Luís Souto não “disputa louros” por avanços no Hospital: “[Chega] pode ser trator, eu sou bulldozer”
O presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), Luís Souto, reagiu esta terça-feira, dia 6, à consideração de Diogo Soares Machado, vereador eleito pelo Chega, de que o seu partido tem sido o “trator” da ampliação do Hospital de Aveiro. O autarca afirma que o importante é que todos estejam “em sintonia” em prol dos objetivos do Município e recusa “disputar louros”.
Gonçalo Pina
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Na passada sexta-feira, dia 2, por intermédio do vereador Diogo Soares Machado, o Chega assumiu-se como o “trator” do Hospital de Aveiro. Na altura, ao lado de André Ventura, presidente do partido, ao longo da conferência “A Economia e a Reforma do Estado”, o autarca apontou que o dossier da ampliação da unidade hospital espelhava “tudo o que o Estado não deve fazer”.
Recorde-se que, depois do projeto para a ampliação do Hospital de Aveiro ter sido adjudicada em maio, o processo voltou a parar em agosto, em virtude da impugnação judicial do concurso. Conforme noticiou a Ria, Diogo Soares Machado reagiu através das redes sociais com o “agendamento urgente” de uma reunião com André Ventura “para demonstrar todo o repúdio e indignação com a forma como somos tratados e tentar […] que o Hospital de Aveiro entre definitivamente para a agenda política nacional”.
Se de um lado Diogo Soares Machado se afirma como “trator”, Luís Souto recorda que o vereador do Chega não é oposição – o PSD chegou a acordo com o Chega em abril para conseguir governar em maioria na Câmara Municipal de Aveiro – e diz que estas expressões são naturais do discurso dos partidos: “[Diogo Soares Machado] está a dizer que está empenhado. Não está mais empenhado que nós. Ele pode ser o trator, eu sou o bulldozer. Não andamos a disputar louros”.
O importante, reflete o edil aveirense, é que todos os agentes políticos do Município estejam “em sintonia” com os “grandes objetivos”.
Sem adiantar pormenores sobre o estado do processo, Luís Souto garante que “nada está parado”, que a Câmara “não está à margem” e que está a “trabalhar intensamente” em reuniões formais e informais. Para breve, afirma, está prevista uma visita a Aveiro de Ana Paula Martins, ministra da Saúde.
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