Pedro Magalhães (CDS) nega acordo com PSD-Aveiro e diz que "não está nada definido"
Em entrevista à Ria, Pedro Magalhães, presidente da distrital de Aveiro do CDS começou por admitir que os contactos do PSD com a Iniciativa Liberal não o deixam “admirado”. “O PSD faz o casamento com quem entender. O PSD, como encabeça - ou encabeçava - a lista da coligação, tem toda a legitimidade. Agora há uma coisa que é certa... Tem a legitimidade para chamar (…) mas não será à custa do CDS que a Iniciativa Liberal entrará na coligação”, frisou.
Isabel Cunha Marques
JornalistaQuestionado ainda sobre a notícia do Diário de Aveiro, desta quinta-feira, que tinha como título “Órgãos do CDS já se despediram de Ribau Esteves” e que avançava que a coligação do PSD com o CDS iria “manter-se”, Pedro Magalhães desmentiu ambas as afirmações. “Para começar desminto o título da notícia do Diário de Aveiro, porque nós pedimos uma audiência com o engenheiro Ribau Esteves porque fomos, recentemente, eleitos para a distrital e para a concelhia e, por uma questão de cortesia, fomos dar os cumprimentos ao senhor presidente da Câmara de Aveiro. A notícia do Diário de Aveiro não corresponde nem de perto, nem de longe, à razão dessa visita”, explicou. “Nós mandamos uma nota de imprensa (...) e não consta lá que nos tenhamos ido despedir de Ribau Esteves. Muito pelo contrário, até porque pretendemos que até ao fim do mandato ele seja ouvido (…)”, completou.
Questionado ainda sobre a possibilidade da direção nacional do CDS exigir à estrutura local a continuidade da coligação com o PSD-Aveiro, Pedro Magalhães relembrou que integra também a direção nacional, como secretário-geral adjunto, e que “isso não corresponde à verdade”. “Tendo em consideração que é um fim de um ciclo eleitoral, nós pretendemos primeiro que a estrutura concelhia de Aveiro se entenda - se há ou não há condições para manter a coligação - e depois os órgãos distritais e os órgãos nacionais irão pronunciar-se”, aclarou.
No que toca à coligação, o presidente da distrital garantiu que “não está nada definido”. “É normal que quando estamos em coligação que os órgãos de comunicação social ou o nosso parceiro de coligação tenha essa impressão, mas nós ainda não conversamos com o PSD”, realçou.
Para Pedro Magalhães a decisão do partido se coligar ou não deve “partir das estruturas locais”. “[A coligação] tem de ser analisada. Para fazermos uma coligação temos de ver se é da vontade das estruturas locais e se é do interesse da população”, opinou. “Nós temos de aguardar”, apelou o presidente da distrital.
Numa última nota, sobre se o partido estaria disposto a perder um dos dois lugares que atualmente dispõe no Executivo, Pedro Magalhães quis deixar claro que “os lugares do CDS têm de se manter, como é óbvio”, recordando que “a entrada da Iniciativa Liberal para uma eventual coligação não será feita à custa do CDS”.
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