UA realiza encontro sobre sustentabilidade para promover o “espírito da partilha de conhecimento”
A Universidade de Aveiro (UA) está a acolher esta quarta-feira, 21 de maio, o 3º “Encontro Sustentabilidade_UA”. A iniciativa que está, neste momento, a decorrer na Sala de Atos Académicos termina, esta tarde, com um workshop de “Teatro para a Transformação Socioecológica", na Sala do Senado.
Isabel Cunha Marques
JornalistaAna Lillebø, vice-reitora para a Promoção da Qualidade, Comunicação, Eficácia e Eficiência da Universidade e a Sustentabilidade Ambiental dos Campi na UA foi a responsável por fazer a sessão de apresentação, bem como o primeiro plenário. Com o tema “Sustentabilidade: conhecer para transformar”, fez questão de abrir o debate ressaltando que o ato de transformar “não depende apenas do conhecimento, mas também da capacidade de interiorizá-lo e colocá-lo em prática”.
Em entrevista à Ria, Ana Lillebø foi de encontro a esta ideia realçando que este terceiro encontro mantém, precisamente, esse “espírito da partilha de conhecimento”. “O objetivo é que nós possamos, de uma forma coletiva, interiorizarmos esse conhecimento e depois já é uma opção pessoal. Para transformar nós temos de conhecer, temos de ter informação para as nossas escolhas e para as nossas opções”, explicou.
Questionada sobre como sobre pode a UA continuar a transformar, a vice-reitora sublinhou que passa por “várias medidas”. “Uma delas passa logo ao nível do plano estratégico do sr. reitor, que é muito claro nas questões da sustentabilidade e no facto de ser um desígnio de todos. (…) Cabe-nos a nós, e a mim em particular, com a responsabilidade da sustentabilidade nos campi promover as ações, este tipo de reuniões, envolvendo toda a comunidade para mostrar o que melhor se faz na Universidade”, realçou. “Há muita coisa que se faz em grupos mais pequenos [na UA], mas depois nós temos tanta informação e somos bombardeados com tantas notícias que às vezes temos dificuldade em acompanhar tudo o que se passa”, continuou Ana Lillebø.
Ao longo do encontro foram apresentados vários projetos que têm vindo a ser desenvolvidos em prol da sustentabilidade. Um deles foi a plataforma UA-Nature. Um projeto, disponível online, que pretende dar a conhecer a biodiversidade e a geodiversidade nos campi e que, atualmente, conta já com “180 espécies introduzidas”. “Esta plataforma, na verdade, começou a ser trabalhada há mais de um ano. Houve uma parte de conceptualização (…) e só depois é que fomos construindo [a plataforma]. Claro que começámos pelas plantas e arbustos (…) e depois fomos envolvendo outros elementos para poder integrar os diferentes elementos da coleção. Numa fase mais avançada fazia todo o sentido incluir a geodiversidade”, sintetizou, realçando ainda que este é um “processo em construção”. “Nós não temos o exclusivo das ideias e o próprio livro é permeável a sugestões. O único critério é que toda a informação que seja disponibilizada esteja validada cientificamente, como ocorrendo nos campi da UA”, avançou a vice-reitora.
De forma a tentar assegurar que a plataforma “não se extingue nestes próximos quatro anos” e que possa ser do domínio público – “para a comunidade UA, mas também para fora da comunidade UA”- o projeto estará associado aos serviços da biblioteca, informação documental e museologia da UA. “Esse foi um dos critérios para escolhermos a biblioteca porque é dos serviços que serve não só a comunidade UA, mas toda a comunidade. (…) Já existe uma coleção do espólio não literário que se chama MusA”, apontou.
Numa etapa final do encontro, Ana Lillebø deixou ainda o desafio à comunidade UA de continuar a participar nesta missão da sustentabilidade. Interpelada pela Ria sobre como o podem fazer? A vice-reitora respondeu: “partilhando as iniciativas”. “Há muitas iniciativas muito interessantes, quer da associação académica, dos núcleos de estudantes, quer dos serviços da UA”, considerou, relembrando que a sustentabilidade “é um desígnio de todos”. “Um desse exemplo é o da plataforma [UA Nature], que envolve os vários departamentos, os estudantes, os serviços da UA, os serviços de comunicação, por causa dos logos, os serviços técnicos, por causa dos levantamentos, os sTIC, por causa da questão informática, a biblioteca, por causa da questão da plataforma onde está alojada, o herbário no departamento de Biologia, para além dos outros especialistas das áreas que têm validado a informação”, exemplificou.
O terceiro encontro de sustentabilidade termina esta tarde com um workshop de “Teatro para a Transformação Socioecológica", na Sala do Senado, na UA, mas a garantia é que regressará já no próximo ano. “Os encontros da sustentabilidade são anuais, é sempre em maio, é sempre o encontro da primavera. (…) Portanto, em maio do próximo ano aqui estaremos novamente”, assegurou a vice-reitora.
A programação deste encontro pode ser consultada na íntegra aqui.
