Concurso para requalificar Parque de Campismo de São Jacinto em Aveiro ficou deserto
O segundo concurso lançado pela Câmara de Aveiro para a requalificação do parque de campismo de São Jacinto com o preço base de 1,6 milhões de euros voltou a ficar deserto, informou a autarquia.
Redação
O executivo municipal decidiu hoje, na sua reunião ordinária privada, revogar a decisão de contratar a requalificação do parque de campismo de São Jacinto. Em declarações à Lusa, o presidente da autarquia, Ribau Esteves, disse que o concurso, lançado em dezembro de 2024, terminou sem candidatos. O autarca referiu ainda que a Câmara está a preparar-se para rever o projeto e lançar novo concurso, sem especificar se irá manter o valor base.
O primeiro concurso para esta obra foi lançado em junho de 2024 e também foi anulado porque todas as propostas apresentadas pelos concorrentes ultrapassavam o preço base apontado. A autarquia decidiu então lançar um segundo concurso, mantendo o valor base, mas retirando cerca de 200 mil euros no projeto.
A empreitada incide sobre os 6,1 hectares do parque, sendo que 4,5 hectares estão afetos aos campistas, estimando-se uma lotação de cerca de 800 utilizadores.
Segundo uma nota camarária, este investimento destina-se a "promover a melhoria e qualificação da infraestrutura, com obras de conservação das instalações e dos espaços existentes, e pequenas obras de alteração com vista à melhoria funcional e da qualidade dos espaços".
Com esta obra, a autarquia pretende reorganizar o estacionamento, criando uma área dedicada às autocaravanas, substituir todas as coberturas em fibrocimento por coberturas em telha ou chapa metálica. "A empreitada cuidará ainda de requalificar a vedação perimetral com desmontagem de arame farpado e iluminação, reforço da arborização e zonas verdes, substituição das infraestruturas elétricas e de águas residuais domésticas e modernização da rede de proteção contra incêndios, entre outros", refere a mesma nota.
O terreno onde se encontra instalado o parque de campismo foi cedido pelo período de 50 anos à câmara, através de um auto de cedência de utilização que foi assinado com a Estamo (que gere aquele património do Estado).
O contrato estabelece uma contrapartida financeira a pagar pela Câmara à Estamo no valor anual de 9.491 euros.
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