Seis de sete concursos para obras de 2,6 ME em Oliveira de Azeméis ficaram desertos
O Município de Oliveira de Azeméis lançou dois concursos públicos num total de 2,6 milhões de euros e, das setes obras neles propostas, só recebeu candidatura a uma empreitada de 559.568 euros, revelou, esta quarta-feira, o presidente da Câmara, de acordo com a agência Lusa.
Redação
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Segundo revelou à Lusa a autarquia do distrito de Aveiro e da Área Metropolitana do Porto, em causa está, por um lado, o concurso para a conclusão definitiva do Polidesportivo de Madaíl, edifício para cuja requalificação a câmara propunha 480.849 euros como valor base da adjudicação, e, por outro, o procedimento para reabilitação de seis unidades de saúde, cujo conjunto deveria custar menos de 2.168.983 euros, repartidos por seis lotes de obras.
O concurso para o polidesportivo ficou deserto e, quanto às seis empreitadas em diferentes unidades de saúde, só houve interessados numa delas.
O presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis disse que vai repetir os concursos, mas admitiu que, nesta fase, ainda não tem ideia dos valores máximos a indicar nos novos procedimentos.
“Não temos novos preços para adjudicação porque não tivemos propostas orientadoras de novos valores”, explicou Joaquim Jorge Ferreira.
O autarca socialista adiantou, ainda assim, que os serviços camarários estão já a trabalhar nos novos concursos, na expectativa de que possam ser lançados ainda “durante setembro ou outubro”.
No caso do concurso relativo aos centros de saúde, esse abrangia seis lotes, cada um dos quais para uma obra distinta, começando pela reabilitação e requalificação do Centro de Saúde de Oliveira de Azeméis, avaliada em 559.568 euros e com um prazo de execução de oito meses.
A essa empreitada houve um candidato, mas a autarquia ainda está a avaliar se a proposta cumpre todos os requisitos, após o que a escolha terá também que ser sujeita a audiência prévia, para eventual contestação.
Ficaram desertos todos os outros cinco lotes: a requalificação do Centro de Saúde de Cucujães, com um valor de 505.045 euros e um prazo também de oito meses; a reabilitação e requalificação do polo de Azeméis da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) Norte, que tinha um valor base de 364.655 euros para execução em quatro meses; a reabilitação da sede da UCSP Norte em Nogueira do Cravo, avaliada em 190.633 euros para quatro meses; a reabilitação e requalificação da UCSP Sul, na freguesia de Loureiro, por 171.411 euros e três meses; e a reabilitação, requalificação e ampliação do Centro de Saúde de Cesar, por 377.638 euros e para concluir em meio ano.
Segundo Joaquim Jorge Ferreira, todas essas intervenções visavam “assegurar mais eficiência energética e melhores condições de conforto e segurança aos utentes e profissionais” daquelas unidades de saúde.
A falta de candidatos à execução dessas empreitadas é, por isso, um “contratempo”, mas o presidente da Câmara garantiu que a autarquia vai “continuar a trabalhar para melhorar os cuidados de saúde prestados aos oliveirenses, porque a saúde é fundamental para a qualidade de vida e felicidade".
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