Luís Souto considera “inaceitável” postura das associações quanto à saída do Mercado de Santiago
O presidente da Câmara Municipal de Aveiro mostrou-se “surpreendido” com a reação das associações face ao “impedimento” no Mercado de Santiago e garante que a saída do espaço era sabida “há meses”.
Maria Rego
JornalistaÚltimas
Em declarações à Ria, à margem da reunião camarária da passada quinta-feira, o presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), Luís Souto manifestou como “inaceitável” o facto das associações terem resistido à saída do Mercado Municipal de Santiago.
Em causa, como anteriormente noticiado pela Ria, estavam as declarações da Associação de Dadores de Sangue do Conselho de Aveiro (ADASCA) que contestavam o “impedimento” de acesso à sede administrativa da associação – localizada no Mercado Municipal de Santiago –, bem como, o “adiamento sem data” da reunião agendada (entre associações e executivo camarário) para o dia 5 de agosto nos Paços do Conselho, por parte da Câmara Municipal de Aveiro (CMA). A Associação queixava-se, por isso, da falta de diálogo do executivo e mostrava-se “preocupada com a situação”.
Ora, na resposta, o presidente da CMA desmente que exista falta de comunicação. “É inaceitável. Nós andamos há meses a comunicar que a obra vai começar, que é preciso começar a tratar de arrumar as coisas e, portanto, há associações que perceberam isto e trataram de fazer essa arrumação”, explica à Ria. Apesar de reconhecer o “incómodo” desta mudança, assume que “é um incómodo para melhorar depois o espaço para todos”.
Luís Souto reconhece que não esperava que o assunto tomasse as proporções que tomou e lamenta o que considera ser um “tipo de postura incorreto”. “Fiquei surpreendido quando vejo uma associação vir para a comunicação social e da forma como veio que não é nada positivo para o relacionamento entre as instituições. E quero lembrar que é uma associação que está a usar um espaço municipal e, portanto, deve ter outro tipo de relação com a Câmara”, atira.
Sobre o cancelamento da reunião agendada para dia 5 de agosto entre as associações do Mercado Municipal de Santiago e a CMA, o presidente da autarquia explica que recebeu uma “comunicação em que parece que a própria associação dizia que não iria falar com a Câmara e uma determinada audiência que estava prevista afinal já não queriam… o que posso responder em relação a isto?”, rematou.
Recorde-se que, a Associação de Dadores de Sangue do Conselho de Aveiro havia referido que esta reunião ficava “ferida de inutilidade”, no entanto, foram apanhados de surpresa quando dois dias antes da reunião receberam um comunicado que referia que “por indisponibilidade de agenda do senhor presidente da CMA, a reunião […] não poderá realizar-se”.
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