ABIC-Aveiro sai à rua a pedir contratos de trabalho para os investigadores
Cerca de duas dezenas de bolseiros e investigadores da Universidade de Aveiro (UA) estiveram esta tarde, dia 27, numa tribuna pública na meia-lua da Alameda da UA a reivindicar a extinção do Estatuto do Bolseiro de Investigação. A concentração integrou um movimento nacional da associação no sentido de recolher assinaturas para uma carta aberta dirigida ao Governo.
Gonçalo Pina
Recentemente reativada na Universidade de Aveiro, o grupo de trabalho da ABIC saiu esta tarde à rua pela primeira vez. Na meia-lua da Alameda, pela hora de almoço, alguns estudantes reuniram-se para dar conta das suas reivindicações. Durante a sua intervenção, João Canas, porta-voz do grupo, referiu que o principal objetivo é a extinção do Estatuto de Bolseiro de Investigação: “Toda a bolsa tem de ser considerada um contrato de trabalho”.
Era também esse o propósito das frases inscritas nos cartazes e tarjas dos bolseiros. Em letras garrafais, a principal mensagem dizia “1 Bolsa = 1 Contrato”. Noutros cartazes, lia-se também “Investigo, logo trabalho” ou “Governo, AI², ouvem ou não? Contrato já para toda a investigação” – uma referência à nova Agência para a Investigação e Inovação (AI²), que vem substituir a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e a Agência Nacional para a Inovação (ANI).
A reforma foi também objeto de crítica dos investigadores, que se disseram pouco informados e “inseguros” face às alterações promovidas pelo Governo. Nesse sentido, João Canas assinalou que a “luta” que está agora a ser travada é feita a pensar no “futuro da ciência em Portugal”.
Enquanto decorria a ação, eram também distribuídos panfletos que conduziam os presentes à assinatura de uma carta aberta dirigida ao ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, “que exige a abolição do Estatuto do Bolseiro de Investigação e a aplicação efetiva do Estatuto de Carreira de Investigação Científica”. Segundo o porta-voz, o documento já conta com “mais de 3000 assinaturas” e foi o que motivou esta mobilização da ABIC- Aveiro, que acontece em paralelo com outras delegações por todo o país. A ação culmina com uma ida a Lisboa no dia 23 de abril, quando os bolseiros se vão manifestar em frente ao Ministério.
Ao microfone, outros bolseiros acrescentaram que esta concentração serve também para que a ABIC se apresente em Aveiro e para que “seja vista” pelos estudantes. O perigo de que a ciência fique entregue a “interesses económicos” e a “vínculos precários, as consequências da precariedade para a saúde mental dos investigadores e a importância de um “início de carreira digno e com direitos” foram também enfatizados pelos presentes.
No final, João Canas referiu que a reivindicação recolhe “empatia e compreensão” de todos – até da secretária de Estado que, segundo conta, na última reunião com a direção nacional da ABIC, “admitiu que a generalização das bolsas é um dos grandes problemas da ciência em Portugal” -, que as universidades estão “muito limitadas” devido ao “subfinanciamento crónico do Ensino Superior” e apontou o dedo à lógica de que a ciência deve dar “lucro rápido”. A tribuna terminou com a leitura da carta aberta.
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