RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

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Luís Montenegro espera que as obras de ampliação do Hospital de Aveiro avancem até outubro

Foi um dos momentos altos do discurso de Luís Montenegro na apresentação pública da candidatura de Luís Souto que decorreu ontem, dia 13, no Hotel Meliá, em Aveiro. Depois de ter lançado na passada sexta-feira, dia 11, o programa eleitoral da AD – PSD/CDS sem qualquer referência ao Hospital de Aveiro, o atual primeiro-ministro aproveitou a sua presença em Aveiro para se redimir. Apesar disso, as obras de ampliação do hospital não estão orçamentadas no Orçamento do Estado para 2025.

Luís Montenegro espera que as obras de ampliação do Hospital de Aveiro avancem até outubro
Redação

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14 abr 2025, 14:06

Tal como noticiado pela Ria, o programa eleitoral da AD – PSD/CDS para as próximas eleições legislativas não faz qualquer referência à requalificação e ampliação do Hospital de Aveiro. No documento pode-se ler que PSD/CDS pretendem “concretizar a construção dos Novos Hospitais respetivamente, Hospital de Todos os Santos, Hospital Central do Algarve, Hospital do Oeste, Hospital Barcelos-Esposende, Hospital do Seixal, e garantir o terminus e a abertura do novo Hospital de Évora e de Sintra”.

Desta forma, o Hospital de Aveiro, sem qualquer referência no programa eleitoral, ao contrário de outros hospitais, estava fora dos compromissos eleitorais dos partidos políticos que integram a coligação da AD, mas Luís Montenegro aproveitou a sua presença em Aveiro para se redimir.

O atual primeiro-ministro referiu que “o processo de construção da nova unidade ambulatória que constitui também a ampliação do hospital” de Aveiro está “em curso”. “Espero que quando tomares posse, enquanto presidente da Câmara, isso já esteja mesmo na fase de obra”, dirigiu-se Luís Montenegro, durante a sua intervenção, a Luís Souto. Recorde-se que o próximo presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA) deverá tomar posse em outubro deste ano.

Em declarações à Ria, Luís Souto de Miranda, candidato da coligação ‘Aliança Mais Aveiro’ à CMA, não escondeu a sua felicidade pela novidade dada por Luís Montenegro. “O senhor primeiro-ministro referiu agora que espera, em princípio logo a seguir, caso eu ganhe as eleições, que de facto já se entre em obra”. “Acho que foi dado aqui também um sinal muito importante de que o avanço do processo de execução da expansão do hospital é verdadeiramente irreversível”, aponta Luís Souto.

Luís Montenegro espera arranque de obras até outubro, mas o Hospital de Aveiro não consta no Orçamento de Estado para 2025

Foi uma das surpresas da apresentação da candidatura de Luís Souto, mas as obras de requalificação e ampliação do Hospital de Aveiro não constam do Orçamento de Estado para 2025, apresentado pelo Governo no final do último ano.

No documento, pode-se verificar que estão orçamentadas obras do Novo Hospital Central do Alentejo, no valor de 153 milhões de euros, obras do Novo Hospital Lisboa Oriental, no valor de 77 milhões de euros, ou ainda obras do Novo Hospital de Proximidade do Seixal, no valor de 33 milhões de euros, mas, tal como o programa eleitoral da AD para as próximas eleições legislativas, também o Orçamento de Estado para 2025 não previa qualquer valor para a requalificação e ampliação do Hospital de Aveiro.

A situação torna-se ainda mais caricata, porque também o concurso do projeto de ampliação do Hospital de Aveiro, lançado em outubro de 2024 com um valor base de 2,23 milhões de euros, não está terminado. Seis meses depois, ainda se encontra em fase de análise das candidaturas recebidas. Só depois de terminado o concurso do projeto, poderá ser lançado o concurso da obra.

Hospital de Évora demorou mais de três anos a avançar para a fase de obras

A Ria foi analisar o calendário de trabalhos da construção do novo Hospital Central do Alentejo, em Évora, para uma melhor noção dos prazos habituais de uma obra desta envergadura.

No dia 20 de março de 2018, o Governo de António Costa lançava um despacho para a criação de um grupo de trabalho com o objetivo de preparar e lançar um concurso público internacional para a construção do novo Hospital de Évora, definindo o prazo de seis meses para preparação do caderno de encargos.

Apesar do prazo definido, o concurso para avanço das obras viria apenas a ser lançado no dia 14 de agosto de 2019, mais de um ano depois da criação do grupo de trabalho. Com um prazo de apresentação de candidaturas de três meses, só em abril de 2020 foi anunciado o vencedor do concurso: o grupo espanhol ‘Acciona”.

