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Alberto Souto entrega listas do PS no Tribunal de Aveiro com várias caras novas

A candidatura do Partido Socialista (PS) entregou hoje, 13 de agosto, as listas de candidatos para a Câmara Municipal (CM), Assembleia Municipal (AM) e para as Juntas de Freguesia do Município de Aveiro. Neste ato eleitoral, o partido aposta em vários independentes em lugares elegíveis. À conversa com os jornalistas, Alberto Souto, cabeça-de-lista à Câmara Municipal, garante que é “fácil e possível conseguir consensos entre pessoas de diferentes sensibilidades quando estamos a falar de defender os interesses da nossa terra”.

Alberto Souto entrega listas do PS no Tribunal de Aveiro com várias caras novas
Redação

Redação

13 ago 2025, 18:02

De acordo com o candidato, é um sinal de que a candidatura é agregadora e conseguiu juntar pessoas que não têm militância partidária. É o caso de Rui Castilho Dias e Marta Ferreira Dias, terceiro e quarto candidatos à CMA, que aparecem nas listas sem experiência política. Alberto Souto afirma que não é um problema, uma vez que “não é preciso tirar um curso” para estar na política. Por outro lado, enaltece a importância de ter candidatos com diferentes competências e percursos, o que até torna o processo mais fácil se os eleitos tiverem de assumir diferentes pelouros. De acordo com Alberto Souto, fica a mensagem de que os consensos são “fáceis e possíveis” quando diferentes aveirenses discutem a sua terra.

Embora a intenção tenha sido levar a cabo uma “renovação profunda”, Alberto Souto dá destaque também a um “sinal de continuidade”. O candidato recusa algum tipo de afastamento em relação à anterior concelhia do partido, liderada por Manuel Sousa, ex-candidato socialista à CMA nas eleições autárquicas de 2017 e 2021, e dá o exemplo de Fernando Nogueira e Rosa Venâncio, que dão o salto da vereação para a lista de candidatos à Assembleia Municipal, como pessoas que garantem a continuidade.

A candidatura à Assembleia Municipal é liderada pela ex-deputada à Assembleia da República (AR), Cláudia Cruz Santos, também presente na entrega das listas de candidatos no Tribunal de Aveiro. À Ria, a cabeça-de-lista diz que aceitou o convite para integrar as listas do PS por se rever na proposta liderada por Alberto Souto e por acreditar que tem algo a acrescentar. Cláudia Cruz Santos, que nasceu e reside em Aveiro, relembra que presidiu à Comissão Eventual para acompanhamento da Agenda Anticorrupção e que foi vice-presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais na AR, o que considera que deu-lhe uma “útil experiência em contextos de conflitualidade e de opinião diversa”. Nesse sentido, a candidata afirma ter competências para mudar o “estilo autoritário e pouco atento que se tem cultivado” na Assembleia Municipal de Aveiro.

Alberto Souto promete que “não volta a acontecer” o que se passou no seu último mandato

Vinte anos volvidos desde que deixou de ser presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Alberto Souto afirma que “se não sentisse energia e vontade de fazer diferente” não voltava a entrar na corrida à autarquia. Contudo, considera-se hoje “mais prudente” e “sem ilusões” em relação à “capacidade do Estado de ajudar a resolver problemas”. Nesse sentido, o candidato critica a “inércia confrangedora” do Estado, que deixou parados alguns projetos durante 20, 30 ou 40 anos, conforme diz já ter vindo a apresentar na sua rubrica de Facebook “Rota das Oportunidades”.

No que diz respeito à gestão das contas públicas, Alberto Souto promete que “o que aconteceu há 20 anos não volta a acontecer”, numa referência direta à sua gestão financeira. De acordo com o ex-presidente da autarquia aveirense, o que desequilibrou a tesouraria foi a construção do Estádio Municipal de Aveiro, um processo em que considera ter sido duplamente “defraudado” pelo Estado. Primeiro, porque os pressupostos financeiros segundo os quais a CMA se candidatou não foram cumpridos, ou seja, o valor do Estádio foi muito superior àquilo que tinha sido apontado pela Federação Portuguesa de Futebol. Depois, porque o envelope de apoio financeiro teve de ser dividido pela construção de dez estádios, mais quatro do que os inicialmente previstos. Não obstante, Alberto Souto “não esquece” que a decisão da construção do Estádio foi aprovada por unanimidade numa Câmara com maioria de vereadores do PSD e do CDS (três vereadores eleitos pelos sociais-democratas e dois centristas, contra quatro socialistas). Apesar dos problemas, Alberto Souto lembra que a Câmara “tinha muitas obras em curso e alterou a realidade de Aveiro”. “Das mil coisas que fizemos, houve uma que correu mal, à qual fomos alheios”, conclui.

