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‘Aliança’ apresenta Miguel Silva e promete continuidade e novos projetos em Requeixo, Fátima e Nariz

A coligação ‘Aliança Mais Aveiro’ (PSD/CDS-PP/PPM) apresentou, este sábado, 26 de julho, Miguel Silva, atual presidente de junta e candidato na União de Freguesias de Requeixo, Nossa Senhora de Fátima e Nariz nas próximas eleições autárquicas. A apresentação decorreu no Parque Ribeirinho do Carregal.

‘Aliança’ apresenta Miguel Silva e promete continuidade e novos projetos em Requeixo, Fátima e Nariz

O primeiro a discursar foi Luís Souto de Miranda, candidato da ‘Aliança’ à Câmara Municipal de Aveiro, que aproveitou a ocasião para recordar a sua última passagem pela União de Freguesias – marcada por uma polémica em torno da participação numa caminhada solidária na Pateira do Carregal, realizada a 6 de julho, para angariação de fundos para a Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Na altura, o episódio gerou críticas por um alegado aproveitamento político. Questionado na ocasião pela Ria, Luís Souto preferiu não comentar. Desta vez, porém, abordou o tema com leveza e até com alguma ironia. “Vamos lá ver se ninguém fica amuado por eu discursar aqui no Carregal. Da última vez que eu vim aqui houve aí uns amuos… Mas eu gosto muito de vir ao Carregal e de falar com as pessoas. Foi o que fizemos, na altura, Miguel”, atirou. “O primeiro grande momento foi como presidente da Assembleia, mas depois como dizia a Ivone Silva a gente põe um casaco, tira o outro, etc. Temos várias funções. Depois andamos aí animados a caminhar e a descobrir a beleza deste espaço que nós muito prezamos”, justificou Luís Souto.

Já sobre a apresentação de Miguel Silva naquele local, o candidato da 'Aliança' sublinhou que a escolha do Parque Ribeirinho do Carregal “fez todo o sentido”, alinhando-se com uma das prioridades da coligação: a valorização ambiental e dos espaços verdes. “Aumentar os lugares de convívio comunitário, de partilha, é muito importante e a Junta tem feito esse trabalho e a Câmara Municipal pode fazê-lo, que é aumentar os locais e as ocasiões em que o povo se junta, em que nos sentimos parte de uma comunidade”, realçou.

Falando diretamente sobre o candidato à União de Freguesias frisou que o mesmo “dispensa apresentações” já que por “muito mérito” próprio é o atual presidente. “Já ganhou duas eleições com expressivas vitórias. (…) São das maiores vitórias que nós temos”, disse. “É um território grande, mas o Miguel chega a todo lado. O Miguel chega a todas as pessoas. O Miguel tem uma palavra para cada morador, e eu tenho presenciado isso quando o acompanho”, continuou Luís Souto de Miranda.

O candidato da ‘Aliança Mais Aveiro’ aproveitou ainda para destacar a boa gestão financeira da União de Freguesias, lançando críticas à anterior liderança socialista na Junta de São Jacinto — local onde decorrerá, este domingo, mais uma sessão de apresentação da coligação—, onde, segundo afirmou, “nem a conta da luz nem a internet eram pagas”. “E quem resolveu aquela trapalhada? A nossa Câmara juntamente com a nossa equipa da junta. Foram eles que resolveram essa grave crise”, expôs.

Recorde-se que, nas eleições autárquicas de 2021, o socialista António Aguiar venceu a Junta de São Jacinto por apenas 29 votos de diferença, elegendo três elementos, o mesmo número que a coligação PSD/CDS/PPM. No entanto, Aguiar renunciou ao cargo em julho do mesmo ano, poucos dias depois de a Câmara Municipal de Aveiro (liderada pela coligação) retirar à Junta a gestão do parque de campismo local, alegando “graves e reiterados incumprimentos”. Segundo noticiou a Renascença, a Câmara acusou então a Junta — única no concelho eleita pelo Partido Socialista (PS) — de enfrentar uma “grave e irregular” situação financeira, com uma dívida superior a 200 mil euros à empresa Águas da Região de Aveiro e um passivo adicional de cerca de 150 mil euros a outras entidades.

Nas eleições intercalares de 2022, a coligação ‘Aliança Com Aveiro’ venceu com 48,68% dos votos, conquistando quatro mandatos e assumindo a presidência da junta.

