RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

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AAUAv/UA: Basquetebol masculino sagra-se campeão nacional universitário

A equipa de basquetebol masculino é a primeira equipa da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv/UA) a trazer para casa o ouro e o título de campeão nacional universitário nesta edição das Fases Finais dos CNU. Depois de vencer ontem, na meia-final, por quatro pontos a Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico (AEIST) de Lisboa, a equipa de estudantes-atletas aveirenses conseguiu pontuar mais do que a equipa da casa – a Associação Académica de Coimbra (AAC).

AAUAv/UA: Basquetebol masculino sagra-se campeão nacional universitário
Ana Patrícia Novo

Ana Patrícia Novo

Jornalista
11 abr 2025, 18:13

A equipa aveirense voltou a vencer a AAC, num jogo que começou com uma AAC mais forte e terminou com uma diferença de 10 pontos (74-64) a favor da AAUAv/UA. Em declarações à Ria, Francisco Albergaria, estudante-atleta de Engenharia Informática e capitão da equipadá conta de uma equipa “muito feliz” e com a sensação de “dever cumprido”.

“Começamos por perder por 14 pontos (…), mas rapidamente conseguimos encontrar o nosso ritmo e voltar a estar dentro do jogo; depois na segunda parte conseguimos uma ligeira vantagem (…) e foi só conservar essa vantagem e acabamos por ganhar”, analisa Francisco. Com a vitória, a equipa aveirense vê o seu lugar garantido no Campeonato Europeu Universitário que decorrerá este ano de 6 a 13 de julho, em Bolonha, Itália. De notar que a última edição da competição, em 2023, decorreu na Universidade de Aveiro.

O estudante-atleta deu nota que os objetivos para a competição europeia serão pensados depois dos atletas descansarem e terem processado a vitória do dia de hoje. “Tem sido muito difícil gerir isso [o cansaço], porque nós estamos a ir e vir todos os dias e depois nós jogamos todos em clubes [federados] (…), portanto nós vimos de jogar e ainda vamos treinar aos nossos clubes no final do dia”, repara Francisco. O capitão da equipa aproveitou ainda a ocasião para agradecer “o apoio de todos”, em especial à Associação e à Universidade “porque nos permitem as condições necessárias para podermos estar aqui”, repara.

Miguel Tavares, antigo estudante-atleta da UA e atual treinador da equipa admite que o jogo começou mal para a equipa aveirense. “Passamos alguns momentos complicados, mas este campeonato foi todo uma prova de superação constante, parecia que começávamos sempre atrás nos jogos, mas depois acabávamos por dar a volta e acabar a vencer e este jogo foi o resumo perfeito daquilo que foi a competição em si”, aponta o técnico da equipa aveirense.

Para o futuro, o treinador aponta que a manter-se o grupo não tem dúvidas de que “vão com certeza marcar presença nas Fases Finais” e espera que o sucesso tenha vindo para ficar. “O ano passado a equipa ficou em segundo, este ano ficamos em primeiro, então acho que é uma prova de continuidade e sucesso duradouro”, entende. Para Miguel Tavares, a vitória e o ouro têm um gosto especial por ser o seu último do técnico desportivo no desporto universitário. “A nível pessoal foi o meu último ano no desporto universitário (…). Está feito o percurso e não podia pedir melhor maneira de acabar”, aponta o treinador.

As equipas da AAUAv voltam a disputar jogos na próxima semana. O basquetebol e futsal feminino disputam a fase de grupos já a partir da próxima segunda-feira, dia 14, e são as duas únicas equipas aveirenses ainda na luta pela conquista de títulos nas Fases Finais da competição da FADU.

