UA: Residências feitas com apoio do PRR não estarão todas disponíveis a tempo do início das aulas
Em entrevista à Ria, Artur Silva, reitor da Universidade de Aveiro (UA), adiantou que as novas 421 camas que a instituição terá à sua disposição na sequência dos investimentos feitos com apoio do PRR não estarão todas disponíveis a tempo do início das aulas. Segundo explica, a maioria das obras já estará concluída – com exceção de “duas pequenas residências” na Escola Superior Aveiro-Norte (ESAN), que ainda pode perder o apoio do PRR -, mas só vai poder ser ocupada a partir do segundo semestre.
Gonçalo Pina
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O fim do prazo de execução dos projetos financiados com a ajuda do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) está a aproximar-se e a Universidade de Aveiro é uma das instituições que se tem visto obrigada a correr atrás do prejuízo. Segundo afirma o reitor da Universidade, a UA está envolvida em “52 projetos” que estão “no caminho de terminar”, entre os quais a construção de novas residências de estudantes que representam um acréscimo de 421 novas camas na UA.
À margem da entrevista, Artur Silva explica que a data de 30 de junho representa “um marco muito relevante para a conclusão da componente principal das Agendas PRR”, uma vez que marca o fim do período de execução de projetos, nomeadamente a execução dos Produtos, Processos e Serviços (PPS) e do investimento em I&D. Não obstante, “existem diferentes prazos, consoante a natureza das atividades e das despesas”.
“No caso das Agendas PRR, a execução definitiva prolonga-se até 31 de dezembro de 2026, estando, no segundo semestre, limitadas a determinadas despesas, designadamente as relacionadas com a promoção e divulgação de resultados, registo de patentes, certificação de produtos, testes e outras atividades de encerramento”, explica o reitor. Por outro lado, o prazo para a execução integral das empreitadas é dia 31 de agosto.
No campo da habitação, no total, haverá o acrescento de 320 novas camas nas residências do Crasto, 46 novas camas que resultam da ampliação do edifício da Quimigal, junto à estação ferroviária, e 55 novas camas na Quinta dos Picos – Escola Superior de Design, Gestão e Tecnologias da Produção Aveiro-Norte (ESAN-UA), em Oliveira das Azeméis.
Apesar de garantir que a UA terá “mais residências […] em funcionamento” a partir de setembro, a instituição ainda não poderá contar com o fruto de todo o empreendimento. Para além de notar que há “duas pequenas residências” na ESAN que não devem estar concluídas dentro dos prazos do PRR e que ainda podem perder o apoio – ao contrário de todas as outras, que, assegura Artur Silva, estarão terminadas –, o facto de a obra estar concluída não será sinónimo de que as residências estejam prontas para receber estudantes.
“Eu fui muito cauteloso quando disse que [as obras] terminariam dentro do prazo do PRR. Se me está a perguntar se as 420 camas estarão disponíveis para iniciar em setembro, a resposta é não. Nós teremos algumas disponíveis, mas, para entrarem todas em funcionamento, eu apontaria para o segundo semestre do próximo ano letivo. Em setembro, ao dia de hoje, eu posso dizer que nós iremos ter mais residências das que estiveram a ser construídas no âmbito do PRR em funcionamento”, explica o reitor.
O reitor foi ainda questionado se conseguia estimar qual seria o acréscimo do número de residências no começo dos anos letivos, mas disse que ainda não tinha dados para se poder pronunciar.
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