Diretor da ESAN assegura que, em “2027”, Oliveira de Azeméis terá um campus
A Escola Superior de Design, Gestão e Tecnologias da Produção de Aveiro – Norte (ESAN), da Universidade de Aveiro (UA), em Oliveira de Azeméis, quer aumentar o número de investigadores e de estudantes através da construção de um novo edifício, na zona norte da ESAN. A convicção foi partilhada por José Martinho de Oliveira, diretor da ESAN, em entrevista à Ria.
Isabel Cunha Marques
JornalistaPara conseguir atingir esse objetivo [aumentar o número de investigadores], José Martinho de Oliveira partilhou com a Ria que vai nascer na ESAN um novo edifício que vai albergar “quase toda a atividade de investigação”. “Queremos libertar este edifício [ESAN] para expandir, consolidar mais a nossa oferta formativa e trazer mais empresas para a UA. Atualmente, já temos três investigadores, mas gostávamos de chegar, com o novo equipamento, aos 30 investigadores”, partilhou. Nesse sentido, vai ser criada uma associação designada “fábrica do futuro”. “Queremos com o conceito da fábrica do futuro trazer novas soluções de investigação, novas tecnologias e, dessa forma, também conseguir um ensino virado para o futuro”, realçou o diretor.
No que toca à construção do edifício, José Martinho de Oliveira revelou que a arquitetura do novo espaço foi pensada pelo arquiteto Joaquim Oliveira, responsável por idealizar também o edifício da ESAN, e que será construído do lado norte. “Para quem conhece isto sabe que este edifício [ESAN] não é visível da estrada. A nossa ideia é que o novo edifício seja visível para mostrar que aqui existe uma Universidade e atividade”, partilhou.
O novo projeto terá “um investimento de oito milhões de euros, sendo que 50% serão comparticipados por fundos regionais, uma parte significativa pela Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis e o restante pelo grupo Simoldes”, adiantou. “Estamos a falar de um investimento mínimo privado de um milhão de euros”, completou o diretor da ESAN.
Sobre a data de conclusão [do novo edifício], o responsável realçou que ainda “não existe no papel” um prazo, mas que tem a “ambição” que esteja concluído em “dezembro de 2027”.
ESAN quer conquistar mais 150 novos estudantes
Além da área de investigação, José Martinho de Oliveira partilhou que quer “aumentar a atividade da ESAN com ofertas de curta, média e longa duração”. Neste momento, “temos já um curso de mestrado aprovado que vai entrar em funcionamento, no próximo ano letivo, 2025/2026, em Engenharia e Fabrico Digital”, desvendou. Segundo o diretor da ESAN, o objetivo é aumentar dos atuais “cerca de 350 estudantes para 500”. “O edifício da ESAN já estava concebido para essa capacidade, mas temos todos os espaços ocupados com equipamentos. Daí a importância do novo edifício”, sublinhou.
“É elevar este campus aquilo que se faz hoje no campus de Aveiro”
Para José Martinho de Oliveira, outros dos objetivos da ESAN, passa por ter a “mesma qualidade e oferta de serviços do campus de Aveiro”. “Em termos de ensino, estamos no mesmo patamar. Agora claro que reconhecemos que ainda há um conjunto de infraestruturas que não temos, nomeadamente, na componente social. Por exemplo, não temos residências, que vão ser agora construídas”, apontou.
À margem do evento “Ciclo de Conversas Ousadia e Liberdade”, que decorreu na ESAN, Alexandra Queirós, vice-reitora para a cultura e vida nos campi, anunciou que a Quinta do Comandante, junto à atual Escola Superior Aveiro Norte, vai ser reconstruída para dar lugar a uma residência. A aposta resultará em mais 55 camas. “Éramos o único campus da UA que ainda não tinha [alojamento estudantil]. Estamos ansiosos de o ter porque é mais um equipamento que podemos oferecer à nossa comunidade académica. Para os nossos estudantes isso é um motivo de satisfação. É elevar este campus aquilo que se faz hoje no campus de Aveiro”, esperançou.
“Em 2027, com o novo edifício, as residências a funcionar, entre outros serviços, podemos dizer que finalmente temos um campus em Oliveira de Azeméis”, afirmou o diretor da ESAN.