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Paulo Jorge Ferreira diz que “nunca” poderia assinar apoio a Seguro enquanto presidente do CRUP
Tal como noticiou o Público esta quinta-feira, 5 de fevereiro, nove dos 16 líderes das universidades portuguesas assinaram a carta de apoio ao candidato presidencial, António José Seguro. À iniciativa juntaram-se ainda antigos reitores e presidentes de institutos politécnicos. Em entrevista à Ria, Paulo Jorge Ferreira explicou que a sua decisão não foi uma “escolha”, mas sim uma opção enquanto também presidente do CRUP. “Eu não poderia assinar nunca porque o presidente do CRUP representa o conselho de reitores e eu não sei qual é a posição, nem preciso de saber, nem vou perguntar a posição de cada reitor quanto a isto”, justificou. Questionado sobre se assinaria a declaração caso não fosse presidente do CRUP, mas apenas reitor da Universidade de Aveiro, Paulo Jorge Ferreira afirmou, novamente, que “nunca assinaria uma declaração de apoio política”. “Nem aceitaria ser mandatário de uma candidatura, nem entraria nas comissões de honra das mesmas, nem tomaria qualquer tipo de outra posição política fosse de que cor fosse”, frisou, sublinhando que essa postura “não é novidade para ninguém, uma vez que, nos anos em que fui reitor nunca o fiz”. A título pessoal, o reitor comentou ainda o momento em que a declaração foi tornada pública, considerando-a tardia no atual contexto eleitoral. “Fazem-se declarações de apoio em alturas mais precoces ou em alturas onde o desfecho é incerto. (...) Essa declaração pode ter um efeito consequente… A meio de um caminho e estando já a trabalhar-se numa segunda volta de eleições acho que é demasiado tarde para se fazer uma declaração de apoio ou de rejeição seja do que for”, opinou. A segunda volta das eleições presidenciais está marcada para este domingo, 8 de fevereiro, e terá como candidatos António José Seguro e André Ventura.
UA organiza webinar para empresas sobre desafios e oportunidades do recrutamento inclusivo
Segundo uma nota de imprensa enviada à Ria, esta iniciativa, que já vai na segunda edição, destina-se a empresas e tem como objetivo “promover a adoção de práticas de recrutamento inclusivo”. Ao longo do webinar, serão apresentadas “ferramentas práticas, vantagens de processos mais equitativos e a partilha do testemunho de uma entidade parceira que apresentará a sua experiência na implementação de processos mais equitativos e inclusivos”. Apesar da participação ser gratuita é ainda necessária a inscrição até segunda-feira, 9 de fevereiro, aqui. Esta é uma iniciativa da Valor T IES, Universidade de Aveiro/GUIA – Gabinete de Apoio ao Estudante e Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Universidade de Aveiro desenvolve substitutos ósseos a partir de impressão 3D
Segundo uma nota de imprensa da Universidade, os investigadores recorreram à técnica de fotopolimerização em cuba, para produzir peças à medida de cada paciente, utilizando uma resina líquida que solidifica com a ação da luz. O objetivo é criar “peças à medida de cada paciente, tendo em conta as características específicas do osso a substituir, com uma estrutura sólida que tenha uma forma muito próxima da prótese óssea necessária para cada caso clínico”. O projeto utilizou hidroxiapatite suspensa numa resina de base aquosa, para mimetizar o mineral do osso humano e permitir a produção de estruturas complexas, adaptadas a cada caso clínico. A utilização da base aquosa reduziu em cerca de 80% o uso de compostos orgânicos e diminuiu o tempo da fase final de produção em cerca de 60%. “Os próximos passos do processo envolvem a avaliação do comportamento biológico do material e a realização de testes avançados para garantir a segurança e eficácia das soluções antes da aplicação clínica”, explica a nota. O trabalho contou com a participação de Simão Santos e Manuel Alves, estudantes de doutoramento, e das professoras Susana Olhero e Georgina Miranda do Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica.
Antigos Alunos da UA empossam novas coordenações dos Núcleos Alumni esta sexta-feira
No total, vai ser dada posse a 96 dirigentes de 23 núcleos diferentes: três núcleos específicos (futebol – secção autónoma, rugby e business lab) e 20 núcleos por todas as unidades orgânicas da UA (16 departamentos e quatro escolas politécnicas). A coordenação mantém-se em apenas seis dos 23 núcleos, sendo eles o núcleo de Ambiente e Ordenamento, Ciências Sociais, Políticas e do Território, Educação e Psicologia, Línguas e Culturas, Matemática e Rugby. Segundo a nota de imprensa, entre os dirigentes que tomam posse esta sexta-feira na Sala do Senado da Universidade de Aveiro existe uma combinação entre docentes, funcionários e investigadores adstritos à própria Universidade de Aveiro, com quadros da administração pública e de várias empresas portuguesas e multinacionais.
