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PS-Aveiro: Socialistas “convergem” na última eleição de Paula Urbano, mas sem “unicidade” no partido

As eleições internas na Comissão Política da Concelhia (CPC) de Aveiro do Partido Socialista não trouxeram grandes mudanças e Paula Urbano Antunes voltou a ser reeleita presidente depois de concorrer em lista única. Embora não tenha havido oposição, Manuel Sousa, ex-líder da estrutura, garante que o partido não pensa a uma só voz.

PS-Aveiro: Socialistas “convergem” na última eleição de Paula Urbano, mas sem “unicidade” no partido

Paula Urbano Antunes tomou posse na passada sexta-feira, dia 10, como presidente da CPC de Aveiro do Partido Socialista, assumindo assim o terceiro mandato consecutivo à frente da estrutura. A cerimónia serviu também para que fosse empossado o secretariado, onde estão os vereadores Leonardo Costa e Isabel Vila Chã, a deputada municipal Catarina Feio e Sónia Madaíl Aires, que foi cabeça-de-lista do PS à Junta de Freguesia de Aradas – tudo nomes que têm surgido ao longo dos últimos anos no círculo de apoiantes de Paula Urbano.

Na lista mais alargada de pessoas que compõem a Comissão Política Concelhia do PS de Aveiro constam outros responsáveis, tais como o ex-vereador Fernando Nogueira (que já integrava o órgão) ou João Sarmento, presidente da Juventude Socialista (JS) de Aveiro, mais associados à estrutura concelhia que precedeu Paula Urbano, ao passo que o mandatário da candidatura foi - à semelhança do que já tinha acontecido em eleições anteriores - Alberto Souto de Miranda, presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA) entre 1998 e 2005 e candidato a liderar a autarquia nas últimas eleições autárquicas, e um dos elementos politicamente mais próximos de Paula Urbano.

Os seguidores da política autárquica aveirense sabem que, ao longo dos últimos anos, o Partido Socialista se tem dividido maioritariamente entre duas grandes famílias políticas que discutem entre si a governação concelhia do partido. Neste momento – e nos últimos dez anos -, os principais rostos dessa divisão são Manuel Sousa, que foi presidente da CPC de Aveiro entre 2016 e 2022, e Paula Urbano Antunes, que lidera o órgão desde 2022 até aos dias de hoje.

Aquando da primeira eleição de Manuel Sousa, em 2016 – uma eleição intercalar interna motivada pela demissão do então presidente Pedro Pires da Rosa -, ambos eram colegas de vereação na Câmara Municipal de Aveiro: Paula Urbano tinha sido terceira na lista de Eduardo Feio – uma das principais figuras do PS-Aveiro que continua do lado da atual presidente - em 2013 e entrou diretamente para a autarquia; Manuel Sousa chegou à Câmara em 2016 para substituir colegas que suspenderam o mandato.

Desde a vitória em lista única, em 2016, Manuel Sousa candidatou-se sozinho à CPC em 2018 e 2020, tendo também assumido a candidatura à Câmara Municipal de Aveiro em 2017 e 2021 contra José Ribau Esteves. Depois da segunda derrota, o líder socialista saiu de cena na concelhia ao perder nas eleições internas com Paula Urbano, em 2022. A partir daí, a atual líder candidatou-se também sempre sem oposição.

Esta falta de oposição não é sinónimo de falta de diálogo entre as partes, segundo conta Manuel Sousa à Ria, que adianta que, antes das eleições internas, se sentou à mesa com Paula Urbano para definir pontos em que ambos pudessem “convergir”. A ideia de agregar esforços “naquilo que é mais importante para Aveiro” não representa uma visão única, na ótica do ex-responsável, que assinala que “o facto de ter havido lista única não quer dizer que haja toda uma relação alinhada com unicidade”.

Questionado se a sucessiva corrida sem opositores não pode levar a uma perceção de falta de debate interno, Manuel Sousa responde: “Então e quando aparecem duasou três candidaturas? De fora diz-se «Estão todos divididos, vejam lá…» Não é uma grelha de análise”. “Todos nós sabemos que preparamos as melhores estratégias conforme as disponibilidades e os atores do momento […] Quem é que ia desafiar a liderança… Para quê? Para ir lá só dizer que apareceu?”, concretiza.

