RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

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Aveiro: A um ano das eleições autárquicas conheça aqui os nomes mais falados

A cerca de um ano para as eleições autárquicas, previstas para 2025, no Município de Aveiro fazem-se as primeiras apostas, estudam-se os melhores candidatos e começam a surgir as primeiras “guerrilhas” entre os partidos. Nos dois maiores partidos da concelho, o Partido Social Democrata (PSD) e o Partido Socialista (PS), são vários os nomes que vão surgindo.

Aveiro: A um ano das eleições autárquicas conheça aqui os nomes mais falados
Isabel Cunha Marques com Ana Patrícia Novo

Isabel Cunha Marques com Ana Patrícia Novo

Jornalistas
08 out 2024, 18:19

Estas eleições ficarão marcadas pela saída de José Ribau Esteves da liderança da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), visto que atingiu o limite máximo de mandatos autárquicos.

Pelo PSD Aveiro agitam-se as primeiras águas e estuda-se aquele que será o sucessor de Ribau Esteves, com vários nomes em cima da mesa. Por outro lado, o PS Aveiro sente que tem aqui a sua oportunidade de regressar ao poder, depois de 20 anos em que a Câmara Municipal foi liderada por coligações de direita.

A Ria procurou ouvir fontes próximas de ambos os partidos e preparou-lhe um resumo com os principais nomes que estão na ribalta.

Jorge Ratola (PSD)

É atualmente adjunto do gabinete do primeiro-ministro. Foi vereador da CMA de 2013 a 2015 e vice-presidente de 2015 a 2021. Para surpresa de muitos não integrou a equipa de José Ribau Esteves no atual mandato autárquico, tendo assumido, até há poucos meses, o cargo de chefe de gabinete do presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira.

Luís Souto Miranda (PSD)

É atualmente presidente da Assembleia Municipal de Aveiro e professor auxiliar e membro da comissão executiva do Departamento de Biologia (DBio), na Universidade de Aveiro (UA). Recorde-se que, em maio deste ano, na altura em entrevista à Rádio Terra Nova, Luís Souto Miranda “não fechou a porta a uma candidatura à Câmara de Aveiro em 2025”.

Rogério Carlos (PSD)

Depois de muitos anos como elemento do gabinete do presidente José Ribau Esteves, tanto na autarquia de Ílhavo como a de Aveiro, foi promovido a vice-presidente da CMA em 2021, num sinal por muitos interpretado como um pré-lançamento da sua candidatura às autárquicas de 2025. Recentemente, num outro sinal político relevante, passou a integrar também a comissão política do PSD Aveiro. A Ria sabe também que Rogério Carlos integra a lista de delegados do PSD Aveiro ao congresso nacional do PSD.

Silvério Regalado (PSD)

Atualmente é deputado à Assembleia da República (AR), pelo círculo de Aveiro, e vice-presidente do grupo parlamentar do PSD. Integra também a Comissão de Defesa Nacional. Entre 2013 a 2024 foi presidente da Câmara Municipal de Vagos e é visto como uma pessoa próxima de Luís Montenegro, líder do PSD, tendo sido um dos seus maiores apoiantes no distrito de Aveiro durante o período de eleições internas no PSD.

Alberto Souto Miranda (PS)

Foi presidente da Câmara Municipal de Aveiro entre 1998 e 2005, único período em que o Partido Socialista (PS) conseguiu liderar a autarquia local. Integrou o Governo de António Costa como secretário estado Adjunto e das Comunicações. Durante o seu percurso conta com passagens pela ANACOM, como vice-presidente, pelo conselho de administração da CGD e pelo Banco Europeu de Investimento. A Ria sabe que, neste momento, é o nome mais falado dentro do PS Aveiro, sendo que já anunciou que irá apresentar brevemente um livro sobre propostas para o futuro de Aveiro. Alberto Souto Miranda foi ainda alvo de um comunicado do PSD Aveiro com críticas aos seus mandatos autárquicos.

Eduardo Feio (PS)

É atualmente presidente do conselho de administração do Porto de Aveiro, cargo que assume desde 2022. Foi vice-presidente de Alberto Souto Miranda, durante os últimos cinco anos de governação socialista, em Aveiro, tendo sido vereador da CMA entre 1994 e 2005. Entre 2016 e 2022 foi também o presidente conselho diretivo do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT). Foi ainda o cabeça de lista do PS nas eleições autárquicas de 2013.

