Cais do Paraíso: IL-Aveiro reage às declarações de Munir Aly e diz que “plano nasceu condicionado”
O Núcleo Territorial de Aveiro da Iniciativa Liberal (IL) reagiu esta manhã, dia 18, à suspensão do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso e às recentes declarações de Munir Asharaf Aly, presidente do Cais do Paraíso S.A., à Ria. Em nota de imprensa, os liberais afirmam que a decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Aveiro vem confirmar que o Plano “não servia o interesse público” e apontam de que as considerações do investidor confirmam que o documento “nasceu condicionado e orientado, e não como resultado de um processo de planeamento independente e equilibrado”.
Redação
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Recordando as palavras dos deputados liberais na passada Assembleia Municipal de dezembro, na qual foi dito que o Plano de Pormenor “não servia o interesse público, não respeitava a identidade urbana de Aveiro e levantava dúvidas jurídicas, ambientais e processuais profundas”, o Núcleo Territorial do partido vem agora dizer que a decisão do TAF “confirma é que os alertas eram não apenas legítimos, mas fundamentados”. Recorde-se que, conforme noticiou a Ria na passada sexta-feira, “o Tribunal julgou procedente a providência cautelar instaurada pelo Ministério Público” e suspendeu o documento.
Dizem também os liberais que as declarações recentes do investidor Munir Asharaf Aly, em entrevista à Ria, são “particularmente reveladoras”. Na sua ótica, o presidente do Conselho de Administração da Cais do Paraíso S.A. “admite publicamente que o plano foi influenciado por orientações políticas do então executivo municipal”, o que significa que o plano “nasceu condicionado e orientado, e não como resultado de um processo de planeamento independente e equilibrado”.
“Se um instrumento de planeamento urbano é moldado a partir de interesses ou diretrizes associadas a um projeto específico, deixa de cumprir a sua função essencial de servir os Aveirenses e iliba decisões autocráticas”, referem.
Não obstante, escrevem que “a disponibilidade para diálogo deve ser aproveitada, mas só fará sentido com base na legalidade, transparência e respeito pela identidade urbana de Aveiro”.
A Iniciativa Liberal critica ainda o facto de o debate em torno do Plano ter acontecido em período eleitoral e lembra “os alertas [...] expressos de forma clara por várias entidades”, como o Turismo de Portugal, a CCDRC, a APA e a ANEPC. O partido assinala ainda que o percurso institucional do processo, que já foi revogado na Câmara Municipal, sendo depois essa decisão ser contrariada pela Assembleia, “evidencia incoerência e fragilidade política”.
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