Recomendações

Estudantes de Medicina da UA passam a integrar a ANEM como membros observadores
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Estudantes de Medicina da UA passam a integrar a ANEM como membros observadores

Segundo a notícia publicada no site da UA, com esta adesão, os estudantes da MIM-UA passam a estar representados a “nível nacional e internacional, podendo, no futuro, após a passagem pelo estatuto de Membros Observadores, participar de forma mais direta nas discussões sobre políticas de ensino médico e nos processos de tomada de decisão que influenciam a experiência dos mesmos no ensino médico em Portugal”. Entre as vantagens estão a “integração numa rede nacional de estudantes de Medicina, bem como a possibilidade de participação em programas de intercâmbio e projetos de educação médica e saúde pública, que complementam a formação académica e promovem o desenvolvimento pessoal e profissional dos estudantes”. A entrada na ANEM permite ainda uma “maior visibilidade” do MIM-UA no contexto do ensino médico nacional. A UA destaca ainda que no último Congresso Nacional de Estudantes de Medicina, iniciativa promovida pela ANEM, os estudantes do 1º e 2º anos do MIM-UA já participaram.  A ANEM é o órgão representativo dos estudantes de Medicina em Portugal. A associação congrega diferentes núcleos de estudantes dos cursos de Medicina do país e assume-se como um “papel ativo na defesa dos interesses dos alunos, na promoção da qualidade do ensino médico e no desenvolvimento de projetos de âmbito académico, científico e social”.

UA acelera transformação na formação ao longo da vida com apoio da Universidade ECIU
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UA acelera transformação na formação ao longo da vida com apoio da Universidade ECIU