Em consonância com o discurso do ex-candidato à Câmara de Aveiro, a atual responsável explica que a reunião que teve com Manuel Sousa serviu para “encontrar pontos de entendimento”, uma vez que, acredita, tanto do ponto de vista local como do ponto de vista nacional, “o momento é de conjugação de esforços” de forma a preservar a “saúde da democracia”.

Paula Urbano salienta que, enquanto esteve à frente da CPC, sempre se viveu um clima de “paz”, recusando um potencial clima de ‘paz podre’. Nesse sentido, explica, as pessoas que não a apoiaram na primeira candidatura à CPC – portanto, as que estiveram do lado de Manuel Sousa – “sempre foram chamadas e integradas”. “Houve convites que foram feitos. Uns foram aceites, outros não foram… […] A nossa postura é essa. Estamos aqui para fazer aquilo que entendemos ter de fazer”.

No que a uma possível alegação de falta de debate interno diz respeito, a presidente da CPC afirma que a discussão existe e “não há pensamento único”, mas que não pode “falar por quem não teve essa iniciativa [de apresentar uma candidatura alternativa] e que não demonstrou interesse”. “Se não houve nenhuma candidatura é porquenão houve mais nenhum militante que entendesse ou estar disponível ou que essa candidaturafizesse sentido”, salienta.

Socialistas não revelam o ‘jogo’ para 2028 e dizem que ainda é cedo para pensar no próximo mandato; Paula Urbano assume já que não se recandidata

Para já, tanto Paula Urbano como Manuel Sousa têm papéis bem definidos dentro da estrutura socialista: o mandato da presidente da CPC de Aveiro dura até 2028, sendo que, previsivelmente, deve continuar como vereadora na Câmara Municipal até às próximas eleições autárquicas; depois de ter sido proposto por Hugo Oliveira, presidente da Federação Distrital do PS de Aveiro, Manuel Sousa foi reeleito vice-presidente da estrutura e vai assumir o cargo até 2028.

Daqui a dois anos, ambas as estruturas voltam a ir a votos com as autárquicas de 2030 em mente, pelo que a concelhia ganha uma relevância acrescida – é o órgão em que quem acaba por cair a responsabilidade de construir uma candidatura capaz de destronar Luís Souto na Câmara Municipal.

Sem grandes intenções declaradas para essa altura, existe apenas uma certeza: Paula Urbano não quer voltar a ser a cara do PS-Aveiro e “descarta já” nova candidatura. Sabendo que terá de haver renovação, Manuel Sousa afirma que “é uma situação que tem de ser sempre pensada para que se ganhe mais energia”, mas que “é normal que quem está com vontade de dar um contributo se chegue à frente”.

O antigo líder recusa adiantar “a esta distância” se vai ser procurada a mesma “convergência” entre as diferentes sensibilidades do PS numas próximas eleições internas, dado que “é tudo um bocadinho imprevisível”. A possibilidade de integrar uma possível solução futura não foi deixada de parte – embora também não tenha sido assumida -, uma vez que, afirma, “está no partido com todos os outros”: “Quem vem, vem com vontade de dar sempre o seu melhor. E eu estarei disponível para o melhor para o PS”, assinala.

Por seu lado, Paula Urbano alerta que o trabalho é “exigente” e que “há momentos em que os militantes não estão propriamente disponíveis para abraçar os projetos”, embora tenha a “certeza” de que “há muito bons quadros na concelhia que estarão disponíveis para, em 2028, apresentar uma candidatura”.

Embora não vá continuar à frente dos destinos do PS-Aveiro a partir do próximo mandato, a presidente reeleita aponta que é “desejável” que o trabalho a ser realizado “não venha a ser desperdiçado” por quem quer que seja que assuma a concelhia. Para Paula Urbano, não só é importante que se aproveite o que está a ser feito como seja dada “continuidade”, porque “dois anos passam muito depressa e dois anos anteriores a umas eleições autárquicas passam muito mais depressa”.

