CMA fechou Rua Eça de Queirós à experiência, mas Luís Souto avisa: “Objetivo é deixar fases-piloto”
Depois de, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, a Câmara Municipal de Aveiro (CMA) ter anunciado um projeto-piloto de fecho da rua Eça de Queirós, Luís Souto, presidente da autarquia, disse esta quarta-feira, dia 16, que o objetivo passa por “aumentar a pedonalização” do Município. “Outras [ruas] se vão seguir”, garantiu.
Gonçalo Pina
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Uma das principais medidas do Município de Aveiro no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade 2026 foi o fecho temporário da rua Eça de Queirós. Segundo informou a Câmara no início da semana, como noticiou a Ria, o fecho da rua surge como “projeto-piloto”, tendo a autarquia “convidado a restauração desta rua a sair de portas com as suas esplanadas”.
O assunto foi abordado por Luís Souto, presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), durante a ‘Conferência alargada Semana Europeia da Mobilidade 2026’. O autarca explicou que a rua foi identificada como aquela em que “isso podia ser feito sem grande dor” e disse que, com isto, a autarquia quer “medir a temperatura, as reações e a adaptação” da população.
“O nosso objetivo é deixar as fases-piloto […] Agora é preciso medidas concretas e o arrojo de as tomar […] Outras [ruas] se vão seguir. A cidade precisa de espaços […] para restaurar a experiência de vivência em comunidade no espaço urbano”, adiantou Luís Souto.
Lembrando o programa eleitoral da ‘Aliança com Aveiro’, que ganhou as eleições autárquicas há pouco menos de um ano, o presidente assinalou que o executivo municipal quer “aumentar a pedonalização de Aveiro”. À conversa com a Ria, o edil ainda não adiantou quais poderão ser os próximos passos, assinalando que, para isso, é importante “ter em conta toda a formação do projeto do Bairro da Beira-Mar”. “É uma zona em que haverá certamente condicionamentos… Todo o projeto prevê isso em favor da utilização do peão”, conclui.
Luís Souto assinala que o processo é difícil e que “não se pedonaliza uma rua em Aveiro há muitos anos”, lembrando que o fecho da rua Direita e da rua “que passava junto aos Paços do Concelho” foram muito contestados.
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