Nuno Quintaneiro: “Temos de virar o paradigma [do SC Beira-Mar] e procurar um de estabilidade”
Num momento em que o passivo do Sport Clube Beira-Mar (SC Beira-Mar) ascende a um milhão de euros, Nuno Quintaneiro, presidente do SC Beira-Mar defendeu, em entrevista à Ria, que a constituição de uma sociedade desportiva era a “única solução” para contornar a situação financeira do clube.
Isabel Cunha Marques
JornalistaOs pressupostos para a constituição da sociedade desportiva para o SC Beira-Mar foram aprovados, na última Assembleia Geral, no Auditório António José Bartolomeu [Estádio Municipal de Aveiro - Mário Duarte] com um voto contra e duas abstenções. Para Nuno Quintaneiro a aprovação foi um momento “bastante feliz” já que para a direção do clube não havia outra opção. “Nós fizemos esse exercício, nos últimos meses, de procurar caminhos alternativos… A grande questão aqui é que a equipa principal de futebol está na quarta divisão do futebol português. Do ponto de vista daquele que é o desejo comercial não é atrativo para as grandes marcas associarem-se a um clube que está nesse contexto competitivo e que tem, por isso, pouca visibilidade para essas marcas. Depois procuramos o caminho do mecenato… Em Aveiro, está esgotado”, explicou, realçando que as “grandes marcas” de Aveiro, cujos proprietários são cada vez menos da região, nem sempre têm interesse em apoiar as instituições locais. “Mais depressa se associam a um dos três grandes clubes de futebol do país do que dedicam qualquer migalha do seu orçamento a apoiar instituições locais… Depois o que ainda conseguimos ter são algumas (…) pequenas e médias empresas locais que ainda têm administradores com alguma ligação à comunidade e que não querem deixar cair o Beira-Mar, mas também esses estão em vias de extinção e cansados de ajudar…”, lamentou.
Para o presidente do SC Beira-Mar o clube aveirense “não é sustentável” e as diferentes direções acabaram por agravar o passivo. “Andaram constantemente em esforço à espera de um dia melhor… É sempre pior, porque um problema adiado é um problema agravado e a dívida do Beira-Mar tem-se vindo a agravar. O Beira-Mar, neste momento, tem cerca de um milhão e meio de euros de passivo… A maioria das pessoas não sonha com isto porque o clube em 2017 aprovou um plano de recuperação judicial e a imagem que as pessoas têm é que o clube ficou com o seu passivo controlado… Mas de 2017 a 2024, o passivo ascende a um milhão de euros. Todos os anos o clube esteve a somar dívida”, expôs. “Portanto ou nós interrompemos este ciclo negativo – e que nos conduz naturalmente para o abismo novamente - ou é mesmo o abismo que nos espera. Temos de virar o paradigma e procurar um de estabilidade”, sustentou. Para Nuno Quintaneiro só através deste “instrumento jurídico” [sociedade desportiva] é que será possível dar a volta a esta realidade. “Todos nós quando circulamos nas ruas ou passamos os olhos pelas redes sociais percebemos que Aveiro e a comunidade aveirense reclama um Beira-Mar de regresso aos campeonatos profissionais. Querem ver um Beira-Mar de Primeira Liga de Futebol, de uma Segunda Liga, querem que o Beira-Mar volte a ter um pavilhão, querem que volte a ter o esplendor que teve noutros tempos, mas na estrutura atual é absolutamente impossível”, recordou.
Potenciais investidores não devem ser da região de Aveiro
Até 15 de dezembro está a decorrer assim o período de apresentação de propostas [que devem ser endereçadas para [email protected]] de potenciais investidores para o projeto societário beiramarense - as quais deverão respeitar os pressupostos aprovados na reunião magna. Apesar da confiança de que haverá interessados, o presidente do SC Beira-Mar não escondeu a descrença de que os investidores sejam de Aveiro. “Eu digo isto porque da auscultação que fomos fazendo a empresários de referência da região não sentimos disponibilidade para o futebol”, lamentou, adiantando que até ao momento ainda não foi entregue qualquer proposta ao clube.
