RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

Região

Presidente da Turismo Centro de Portugal lança desafio para a criação de hotel escola

O novo presidente da Turismo Centro de Portugal, Rui Ventura, lançou hoje o desafio para a criação de um hotel escola, que permita perpetuar a autenticidade das tradições das várias regiões do Centro do país.

Presidente da Turismo Centro de Portugal lança desafio para a criação de hotel escola
Redação

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15 abr 2025, 16:23

“Para que as tradições se mantenham e a autenticidade perdure, temos de as perpetuar, fazendo desde já o desafio para a criação de um hotel escola, dando uma resposta especializada para as diversas áreas do turismo não perderem os sabores que referi e dotando, assim, o território de recursos humanos qualificados”, destacou.

O antigo presidente da Câmara Municipal de Pinhel, Rui Ventura, foi empossado, ao final da manhã de hoje, presidente da comissão executiva da Entidade Regional Turismo Centro de Portugal, numa cerimónia que decorreu no Parque de Exposições de Aveiro.

Depois de elencar uma série de sabores do Centro do país, Rui Ventura deixou a promessa de “tudo fazer” para manter a identidade do território. Para tal, indicou a pretensão de serem criadas plataformas intermédias, para discutir e interagir com as várias comunidades intermunicipais, de forma regular, para “não perderem a sua identidade”. “Temos de nos complementar criando âncoras que sejam sedutoras o suficiente para fazer despertar a curiosidade e, como consequência, uma permanência mais prolongada do turista”, acrescentou.

De acordo com Rui Ventura, a Turismo Centro de Portugal irá continuar a trabalhar “sem descanso” no turismo de sustentabilidade ambiental, acompanhando os novos tempos e “a necessária prosperidade com a inevitável e fraturante agenda de descarbonização”. “Não podemos, por hábitos arreigados ou comodismo egoísta confiscar o futuro dos nossos filhos e netos”, sustentou.

Aos presentes disse também que é necessário alterar velhos paradigmas, nomeadamente na mobilidade dentro do território e para o território. “O Centro de Portugal tem condições únicas para ser alavanca de desenvolvimento para todo o Portugal”, justificou.

Segundo Rui Ventura, é ainda importante refletir sobre a estratégia de posicionamento da marca turística associada à Região Centro. “A comunicação do destino é uma delas e devemos centrar a nossa atenção numa das ferramentas em que tem assentado essa comunicação: o mapa turístico para o mercado nacional e internacional. Considero a renovação deste mapa fundamental para uma mais adequada promoção da Região Centro”, defendeu.

Para além da aposta nos compromissos da digitalização e da sustentabilidade, Rui Ventura afirmou que a Turismo do Centro de Portugal deve continuar a apostar em novos modelos de comercialização, distribuição, monitorização e auditoria do destino turístico. Deve também “aprofundar ainda mais” a relação com as regiões vizinhas espanholas de Castela e Leão, Extremadura e a Comunidade de Madrid.

Ao secretário de Estado do Turismo, presente na cerimónia, apontou a necessidade de se trabalhar na Lei nº33/2023, que estabelece o regime jurídico das áreas regionais de turismo de Portugal continental, a sua delimitação e características, bem como o regime jurídico da organização e funcionamento das entidades regionais de turismo. “É uma lei que se encontra ultrapassada, até porque as regiões têm provado que podemos percorrer um caminho de maior autonomia administrativa e financeira, sem colocar em risco o alinhamento com a tutela e com o Turismo de Portugal”, alegou.

Sobre a Lei 33/2023, o secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, admitiu que “não ficou perfeita” porque as universidades e os politécnicos nem sequer se podiam associar às assembleias gerais, mas também porque, na dotação orçamental, a fórmula encontrada dava uma soma que não é suficiente. “A própria revisão da Lei nº 33 pode ficar aquém da expectativa criada e quem tiver a responsabilidade de liderar a próxima Secretaria de Estado do Turismo pode ir ainda mais longe”, referiu.

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O Núcleo Territorial de Aveiro da Iniciativa Liberal (IL) reagiu esta manhã, dia 18, à suspensão do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso e às recentes declarações de Munir Asharaf Aly, presidente do Cais do Paraíso S.A., à Ria. Em nota de imprensa, os liberais afirmam que a decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Aveiro vem confirmar que o Plano “não servia o interesse público” e apontam de que as considerações do investidor confirmam que o documento “nasceu condicionado e orientado, e não como resultado de um processo de planeamento independente e equilibrado”.