Recomendações
Projeto coordenado pela UA organiza webinar sobre comunicação de ciência
Segundo uma nota de imprensa enviada à Ria, esta é a segunda série de webinars que acontece no âmbito do projeto “Media For Future”, dedicado a reforçar a comunicação de ciência e o jornalismo climático na Europa. A participação no webinar “Media For Future: Science and Journalism United to Communicate Climate Change”, na próxima segunda-feira, é gratuita e aberta ao público. Está ainda sujeita a inscrição prévia aqui. O projeto “Media For Future” pretende promover uma “cultura de comunicação sobre as temáticas do clima”, envolvendo parceiros europeus que pretendem fortalecer a “literacia climática e da qualidade do jornalismo ambiental”. O projeto é coordenado por Marta Ferreira Dias, professora do Departamento de Economia, Gestão, Engenharia Industrial e Turismo (DEGEIT) da UA. “O objetivo do projeto é capacitar jornalistas, profissionais e organizações de media para uma cobertura mais atual, clara e fundamentada das temáticas relacionadas com as alterações climáticas, promovendo o diálogo entre ciência e comunicação e contribuindo para uma maior consciencialização pública e ação informada”, lê-se no comunicado. No âmbito do projeto está ainda previsto um conjunto de webinars que irão reunir cientistas, jornalistas e profissionais da comunicação para refletir sobre o papel dos media na resposta às alterações climáticas. “Estes eventos online constituem um espaço de partilha de experiências, boas práticas e desafios, destacando estratégias inovadoras para comunicar as alterações climáticas de forma clara e responsável. Esta visão sublinha ainda a importância dos media na tradução do conhecimento científico e na promoção de narrativas responsáveis sobre o clima”, continua a nota. O “Media For Future” é financiado ao abrigo do programa Erasmus+ da União Europeia e coordenado pela UA. O projeto conta com a colaboração de parceiros de vários países, nomeadamente Alemanha, Áustria, Islândia, Egito e Irlanda. Entre os seus principais objetivos destacam-se o “desenvolvimento de uma Comunidade de Práticas e de um Climate Journalism Hub, no sentido de promover a partilha de conhecimento, a cooperação interdisciplinar e o reforço da comunicação climática”.
UA abre candidaturas a Maiores de 23 anos para licenciaturas e CTeSP
O Concurso Especial para Maiores de 23 anos destina-se a candidatos com 23 ou mais anos. Segundo uma nota de imprensa enviada à Ria, o concurso permite o ingresso em licenciaturas e Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), “valorizando percursos pessoais e profissionais, para quem não concluiu o ensino secundário ou não possui as habilitações tradicionais de acesso”. Para o ano letivo 2026/2027, o processo de candidatura decorre até ao dia 5 de fevereiro, através da plataforma PACO Candidaturas, tendo a inscrição um custo de 50 euros (não reembolsável). A candidatura, segundo a nota, envolve ainda três fases. A primeira fase que se prende com o preenchimento da candidatura; uma segunda fase em que após a avaliação da candidatura, o candidato será informado para realização da prova do conhecimento (exame local) que deverá decorrer de 20 a 30 de abril de 2026 e uma terceira fase onde a aprovação das provas permite avançar para a entrevista, acompanhada da avaliação do currículo. As entrevistas acontecem de 8 a 16 de junho. Concluído este processo, a Universidade de Aveiro explica que os candidatos admitidos podem submeter a sua candidatura às vagas disponíveis, em julho, ao curso que queiram ingressar. As vagas serão oportunamente divulgadas aqui. Para aceder ao Concurso Especial para Maiores de 23 anos, a UA pede ainda um conjunto de documentos necessários, entre eles, a cópia do documento de identificação ou dos documentos comprovativos dos restantes elementos curriculares. Para ajudar na realização das provas de conhecimento, a Universidade vai ainda disponibilizar o curso “Start Exames”. Segundo a nota, este será um curso de preparação para os exames locais de Biologia, Matemática e Português que deverá ocorrer entre “16 de fevereiro e 8 de abril, com inscrições a abrir brevemente”.
Investigadores da UA analisam como configurar redes 5G para responder às necessidades da indústria
Segundo uma nota de imprensa enviada às redações, o estudo realizado pelos investigadores André Perdigão, José Quevedo e Rui Aguiar analisou as configurações atualmente disponíveis em redes 5G comerciais e avaliou o seu impacto no desempenho das comunicações, utilizando uma rede 5G autónoma (standalone) real. A investigação baseou-se em medições concretas com equipamentos existentes, permitindo identificar as diferenças entre o que é possível em teoria e o que é viável na prática. Os resultados mostraram que diferentes configurações de rede têm relação com o “desempenho da comunicação, incluindo latência, fiabilidade e largura de banda”. “Estes fatores são determinantes para aplicações industriais, onde atrasos ou falhas de comunicação podem comprometer a segurança ou a eficiência dos processos”, adianta o comunicado. O estudo, segundo a nota, forneceu também um “guia prático para empresas e engenheiros compreenderem melhor as capacidades reais das redes 5G atuais e aprenderem a tirar partido desta tecnologia para otimizar operações industriais”. De acordo com os autores, este conhecimento permite criar “fatias de rede verdadeiramente adaptadas aos requisitos industriais”, de forma a garantir que o 5G “cumpre o seu papel como infraestrutura crítica para a indústria do futuro”.