Foi num sofá branco, no centro dos Serviços de Gestão Académica da Universidade de Aveiro, no Edifício Central da Reitoria, que Paulo Jorge Ferreira e Niall Power refletiram sobre a aposta da instituição na formação ao longo da vida. Durante cerca de meia hora, ao final do dia, a conversa decorreu com o som das portas que iam marcando a saída dos funcionários após mais um dia de trabalho. Numa parte inicial da conversa, a Ria começou por desafiar Paulo Jorge Ferreira a comentar os últimos dados divulgados, no ano passado, a nível nacional, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), onde, conforme noticiado pelo jornal Eco, revelavam que, em 2022, “menos de metade dos adultos em Portugal participaram em, pelo menos, uma atividade de educação (formal ou não)”. O país encontrava-se ainda abaixo da média comunitária. Questionado sobre o que está a falhar, o reitor foi direto: “Tem falhado nas soluções de requalificação e nas soluções de formação superior profissional”. Segundo explicou, é precisamente nas formações de curta duração, que não se enquadram nem nas licenciaturas nem nos mestrados tradicionais, que se encontram as maiores lacunas. “No número de jovens adultos com diplomas de licenciatura ou de mestrado, Portugal até está um ponto acima da média da OCDE. No restante, infelizmente, estamos vários pontos abaixo”, afirmou. Paulo Jorge Ferreira recordou ainda que muitos trabalhadores e empregadores continuam sem plena consciência da importância da formação ao longo da vida. “Isto foi demonstrado em inquéritos que nós próprios fizemos. Quer os trabalhadores, quer as empresas que os empregam, não têm absoluta consciência daquilo que seria para eles vantajoso e oportuno proceder a essas formações”, sublinhou. Sobre o papel da Universidade de Aveiro neste processo, o reitor destacou o caminho desenvolvido desde 2019, ano em que a instituição integrou a Universidade Europeia ECIU. “O compromisso principal era providenciar soluções de requalificação para um mundo em mudança.Isso obriga a desenhar métodos específicos para essa requalificação e a alterar todo o paradigma de ensino para que faça sentido”, explicou. “Requalificar um conjunto de 20 pessoas com histórias e passados formativos (…) e idades totalmente diferentes, expectativas quanto às carreiras totalmente diferentes, é muito mais difícil do que pegar num grupo de pessoas com 18, 20 ou 22 anos e levá-los do ponto inicial até ao ponto final”, continuou Paulo Jorge Ferreira. Questionado sobre a forte aposta da UA nestas formações curtas, como microcredenciais, e como a instituição poderia aumentar o número de matriculados, o reitor recordou o papel dos “governantes”. “Dizem-nos os nossos governantes que temos pleno emprego, nesta altura. Pleno emprego, o que é? É estarmos empregados? Ou é termos um emprego no qual damos o melhor que seríamos capazes de dar? E aqui é que começa a diferença entre a necessidade da requalificação e a ligação da requalificação com o progresso económico e o progresso do país e a situação em que estamos”, vincou. “Pleno emprego para mim é quando cada um está a dar o máximo que é capaz de dar, quando cada um foi até ao limite das suas competências, e está a transformá-las em valor no mercado”, prosseguiu Paulo Jorge Ferreira. Quanto ao futuro das microcredenciais, o reitor acredita que as diferenças atualmente visíveis na oferta destas formações entre as diferentes unidades orgânicas, na UA, se irão acabar por “desvanecer”. “Se esperarmos alguns anos, vamos ver que estas diferenças de arranque que se toleram neste momento, em que estamos numa fase muito embrionária das propostas, se vão desvanecer e eu acho que vai aparecer propostas de requalificação por todas as áreas”, esperançou. Numa segunda etapa da conversa, Niall Power aproveitou ainda o momento para apresentar a Universidade ECIU. “É uma associação de universidades a nível europeu, desde 1998, para que as universidades participantes possam cooperar, colaborar, procurar soluções para as suas próprias universidades, regiões e fazer isto em cooperação com outros parceiros”, descreveu. A UA juntou-se a este consórcio, tal como descrito acima, no ano de 2019. Questionado sobre o impacto atual da ECIU na instituição, Niall deu nota que, atualmente, a associação envolve, no caso da UA, mais de “3500 estudantes individuais” e mais de “6 mil participações”. Ainda assim, mais do que aumentar o número de participações, a UA pretende cumprir com um outro objetivo: “Propor um modelo de ensino superior com uma dimensão europeia que seja muito atraente e alcançável pelos cursos que existem também em Portugal e nos diferentes países participantes. Queremos antecipar um modelo de ensino superior que seja alcançável para todos”, admitiu. Segundo o diretor, desde 2022, a Universidade ECIU oferece mais de “440 cursos”, através da sua plataforma. “Eu não vou dizer que é igual à Netflix, mas a ideia está um pouco inspirada. (…) Os estudantes da UA podem entrar e escolher cursos entre os desafios societais ou microcursos que levem depois à microcredencial”, explicou. “Quando um estudante realiza um desses cursos, é automaticamente emitido um passaporte eletrónico de competências, associado ao Europass, ao sistema europeu de reconhecimento de qualificações. (…) A ECIU é a única rede europeia de universidades capaz de oferecer essa oportunidade, de obter um microcredencial emitido pelo Europass”, continuou Niall. Apesar de, até ao momento, os cursos da Universidade ECIU só estarem disponíveis para os estudantes da UA, Niall Power anunciou à Ria que em “muito breve prazo, nas próximas semanas, vão-se tomar decisões importantes que vão proporcionar a possibilidade dos antigos alunos ou recém-graduados” poderem também participar. “Estamos também em conversas e a trabalhar em conjunto com algumas empresas, inclusive, em Portugal, para que os seus próprios quadros possam também participar nos cursos de ECIU”. Prestes a entrarmos na reta final da conversa, Paulo Jorge Ferreira recordou ainda que, nos dias de hoje, a Universidade ECIU envolve “cerca de 350 mil estudantes” por toda a Europa. Para o reitor, o potencial de crescimento deste consórcio e no conjunto de formações curtas “é muito grande”. “Uma coisa que, no futuro, acho que pode acontecer é o estudante solicitar formações em áreas concretas e, no fundo, consolidar, empilhar todas essas formações e constituir algo que lhe é reconhecido como uma habilitação oficial de nível superior. (…) Era a passagem de currículos pré-fabricados pelas instituições para currículos que eram construídos pelo próprio estudante. E isto seria o máximo da flexibilidade e o máximo da motivação porque permitia a cada um escrever a sua própria caderneta formativa e, em certa medida, escolher o seu próprio futuro”, rematou.