Questionado pela Ria sobre os pressupostos das propostas, Nuno Quintaneiro destacou que estes se subdividem em pressupostos de “desenvolvimento desportivo, social e financeiros”. Relativamente ao primeiro, o presidente do SC Beira-Mar explicou que os mesmos se prendem com a “defesa do projeto formativo do clube”; no que toca aos de desenvolvimento social com a “ligação do clube com os seus sócios e a sociedade desportiva” e os financeiros “com a salvaguarda do passivo do clube”. “Também temos os pressupostos de infraestruturas que são necessários para o desenvolvimento do negócio de futebol e também do projeto formativo do clube que está relacionado com a questão do Centro de Alto Rendimento. Temos também um objetivo estratégico que é o de chegar com a equipa principal a uma primeira liga de futebol”, prosseguiu.
Interpelado ainda sobre a possibilidade do clube preservar a maioria da sociedade desportiva, o presidente do SC Beira-Mar disse que “em teoria seria excelente, mas que sendo pragmático e indo à realidade: não”. “A única forma que temos de captar investimento passa por abrir a maioria do nosso capital a investidores... Isto por uma razão simples: quem investe quer ter algum controlo de decisão sobre o investimento que está a fazer”, realçou. Nuno Quintaneiro garantiu ainda à Ria que o clube terá um papel importante no controlo da SAD, salientando que o mesmo está salvaguardado com a “aprovação destes pressupostos”. “Por exemplo, nos instrumentos de gestão nós temos aprovado um mecanismo que permite aos administradores do clube na sociedade desportiva (…) ter uma palavra decisiva na votação dos orçamentos anuais da sociedade desportiva. (…) O que significa que o clube vai ter aqui instrumentos à sua disposição para controlar a tal boa gestão”, esclareceu.
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“O pagamento do primeiro valor de ocupação ocorrerá em janeiro do oitavo ano da concessão, considerando o investimento inicial necessário para as obras de recuperação e instalação do equipamento adequado à atividade, pelo concessionário, no valor de cerca de 260.000 euros”, esclarece a autarquia em nota. A Capela, localizada numa zona central de Aveiro e integrada no Domínio Público Municipal, encontra-se “degradada e emparedada”. De acordo com a autarquia, o objetivo é realizar “obras de reabilitação e preservação” de forma a garantir a “valorização do espaço histórico”. “O projeto prevê a recuperação do pequeno templo dedicado a São Tomás de Aquino e a implantação de uma cafeteria com esplanada e terraço panorâmico na Rua Padre Arménio Alves da Costa, promovendo a valorização e fruição do espaço envolvente à capela”, explica.
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Segundo uma nota de imprensa enviada às redações, a empreitada contempla a reformulação de elementos estruturais do edifício, como a “criação de acessos adaptados ao elevador existente, garantindo a mobilidade de todos os pisos - incluindo a biblioteca e os ateliers de pintura e de envelhecimento ativo -para pessoas com mobilidade reduzida”. Está ainda prevista a remoção de uma loja/armazém de roupa usada que, de acordo com a nota, atualmente, impede a utilização plena do espaço. O Município esclarece ainda que a obra tem o custo total de “674.880,90 euros” e que a mesma estará a cargo da empresa “Cimave– Construtora e Imobiliária de Aveiro, Lda.”.
IL critica gestão de resíduos e recusa que Aveiro seja o “sumidouro regional”
Num comunicado enviado às redações, a estrutura local lembra que Aveiro tem acolhido resíduos “há mais de três décadas” - primeiro em Taboeira e, mais recentemente, em Eirol, onde funciona a Unidade de Tratamento Mecânico-Biológico (UTMB) e o aterro sanitário. “Esta situação chegou ao fim da sua tolerância”, realça. Ainda na situação atual, a IL recorda a recusa em expandir aterros por parte da autarquia e a necessidade de soluções modernas e sustentáveis. “Como alternativa válida e alinhada com boas práticas ambientais, Aveiro apoia a construção de uma incineradora na Região Centro, conforme previsto no Plano de Ação TERRA, que inclui valorização energética dos resíduos”, refere a nota. Face a esta realidade, a IL Aveiro defende uma “distribuição equitativa da carga de resíduos entre os municípios”. “Aveiro não pode continuar a ser o ‘sumidouro regional’ enquanto outros concelhos evitam essa responsabilidade”, insiste. O partido exige “taxas justas para os cidadãos” e “investimento em soluções inovadoras”. A IL propõe a aplicação do modelo PAYT (“Pay-As-You-Throw”), em que cada munícipe paga em função da quantidade de resíduos indiferenciados que produz, incentivando à reciclagem e à redução do lixo. Para a IL, qualquer prolongamento do funcionamento do aterro de Eirol deve estar condicionado a acordos juridicamente vinculativos, com prazos definidos e contrapartidas públicas em áreas como o ambiente e as infraestruturas. No que toca às medidas a tomar, o partido aponta o apoio “sem hesitações” da construção da incineradora na Região Centro; acordos “transparentes” que salvaguardem os aveirenses e a reformulação de “imediato” do sistema de tarifação de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU).
