Metrobus: BE-Aveiro pede “medidas de concretização” e não só “proclamações de intenções”
O Bloco de Esquerda de Aveiro manifestou esta quarta-feira, dia 7, o seu agrado com a abertura do debate da mobilidade em Aveiro, nomeadamente através do anúncio da intenção de implementar no concelho um metrobus. Não obstante, o partido afirma que são necessárias “respostas robustas de impacto imediato” e teme que “a discussão agora aberta sirva apenas para esconder os problemas atuais”.
Redação
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Na sequência do anúncio de Luís Souto, presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), de que está a ser estudada uma solução de metrobus para unir Aveiro e Ílhavo, a organização do Bloco de Esquerda de Aveiro diz, em comunicado de imprensa enviado à Ria, que “vê com bons olhos a discussão aberta”. No entanto, os bloquistas colocam reservas à ideia apresentada por entenderem que “os executivos de direita têm tratado mal os transportes públicos” e que este anúncio surja apenas “para esconder os problemas atuais, sem ação para os resolver e também sem ação para os sistemas do futuro”.
“No presente, há problemas de mobilidade que exigem respostas robustas de impacto imediato. O Bloco defende o reforço imediato da oferta de carreiras de autocarros, assim como a integração das políticas de estacionamento e mobilidade. Sobre as opções de futuro, o Bloco quer ver medidas de concretização e não apenas a proclamação de intenções. Em primeiro lugar, é necessário um estudo abrangente que permita definir as melhores soluções e não há tempo a perder para o iniciar”, refere o partido.
Uma das apostas que o BE entende que deve ser estudada é o aumento da frequência da Linha do Vouga e a sua extensão à Universidade. Na mesma sequência, os responsáveis do Bloco sublinham que se deve pensar na “possibilidade de adaptar a linha de mercadorias do Porto de Aveiro para incluir metro ligeiro e extensão até às praias” e a “criação de transporte público em via dedicada para as zonas limítrofes com maior volume de passageiros”.
O partido refere ainda que “é necessário garantir a integração de meios ativos (pedestre e ciclável) para deslocações mais curtas e para a interligação com o transporte coletivo” e que, “ao mesmo tempo, são necessárias políticas que subordinem o trânsito automóvel e o estacionamento a estas políticas de mobilidade”.
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