PS-Aveiro defendem que FARAV “merece o regresso”, mas criticam organização
Em nota publicada no Facebook, os eleitos do Partido Socialista nos órgãos autárquicos do Município de Aveiro deixam críticas à organização da Feira de Artesanato da Região de Aveiro (FARAV). Embora lembrem que o regresso do evento também era uma proposta do PS, os responsáveis pedem um evento mais adaptado ao período de verão.
Redação
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Na sequência de uma visita à FARAV, os vereadores do Partido Socialista eleitos na Câmara Municipal de Aveiro (CMA) publicaram nas redes sociais um texto em que criticam vários aspetos da organização. Recorde-se que a realização da feira esteve suspensa entre 2012 e 2025 e, seguindo uma das propostas eleitorais da ‘Aliança com Aveiro’, que ganhou as últimas eleições autárquicas, regressou este ano.
Os socialistas dão nota de que “o regresso da FARAV também era uma proposta eleitoral do Partido Socialista” e, por isso, acreditam que o certame “merece o regresso”, mas apontam que há melhorias que têm de ser feitas na organização.
A primeira nota a ser dada pelos socialistas prende-se com o espaço em que o evento é organizado: “a Praça do Rossio tornou-se um espaço muito quente durante os meses de verão” e “sentiu-se claramente a falta de sombra”. Lembre-se que a requalificação do Rossio, finalizada em 2023, no mandato de José Ribau Esteves, foi alvo de muitas críticas do PS.
“As lonas instaladas ajudaram a minimizar o problema, mas acabam por ser apenas um "penso rápido" para uma limitação do próprio projeto de requalificação. Ainda assim, vários espaços de exposição continuavam quentes e abafados, causando desconforto tanto aos expositores como aos visitantes”, notam os vereadores.
Depois, o PS repara que “a FARAV beneficiaria de uma programação cultural mais forte” para “atrair mais visitantes e a criar um ambiente mais dinâmico” e que “uma pequena zona para comida e bebida teria sido importante”. Seguindo a argumentação socialista, as temperaturas elevadas pediam um espaço onde as pessoas “pudessem beber, comer e descansar” e “seria também uma excelente oportunidade para promover a gastronomia tradicional portuguesa”.
Os socialistas referem que, por acontecer na época de verão, o evento deveria ter um horário adaptado que se estendesse até à meia-noite – sendo que, neste momento, a FARAV fecha às 22h00 -, uma vez que “muitos visitantes, em especial os turistas espanhóis, jantam mais tarde”.
Por outro lado, a oposição aponta também o dedo aos problemas das casas de banho do Rossio: “Verificámos que existem sanitários condicionados e sem possibilidade de utilização, uma situação que não é compatível com um espaço que recebe um evento desta dimensão e centenas de visitantes diariamente”.
A última crítica dirigiu-se à divulgação do evento, que, na ótica dos responsáveis do PS, deveria ter sido “mais forte e antecipada”, “quer através de publicidade física pela cidade, quer através dos meios digitais”. Da conversa que os vereadores relatam ter tido com os responsáveis, a afluência foi “reduzida” e “ao nível de vendas, segundo os artesãos, os turistas tiveram um peso importante”.
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