Filipe Neto Brandão (PS)

É desde 2009 deputado à Assembleia da República, pelo círculo de Aveiro, sendo atualmente o presidente da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública. Exerceu os cargos de Governador Civil do distrito de Aveiro e de membro na Assembleia Municipal de Aveiro. A Ria sabe que Filipe Neto Brandão foi um nome sugerido por alguns militantes nas últimas reuniões internas do PS Aveiro.

Mário Campolargo (PS)

É natural de Ílhavo e foi secretário de estado da Digitalização e da Modernização Administrativa do Governo liderado por António Costa. No seu currículo conta com passagens pela Direção-Geral de Redes de Comunicação e pela Direção-Geral de Informática da Comissão Europeia. Esteve envolvido em iniciativas europeias na área da Interoperabilidade (incluindo o certificado digital Covid) e de Modernização das Administrações Públicas Europeias.

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Manuel Tur leva “Class Enemy” ao Teatro Aveirense para refletir sobre o ensino
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Passados 48 anos desde a estreia do espetáculo “Class Enemy”, de Nigel Williams, o encenador Manuel Tur volta a pegar na peça para a levar ao Teatro Aveirense. Em entrevista à Ria, o encenador explica que o espetáculo gira em torno da escola enquanto espaço de revolta e de reflexão sobre a sociedade. “Esta sala de aula, que é onde estas personagens passam o espetáculo todo, é realmente uma espécie de reflexo, de símbolo, do que é a sociedade que se vive cá fora”, exprimiu. Apesar de o espetáculo partir de uma peça original inglesa, Manuel Tur referiu à Ria que houve uma preocupação em “descontextualizar” esta escola. “Não há nunca nenhuma referência de cidade nem de sítio, mas percebemos claramente que esta escola está no centro do que pode ser um lugar menos abastado”, referiu. “Eu não gosto de lhe chamar bairro social porque acho que isso é muito redutor e ao mesmo tempo faz com que se crie uma espécie de preconceito de que o bairro social vai tendencialmente criar marginais e vândalos… Mas percebemos que estas personagens nesta sala e nestas escolas estão num contexto socioeconómico mais baixo.  É um bocadinho o espelho do que se passa fora”, pormenorizou. Quanto às razões que o levaram a voltar a trazer este espetáculo a cena, o encenador sublinhou o facto de a peça ser “brutalmente atual”. “Primeiro porque eu acho e porque, principalmente, com os resultados que tivemos nas últimas eleições presidenciais e que desembocaram nesta segunda volta que esperemos que não tenha um final tão extremista e tão triste como inicialmente se previa... Acho que cada vez mais é importante que se debata e reflita a escola, a educação e o sistema. O sistema de ensino, o sistema de inclusão e de exclusão social”, refletiu. Sem desvendar demasiado sobre o que o público poderá esperar, Manuel Tur revelou que a peça se centra em “seis personagens que estão encerrados dentro de uma sala de aula”. “A certa altura, percebemos que estão quase barricados também, ou seja, eles gritam por ajuda o tempo todo, metaforicamente, a esta figura do ensino e do conhecimento, mas cada vez que algum professor chega para os ensinar esse professor é aterrorizado, maltratado e acaba por ser expulso”, conta. “Estas personagens são muito simbólicas (…) do que é esta sociedade também”, completa. Relativamente à estreia no Teatro Aveirense, o encenador destacou que este espetáculo assinala um regresso à cidade dos canais, onde tem apresentado regularmente o seu trabalho desde 2017, com peças como ‘Mulheres de Tráfico’ ou ‘20 de Novembro’. “Desde 2017 que me tenho debruçado um bocadinho mais sobre estas temáticas, mas principalmente sobre o facto de acreditar que o teatro ainda tem alguma função política e de alerta de consciência. Portanto, o teatro como pedra de arremesso e isto sem qualquer tipo de presunção. O Teatro Aveirense tem sido um parceiro muito regular nesse sentido”, afirmou. O encenador mostrou-se, por fim, expectante com aquela que será a receção do público. “Como artistas temos sempre um ego para alimentar, mas temos também expectativas que são geradas à volta dos trabalhos que vamos fazendo e este trabalho é muito particular (…) porque é um trabalho de um coletivo muito especial, de um grupo de gente que se juntou num momento particular. É um espetáculo muito feliz apesar de ser violentíssimo”, referiu. “Apesar de ter 1h50, é um espetáculo que tu vês de estômago apertado o tempo todo, mas o próprio tempo vai passando muito mais rápido do que acreditamos. Isto são palavras das pessoas todas que viram aqui no Porto nestas duas últimas semanas”, refletiu. A peça estará no Teatro Aveirense no dia 13 de fevereiro e tem o custo de 5 euros. Os bilhetes podem ser adquiridos aqui

