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Feira de Março: Trabalhadores da restauração fecham estabelecimentos em protesto com a CMA

Os trabalhadores da restauração presentes na Feira de Março decidiram hoje, dia 17, fechar os estabelecimentos em protesto com a Câmara Municipal de Aveiro (CMA). Segundo fonte ouvida pela Ria, existia a promessa de que, a partir de 2027, a presença na Feira ia deixar de ser definida via concurso público e que passaria a ser firmado contrato com todos os negócios. No entanto, diz a mesma fonte, o vereador Pedro Almeida deu indicação de que a promessa poderá não vir a ser cumprida, o que desencadeou a revolta dos empresários.

Feira de Março: Trabalhadores da restauração fecham estabelecimentos em protesto com a CMA

A promessa, confidenciou à Ria fonte próxima do grupo de empresários da restauração da Feira, já é antiga, mas insiste em não ser cumprida. A presença de cada negócio no certame está sujeita a concurso público e, depois de confirmada, nunca chega a ser contratualizada. A mudança de paradigma é uma reivindicação com muitos anos e, aponta, existia o compromisso de Pedro Almeida, vereador responsável, de que haveria alterações a partir do próximo ano.

Ora, hoje, em reunião, o autarca terá voltado com a palavra atrás: “O que ele diz é que não é possível porque o Departamento Jurídico ainda não emitiu nenhum parecer sobre o assunto. Mas o que é certo é que nós já andamos a falar há meses e já tinha tido mais do que tempo”.

Numa primeira instância, afirma, o vereador disse mesmo que as reivindicações não seriam atendidas, mas depois terá dito que ia tentar falar com o Departamento Jurídico para conseguir uma resposta antes do fim da Feira – que termina no próximo domingo, dia 26. A mesma fonte considera que “a ideia que deu é que estava a empurrar para o fim da Feira para não haver confusão”.

Agora, depois de encerrados os estabelecimentos, ainda não há data de reabertura. “O protesto é até o vereador chegar perto de nós com um documento assinado a dizerque nos garante [o contrato e o fim do concurso público] […]Pode durar até o fim da Feira”, adianta.

Contactada pela Ria, a Câmara Municipal disse não querer prestar declarações sobre o caso.

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