para não se afastarem dos bens e que tenham o cuidado necessário para que não sejam surpreendidas com uma subida mais rápida das águas”, disse o autarca, adiantando que, até ao momento, não há situações de pessoas desalojadas. Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Eduardo Anselmo: “O concelho de Aveiro tem uma votação acima da média para António José Seguro”
Universidade

Eduardo Anselmo: “O concelho de Aveiro tem uma votação acima da média para António José Seguro”

António José Seguro venceu as eleições presidenciais no passado domingo, 8 de dezembro, depois de ter defrontado André Ventura na segunda volta. Tal como avançado pela Ria, também no distrito e no concelho de Aveiro, Seguro foi o mais votado com “67.50%” dos votos e “71.01%” dos votos, respetivamente. De um ponto de vista geral, Eduardo Anselmo de Castro mostrou-se pouco surpreendido com o desfecho dos resultados. À Ria, lembrou que as presidenciais já não dependem das estruturas locais dos partidos. “Havia dois partidos típicos disso, o PCP e o PSD, que tinham uma implantação no terreno muito forte. Era feita através de militantes e de uma tradição local. (…) Isto agora já não é assim”, afirmou. Na perspetiva do docente, essa “tradição” foi substituída por uma “mensagem publicitária” que chega agora através das redes sociais. “É uma mensagem que passa pelas redes e que torna a votação praticamente igual em todo o país”, exprimiu, dando como exemplo o partido Chega. “É assim no Chega e no André Ventura… É uma mensagem que passa com uma certa homogeneidade, ao contrário, por exemplo, da Iniciativa Liberal, que atinge determinados grupos, mas não atinge outros e, portanto, tem uma votação muito menos homogénea territorialmente”, atentou. Apesar de o Chega ter essa homogeneidade, Eduardo Anselmo alertou que a receptividade ainda “não é a mesma em todos os grupos sociais”. “As pessoas com maior formação académica votam menos no Chega. (…) A freguesia no país onde eu vi que André Ventura teve a votação mais baixa foi em Santo António dos Olivais, em Coimbra. Os concelhos onde tem claramente a votação mais baixa são Lisboa, Porto e Coimbra”, notou. No caso de Aveiro, o professor considerou que, apesar de se tratar de um território “tendencialmente de direita”, o concelho seguiu igualmente essa tendência nacional. “Tem uma formação muito acima da média. Significa que o concelho de Aveiro tem uma votação acima da média para António José Seguro”, expôs. Ao analisar os resultados por freguesia, Eduardo Anselmo de Castro destacou a União das Freguesias de Glória e Vera Cruz. “A votação nesta freguesia é muito superior ao resto do distrito de Aveiro. Quando vamos para o sul do distrito de Aveiro, que é a zona mais rural, vai-se aproximando dos sítios onde André Ventura até já ganhou na primeira volta e onde o Seguro tem uma votação mais baixa que é, por exemplo, em Requeixo, Nossa Senhora de Fátima e Nariz”, analisou. “Aí a votação de André Ventura é o dobro daquela que é em Glória e Vera Cruz”, continuou. O docente sublinhou ainda que esta tendência se repetiu a nível distrital. “Para o que seria de esperar no Sul, onde o PS é fraquíssimo como por exemplo em Vagos, Oliveira do Bairro, etc, (…) ganha porque há uma transferência maciça do PSD para António José Seguro”, relembrou. “O PSD do distrito de Aveiro tem uma transferência muito grande, se calhar maior do que a média para Seguro”, acrescentou. Eduardo Anselmo referiu também que uma das razões para o voto em Seguro passou pela “rejeição” do Chega. “Essa rejeição é muito forte, por razões variadas, por parte do eleitorado do PSD. (…) Nestes sítios como o sul do concelho de Aveiro acontece duas coisas contraditórias… Por um lado, é o sítio onde tem mais apoio, mas por outro lado é o sítio onde o PSD tem muita força e manifesta a rejeição no Ventura”, admitiu. Relativamente à segunda volta, o professor alertou ainda para o facto de os votos brancos e nulos serem agora “bastante elevados”. “É mais uma vez, o voto de quem rejeita André Ventura, mas não quer votar, nem aceitar, António José Seguro”, relacionou.