UA abre candidaturas para 18 formações de curta duração
De acordo com o comunicado, a UA tem, atualmente, disponíveis 18 formações de “curta duração” que contam com “modelos de aprendizagem flexíveis” e que podem ocorrer tanto em “regime presencial, híbrido ou totalmente online”. Cada formação tem um peso entre “1 e 6 ECTS”. Neste caso, as microcredenciais com candidaturas abertas distribuem-se por seis departamentos da UA: Departamento de Comunicação e Arte; Departamento de Educação e Psicologia; Departamento de Engenharia Mecânica; Departamento de Matemática; Departamento de Química e Escola Superior de Saúde da UA. Segundo a nota, no que toca ao Departamento de Comunicação e Arte, estão disponíveis as seguintes microcredenciais: “Acessibilidade Digital”, com candidaturas a decorrer até 22 de janeiro; “Criação Audiovisual Digital para Ficção/Não Ficção”, até 10 de fevereiro; “Técnicas de Produção de Música Eletrónica”, até 21 de janeiro; “Design de Interação para a eXperiência”, até 27 de janeiro; “Storytelling Digital”, até 5 de fevereiro; “Técnicas Avançadas de Estúdio para Mistura e Masterização de Som”, até 17 de fevereiro; “Fake News, Desinformação e Padrões Obscuros nos Média”, até 28 de janeiro; “Técnicas Contemporâneas de Composição e Arranjo em Jazz”, até 16 de março e “Técnicas Contemporâneas de Songwriting”, até 17 de fevereiro. Já no Departamento de Educação e Psicologia existem duas formações disponíveis até ao dia 2 de março: “Educação para a criatividade através da orientação CTSA/STE@M” e “Aprendizagem baseada em projetos e educação CTSA/STE@M”. Em Engenharia Mecânica seguem-se a “Modelação e Simulação para a Indústria”, até 21 de janeiro, e o “Fabrico Aditivo e Impressão 3D”, até 2 de fevereiro, e em Matemática a “Introdução ao Software Estatístico R”, até 4 de fevereiro, e “Análise Avançada de Dados e Previsão”, até 10 de março. No Departamento de Química estão ainda abertas candidaturas para “Inovação e Desenvolvimento de Produtos Alimentares”, até 27 de janeiro, e “Tecnologias Inovadoras de Conservação e Modificação de Alimentos”, até 3 de fevereiro. Por último, a Escola Superior de Saúde da UA tem ainda disponível “Saúde Digital em reabilitação”, até ao dia 10 de fevereiro. Na nota, a UA explica ainda que para formalizar a candidatura às microcredenciais é necessário “aceder à plataforma PACO candidaturas, clicar na microcredencial que pretende e preencher todos os campos do formulário”. Para estas formações está ainda disponível a “Bolsa Impulso Adultos”. “Estas bolsas são concedidas com base no desempenho no curso, sendo o reembolso feito após a conclusão com aproveitamento no mesmo”, destaca. A Universidade refere ainda que estas se destinam “a quem pretende atualizar ou aprofundar competências específicas, com a garantia de qualidade e reconhecimento académico da instituição”. “Estas ofertas formativas procuram responder às exigências atuais do mercado de trabalho e aos desafios emergentes da sociedade”, justifica.
Últimas
Projeto coordenado pela UA organiza webinar sobre comunicação de ciência
Segundo uma nota de imprensa enviada à Ria, esta é a segunda série de webinars que acontece no âmbito do projeto “Media For Future”, dedicado a reforçar a comunicação de ciência e o jornalismo climático na Europa. A participação no webinar “Media For Future: Science and Journalism United to Communicate Climate Change”, na próxima segunda-feira, é gratuita e aberta ao público. Está ainda sujeita a inscrição prévia aqui. O projeto “Media For Future” pretende promover uma “cultura de comunicação sobre as temáticas do clima”, envolvendo parceiros europeus que pretendem fortalecer a “literacia climática e da qualidade do jornalismo ambiental”. O projeto é coordenado por Marta Ferreira Dias, professora do Departamento de Economia, Gestão, Engenharia Industrial e Turismo (DEGEIT) da UA. “O objetivo do projeto é capacitar jornalistas, profissionais e organizações de media para uma cobertura mais atual, clara e fundamentada das temáticas relacionadas com as alterações climáticas, promovendo o diálogo entre ciência e comunicação e contribuindo para uma maior consciencialização pública e ação informada”, lê-se no comunicado. No âmbito do projeto está ainda previsto um conjunto de webinars que irão reunir cientistas, jornalistas e profissionais da comunicação para refletir sobre o papel dos media na resposta às alterações climáticas. “Estes eventos online constituem um espaço de partilha de experiências, boas práticas e desafios, destacando estratégias inovadoras para comunicar as alterações climáticas de forma clara e responsável. Esta visão sublinha ainda a importância dos media na tradução do conhecimento científico e na promoção de narrativas responsáveis sobre o clima”, continua a nota. O “Media For Future” é financiado ao abrigo do programa Erasmus+ da União Europeia e coordenado pela UA. O projeto conta com a colaboração de parceiros de vários países, nomeadamente Alemanha, Áustria, Islândia, Egito e Irlanda. Entre os seus principais objetivos destacam-se o “desenvolvimento de uma Comunidade de Práticas e de um Climate Journalism Hub, no sentido de promover a partilha de conhecimento, a cooperação interdisciplinar e o reforço da comunicação climática”.