A “prudência” não é sinónimo de fazer menos, garante o candidato, que se propõe a cumprir com aquilo que constar do seu programa, ao qual chama um “guião” para o próximo mandato. No entanto, Alberto Souto entende que, antes de fazer promessas, precisa de avaliar a situação financeira da CMA. O ex-autarca recorda que “houve muitos concursos a serem abertos” no último ano que podem ter impacto nas contas da autarquia, deixando no ar aquilo que já vários candidatos autárquicos apontam como uma certeza: a subida significativa da dívida da autarquia no ano de 2025 – até porque representa o ano do investimento de mais de 22 milhões de euros na construção do Pavilhão ‘Oficina do Desporto’, uma obra integralmente suportada por via de uma empréstimo bancário contraído pela autarquia.

Embora confie na seriedade dos serviços financeiros da Câmara, acredita que só depois de falar com eles é que poderá avaliar a necessidade de uma auditoria às contas do município (uma proposta que, recorde-se, o Chega já apresentou). Alberto Souto aponta algumas “situações estranhas” no urbanismo, mas assume que também não está interessado em fazer uma “caça às bruxas” pós-eleitoral.

Como principais preocupações, Alberto Souto volta a destacar a habitação, os espaços verdes e a mobilidade, campos em que diz que o Município de Aveiro tem ficado para trás ao longo dos últimos anos.

PS aposta em renovação total da lista à Câmara com independentes e figuras ligadas à Universidade de Aveiro

Alberto Souto já tinha prometido e acabou por se confirmar: a lista do Partido Socialista à Câmara Municipal apresenta-se numa lógica de renovação profunda. Depois do partido ter sofrido uma dos piores resultados eleitorais da sua história, nas eleições autárquicas de 2021, o atual candidato socialista – um dos maiores críticos da estratégia seguida nessas eleições – opta agora por muitas caras novas, com uma maioria significativa de candidatos independentes, sem qualquer filiação partidária.

Alberto Souto está consciente do desafio eleitoral que tem pela frente e a ausência total de candidatos repetentes na lista à Câmara, bem como a integração de independentes de perfil técnico e académico, indicam da melhor forma a preocupação do candidato socialista em alargar a base eleitoral do PS-Aveiro e conquistar setores fora do aparelho partidário. Uma espécie de único caminho para a vitória.

Nenhum dos candidatos que integram a lista à Câmara Municipal transita da lista apresentada nas últimas eleições autárquicas, sendo que apenas Alberto Souto e Paula Urbano Antunes já ocuparam anteriormente funções como autarcas. Esta última, tal como a Ria já tinha avançado, era um dos nomes mais falados para integrar a equipa de Alberto Souto. A atual presidente da concelhia do PS-Aveiro foi sempre vista como um ‘braço direito’ do candidato socialista e acaba, sem surpresas, por ser escolhida como número dois à Câmara Municipal. É licenciada em Psicologia pela Universidade de Coimbra e desde 1997 que o seu percurso profissional tem sido no Centro de Emprego de Aveiro (IEFP), onde ainda no início de 2024 viu a sua comissão de serviço ser renovada, por mais três anos, como subdelegada Regional do Centro.

Logo de seguida, entre os nomes em destaque, estão dois independentes: Rui Castilho Dias e Marta Ferreira Dias – ambos com ligação à Universidade de Aveiro. O primeiro é licenciado em Administração Pública pela Universidade de Aveiro e é atualmente manager na Minsait, uma consultora da área da tecnologia, inovação e modernização digital. No seu percurso profissional, disponível no Linkedin, para além de passagens pela Deloitte e pela PT Inovação, encontram-se várias experiências em projetos europeus, como o Aveiro Tech City, e uma experiência na Agência para a Modernização Administrativa, onde participou na implementação do “Espaço do Cidadão” e da “Loja do Cidadão”. Destaca-se ainda o seu cargo na atual direção da Ciclaveiro, uma associação aveirense promotora do uso de bicicleta que se tem afirmado ao longo dos últimos anos como muito crítica da estratégia seguida pelo Município de Aveiro na área da mobilidade.

