MP arquiva processo contra presidente da Junta de Aradas, em Aveiro, por prevaricação
O Ministério Público (MP) de Aveiro arquivou o inquérito em que a presidente da Junta de Aradas, Catarina Barreto (PSD/CDS/PPM), era investigada por suspeita de crimes de prevaricação.
Redação
Últimas
No despacho, datado do passado dia 09, ao qual a agência Lusa teve acesso, o MP considera que não existem "indícios suficientes quanto ao indicado elemento constitutivo do tipo de ilícito do crime de prevaricação objeto da presente investigação", determinando o arquivamento do inquérito.
Além de Catarina Barreto, o processo tinha mais cinco arguidos, incluindo três membros do atual executivo (dois vogais e o tesoureiro), a secretária da Junta à data dos factos e um funcionário.
Em causa estava a adjudicação da obra para a remodelação da Casa das Associações a uma empresa de um amigo de Catarina Barreto e o uso de dinheiro da Junta para alegadamente pagar a um fotógrafo profissional para cobrir a cerimónia de apresentação da sua recandidatura à presidência da Junta, nas eleições autárquicas de 2021.
Quanto à prestação do serviço de fotografia, o Procurador considerou existirem “duas versões dos factos de tal sorte opostas”, tendo em conta as declarações prestadas pelos diversos intervenientes, não vislumbrando como atribuir primazia ou credibilidade a uma em detrimento da outra.
O despacho refere ainda que a adjudicação dos trabalhos de remodelação da Casa das Associações “ocorreu em cumprimento das regras respeitantes à contratação pública”.
Relativamente à relação de proximidade entre a presidente da Junta e o sócio gerente da sociedade, o MP entendeu que “não parece ser suficiente para ser abrangida pelo conjunto de preceitos respeitantes aos impedimentos dos titulares de cargos políticos”, parafraseando as conclusões do Tribunal de Contas.
O inquérito que foi instaurado na sequência de uma denuncia anónima, levou à realização de buscas à sede da Junta, tendo sido recolhida diversa documentação, incluindo uma fatura no valor de 250 euros emitida por um fotógrafo profissional em 20 de setembro de 2021, relacionada com a prestação de “serviço de fotografia - apresentação candidatura”.
Para além do registo fotográfico da sessão de apresentação da candidatura, o trabalho incluiu a montagem de um cenário e uma sessão de fotografia com cada um dos membros da lista da Aliança com Aveiro (PSD/CDS/PPM), para serem utilizadas em material de campanha.
Durante o interrogatório na PJ, Catarina Barreto negou que o fotógrafo em causa tivesse sido contratado para realizar o referido evento, alegando que a fatura de 250 euros emitida pelo mesmo correspondia à elaboração de cinco quadros que encomendou para uma homenagem, uma versão que foi negada pelo fotógrafo também nas declarações à Judiciária.
Últimas
Recomendações
Câmara de Águeda lança projeto com restaurantes para reduzir as sobras
A Câmara Municipal de Águeda lançou hoje, dia 4, um projeto, com 22 restaurantes, para reduzir o desperdício alimentar, informou a autarquia.
PSD de Espinho vê cancelada eleição do líder e atribui-o a desagrado de Montenegro
As eleições para a presidência do PSD de Espinho serão repetidas, revelou sexta-feira, dia 1, o líder social-democrata local, atribuindo ao desagrado de Montenegro a impugnação do escrutínio concelhio devido a discrepâncias em votações para a distrital.
Assembleia Municipal de Anadia rejeita pedido de empresa para extração de inertes
A Assembleia Municipal de Anadia aprovou, por unanimidade, uma moção de rejeição ao pedido de uma empresa de um concelho vizinho para a prospeção e a extração de inertes na zona designada por Barro do Moleiro.
Parlamento recomenda ao Governo criação de nó na A1 entre Anadia e Oliveira do Bairro
O parlamento aprovou na passada quinta-feira, dia 4, três projetos de resolução, do PSD/CDS-PP, Chega e Bloco de Esquerda, que recomendam ao Governo que garanta a criação de um nó na Autoestrada 1 (A1) entre Anadia e Oliveira do Bairro, de acordo com a agência Lusa.