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Fisco alerta para SMS falsa que reclama pagamento “para evitar penhora”
Num aviso publicado no Portal das Finanças, a AT diz ter “conhecimento de que alguns contribuintes estão a receber mensagens de texto (SMS) fraudulentas”, através das quais os destinatários “são induzidos a carregar num ‘link’ que é fornecido para alegadamente regularizar a sua situação tributária”. O aviso do fisco inclui uma réplica das mensagens, nas quais é referido que a pessoa visada “tem um pagamento pendente” e que deveria pagar até ao passado dia 05 de fevereiro “para evitar penhora”. Imediatamente a seguir, é referido que o destinatário “pode consultar os detalhes” no ‘link’ incluído na mensagem. Essa página simula a composição gráfica do Portal das Finanças, onde aparece a falsa informação com uma referência de pagamento, número da fatura, data e valor a pagar (no caso apresentado, 198,95 euros). Segundo a AT, o objetivo das mensagens “é convencer o destinatário a aceder a páginas maliciosas carregando nos ‘links’ sugeridos e a efetuar pagamentos indevidos”. A página refere de forma fraudulenta que o pagamento em falta se encontra em incumprimento, citando um artigo do CPPT para afirmar que o não pagamento do valor em causa “poderá resultar em processo de execução fiscal e penhora dos bens”. No mesmo aviso publicado no Portal das Finanças, a AT recomenda aos cidadãos a leitura do “folheto informativo sobre Segurança da Informação” disponível no ‘site’, mas, nessa página, não disponibiliza o ‘link’ para o documento. Para o encontrar sem sair do ‘site’ da AT, é possível escrever na barra de pesquisa a expressão “folheto informativo sobre Segurança da Informação” e, de seguida, selecionar o primeiro resultado no segmento “informação”. Neste folheto, a AT recomenda aos cidadãos que não respondam às mensagens que suscitam dúvidas, não cliquem em ‘links’, não descarreguem ou abram ficheiros e não forneçam “as suas credenciais para acesso ao Portal das Finanças”. Adicionalmente, sugere que os cidadãos apaguem as mensagens “de origem desconhecida ou de conteúdo duvidoso”.
Suspeita de atear fogo em Arouca fica em silêncio no início do julgamento
Na primeira sessão do julgamento realizada no Tribunal da Feira, a arguida optou por não prestar declarações, limitando-se a dizer que na altura dos factos “não andava bem”. De seguida, o tribunal procedeu, a pedido do Ministério Público (MP), à leitura das declarações prestadas pela arguida no primeiro interrogatório judicial, onde a mulher assumiu a autoria dos factos. A arguida, que está em prisão preventiva, responde por um crime de incêndio florestal, ocorrido em 30 de julho, em Canelas, Arouca. Segundo a acusação do MP, a mulher saiu de casa a pé, em direção à Rua Engenheiro Augusto Barata da Rocha, munida com um isqueiro de fogão, com o objetivo de atear fogo a mato próximo da sua residência. Pelas 12:07, a cerca de 15 metros de uma habitação, a arguida acendeu o isqueiro e de imediato ateou fogo ao mato e vegetação seca ali existentes, com o propósito de dar origem a um incêndio, refere o MP. Os investigadores calculam que, em consequência da atuação da arguida, tenha ardido mato, pinheiros de pequeno porte e eucaliptos numa área de 150 metros quadrados, encostados à via pública, propagando-se pela encosta. Logo após a ignição, o MP diz que a arguida distanciou-se do local e permaneceu alguns instantes a olhar na direção do fogo, tendo fugido para a sua residência, quando começou a constatar a presença de pessoas no local. O fogo foi combatido e apagado pelos bombeiros de Arouca, com recurso a quatro veículos, um meio aéreo e 19 bombeiros. O MP refere ainda que naquela altura encontravam-se em curso nas localidades de Arouca, Castelo de Paiva, Fornos, Cinfães e Viseu diversos incêndios, que consumiram, até 31 de julho, uma área total de 153 quilómetros quadrados, sendo o risco de incêndio muito elevado, com uma temperatura de 30.º graus e uma humidade relativa próxima dos 60%.
Cinco feridos graves em explosão de gás numa fábrica de Estarreja
De acordo com o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro, o alerta para a ocorrência foi dado cerca das 14:00. “Houve uma explosão se gás na empresa Prozinco. Temos cinco vítimas graves”, disse a mesma fonte. Em declarações à Lusa, o comandante dos Bombeiros de Estarreja, Joaquim Rebelo, esclareceu que o acidente ficou a dever-se à explosão de uma botija de gás. O responsável referiu ainda que os feridos são todos trabalhadores da empresa que sofreram queimaduras graves. Três das vítimas foram transportadas para o Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, uma delas através de helicóptero, e as outras duas foram transportadas para o Hospital de Aveiro. No local estiveram meios dos Bombeiros de Estarreja e da Murtosa, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) com a Viatura Médica de Emergência e Reanimação de Aveiro, o helicóptero e a ambulância de Suporte Imediato de Vida de Oliveira de Azeméis, para além da GNR. A Estrada Nacional (EN) 109 foi cortada temporariamente ao trânsito, junto à entrada da empresa, de modo a facilitar a intervenção dos meios de socorro.