Já Marta Ferreira Dias, uma das maiores surpresas, é doutorada em Economia pela Universidade de Warwick, no Reino Unido, e mais um elemento que entra nas listas de Alberto Souto com ligação direta à Universidade de Aveiro, onde tem feito carreira ao longo dos últimos 25 anos. Atualmente é professora associada no Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial e Turismo (DEGEIT-UA), investigadora na Unidade de Investigação em Governação, Competitividade e Políticas Públicas (GOVCOPP) e ainda diretora da Licenciatura em Economia.

A candidatura à Câmara é ainda composta por mais três pessoas ligadas à Universidade de Aveiro: Susana Sardo e Óscar Mealha, ambos professores catedráticos no Departamento de Comunicação e Arte (DECA-UA), e ainda Leonardo Costa – um jovem que tem sido visto por diversas vezes ao lado de Alberto Souto, sento atualmente gestor de projetos na agência de publicidade aveirense Amazing Factory e ainda professor adjunto convidado da Licenciatura em Gestão Pública da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda (ESTGA-UA). Leonardo Costa, segundo informações recolhidas pela Ria, é uma escolha exclusiva de Alberto Souto, não tendo sido indicado pela concelhia da Juventude Socialista (JS).

Já na lista à Assembleia Municipal, Alberto Souto opta por um equilíbrio entre a renovação e a manutenção de quadros com experiência em órgãos municipais. Tal como anunciado em primeira mão pela Ria, a lista será liderada por Cláudia Cruz Santos, ex-deputada à Assembleia da República, eleita como independente nas listas do PS, e professora associada da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

Seguem-se Fernando Nogueira e Rosa Venâncio, ambos a transitar de vereadores da oposição, e João Ribeiro, independente e diretor delegado dos Serviços de Ação Social da UA. A lista inclui também Rosa Aparício, líder das Mulheres Socialistas da concelhia PS-Aveiro, e nomes que repetem presença na lista, face a 2021, como Jorge Gonçalves, Sara Tavares e João Sarmento (líder da JS-Aveiro), mas agora em lugares elegíveis.

Por último, a fechar a lista à Câmara Municipal destaca-se ainda a escolha de Vasco Sacramento, neto do histórico aveirense Mário Sacramento e atualmente proprietário de uma das maiores agências de agenciamento e produção cultural, em Portugal, com escritórios em Aveiro – a Sons em Trânsito. Também a fechar a lista à Assembleia Municipal pode-se encontrar Pedro Pires da Rosa. Visto como um dos melhores elementos da bancada do PS na Assembleia Municipal de Aveiro, o também ex-presidente da concelhia do PS-Aveiro acaba por, surpreendentemente, não continuar nas mesmas funções, mas não quis deixar de dar um sinal simbólico de apoio a Alberto Souto com a sua participação a fechar a lista à Assembleia Municipal.

A Ria sabe que nos bastidores do partido vive-se um clima de grande otimismo em relações às próximas eleições autárquicas. Vários militantes socialistas, abordados pela Ria, afirmam que este é o ano do "tudo ou nada" e apontam como grandes vantagens competitivas nesta disputa eleitoral a saída de José Ribau Esteves, a "desunião que se sente no PSD-Aveiro com várias demissões na concelhia" e a "inexperiência" que apontam a Luís Souto e que, recordam, foi também uma das críticas dirigidas ao candidato social-democrata pelo próprio Ribau Esteves. Apesar disso, o aparelho socialista está muito expectante relativamente ao resultado do Chega, apesar de acreditarem que o crescimento deste partido terá mais impacto no eleitorado da coligação 'Aliança Mais Aveiro'.