Debates frente-a-frente para a Câmara de Aveiro arrancam a 9 de setembro
Durante quatro semanas consecutivas, os candidatos às eleições autárquicas em Aveiro vão confrontar-se em duelos diretos, com 45 minutos de duração, e em debates alargados, com 90 minutos. O calendário final foi definido por sorteio realizado com representantes das candidaturas. A Ria optou por um modelo semelhante ao das televisões nacionais, que privilegia os debates frente-a-frente entre os candidatos à Câmara Municipal das forças políticas com assento na Assembleia Municipal (AM) de Aveiro. Serão ainda realizados dois debates alargados: um no dia 29 de setembro, pelas 20h30, com todos os partidos com assento na AM (‘Aliança com Aveiro’, Partido Socialista, PAN, Bloco de Esquerda, Chega e CDU), e outro no dia seguinte, à mesma hora, com todos os partidos sem assento na AM (Iniciativa Liberal, Livre e Nós, Cidadãos!). Apesar de reconhecer a relevância dos debates alargados, a Ria entendeu que os duelos diretos permitem uma discussão mais aprofundada e equilibrada. Neste formato, cada candidato dispõe de mais tempo para apresentar e esclarecer os seus projetos, confrontar ideias e responder de forma detalhada aos seus adversários, reforçando o escrutínio público e centrando o foco da discussão nas ideias. Luís Souto, candidato da coligação ‘Aliança com Aveiro’ (PSD/CDS/PPM) já comunicou que não estará presente nos frente-a-frente. Em email enviado à Ria, a direção de campanha afirma estar “apenas e unicamente interessada em participar no debate alargado”. Na mesma comunicação, a candidatura justifica a decisão com “tratamento igual aos órgãos de comunicação social local”, acrescentando que “só participaremos - por princípio - em debates em grupo alargado”. Depois de insistência por parte da Ria e num segundo contacto, a candidatura reafirmou a sua opção e sublinhou ainda: “Por este mail, tal como já conversado telefonicamente, recusamos de forma oficial a série de debates frente-a-frente com todos os candidatos, por manifesta falta de agenda para conseguirmos estar presentes em todos”. Os debates irão abordar questões sobre a atualidade da campanha, perguntas temáticas em áreas como habitação, urbanismo, mobilidade, transportes, turismo, educação, economia, empresas, inovação, ambiente, espaço público, saúde, ação social, educação, desporto e cultura, bem como questões sobre governabilidade na Câmara e na Assembleia Municipal. Todos os tempos serão cronometrados e iguais para cada candidatura, garantindo equilíbrio no confronto de ideias. 1.ª Semana 9 set (terça): PAN × PS 10 set (quarta): Chega × Bloco 11 set (quinta): Bloco × PAN 2.ª Semana 15 set (segunda): Chega × CDU 16 set (terça): PS × Bloco 17 set (quarta): PAN × CDU 18 set (quinta): PS × Chega 3.ª Semana 22 set (segunda): PS × CDU 23 set (terça): PAN × Chega 24 set (quarta): CDU × Bloco 4.ª Semana (debates alargados) 29 set (segunda): Partidos com assento na Assembleia Municipal (‘Aliança com Aveiro’, PS, PAN, BE, Chega, CDU) 30 set (terça): Partidos sem assento parlamentar (IL, Livre e Nós, Cidadãos!) — 90 min
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Autárquicas: Luís Santos concorre pelo Chega à Câmara da Feira para baixar preço da água
Além dessas duas prioridades, o cabeça de lista do referido concelho do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto também quer baixar o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e disponibilizar às famílias locais “200 habitações até ao fim de 2029, através de construção a custos controlados ou aquisição de imóveis”. O objetivo de Luís André Santos é introduzir “uma lufada de ar fresco” na gestão municipal da Feira, que diz precisar de “uma candidatura ambiciosa e consciente como só o Chega pode apresentar”. “A nossa vontade de fazer mais, de dinamizar mais, de ir mais ao encontro das reais necessidades do povo de Santa Maria da Feira é diferenciadora das demais candidaturas, nomeadamente da do PSD, que está no poder há 50 anos. Apresentamos um