No seguimento, Luís Souto questionou: “Alguém aqui quer um tal desgoverno para esta União de Freguesias?”. E respondeu de imediato: “Penso que não e com a reeleição do Miguel, teremos aqui a garantia de uma boa gestão, de fazer obra e pagá-la”.

Continuando a tecer críticas ao PS, o candidato da ‘Aliança’ atirou ainda que “não foi só numa Junta que o desgoverno dos socialistas deixou uma má reputação”. Reforçou que a recuperação financeira do município só foi possível graças à maioria liderada pela coligação. “Foi graças à maioria, na qual me incluo, que foi possível fazer a recuperação.Mas esse trabalho foi feito com o sacrifício dos impostos dos aveirenses, daqueles que os pagam naturalmente, mas indiretamente de todos, porque houve projetos que foram adiados, escolas para construir, associações para pôr a funcionar que foram adiados”, afirmou.

Luís Souto sublinhou ainda a diferença entre a atual gestão camarária e a anterior, liderada pelo PS. “Hoje, a Câmara de Aveiro paga, numa semana, as faturas que lhe são apresentadas. No tempo do PS, pagava quando calhava — ou então, a perder de vista.E o mais grave é que eram com faturas daqueles pequenos empresários, que têm uma pequena oficina, que fez um trabalho de pintura. (…) Isto não pode continuar e nós estamos apostados em não regressar a esses tempos de rutura financeira municipal”, insistiu.

Já numa outra etapa do discurso, o candidato da ‘Aliança’ falou ainda sobre as “boas heranças” da atual gestão na União de Freguesias. Como exemplo, apontou a construção da nova unidade de saúde, cuja obra “está bem adiantada” e que, segundo disse, “vai transformar esta freguesia”. Luís Souto adiantou que esta será “talvez a melhor equipada na área dos cuidados de saúde primários”, realçando ainda que será da responsabilidade da coligação “assegurar a boa conclusão deste processo”. “Se juntarmos a este centro de saúde as excelentes instalações do novo centro escolar (…) temos aqui uma perceção de que esta União de Freguesias está em grande transformação (…) acelerada”, realçou.

O candidato deixou também a garantia de que a coligação procurará apoiar o Centro Social e o desenvolvimento desportivo. Neste último ponto, defendeu que “à semelhança do que acontece um pouco por todo o município, teremos de olhar para os equipamentos desportivos dentro de um plano municipal de desporto”. Destacou ainda a necessidade de “investir e aumentar a atratividade nas freguesias”, apontando o Museu da Terra do Requeixo como um exemplo. “Teve algumas vicissitudes, mas agora vai para a frente”, assegurou.

Já na freguesia de Nariz, anunciou a criação de um novo equipamento que será um “polo de divulgação da região da Bairrada”. “Vai tornar-se a verdadeira ponta de lança da região vitivinícola”, afirmou, acrescentando que o objetivo é também criar uma “rota turística com valor acrescentado”. “Em Aveiro há um grande crescimento de turismo, mas esse turismo não pode ficar pelo centro.Ele tem de vir às freguesias, assim que haja motivos de visitação.Temos aqui um excelente motivo de visita. Nós vamos criar outros”, vincou.

Falando sobre a Pateira de Requeixo, Luís Souto de Miranda disse ainda ser necessário trabalhar numa “parceria com o Governo” e com a empresa “Ria Viva” para que a dragagem da pateira e a remoção dos jacintos “sejam uma realidade”. “Estaremos muito atentos a este processo, porque ele é essencial também pelo respeito e pelo carinho com este ecossistema, valorizando a natureza como um tesouro que nós podemos mesmo aproveitar”, referiu.

À semelhança do que já havia afirmado numa outra apresentação, Luís Souto repetiu que: “É muito importante termos um Luís na Câmara e outro no Governo. É um bom sinal”. E justificou: “Não é por serem Luíses, podiam ser Antónios, mas porque uma excelência de relação entre um presidente da Câmara e um primeiro-ministro, assim como com vários governantes que são oriundos daqui da região, é um enorme potencial”.

Nesse sentido, reforçou o compromisso da coligação em trabalhar em conjunto com o Governo para concretizar projetos estruturantes, como a construção da nova variante à estrada 235 — ligando a A1 à A17 — e a melhoria dos acessos ao centro da cidade. “Também é preciso melhorar as acessibilidades internas.Isto é uma União de Freguesias vasta, com muitos locais, tem serviços de grande qualidade, centralizados, mas agora falta a segunda parte”, frisou, destacando ainda a problemática da habitação.