Habitação: Luís Souto volta a apelar à libertação do quartel da GNR em reunião com deputados do PSD
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Segundo o texto enviado pelos sociais-democratas, o presidente da CMA colocou a habitação no centro das prioridades. Como já tinha sugerido em campanha, Luís Souto voltou a referir-se à intenção de libertar o antigo quartel que agora alberga o comando distrital da GNR para transformar o “quarteirão num núcleo habitacional de tipologia mista”. A Câmara Municipal garante que se disponibiliza para criar condições que permitam a reinstalação da guarda em nova localização “mais consentânea com as suas missões e em edifício moderno adequado às atuais exigências desta força de segurança”. Também na habitação, Luís Souto defendeu a “quebra de tabus” para, em sede de revisão do PDM, “alargar as zonas de construção, por exemplo, ao longo do traçado do caminho de ferro ou nas franjas de aglomerados urbanos servidos de diversas infraestruturas”. Na reunião, a autarquia pediu a intervenção dos deputados social-democratas para que o antigo centro de saúde mental de São Bernardo passe a propriedade do Município. O objetivo, afirma, é criar uma centralidade urbana com diversidade de serviços que responda a diversas necessidades. Da mesma forma, a Câmara Municipal também quer reaver as instalações ocupadas pelo Tribunal Administrativo e Fiscal, que pretende ver alocadas à atividade cultural. Luís Souto referiu ainda a intenção de ampliar o centro de congressos pelo seu “enorme potencial de crescimento” e deu nota de que a deslocalização do centro de emprego abriria portas ao alargamento do espaço para congressos da antiga Fábrica Campos. O processo que envolve o alargamento do Hospital de Aveiro também foi abordado, tal como o Eixo Aveiro-Águeda – um projeto que, diz a Câmara Municipal, “está bem encaminhado […], estando numa fase final o processo de expropriações”.

Aveiro: “Crateras” junto à Rodoviária geram indignação, mas CMA garante intervenção em breve
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Aveiro: “Crateras” junto à Rodoviária geram indignação, mas CMA garante intervenção em breve

Os clientes de Daniel Castanheta, motorista TVDE, dizem que “Aveiro é a terra dos buracos”, segundo conta o condutor à Ria. Em frente à Estação Rodoviária de Aveiro, o profissional olha para a Avenida Vasco Branco, diariamente atravessada por dezenas de autocarros, onde conta que já evita passar, uma vez que “tem buracos que não dão boa saúde aos carros”. Nos últimos dias, a situação tem gerado polémica nas redes sociais. Na sequência de uma publicação feita no Facebook, foram muitos os munícipes que se mostraram desagradados com o estado do pavimento, comentando que “Aveiro é um país de terceiro mundo ao nível das vias de comunicação” ou que aquela estrada “parece um caminho de cabras”. À Ria, o motorista conta que também já pensou recorrer às redes sociais para alertar para o problema. Os remendos são recorrentes – segundo Daniel Castanheta, até já foram colocados no passado mês de janeiro -, mas qualquer “chuvinha” faz desaparecer o trabalho de manutenção da via. “É uma vergonha… Eles [os responsáveis da autarquia] chegam aqui agora, se virem dois dias de sol, e metem um bocadinho de pó. Basta vir uma chuva e abrem ali aquelas crateras todas”, relata. A história coincide com aquela que Luís Delgado, que trabalha na Busway – empresa de transportes públicos que opera na região de Aveiro –, conta também à Ria. De acordo com o motorista, “desde o ano passado que andam a pôr remendos”, mas as coisas não têm melhorado e “já há buracos com mais de um palmo”: “Não vale a pena pôr remendos, vai ficar igual ou pior. (…) É o mesmo que pôr remendos numas calças velhas. (…) Põe-se lá um remendo e, passados uns dias, já está rasgado ao lado”. O condutor de autocarros entende que o caminho devia passar pela colocação de um “tapete de boa qualidade para os pesados” que viesse desde o início até ao fim do comprimento do túnel. Seria uma forma de “gastar o dinheiro de uma vez, em vez de andar a gastar o dinheiro aos pouquinhos”, no seu entender. Embora nem todos tenham mostrado vontade de falar à Ria, nas imediações do Terminal Rodoviário não houve quem fosse abordado que não tivesse queixas sobre a estrada. Entre taxistas, motoristas e trabalhadores da estação, todos deram nota de uma situação “horrível” que condiciona a chegada ao local de trabalho. Daniel Castanheta referiu ainda que esta rua não é caso único no concelho de Aveiro, que “está mesmo mal em termos de vias de comunicação”. Exemplo disso é a Avenida Artur Ravara, entre o Hospital e o Parque Infante D. Pedro, onde “a estrada tem buracos enormes” que “nem sequer se deram ao trabalho de tapar”. Da mesma forma, afirma que, na Rua Homem Cristo Filho, “houve um abatimento do pavimento (…) já para aí há dois meses” e que “puseram lá umas grades porque não se consegue passar”. Após ser contactado pela Ria, Rui Santos, vice-presidente da Câmara Municipal de Aveiro responsável pelo pelouro Serviços Urbanos e Espaço Público, garante que a autarquia está a par da situação e que, em breve, vão ser tomadas medidas. Neste momento, adianta, está a ser preparado o lançamento de uma empreitada para a recuperação de algumas vias do Município, entre as quais está a da Avenida Vasco Branco.