A lista de candidatos à Câmara Municipal

Paula Urbano Antunes

Rui Castilho Dias

Marta Ferreira Dias

Leonardo Costa

Isabel Vila-Chã

Pedro Roseiro

Susana Sardo

Óscar Mealha

Nuno Marques Pereira

Ana Rita Cunha

Vasco Sacramento

A lista de candidatos à Assembleia Municipal

Cláudia Cruz Santos

Fernando Nogueira

Rosa Venâncio

João Ribeiro

Rosa Maria Aparício

Jorge Gonçalves

Sara Tavares

João Sarmento

Catarina Feio

Nuno Baptista

Sílvia Martins

João Amaral

Cláudia Oliveira Santos

Miguel Araújo

Francisca Nicolau

Duarte Ferreira Dias

Miriam Coelho

Tiago Nunes

Ana Cristina Diniz

André Mesquita

Marta Maia Santos

Regina Alves

Diogo Carqueijo

Ivone Lopes

Nuno Simões de Oliveira

Isabel Velada

Pedro Pires da Rosa

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Segundo uma nota enviada às redações, um dos protocolos será assinado com a Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv), representada por Joana Regadas, presidente da direção da AAUAv, e um outro com o Centro Universitário Fé e Cultura (CUFC), representado pelo padre Rui Jorge, diretor da CUFC. O objetivo, segundo explica o comunicado, passa por proporcionar “mais condições para os alunos da UA aderirem à dádiva de sangue”. A ADASCA adianta que, “por motivos da mudança de instalações” em 2025 registou uma “quebra substancial da presença de dadores” face às “dificuldades de estacionamento e, consequentemente relacionadas com as multas pela Polícia Municipal”. “A ADASCA realizou em 2025 cerca de 108 brigadas, destas resultaram 4825 previsões, dadores inscritos 3832, dadores aprovados 3033, não aprovados 799, num total de 3832”, refere. Na cerimónia de aniversário estão ainda confirmadas outras presenças como Lúcia Borges, diretora da Imunohemoterapia do Hospital de Aveiro, Artur Silva, vice-Reitor da UA ou Bruno Ferreira, presidente da União das Freguesias de Glória e Vera Cruz. A iniciativa contará ainda com bolo de aniversário, um aveiro de honra, entre outros aperitivos.

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Numa nota de imprensa enviada às redações, o PCP Aveiro refere que, durante a passagem da depressão Kristin, São Jacinto ficou “completamente isolada em transportes coletivos por responsabilidade da Câmara Municipal de Aveiro”. Segundo o partido, “o Ferry não navegou, as lanchas estiveram inoperacionais e pior, não circulou o transporte rodoviário entre Aveiro-S. Jacinto-Aveiro, apesar dos 60Km-60Km de distância”. No mesmo comunicado, o PCP considera “particularmente inaceitável” a inexistência de “transporte alternativo rodoviário, denominado ‘13’”. Trata-se, segundo o partido, de “uma decisão particularmente questionável, quando todos as outras freguesia e concelhos mantiveram a circulação de transporte”. Contactada pela Ria esta sexta-feira, fonte da AveiroBus rejeitou as acusações, admitindo apenas que “houve constrangimentos” em alguns períodos do dia. A mesma fonte assegurou ainda que existiu “sempre alternativa” quando o ferry não navegou. Questionado também sobre este assunto, a Câmara remeteu para a resposta dada pelo presidente da autarquia, Luís Souto Miranda, a um munícipe durante o período de participação dos cidadãos na reunião pública do executivo municipal, realizada na quinta-feira, sobre o funcionamento do ferry-boat Salicórnia. Na altura, o autarca reconheceu que o ferry “tem tido alguns problemas”, lembrando que a embarcação “tem limitações por questões de segurança a manobrar” em alturas de mau tempo. Ainda assim, admitiu que tem de haver uma melhoria na parte da comunicação, adiantando que já avisou o concessionário no sentido de a comunicação “ser muito clara e eficiente e [para que] as alternativas para quando o ferry não puder funcionar sejam de acordo com as necessidades daquela população”. Na nota de imprensa, o PCP Aveiro denuncia ainda a “situação de caos nos transportes públicos em São Jacinto”, recordando que o tema já foi discutido em sede de Assembleia Municipal. “Recordando cronologicamente o passado recente, desde agosto de 2023, verificam-se nos transportes para os utentes e habitantes de São Jacinto, sucessivos atrasos e cancelamentos. Passados 6 meses, em fevereiro de 2024, a situação agravou-se com a entrada em funcionamento do ferry-boat ‘Salicórnia’”, descreve. Segundo o PCP, a situação agrava-se “principalmente nos meses de época baixa, com grandes transtornos para a população”. “Atualmente, e em pleno Inverno, os mesmos constrangimentos fazem-se sentir. Os transportes não funcionam, seja por condições meteorológicas adversas ou pelas sucessivas avarias”, atira. “Apesar das estruturas de transporte fluvial, como o Ferry-Boat ‘Salicórnia’ e as duas lanchas de transporte, a ‘Dunas’ que serviu de propaganda eleitoral há mais de quatro anos, com um custo de cerca de 80.000€, nunca navegou e a lancha ‘Transria’ que apesar construída e pensada para as más condições temporais do canal da ria, incompreensivelmente não navega por falta de investimento”, continua o PCP. Por fim, o PCP Aveiro sublinha o sentimento de “abandono e desigualdade” vivido pela população de São Jacinto. “Independentemente da sua localização geográfica, todos os munícipes aveirenses têm direito de fruir de serviços públicos, nomeadamente, ao caso, à mobilidade”, insiste. “A maioria PSD/CDS na Câmara Municipal de Aveiro tem de assumir as suas responsabilidades e resolver este grave problema, que periga coesão económica e social do Concelho. O PCP, com a população, exige uma solução célere para estes graves problemas, que tornam impossível a mobilidade em São Jacinto”, remata a nota.