Porto de Aveiro com novo máximo de mercadorias movimentadas
“O valor representa um crescimento de quase 5% face a 2024 e consolida um novo máximo histórico na atividade” daquela infraestrutura portuária nacional, refere uma nota de imprensa da Administração do Porto de Aveiro. Segundo aquela entidade, o resultado foi impulsionado sobretudo pelas importações, que alcançaram 4,65 milhões de toneladas num aumento de quase 10%, enquanto a exportação totalizou 1,21 milhões de toneladas. Os granéis sólidos foram o principal contributo para o volume global, com 2,43 milhões de toneladas, destacando-se os produtos metalúrgicos, os agroalimentares e o cimento. Os granéis líquidos registaram também uma evolução positiva, com 1,68 milhões de toneladas, e a carga geral fracionada cresceu 5,31% para 1,75 milhões de toneladas. “A eficiência operacional registou um reforço com a média de mercadorias movimentadas por navio a subir para as 6.023 toneladas”, indicam os dados portuários. Em 2025, o Porto de Aveiro superou o anterior recorde de 2022 que se fixava em 5,776 milhões de toneladas, o que, segundo a administração, “vem confirmando uma trajetória de crescimento sustentado da atividade”.
dUAS sEMIcOLCHEIAS iNVERTIDAS e Musgos reencontram-se este sábado na VIC Aveiro Arts House
Segundo uma nota de imprensa enviada à Ria, dUAS sEMIcOLCHEIAS iNVERTIDAS e Musgos são dois projetos com percursos e geografias distintas, “unidos por laços de amizade e por uma abordagem contemporânea à criação e performance musical”. O espetáculo, que decorre na VIC Aveiro Arts House, tem o custo de 8 euros e os bilhetes estão disponíveis à porta. A totalidade da receita reverte para os artistas. O projeto dUAS sEMIcOLCHEIAS iNVERTIDAS nasceu em Lisboa e, ao longo dos anos, construiu um percurso sólido na cena independente europeia, cruzando noise rock, post-rock, post-punk e free jazz. O grupo está ainda responsável pela Associação Terapêutica do Ruído, uma organização que tem convidado a Portugal uma profusão de projetos musicais alternativos, e cuja programação partilha frequentemente de modo informal com a VIC. A banda tem ainda atuado por diversos palcos e festivais pela Europa, sendo reconhecida pela energia crua e pela urgência das atuações ao vivo. Por sua vez, Musgos é um duo instrumental sediado em Aveiro, mas com raízes partilhadas entre as Caldas da Rainha e Berlim. A linguagem musical do grupo cruza o post-progressive, o art-punk e o jazz experimental. O projeto desenvolve ainda composições abertas, marcadas por tensão, subtileza e exploração tímbrica, frequentemente acompanhadas por projeções visuais em Super8 que estabelecem um diálogo sensorial entre som e imagem. Em 2022, Musgos apresentou o seu álbum de estreia “Memórias Dissonantes de Paisagens Arrítmicas”.
GNR apreendeu mais de uma tonelada de crustáceos e bivalves na Murtosa
Em comunicado, a GNR esclareceu que a apreensão decorreu no âmbito de várias ações de fiscalização realizadas nas proximidades da ria de Aveiro, com o objetivo de controlar as normas que regulam a captura, transporte e armazenamento de crustáceos e moluscos bivalves vivos. "No seguimento das fiscalizações, foram identificados dois homens de 54 e 43 anos, que transportavam a carga sem a documentação necessária e obrigatória. De referir, que as normas infringidas constituem contraordenações puníveis com coima que pode ascender aos 25 mil euros", refere a mesma nota. A GNR refere ainda que, no seguimento da ação, foram apreendidos crustáceos e bivalves, num valor estimado de 8.500 euros, nomeadamente, 675 quilos de Caranguejo Mouro e 580 quilos de Berbigão Vulgar. O caranguejo e os bivalves apreendidos foram encaminhados para a lota de Aveiro, a fim de ser aferido o seu peso total e respetivas dimensões, tendo sido posteriormente devolvidos ao seu habitat natural.