A obra acabaria por ser adjudicada ao referido grupo em novembro de 2020 e consignada em julho de 2021. Três meses depois arrancavam oficialmente as obras de construção do novo Hospital de Évora, como um orçamento total de 180 milhões de euros. Entre a criação do grupo do trabalho, em março de 2018, e o arranque oficial das obras, em outubro de 2021, acabariam por passar mais de três anos.

Com o concurso de projeto ainda a decorrer, com o caderno de encargos ainda por fazer e sem qualquer valor previsto no Orçamento do Estado, falta perceber de que forma Luís Montenegro acredita que as obras de ampliação do Hospital de Aveiro avançarão até outubro deste ano.

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Segundo o texto enviado pelos sociais-democratas, o presidente da CMA colocou a habitação no centro das prioridades. Como já tinha sugerido em campanha, Luís Souto voltou a referir-se à intenção de libertar o antigo quartel que agora alberga o comando distrital da GNR para transformar o “quarteirão num núcleo habitacional de tipologia mista”. A Câmara Municipal garante que se disponibiliza para criar condições que permitam a reinstalação da guarda em nova localização “mais consentânea com as suas missões e em edifício moderno adequado às atuais exigências desta força de segurança”. Também na habitação, Luís Souto defendeu a “quebra de tabus” para, em sede de revisão do PDM, “alargar as zonas de construção, por exemplo, ao longo do traçado do caminho de ferro ou nas franjas de aglomerados urbanos servidos de diversas infraestruturas”. Na reunião, a autarquia pediu a intervenção dos deputados social-democratas para que o antigo centro de saúde mental de São Bernardo passe a propriedade do Município. O objetivo, afirma, é criar uma centralidade urbana com diversidade de serviços que responda a diversas necessidades. Da mesma forma, a Câmara Municipal também quer reaver as instalações ocupadas pelo Tribunal Administrativo e Fiscal, que pretende ver alocadas à atividade cultural. Luís Souto referiu ainda a intenção de ampliar o centro de congressos pelo seu “enorme potencial de crescimento” e deu nota de que a deslocalização do centro de emprego abriria portas ao alargamento do espaço para congressos da antiga Fábrica Campos. O processo que envolve o alargamento do Hospital de Aveiro também foi abordado, tal como o Eixo Aveiro-Águeda – um projeto que, diz a Câmara Municipal, “está bem encaminhado […], estando numa fase final o processo de expropriações”.

Aveiro: “Crateras” junto à Rodoviária geram indignação, mas CMA garante intervenção em breve
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Os clientes de Daniel Castanheta, motorista TVDE, dizem que “Aveiro é a terra dos buracos”, segundo conta o condutor à Ria. Em frente à Estação Rodoviária de Aveiro, o profissional olha para a Avenida Vasco Branco, diariamente atravessada por dezenas de autocarros, onde conta que já evita passar, uma vez que “tem buracos que não dão boa saúde aos carros”. Nos últimos dias, a situação tem gerado polémica nas redes sociais. Na sequência de uma publicação feita no Facebook, foram muitos os munícipes que se mostraram desagradados com o estado do pavimento, comentando que “Aveiro é um país de terceiro mundo ao nível das vias de comunicação” ou que aquela estrada “parece um caminho de cabras”. À Ria, o motorista conta que também já pensou recorrer às redes sociais para alertar para o problema. Os remendos são recorrentes – segundo Daniel Castanheta, até já foram colocados no passado mês de janeiro -, mas qualquer “chuvinha” faz desaparecer o trabalho de manutenção da via. “É uma vergonha… Eles [os responsáveis da autarquia] chegam aqui agora, se virem dois dias de sol, e metem um bocadinho de pó. Basta vir uma chuva e abrem ali aquelas crateras todas”, relata. A história coincide com aquela que Luís Delgado, que trabalha na Busway – empresa de transportes públicos que opera na região de Aveiro –, conta também à Ria. De acordo com o motorista, “desde o ano passado que andam a pôr remendos”, mas as coisas não têm melhorado e “já há buracos com mais de um palmo”: “Não vale a pena pôr remendos, vai ficar igual ou pior. (…) É o mesmo que pôr remendos numas calças velhas. (…) Põe-se lá um remendo e, passados uns dias, já está rasgado ao lado”. O condutor de autocarros entende que o caminho devia passar pela colocação de um “tapete de boa qualidade para os pesados” que viesse desde o início até ao fim do comprimento do túnel. Seria uma forma de “gastar o dinheiro de uma vez, em vez de andar a gastar o dinheiro aos pouquinhos”, no seu entender. Embora nem todos tenham mostrado vontade de falar à Ria, nas imediações do Terminal Rodoviário não houve quem fosse abordado que não tivesse queixas sobre a estrada. Entre taxistas, motoristas e trabalhadores da estação, todos deram nota de uma situação “horrível” que condiciona a chegada ao local de trabalho. Daniel Castanheta referiu ainda que esta rua não é caso único no concelho de Aveiro, que “está mesmo mal em termos de vias de comunicação”. Exemplo disso é a Avenida Artur Ravara, entre o Hospital e o Parque Infante D. Pedro, onde “a estrada tem buracos enormes” que “nem sequer se deram ao trabalho de tapar”. Da mesma forma, afirma que, na Rua Homem Cristo Filho, “houve um abatimento do pavimento (…) já para aí há dois meses” e que “puseram lá umas grades porque não se consegue passar”. Após ser contactado pela Ria, Rui Santos, vice-presidente da Câmara Municipal de Aveiro responsável pelo pelouro Serviços Urbanos e Espaço Público, garante que a autarquia está a par da situação e que, em breve, vão ser tomadas medidas. Neste momento, adianta, está a ser preparado o lançamento de uma empreitada para a recuperação de algumas vias do Município, entre as quais está a da Avenida Vasco Branco.