programa marcadamente com o foco na população feirense e num concelho uno”, declarou Luís André Santos à Lusa. Entre as outras propostas do Chega para a Feira incluem-se as da área educativa, entre as quais a atribuição de mais apoios para as refeições escolares e para a aquisição de material didático, a realização de “obras significativas no parque escolar” e a “correção do défice de computadores, Internet, isolamento térmico, etc.” nos estabelecimentos de ensino da rede pública. A natalidade é outra das preocupações do candidato, que anuncia o reforço de verbas a atribuir às famílias por cada nascimento e a criação de um “fundo social para jovens casais”, visando ajudas de “emergência para pagamento de faturas correntes”. Luís André Santos promete medidas idênticas para a terceira idade, propondo a criação do Cartão Feira 65+, que incluirá “cheque-dentista anual” e, entre outros benefícios, “um fundo social para apoio extraordinário na aquisição de medicamentos e pagamento de faturas correntes”. O cabeça de lista do Chega quer ainda construir “rotundas na cidade para acesso aos Passionistas e a Picalhos”, bem como reforçar as verbas municipais destinadas às três corporações de bombeiros do concelho, além de “apoiar a criação de uma nova corporação em Canedo com posto INEM permanente e de uma bolsa de apoio ao Bombeiro Voluntário”. Com 50 anos e natural da freguesia de Fornos, no município a que se candidata, Luís André Santos tem formação na área da Engenharia Eletrónica e, segundo fonte do partido, “é quadro superior numa das maiores empresas do concelho”. De 2009 a 2021, foi presidente de Junta de Freguesia de Fornos, cargo para o qual foi eleito pelo PSD, em três mandatos consecutivos. O Chega realça que o seu candidato “ganhou para o PSD uma junta de freguesia que era PS há mais de 20 anos, tendo em 2013 e em 2017 vencido por maioria absoluta”. Além de Luís André Santos pelo Chega, também concorrem à Câmara da Feira nas eleições autárquicas de 12 de outubro Carla Abreu pela IL, Miguel Viegas pela CDU, José Costa Carvalho pelo PAN, Frutuoso Tomé pelo CDS-PP, Filipe Honório pelo Livre, Eduardo Couto pelo BE, Márcio Correia pelo PS e Amadeu Albergaria pelo PSD. Esse último é o atual presidente da autarquia com mais de 213 quilómetros quadrados e 136.000 habitantes. Assumiu a presidência em março de 2024, na sequência da renúncia de Emídio Sousa para tomar posse como deputado parlamentar, e lidera agora um executivo composto por sete eleitos do PSD e quatro do PS.
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Movimento Estudantil volta a alertar Ministério da Educação para urgência da revisão do RJIES
Embora seja reconhecida a “vontade expressa” do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) de concluir a reforma, os estudantes afirmam que a revisão do diploma é um compromisso que “não pode ser esquecido nem adiado”. Depois dos “passos significativos” que foram dados em 2024, a interrupção da revisão no início de 2025 “voltou a atrasar uma mudança que já leva demasiado tempo a concretizar-se”, entende o Movimento Estudantil. O funcionamento das instituições de Ensino Superior, entendem as organizações académicas, não pode ficar preso a um modelo “desatualizado” que não seja capaz de responder às exigências do século XXI. Os estudantes, que recordam ter apresentado “contributos claros e construtivos” após reunir com o Ministério em julho passado, notam ainda que é preciso retomar e articular o processo de forma célere sem comprometer a estabilidade do ensino superior. Recorde-se que, na reunião de julho, conforme noticiado pela Ria, o assunto mais debatido foi o modelo de eleição do reitor. O comunicado é assinado pelas Associações Académicas de Coimbra, da Universidade do Algarve, da Universidade de Aveiro, da Universidade da Beira Interior, da Universidade de Évora, da Universidade do Minho e da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, bem como pela Federação Académica de Lisboa e pela Federação Académica do Porto.