UA: Fecho da Cantina de Santiago sem reabertura à vista aumenta procura no Crasto além da capacidade
O encerramento da Cantina de Santiago por tempo indefinido – comunicado na manhã desta quarta-feira, dia 15, à comunidade académica - levou a que aumentasse a procura da refeição social na Cantina do Crasto, a atuar em espaço reduzido no TrêsDê devido à concessão do espaço habitual para outros serviços. À Ria, Ana Braga, diretora delegada dos Serviços de Ação Social (SAS) da Universidade de Aveiro (UA), explica que a Cantina de Santiago fechou para uma “intervenção de fundo” já agendada e que os serviços estão a “tentar dar a melhor resposta possível”.
Gonçalo Pina
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À hora de almoço desta quarta-feira, dia 15, todos os caminhos iam dar à Cantina do Crasto. Ao início da manhã, toda a comunidade académica recebeu um e-mail que dava conta de que a “necessidade de intervenções urgentes nas instalações da Cantina de Santiago” fazia encerrar a unidade alimentar por tempo indefinido e que, durante o período de inação, a refeição social vai continuar a ser servida na Cantina do Crasto – refeição que tem o custo de 2,80 euros e que costuma ser servida em ambos os estabelecimentos.
Chegados ao Crasto pelas 13h00, a fila de estudantes acumula-se no espaço onde costuma ser a Cantina ‘TrêsDê’, uma vez que a sala normalmente usada para a refeição social estava ocupada por “serviços” já agendados previamente. Embora a fila ande rápido e não condicione, é depois de paga a refeição que surgem as maiores dificuldades: confinados a um espaço muito mais pequeno do que o habitual, vários alunos têm de ficar com o tabuleiro na mão à espera de que fique vago algum lugar. A determinada altura, algumas das trabalhadoras dos Serviços de Ação Social tiveram de ir buscar mais mesas à outra sala para tentar suprir a falta de espaço para a procura existente.
A situação “não é nova”, explica Ana Braga, recém-nomeada diretora delegada dos Serviços de Ação Social (SAS) da Universidade de Aveiro (UA), que recorda que já é habitual que, a partir de julho, a Cantina de Santiago esteja fechada para “limpezas profundas”. No entanto, este ano a situação será diferente, uma vez que, além do normal exercício de manutenção, está prevista uma “intervenção de fundo” nas instalações que pode demorar mais tempo.
“Nós tínhamos previsão de começarcom as obras na cantina na próxima segunda-feira [dia 20], mas decidimos antecipar este fecho para conseguirmos dar início à limpeza geral [do espaço] […] Não conseguimos adiar mais e tínhamos mesmo que fazer estas intervenções de fundo na cantina […] Chão, paredes, tetos… é mesmo intervenção de fundo”, adianta.
Para já, como adiantava o e-mail enviado à comunidade académica, ainda não há data prevista para a reabertura. Segundo Ana Braga, a empreitada tem a duração de 60 dias, pelo que pode só estar terminada a 18 de setembro – sendo que as aulas têm início a 14 -, mas o objetivo é que o estabelecimento esteja em funcionamento aquando do regresso dos estudantes.
Para garantir que nunca deixa de existir refeição social na Universidade de Aveiro – mesmo num período em que já estão alocados serviços ao espaço onde a refeição é servida no Crasto -, a diretora delegada explica que os SAS se comprometeram “a fechar o TrêsDÊ”. “Na linha onde costumamos colocar o TrêsDê colocamos a refeição social para termos uma resposta do lado do Crasto, que não nos era possível na linha habitual. Já tínhamos serviços para lá contratados, nomeadamente a Academia de Verão, e, portanto, tivemos que colocara linha social, digamos assim, na zona do TrêsDê”, explica a responsável da Ação Social da UA.
Ana Braga reconhece as limitações da solução encontrada, dado que a dimensão do TrêsDê é “diferente” e que a afluência pode ter sido “um bocadinho diferente de outros anos”. Como nesta quarta-feira a procura superou a capacidade do espaço, a responsável afirma que vai “verificar junto dos colegas para perceber o que é que se passou lá e se existe alguma forma de mitigar”.
Diretora delegada reconhece que existem problemas de comunicação com os estudantes
Ao longo das últimas semanas tem sido recorrente que, de um lado ou do outro – na Cantina de Santiago ou na Cantina do Crasto -, não esteja disponível a refeição social. Inclusive, a Ria já recebeu na sua caixa de e-mail uma mensagem de um membro da comunidade académica a “manifestar profundo desagrado e repúdio” com a gestão da Cantina de Santiago, que tem sido “reservada para servir visitantes externos” em detrimento dos utilizadores habituais, “relegados para segundo plano”.
Em conversa com a Ria, a diretora delegada afirma que é uma questão a que os SAS têm atenção e que, “em tempo de aulas e de maior afluência, tentamos [os Serviços] evitar ao máximo que alguma das duas esteja fechada”. “Nesta altura, que é um período não letivo, essa questão já não se põe com tanto afinco”, explica.
Ana Braga aponta ainda que têm existido “algumas dificuldades de comunicação com a comunidade” e que, nesse sentido, reunirá esta quinta-feira com o responsável dos ServiçosdeComunicação, Imagem e Relações Públicas (SCIRP) para tentar “mitigar a situação”. A diretora assume que os SAS “têm de comunicar previamente com os estudantes e de uma forma mais direta, porque, neste momento, a informação não está a circular”.
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