Universidade de Aveiro pesquisa materiais para novas próteses de animais
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Universidade de Aveiro pesquisa materiais para novas próteses de animais

A equipa da UA, liderada por Manuel Graça, é responsável pela primeira fase do projeto PetBionic, com uma investigação centrada na pesquisa de materiais e da sua interação com o osso. “O estudo envolve novos revestimentos osteoindutores e antibacterianos para otimizar a integração do implante no organismo animal, através de nanotecnologia e física aplicada”, explica uma nota de imprensa da Universidade.  O projeto PetBionic pretende desenvolver “próteses biónicas inovadoras para animais de companhia com lesões graves”, sendo cofinanciado pelo programa COMPETE 2030. As próteses biónicas integram sensores para monitorização em tempo real de parâmetros como a densidade óssea com análise de dados por inteligência artificial. “A tecnologia desenvolvida poderá ser transposta para a medicina humana”, admite a equipa de investigação, integrada num consórcio liderado pelo Hospital Veterinário de S. Bento, que inclui a Composites Kingdom que assegura o fabrico e a resistência dos implantes. O investimento previsto no projeto ultrapassa 1,6 milhões de euros, contando com um apoio de fundos europeus num valor superior a um milhão de euros, e deverá estar concluído no final de 2027.

Universidade de Aveiro acolhe ENEEB em março e reabre inscrições a 26 de janeiro
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Universidade de Aveiro acolhe ENEEB em março e reabre inscrições a 26 de janeiro

De acordo com uma nota de imprensa enviada às redações, a organização do 21º do ENEEB espera, em março, no evento a participação de cerca de “400 estudantes de Engenharia Biomédica, vindos de universidades de todo o país, além de jovens profissionais, investigadores e empresas do setor que também marcam presença”. Segundo os responsáveis, esta edição terá ainda um “sabor especial” já que se integra também nas comemorações dos 50 anos do Departamento de Física da UA.  O comunicado avança ainda que durante quatro dias, a cidade de Aveiro e a UA estarão transformadas no “epicentro da ciência e inovação biomédica, num ambiente de formação, networking e convívio sem igual”. Entre os destaques da programação já divulgados estão: “Palestras e Round Tables” através de “sessões com oradores conceituados” como professores e especialistas da indústria que procurarão “discutir as últimas tendências e inovações na Engenharia Biomédica, com espaço para debate e perguntas”; “Workshops práticos” com atividades que procurarão aplicar conhecimentos, desenvolver novas competências e explorar temas como a tecnologia médica, robótica e bioinformática; “Visitas técnicas” para conhecer por dentro empresas e laboratórios da região ligados ao setor biomédico; “Desafio Biomédico” que consistirá num desafio pratico em equipa que procurará colocar à prova a criatividade e capacidade de resolução de problemas; “Feira de Empresas” que contará com um momento dedicado a interagir com empresas e profissionais da área e “Atividades Socioculturais” através de momentos culturais e de convívio, entre os exemplos, “sunset, gala ou o jantar de curso”. Para participar é necessária inscrição. Depois do “sucesso” da fase normal, que decorreu até ao passado dia 29 de dezembro, a organização vai reabrir as inscrições para a 21ª do ENEEB no dia 26 de janeiro até às 21h00. Segundo os responsáveis existem “vários packs de participação à escolha” - disponíveis- com opções económicas “apenas com atividades pedagógicas, até packs completos com alojamento e refeições incluídas, para que não tenhas de te preocupar com nada”. A informação completa pode ser consultada aqui

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Estudantes de Medicina da UA passam a integrar a ANEM como membros observadores
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Centro de Artes de Vale de Cambra com Wim Mertens, Chico César e João Pedro Pais até março
Região

Centro de Artes de Vale de Cambra com Wim Mertens, Chico César e João Pedro Pais até março