Mau tempo: Câmara de Aveiro fechou acesso à antiga Lota e deixou família bloqueada
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A Câmara de Aveiro mandou encerrar a estrada de acesso à zona da antiga Lota desde as 14h00 de segunda-feira até às 08h00 de hoje, atendendo à precipitação persistente e à subida da maré. A decisão apanhou de surpresa Agostinho Neno, o filho e a nora, que estavam a trabalhar nas marinhas às quais apenas se pode aceder por um caminho de terra ligado por uma ponte à zona que foi vedada. Quando tentaram regressar a casa ao final da tarde, os três depararam-se com o acesso barrado por um monte de terra e tiveram de retirar parte da terra com uma pá para passar com as suas viaturas. “Acho que eles vieram ver se havia carros ali. Dizem que não viram carros e taparam, mas os meus carros estavam aqui na zona privada, onde tenho o cais do meu barco”, disse à Lusa Agostinho Neno, queixando-se da falta de aviso prévio por parte da autarquia. Numa nota enviada hoje à Lusa, o gabinete de imprensa da Câmara esclareceu que a estrada na zona da antiga lota foi encerrada por razões de prevenção e para garantir a segurança. “Esta decisão foi tomada de forma responsável, face às condições existentes no local, tendo sido previamente assegurada a informação a todas as associações e coletividades com instalações naquela área”, refere a mesma nota. A mesma fonte acrescentou que a câmara desconhecia que estivessem trabalhadores nas marinhas e não teve a intenção de prejudicar e impedir a passagem dessas mesmas pessoas. Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados. Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos. O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Numa nota publicada na sua página na internet, a Câmara refere quea organização do Carnaval de Estarreja decidiu adiar o Carnaval Infantil para sábado, 14 de fevereiro, às 14h30, no Sítio do Carnaval. A decisão surge nasequência da declaração da situação de calamidade decretada pelo Governo até 8 de fevereiro, alargando-a um conjunto de municípios da região de Aveiro, onde se inclui Estarreja. "Para o município de Estarreja e para a Associação de Carnaval de Estarreja, a prioridade máxima é a segurança de todos os envolvidos neste desfile, reforçando a salvaguarda das pessoas e a segurança pública, pois estão previstas condições meteorológicas adversas para o dia do evento", refere a mesma nota, adiantando quehaverá lugar à devolução de bilhetes, caso não possam comparecer na nova data.

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Em comunicado, a PJ de Aveiro esclareceu que o homem, que foi detido com a colaboração da GNR, ter-se-á introduzido ilicitamente numa moradia em obras, na freguesia de Maceda, ateando fogo em diversos materiais de construção. "O incêndio, ateado através de chama direta, foi detetado do exterior, quase no seu início, tendo sido imediatamente combatido por populares e, de seguida, pelos bombeiros locais, não assumindo assim proporções de relevo", refere a mesma nota. Ainda segundo a Judiciária, a atuação em causa "foi potenciada por um quadro de alcoolismo", existindo já antecedentes criminais por crimes de incêndio e referências policiais recentes por atos de vandalismo. A PJ refere ainda que o detido vai ser presente às autoridades judiciárias, na comarca de Aveiro, para aplicação das devidas medidas de coação.

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