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Numa nota de imprensa enviada às redações, a IL Aveiro considera que a afirmação do autarca foi “desproporcionada, despropositada e politicamente reveladora”. Segundo o partido, as declarações surgem na sequência de duas situações concretas relacionadas com um problema vivido por um munícipe do concelho. De acordo com a IL, o cidadão em causa tem água a entrar na sua habitação através dos cabos de comunicações, “uma situação grave, objetiva e tecnicamente identificável”. No entanto, tanto o “fornecedor do serviço de água como o fornecedor do serviço de telecomunicações” terão recusado assumir responsabilidades, remetendo o problema de “entidade em entidade”, sem que tenha sido apresentada uma “solução efetiva”. Face a isto, a Iniciativa Liberal afirma ter apoiado a “legítima reivindicação de um munícipe que exige apenas que o problema seja resolvido”. “Importa ainda sublinhar que o cidadão expôs esta situação de forma educada, fundamentada e plenamente legítima, exercendo a cidadania de forma elevada, na Assembleia Municipal de Aveiro do passado dia 30 de janeiro”, explica. O partido refere, por fim, que não aceita “rótulos ofensivos como substituto do debate político sério”. “Defender cidadãos quando o sistema falha não é anarquismo. É exatamente o contrário: é exigir que as entidades com responsabilidades públicas cumpram o seu dever e resolvam problemas concretos da vida das pessoas”, insiste.

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A atualização de tarifário dos transportes concessionados para o ano de 2026 foi aprovada por unanimidade. “Não vai haver aumento para os utilizadores”, disse o presidente da Câmara, Luís Souto Miranda, afirmando que o objetivo da autarquia é “incentivar a utilização do transporte público”. Apesar de em 2026, estar prevista uma atualização de 1,53% nos custos associados ao serviço de transportes, a câmara esclarece que este aumento não terá qualquer impacto no preço pago pelos utilizadores, mantendo-se os tarifários ao público congelados. Segundo uma nota camarária, a atualização resulta da variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC), conforme previsto no regulamento da concessão, e aplica-se às comparticipações económico-financeiras a partir de janeiro de 2026 e às tarifas a partir de fevereiro. “O aumento de 1,53% será absorvido no valor pago ao operador, sem ser refletido no Preço de Venda ao Público (PVP). O objetivo é proteger o poder de compra das famílias e continuar a incentivar o uso do transporte público”, refere a mesma nota.

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Tal como noticiou o Público esta quinta-feira, 5 de fevereiro, nove dos 16 líderes das universidades portuguesas assinaram a carta de apoio ao candidato presidencial, António José Seguro. À iniciativa juntaram-se ainda antigos reitores e presidentes de institutos politécnicos. Em entrevista à Ria, Paulo Jorge Ferreira explicou que a sua decisão não foi uma “escolha”, mas sim uma opção enquanto também presidente do CRUP. “Eu não poderia assinar nunca porque o presidente do CRUP representa o conselho de reitores e eu não sei qual é a posição, nem preciso de saber, nem vou perguntar a posição de cada reitor quanto a isto”, justificou. Questionado sobre se assinaria a declaração caso não fosse presidente do CRUP, mas apenas reitor da Universidade de Aveiro, Paulo Jorge Ferreira afirmou, novamente, que “nunca assinaria uma declaração de apoio política”. “Nem aceitaria ser mandatário de uma candidatura, nem entraria nas comissões de honra das mesmas, nem tomaria qualquer tipo de outra posição política fosse de que cor fosse”, frisou, sublinhando que essa postura “não é novidade para ninguém, uma vez que, nos anos em que fui reitor nunca o fiz”. A título pessoal, o reitor comentou ainda o momento em que a declaração foi tornada pública, considerando-a tardia no atual contexto eleitoral. “Fazem-se declarações de apoio em alturas mais precoces ou em alturas onde o desfecho é incerto. (...) Essa declaração pode ter um efeito consequente… A meio de um caminho e estando já a trabalhar-se numa segunda volta de eleições acho que é demasiado tarde para se fazer uma declaração de apoio ou de rejeição seja do que for”, opinou. A segunda volta das eleições presidenciais está marcada para este domingo, 8 de fevereiro, e terá como candidatos António José Seguro e André Ventura.