“Queremos continuar a servir, com humildade e compromisso”

Já no seu discurso, Miguel Silva começou por agradecer a confiança da coligação e por destacar algumas das principais intervenções promovidas, ao longo do último mandato, nomeadamente, na área da educação e da saúde com a construção do novo centro escolar e da nova unidade de saúde.

Ao nível da regeneração urbana, apontou que “foi executado um ambicioso plano de pavimentação que complementou neste mandato, em quatro anos, cerca de 50 vias”, com novos investimentos previstos. “Vamos pavimentar em Nariz, durante as próximas semanas, mais cinco estradas”, revelou.

Na vertente ambiental, Miguel Silva referiu com orgulho que a freguesia foi recentemente distinguida com o Galardão Eco Freguesias 21. “Testemunha o compromisso assumido com a sustentabilidade e as boas práticas ambientais”, disse. Destacou ainda os parques de merendas, como os do Carregal, Requeixo e Nossa Senhora de Fátima.

No plano cultural, realçou o impacto do programa “Cultura Perto de Si”, com uma oferta “descentralizada” que chegou às dez freguesias do concelho. “Procedeu-se à requalificação de vários equipamentos culturais e sociais, como o Centro Social de Requeixo, a antiga escola primária da Taipa e o Salão Multiusos de Nariz, que neste momento está em obras”, concretizou. “Foi lançado na quinta-feira o concurso público para a requalificação do Centro Social das Taipas. Brevemente faremos o mesmo com o Salão Polivalente de Nossa Senhora de Fátima e o novo Museu da Terra a primeira fase ainda será lançada neste mandato autárquico”, adiantou Miguel Silva.

A vertente social também mereceu destaque. “Foi atribuída a Bandeira de Mérito Social, criámos o Espaço Sénior e promovemos iniciativas como a hidroginástica, a ginástica e o nosso passeio sénior, que este ano até teve direito à televisão”, referiu, frisando o contributo para o envelhecimento ativo e a inclusão social. Na área dos serviços públicos, destacou a descentralização e a proximidade: “Temos dois postos que funcionam na freguesia, a instalação de terminais multibanco e a criação do novo balcão de atendimento em Nariz”. Sublinhou também o envolvimento com a escola e as associações locais, “apoiando-os sempre de forma contínua”.

Feito o balanço do mandato, Miguel Silva focou-se no futuro, destacando como prioridades para a Taipa a requalificação do Centro Cultural e da Rua da Capela, assim como a construção do que classificou como um “grande anseio” da comunidade: o Parque da Senhora da Alumieira, junto ao apeadeiro da Linha do Vouga.

Em Requeixo, apontou a conclusão das obras no Centro Social e manifestou a ambição de desenvolver uma pista de pesca desportiva e uma eventual praia fluvial na pateira e a construção de uma capela mortuária.

No Carregal, enfatizou a necessidade de reativar a escola primária, modernizar o Centro Social e recuperar o histórico Moinho da Sanguinheira. Por sua vez, em Mamodeiro, manifestou, entre outros, a intenção de abrir uma nova via de “acafelado”, a conclusão do saneamento em algumas ruas, a criação de uma via ciclável na Rua da Igreja e a instalação de um parque verde na zona do Ribeirinho e o acesso pedonal na Rua do Barroca. “Mas a obra estruturante será, claramente, o Parque Urbano, que irá ligar a Capela da Póvoa do Valado à sede da Póvoa Com-Vida, e isso já é um compromisso assumido pela Junta de Freguesia e pela nova Câmara Municipal, liderada por Luís Souto, que é, claramente, transformadora do lugar da Póvoa do Valado”, adiantou.

Em Nariz disse ainda querer melhorar a zona industrial, tratar das “poucas” vias que ainda carecem de melhorias e valorizar o artesanato. A nível de instalações, Miguel deixou também a nota de que é necessário crescer a sede da junta de freguesia de Nossa Senhora de Fátima que, neste momento, é já “insuficiente para tudo o que lá trabalhamos”.

No final da intervenção, deixou um apelo direto: “Queremos continuar a servir, com humildade e compromisso.Queremos ouvir, dialogar, mas principalmente decidir e construir muito juntos.Peço-vos a confiança para mais quatro anos”.

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