Ministro das Infraestruturas lança Alta Velocidade a enaltecer "decisões" do Governo
Como noticia a agência Lusa, o ministro das Infraestruturas e Habitação disse esta segunda-feira, dia 12, que as “não decisões” relativamente ao novo aeroporto de Lisboa e na alta velocidade, “tiveram custos astronómicos para os portugueses”.
Redação
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“Hoje temos um aeroporto em Lisboa que está a rebentar pelas costuras. Temos um país com uma ferrovia que de repente estamos aceleradamente a fazer os investimentos todos necessários e quem sofre são os portugueses que utilizam a ferrovia. Quem sofre são as empresas que têm de utilizar a ferrovia”, afirmou o ministro na sessão desta quarta-feira.
Miguel Pinto Luz falava em Aveiro, durante a cerimónia de arranque das obras da Linha de Alta Velocidade (LAV) entre Porto e Oiã (Oliveira do Bairro, distrito de Aveiro).
O ministro disse tratar-se de um dia de enorme felicidade, adiantando que “com tantas décadas de indecisão, de ziguezagues, de incapacidade de concretizar, este momento reveste-se de uma particular importância”.
“Com indecisão não se concretiza absolutamente nada. Temos que encontrar plataformas de consenso, capacidade de equilibrar posições, encontrar equilíbrios também com os autarcas, ter capacidade de gerar à volta de projetos mobilizadores a vontade política necessária e suficiente para a concretização destes projetos”, afirmou.
Pouco antes, o presidente das Infraestruturas de Portugal (IP), Paulo Carmona, também tocou neste assunto, afirmando que em Portugal “faltou uma capacidade de decidir” nos últimos anos.
“Nós todos discutimos o aeroporto vai para 50 anos, a linha de alta velocidade 30 anos, pelo menos, 25 anos a discutir as acessibilidades a Lisboa, as pontes ferroviárias, rodoviárias, 25 anos com o IP3, tivemos vários discursos, da tanga, das cativações”, lembrou.
O presidente da IP considerou, por isso, que este é, sobretudo, uma homenagem à capacidade de decisão e à entrada de Portugal na modernidade da rede ferroviária europeia.
A construção do troço Porto - Oiã beneficia de um apoio comunitário de 450 milhões de euros e integra uma primeira fase da linha de alta velocidade Porto-Lisboa, que já assegurou cerca de 813 milhões de euros de financiamento europeu.
A futura Linha de Alta Velocidade permitirá reduzir substancialmente os tempos de viagem entre as duas principais áreas metropolitanas do país. O projeto global tem como objetivo permitir uma ligação direta Porto-Lisboa em cerca de 1h15.
Ao transferir os serviços ferroviários de longo curso mais rápidos para uma nova linha, será possível libertar capacidade na atual Linha do Norte para os comboios suburbanos, regionais e de mercadorias, respondendo a uma das principais limitações da rede ferroviária nacional.
A concessão do primeiro troço da LAV abrange cerca de 71 quilómetros de nova linha ferroviária de Alta Velocidade, entre Porto e Oiã, em via dupla eletrificada e preparada para velocidades até 300 quilómetros por hora. Inclui, também, uma ligação de aproximadamente 8,3 quilómetros à Linha do Norte, na zona de Canelas, em Estarreja, no distrito de Aveiro.
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