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Num aviso publicado no Portal das Finanças, a AT diz ter “conhecimento de que alguns contribuintes estão a receber mensagens de texto (SMS) fraudulentas”, através das quais os destinatários “são induzidos a carregar num ‘link’ que é fornecido para alegadamente regularizar a sua situação tributária”. O aviso do fisco inclui uma réplica das mensagens, nas quais é referido que a pessoa visada “tem um pagamento pendente” e que deveria pagar até ao passado dia 05 de fevereiro “para evitar penhora”. Imediatamente a seguir, é referido que o destinatário “pode consultar os detalhes” no ‘link’ incluído na mensagem. Essa página simula a composição gráfica do Portal das Finanças, onde aparece a falsa informação com uma referência de pagamento, número da fatura, data e valor a pagar (no caso apresentado, 198,95 euros). Segundo a AT, o objetivo das mensagens “é convencer o destinatário a aceder a páginas maliciosas carregando nos ‘links’ sugeridos e a efetuar pagamentos indevidos”. A página refere de forma fraudulenta que o pagamento em falta se encontra em incumprimento, citando um artigo do CPPT para afirmar que o não pagamento do valor em causa “poderá resultar em processo de execução fiscal e penhora dos bens”. No mesmo aviso publicado no Portal das Finanças, a AT recomenda aos cidadãos a leitura do “folheto informativo sobre Segurança da Informação” disponível no ‘site’, mas, nessa página, não disponibiliza o ‘link’ para o documento. Para o encontrar sem sair do ‘site’ da AT, é possível escrever na barra de pesquisa a expressão “folheto informativo sobre Segurança da Informação” e, de seguida, selecionar o primeiro resultado no segmento “informação”. Neste folheto, a AT recomenda aos cidadãos que não respondam às mensagens que suscitam dúvidas, não cliquem em ‘links’, não descarreguem ou abram ficheiros e não forneçam “as suas credenciais para acesso ao Portal das Finanças”. Adicionalmente, sugere que os cidadãos apaguem as mensagens “de origem desconhecida ou de conteúdo duvidoso”.

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Na primeira sessão do julgamento realizada no Tribunal da Feira, a arguida optou por não prestar declarações, limitando-se a dizer que na altura dos factos “não andava bem”. De seguida, o tribunal procedeu, a pedido do Ministério Público (MP), à leitura das declarações prestadas pela arguida no primeiro interrogatório judicial, onde a mulher assumiu a autoria dos factos. A arguida, que está em prisão preventiva, responde por um crime de incêndio florestal, ocorrido em 30 de julho, em Canelas, Arouca. Segundo a acusação do MP, a mulher saiu de casa a pé, em direção à Rua Engenheiro Augusto Barata da Rocha, munida com um isqueiro de fogão, com o objetivo de atear fogo a mato próximo da sua residência. Pelas 12:07, a cerca de 15 metros de uma habitação, a arguida acendeu o isqueiro e de imediato ateou fogo ao mato e vegetação seca ali existentes, com o propósito de dar origem a um incêndio, refere o MP. Os investigadores calculam que, em consequência da atuação da arguida, tenha ardido mato, pinheiros de pequeno porte e eucaliptos numa área de 150 metros quadrados, encostados à via pública, propagando-se pela encosta. Logo após a ignição, o MP diz que a arguida distanciou-se do local e permaneceu alguns instantes a olhar na direção do fogo, tendo fugido para a sua residência, quando começou a constatar a presença de pessoas no local. O fogo foi combatido e apagado pelos bombeiros de Arouca, com recurso a quatro veículos, um meio aéreo e 19 bombeiros. O MP refere ainda que naquela altura encontravam-se em curso nas localidades de Arouca, Castelo de Paiva, Fornos, Cinfães e Viseu diversos incêndios, que consumiram, até 31 de julho, uma área total de 153 quilómetros quadrados, sendo o risco de incêndio muito elevado, com uma temperatura de 30.º graus e uma humidade relativa próxima dos 60%.

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