RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

Universidade

UA realiza encontro sobre sustentabilidade para promover o “espírito da partilha de conhecimento”

A Universidade de Aveiro (UA) está a acolher esta quarta-feira, 21 de maio, o 3º “Encontro Sustentabilidade_UA”. A iniciativa que está, neste momento, a decorrer na Sala de Atos Académicos termina, esta tarde, com um workshop de “Teatro para a Transformação Socioecológica", na Sala do Senado.

UA realiza encontro sobre sustentabilidade para promover o “espírito da partilha de conhecimento”
Isabel Cunha Marques

Isabel Cunha Marques

Jornalista
21 mai 2025, 13:11

Ana Lillebø, vice-reitora para a Promoção da Qualidade, Comunicação, Eficácia e Eficiência da Universidade e a Sustentabilidade Ambiental dos Campi na UA foi a responsável por fazer a sessão de apresentação, bem como o primeiro plenário. Com o tema “Sustentabilidade: conhecer para transformar”, fez questão de abrir o debate ressaltando que o ato de transformar “não depende apenas do conhecimento, mas também da capacidade de interiorizá-lo e colocá-lo em prática”.

Em entrevista à Ria, Ana Lillebø foi de encontro a esta ideia realçando que este terceiro encontro mantém, precisamente, esse “espírito da partilha de conhecimento”. “O objetivo é que nós possamos, de uma forma coletiva, interiorizarmos esse conhecimento e depois já é uma opção pessoal. Para transformar nós temos de conhecer, temos de ter informação para as nossas escolhas e para as nossas opções”, explicou.

Questionada sobre como sobre pode a UA continuar a transformar, a vice-reitora sublinhou que passa por “várias medidas”. “Uma delas passa logo ao nível do plano estratégico do sr. reitor, que é muito claro nas questões da sustentabilidade e no facto de ser um desígnio de todos. (…) Cabe-nos a nós, e a mim em particular, com a responsabilidade da sustentabilidade nos campi promover as ações, este tipo de reuniões, envolvendo toda a comunidade para mostrar o que melhor se faz na Universidade”, realçou. “Há muita coisa que se faz em grupos mais pequenos [na UA], mas depois nós temos tanta informação e somos bombardeados com tantas notícias que às vezes temos dificuldade em acompanhar tudo o que se passa”, continuou Ana Lillebø.

Ao longo do encontro foram apresentados vários projetos que têm vindo a ser desenvolvidos em prol da sustentabilidade. Um deles foi a plataforma UA-Nature. Um projeto, disponível online, que pretende dar a conhecer a biodiversidade e a geodiversidade nos campi e que, atualmente, conta já com “180 espécies introduzidas”. “Esta plataforma, na verdade, começou a ser trabalhada há mais de um ano. Houve uma parte de conceptualização (…) e só depois é que fomos construindo [a plataforma]. Claro que começámos pelas plantas e arbustos (…) e depois fomos envolvendo outros elementos para poder integrar os diferentes elementos da coleção. Numa fase mais avançada fazia todo o sentido incluir a geodiversidade”, sintetizou, realçando ainda que este é um “processo em construção”. “Nós não temos o exclusivo das ideias e o próprio livro é permeável a sugestões. O único critério é que toda a informação que seja disponibilizada esteja validada cientificamente, como ocorrendo nos campi da UA”, avançou a vice-reitora.

De forma a tentar assegurar que a plataforma “não se extingue nestes próximos quatro anos” e que possa ser do domínio público – “para a comunidade UA, mas também para fora da comunidade UA”- o projeto estará associado aos serviços da biblioteca, informação documental e museologia da UA. “Esse foi um dos critérios para escolhermos a biblioteca porque é dos serviços que serve não só a comunidade UA, mas toda a comunidade. (…) Já existe uma coleção do espólio não literário que se chama MusA”, apontou.

Numa etapa final do encontro, Ana Lillebø deixou ainda o desafio à comunidade UA de continuar a participar nesta missão da sustentabilidade. Interpelada pela Ria sobre como o podem fazer? A vice-reitora respondeu: “partilhando as iniciativas”. “Há muitas iniciativas muito interessantes, quer da associação académica, dos núcleos de estudantes, quer dos serviços da UA”, considerou, relembrando que a sustentabilidade “é um desígnio de todos”. “Um desse exemplo é o da plataforma [UA Nature], que envolve os vários departamentos, os estudantes, os serviços da UA, os serviços de comunicação, por causa dos logos, os serviços técnicos, por causa dos levantamentos, os sTIC, por causa da questão informática, a biblioteca, por causa da questão da plataforma onde está alojada, o herbário no departamento de Biologia, para além dos outros especialistas das áreas que têm validado a informação”, exemplificou.

O terceiro encontro de sustentabilidade termina esta tarde com um workshop de “Teatro para a Transformação Socioecológica", na Sala do Senado, na UA, mas a garantia é que regressará já no próximo ano. “Os encontros da sustentabilidade são anuais, é sempre em maio, é sempre o encontro da primavera. (…) Portanto, em maio do próximo ano aqui estaremos novamente”, assegurou a vice-reitora.

A programação deste encontro pode ser consultada na íntegra aqui.