A abertura oficial da temporada acontece no domingo, pelas 15:30, com a apresentação do musical “Johnny Johnson”, de Kurt Weill, numa produção do Teatro Nacional São Carlos, com direção do maestro João Paulo Santos. O cartaz dos próximos meses destaca nomes internacionais como Wim Mertens (01 de fevereiro) e Chico César (22 de março), a par de artistas nacionais como João Pedro Pais (14 de fevereiro) e o guitarrista Pedro Branco (28 de fevereiro), este último com o projeto “Branco Toca Marco Paulo”, com Benjamim como convidado. Na vertente das artes performativas o público poderá assistir a trabalhos do coreógrafo Paulo Ribeiro, que apresenta “Louis Lui” no dia 07 de fevereiro, e do artista de circo contemporâneo João Paulo Santos em “Une Partie de Soi”, dia 25 deste mês. Até março o público vai poder assistir no CAE de Vale de Cambra, no distrito de Aveiro, espetáculos como “A Caminhada dos Elefantes”, pela Formiga Atómica, “Lições de Voo”, do Teatro de Marionetas do Porto ou “Duas Casas” pela Imaginar do Gigante, entre outros. As artes visuais estarão representadas pelos ilustradores António Jorge Gonçalves e Paula Delecave, que vão ter exposições a serem inauguradas no dia 17 de janeiro e patentes até 10 de abril. Nesse mesmo dia de abril vai ser apresentado o espetáculo “Desenhar os Sons com a Luz dos Dedos”, que junta os músicos Rodrigo Leão e Gabriel Gomes ao ilustrador António Jorge Gonçalves. Além dos espetáculos para o público em geral, o equipamento promove projetos participativos como “Anoitecer” e atividades para escolas, procurando “estreitar a ligação entre a arte e o território”. O trimestre de eventos antecede as celebrações do primeiro aniversário do CAE que serão assinaladas com uma programação especial durante o mês de abril, segundo adiantou fonte municipal.

Arouca distingue 201 bombeiros com medalha de ouro
Região

Arouca distingue 201 bombeiros com medalha de ouro

A cerimónia decorre sexta-feira, pelas 20:45, com a entrega da medalha de mérito municipal de grau ouro aos bombeiros das corporações de Arouca, Fajões e Nespereira, e distingue o quadro de comando e o quadro ativo das três corporações. No total serão homenageados 201 operacionais pelo trabalho no combate aos grandes incêndios que atingiram o território de Arouca no mês de julho. A proposta de louvor foi apresentada em reunião de câmara pela presidente da autarquia, Margarida Belém, e mereceu a aprovação unânime. A autarca sublinha que a distinção pretende “expressar a gratidão da comunidade pelos operacionais que asseguram a segurança e tranquilidade dos cidadãos”. Segundo Margarida Belém, a homenagem “serve também para promover o voluntariado e inspirar as gerações mais jovens para a participação cívica e apoio aos vulneráveis”. No mês de julho, os fogos consumiram cerca de quatro mil hectares de área florestal, só no concelho de Arouca, e obrigaram ao encerramento dos Passadiços do Paiva. As chamas chegaram a ameaçar habitações em várias freguesias e mobilizaram um dispositivo recorde, que chegou a contar com cerca de 800 operacionais no terreno, além de diversos meios aéreos e terrestres. O incêndio, que começou a 28 de julho e se prolongou por vários dias, foi um dos maiores do país, obrigando à evacuação de algumas aldeias, numa altura em que a onda de calor e fortes ventos dificultavam o seu combate.