Mau tempo: Câmara de Aveiro fechou acesso à antiga Lota e deixou família bloqueada
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A Câmara de Aveiro mandou encerrar a estrada de acesso à zona da antiga Lota desde as 14h00 de segunda-feira até às 08h00 de hoje, atendendo à precipitação persistente e à subida da maré. A decisão apanhou de surpresa Agostinho Neno, o filho e a nora, que estavam a trabalhar nas marinhas às quais apenas se pode aceder por um caminho de terra ligado por uma ponte à zona que foi vedada. Quando tentaram regressar a casa ao final da tarde, os três depararam-se com o acesso barrado por um monte de terra e tiveram de retirar parte da terra com uma pá para passar com as suas viaturas. “Acho que eles vieram ver se havia carros ali. Dizem que não viram carros e taparam, mas os meus carros estavam aqui na zona privada, onde tenho o cais do meu barco”, disse à Lusa Agostinho Neno, queixando-se da falta de aviso prévio por parte da autarquia. Numa nota enviada hoje à Lusa, o gabinete de imprensa da Câmara esclareceu que a estrada na zona da antiga lota foi encerrada por razões de prevenção e para garantir a segurança. “Esta decisão foi tomada de forma responsável, face às condições existentes no local, tendo sido previamente assegurada a informação a todas as associações e coletividades com instalações naquela área”, refere a mesma nota. A mesma fonte acrescentou que a câmara desconhecia que estivessem trabalhadores nas marinhas e não teve a intenção de prejudicar e impedir a passagem dessas mesmas pessoas. Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados. Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos. O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Carnaval Infantil de Estarreja adiado para 14 de fevereiro devido ao mau tempo
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Numa nota publicada na sua página na internet, a Câmara refere quea organização do Carnaval de Estarreja decidiu adiar o Carnaval Infantil para sábado, 14 de fevereiro, às 14h30, no Sítio do Carnaval. A decisão surge nasequência da declaração da situação de calamidade decretada pelo Governo até 8 de fevereiro, alargando-a um conjunto de municípios da região de Aveiro, onde se inclui Estarreja. "Para o município de Estarreja e para a Associação de Carnaval de Estarreja, a prioridade máxima é a segurança de todos os envolvidos neste desfile, reforçando a salvaguarda das pessoas e a segurança pública, pois estão previstas condições meteorológicas adversas para o dia do evento", refere a mesma nota, adiantando quehaverá lugar à devolução de bilhetes, caso não possam comparecer na nova data.

Detido suspeito de provocar incêndio em moradia em obras em Ovar
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Em comunicado, a PJ de Aveiro esclareceu que o homem, que foi detido com a colaboração da GNR, ter-se-á introduzido ilicitamente numa moradia em obras, na freguesia de Maceda, ateando fogo em diversos materiais de construção. "O incêndio, ateado através de chama direta, foi detetado do exterior, quase no seu início, tendo sido imediatamente combatido por populares e, de seguida, pelos bombeiros locais, não assumindo assim proporções de relevo", refere a mesma nota. Ainda segundo a Judiciária, a atuação em causa "foi potenciada por um quadro de alcoolismo", existindo já antecedentes criminais por crimes de incêndio e referências policiais recentes por atos de vandalismo. A PJ refere ainda que o detido vai ser presente às autoridades judiciárias, na comarca de Aveiro, para aplicação das devidas medidas de coação.

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