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Promovida anualmente desde 2004 pela Associação Ludus, pela Associação de Professores de Matemática, pela Sociedade Portuguesa de Matemática e pela Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, a competição terá, pelo quarto ano consecutivo, organização local assegurada pela Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro e pelo Departamento de Matemática da Universidade de Aveiro. Para esta edição estão inscritos 1884 alunos, acompanhados por 653 professores, provenientes de 369 escolas de todo o país, incluindo das regiões autónomas. Ao longo de todo o dia, entre as 09h00 e as 17h00, a competição decorrerá na Nave Multiusos Caixa UA, sendo que as eliminatórias terão lugar durante a manhã e as finais decorrerão da parte da tarde. A cerimónia de entrega de prémios está marcada para as 17h00. O campeonato inclui seis jogos matemáticos - Gatos & Cães, Dominório, Quelhas, Produto, Atari Go e Nex -, distribuídos por doze categorias competitivas. Em paralelo com as competições, decorrerá também um programa de atividades com espetáculos, uma palestra, jogos e workshops, pensado para proporcionar aos participantes momentos lúdicos, interativos e científicos no campus da Universidade de Aveiro. O Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos assume-se também como uma competição inclusiva, estando preparado para receber alunos com baixa visão ou cegueira, através da utilização de jogos adaptados. O evento contará igualmente com a participação de alunos surdos, tendo sido disponibilizadas no site oficial as regras dos jogos em Língua Gestual Portuguesa. Além das equipas da organização nacional e local, o campeonato contará com 153 voluntários, maioritariamente estudantes universitários, que terão funções como o acolhimento e encaminhamento dos participantes, a arbitragem dos jogos, o apoio logístico no recinto e o acompanhamento de alunos com necessidades específicas.

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Alberto Souto reage a decisão judicial e volta a pedir que Câmara salve antiga casa da CERCIAV
Cidade

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Numa publicação nas redes sociais, o antigo autarca reconhece a derrota judicial, mas sublinha que a questão “sempre foi mais cívica do que jurídica”. Segundo escreve, a providência cautelar que apresentou teve como objetivo impedir a demolição durante o anterior mandato e o recurso subsequente procurava “dar tempo ao novo executivo para repensar o projeto”. “Pouco importa que eu tenha perdido no tribunal. O que importa é que Aveiro não perca”, afirma, defendendo que o atual presidente da Câmara Municipal de Aveiro ainda tem margem para rever o projeto e preservar a moradia. Na mesma publicação, Alberto Souto sustenta que a ampliação e reabilitação do Conservatório pode avançar sem necessidade de demolir o edifício, bastando, segundo refere, deslocar ligeiramente a implantação do novo projeto. O antigo presidente da autarquia e candidato derrotado nas últimas eleições autárquicas considera que o reajustamento não colocaria em risco o financiamento previsto para a obra e poderia até permitir que a moradia fosse recuperada para novas funções ligadas ao conservatório, como salas de ensaio individuais ou serviços administrativos. O socialista argumenta ainda que a preservação da casa teria valor patrimonial e simbólico para a cidade, defendendo que a demolição representaria uma perda de memória coletiva. Na mensagem dirigida ao atual presidente da autarquia, Alberto Souto apela à revisão da decisão e pede que o executivo municipal reavalie o projeto antes de avançar com a demolição, considerando que ainda existe tempo para ajustar a intervenção e preservar o edifício.

Federação de Aveiro do PS pede prioridade do Governo para defesa da orla costeira
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A posição foi assumida após uma reunião da Comissão Política da federação realizada no concelho de Ovar, onde foi aprovada uma moção apresentada pelo presidente da estrutura distrital, Hugo Oliveira. No documento, os socialistas defendem que, para além de respostas de emergência, é necessário reforçar os instrumentos de gestão integrada da zona costeira, garantindo uma articulação efetiva entre administração central, autarquias e entidades regionais. Segundo a federação, desde o início de 2026, Portugal tem sido afetado por várias depressões atmosféricas que provocaram condições meteorológicas adversas, com impacto particular na região Centro. Para os dirigentes socialistas, esta realidade exige preparação para a possível repetição de fenómenos semelhantes, eventualmente com maior intensidade. A Federação de Aveiro do PS defende uma estratégia que concilie a proteção ambiental e o combate às alterações climáticas com o desenvolvimento económico do litoral, sublinhando que a prioridade deve ser a salvaguarda de pessoas e bens. Nesse sentido, considera que a gestão costeira não pode continuar assente em respostas meramente reativas, defendendo antes uma abordagem preventiva e integrada. No comunicado, os socialistas alertam ainda que a crescente vulnerabilidade do litoral português exige maior capacidade de planeamento, prevenção e intervenção por parte do Estado, com base em conhecimento científico, planeamento estratégico e investimento público adequado. A Federação Distrital do PS solicita também esclarecimentos ao Governo liderado pela Aliança Democrática sobre várias matérias relacionadas com a gestão costeira no distrito de Aveiro. Entre as questões colocadas estão o número de ocorrências registadas na região durante os episódios meteorológicos extremos recentes, a entidade responsável pela monitorização da lixeira selada de Maceda, localizada no Perímetro Florestal das Dunas de Ovar, e a estratégia de defesa costeira prevista para proteger as frentes urbanas dos concelhos de Espinho, Ovar, Ílhavo e Vagos. Os dirigentes socialistas pedem ainda clarificação sobre o papel da Agência Portuguesa do Ambiente no combate à erosão costeira na região e sobre os próximos passos previstos, incluindo o respetivo cronograma físico e financeiro para a execução das soluções necessárias. Por fim, os socialistas questionam também o papel da RiaViva – Litoral da Região de Aveiro, S.A. na proteção e valorização da Ria de Aveiro, bem como os projetos atualmente planeados e a dotação financeira disponível para futuras intervenções.

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