UA acelera transformação na formação ao longo da vida com apoio da Universidade ECIU
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Foi num sofá branco, no centro dos Serviços de Gestão Académica da Universidade de Aveiro, no Edifício Central da Reitoria, que Paulo Jorge Ferreira e Niall Power refletiram sobre a aposta da instituição na formação ao longo da vida. Durante cerca de meia hora, ao final do dia, a conversa decorreu com o som das portas que iam marcando a saída dos funcionários após mais um dia de trabalho. Numa parte inicial da conversa, a Ria começou por desafiar Paulo Jorge Ferreira a comentar os últimos dados divulgados, no ano passado, a nível nacional, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), onde, conforme noticiado pelo jornal Eco, revelavam que, em 2022, “menos de metade dos adultos em Portugal participaram em, pelo menos, uma atividade de educação (formal ou não)”. O país encontrava-se ainda abaixo da média comunitária. Questionado sobre o que está a falhar, o reitor foi direto: “Tem falhado nas soluções de requalificação e nas soluções de formação superior profissional”. Segundo explicou, é precisamente nas formações de curta duração, que não se enquadram nem nas licenciaturas nem nos mestrados tradicionais, que se encontram as maiores lacunas. “No número de jovens adultos com diplomas de licenciatura ou de mestrado, Portugal até está um ponto acima da média da OCDE. No restante, infelizmente, estamos vários pontos abaixo”, afirmou. Paulo Jorge Ferreira recordou ainda que muitos trabalhadores e empregadores continuam sem plena consciência da importância da formação ao longo da vida. “Isto foi demonstrado em inquéritos que nós próprios fizemos. Quer os trabalhadores, quer as empresas que os empregam, não têm absoluta consciência daquilo que seria para eles vantajoso e oportuno proceder a essas formações”, sublinhou. 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Quanto ao futuro das microcredenciais, o reitor acredita que as diferenças atualmente visíveis na oferta destas formações entre as diferentes unidades orgânicas, na UA, se irão acabar por “desvanecer”. “Se esperarmos alguns anos, vamos ver que estas diferenças de arranque que se toleram neste momento, em que estamos numa fase muito embrionária das propostas, se vão desvanecer e eu acho que vai aparecer propostas de requalificação por todas as áreas”, esperançou. Numa segunda etapa da conversa, Niall Power aproveitou ainda o momento para apresentar a Universidade ECIU. “É uma associação de universidades a nível europeu, desde 1998, para que as universidades participantes possam cooperar, colaborar, procurar soluções para as suas próprias universidades, regiões e fazer isto em cooperação com outros parceiros”, descreveu. A UA juntou-se a este consórcio, tal como descrito acima, no ano de 2019. 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(…) Os estudantes da UA podem entrar e escolher cursos entre os desafios societais ou microcursos que levem depois à microcredencial”, explicou. “Quando um estudante realiza um desses cursos, é automaticamente emitido um passaporte eletrónico de competências, associado ao Europass, ao sistema europeu de reconhecimento de qualificações. (…) A ECIU é a única rede europeia de universidades capaz de oferecer essa oportunidade, de obter um microcredencial emitido pelo Europass”, continuou Niall. Apesar de, até ao momento, os cursos da Universidade ECIU só estarem disponíveis para os estudantes da UA, Niall Power anunciou à Ria que em “muito breve prazo, nas próximas semanas, vão-se tomar decisões importantes que vão proporcionar a possibilidade dos antigos alunos ou recém-graduados” poderem também participar. “Estamos também em conversas e a trabalhar em conjunto com algumas empresas, inclusive, em Portugal, para que os seus próprios quadros possam também participar nos cursos de ECIU”. Prestes a entrarmos na reta final da conversa, Paulo Jorge Ferreira recordou ainda que, nos dias de hoje, a Universidade ECIU envolve “cerca de 350 mil estudantes” por toda a Europa. Para o reitor, o potencial de crescimento deste consórcio e no conjunto de formações curtas “é muito grande”. “Uma coisa que, no futuro, acho que pode acontecer é o estudante solicitar formações em áreas concretas e, no fundo, consolidar, empilhar todas essas formações e constituir algo que lhe é reconhecido como uma habilitação oficial de nível superior. (…) Era a passagem de currículos pré-fabricados pelas instituições para currículos que eram construídos pelo próprio estudante. E isto seria o máximo da flexibilidade e o máximo da motivação porque permitia a cada um escrever a sua própria caderneta formativa e, em certa medida, escolher o seu próprio futuro”, rematou.