Aveiro: Executivo municipal e oposição em concordância para facilitar construção em altura
O executivo da Câmara Municipal de Aveiro (CMA) aprovou esta sexta-feira, dia 6, o início do procedimento de alteração à revisão do Plano Diretor Municipal (PDM). Luís Souto, presidente da autarquia, considera que este é um importante passo para responder ao problema da habitação e refletiu que será necessário facilitar a construção em altura na malha urbana do Município. Do lado do Partido Socialista, a vereadora Isabel Vila-Chã manifestou concordância e disse que a edificação em altura se deve até estender ao centro das freguesias.
Gonçalo Pina
JornalistaÚltimas
Recordando que a Câmara Municipal de Aveiro foi uma das primeiras a fazer a revisão do PDM, Luís Souto assinalou que, desde então, “o mundo mudou” – a revisão do documento, lembre-se, aconteceu no já longínquo ano de 2019. O autarca começou por referir que o objetivo desta medida é “aumentar a capacidade de habitação em Aveiro” e, nesse sentido, referiu que, com o atual PDM, a capacidade de crescimento está limitada.
Para além de enunciar a urgência de criar novas centralidades no Município que sejam atrativas, Luís Souto apontou que é preciso “acabar com o dogma” que com que, em Aveiro, não se construa em altura. A solução, no seu entender, acaba por contornar a limitação que existe também ao nível da quantidade de terrenos urbanos existentes e não deve mexer com locais históricos e com “determinados elementos paisagísticos”.
Isabel Vila-Chã, vereadora eleita pelo PS, saudou a iniciativa do executivo municipal e pediu que o processo fosse conduzido com “celeridade”. No que à construção em altura diz respeito, a responsável deu nota de que a viabilização deste tipo de edificado também tem um contributo positivo na densificação da rede habitacional e foi mais longe do que o presidente, sugerindo que também é uma solução a ter em conta no centro das freguesias.
Ana Claúdia Oliveira, vereadora eleita pelo CDS na coligação ‘Aliança com Aveiro’ (CDS-PP, PSD e PPM) que já fazia parte do executivo municipal, fez questão de referir que não se está a colocar em causa o modelo anterior, mas sim a avaliar e atualizar os instrumentos de planeamento à luz da realidade atual. Conforme explica, a população do Município cresceu 9,2% em relação a 2021 e exige novas respostas ao nível da habitação, das infraestruturas, dos equipamentos, da mobilidade e da organização das centralidades urbanas.
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