“Aí tem já de se estar a trabalhar na construção de listas,tem de se estar a trabalhar num programa [eleitoral] e isso tem de ser feito tudo em proximidade com as pessoas, tentando ir ao encontro daquilo de que elas necessitam. Nós precisamos, de facto, desse trabalho de continuidade, que é sobretudo um trabalho de aprofundamento da relação com os socialistas - não só com os militantes,mas também com os simpatizantes e, no fundo, com todos os aveirenses que possam ver em nósuma resposta e uma alternativa que seja credível”, acrescenta a responsável.

Ao longo da conversa com a Ria, Paula Urbano rejeitou também que Alberto Souto de Miranda faça sombra ou atue como ‘governo sombra’ no Partido Socialista, como muitas vezes os partidos da ‘Aliança’ e o Chega acusam. A responsável assinala que o seu mandatário nas eleições internas é um “militante destacado”, com “inúmeras competências políticas, técnicas, profissionais” e no qual o PS tem “muito orgulho”, mas que “quem está a exercer os seus mandatos na Câmara Municipal ou na Assembleia Municipalpensa por si próprio e não está lá mandatado pelo Alberto Souto Miranda para ir dizer aquilo que ele pensa”. “Se ele quiser ir lá dizer aquilo que pensa, assuma o mandato.Pode fazê-lo, o mandato está suspenso”, remata.

Presidente do PS-Aveiro recusa mandato “falhado”; Manuel Sousa fala em necessidade de “reorganizar o partido” e guarda críticas para os “órgãos próprios”

Olhando em retrospetiva para os últimos dois anos, Paula Urbano nota que, apesar da derrota nas eleições autárquicas – o PS apenas conseguiu uma das 10 freguesias e quatro dos nove vereadores com assento na Câmara Municipal, ficando atrás da ‘Aliança com Aveiro’ em número de votos -, “não foi um mandato que falhou” e lembra a melhoria de resultados relativamente a 2021: “Conseguimos eleger mais um vereador, conseguimos eleger mais deputados municipais, ganhámos uma Junta de Freguesia e, no global, melhorámos a votação. Obviamente que não era esse o resultado que nós desejávamos e para o qual trabalhávamos […], [mas] desse ponto de vista não considero de maneira nenhuma que o mandato tenha sido falhado”.

Agora, acredita, por ter no terreno uma equipa que foi desenhada por si, acaba por ser “mais fácil dar visibilidade” ao trabalho da concelhia junto dos aveirenses, mesmo que a partir da oposição. Recorde-se que, aquando das autárquicas passadas, os responsáveis autárquicos do PS tinham sido eleitos em listas organizadas pela concelhia de Manuel Sousa, o que, para Paula Urbano, dificultou a tarefa eleitoral do PS.

“Nós tivemos de trabalhar com quem estava. Quem estava, e isso é público, nem sempre estava alinhado com aquilo que a concelhia foi fazendo.É mais fácil, obviamente, se quem está na gestão da concelhia também estiverna gestão autárquica e se estivermos em sintonia, que era uma coisa que não acontecia no passado”, considera a presidente.

Já Manuel Sousa entende que aquilo que possa dizer sobre o mandato passado “não é importante”. O ex-líder nota que “não correu bem”, mas que isso foi “assumido por quem liderou os processos”. Nesse sentido, agora é o momento de “reorganizar o partido para o voltar a colocar numa rota que possa trazer outros futuros” com “mais vitórias”, pelo que, no seu entendimento, os socialistas devem agora estar unidos num novo ciclo de “preparação”.

Sobre “o que foi feito e que não foi feito”, o antigo candidato à Câmara de Aveiro recorda que, quando saiu da concelhia, assumiu uma postura de “silêncio absoluto sobre o que estava encaminha”: “Sai-se de cena exatamente para não ser motivo de entrave para nada. Fecha-se um ciclo. Foi o que eu fiz e estive assim… colaborei mais pelos órgãos distritais”.

Este “silêncio” contrasta com as críticas tecidas por Alberto Souto aquando das eleições autárquicas de 2021, em que o PS liderado por Manuel Sousa saiu derrotado. Recorde-se que, dias depois do ato eleitoral, Alberto Souto publicou no Diário de Aveiro um artigo em que criticava a estratégia do PS-Aveiro, acusando o cabeça-de-lista de “ignorar e apagar o legado de que se deveria saber orgulhar” e de preferir “alinhar-se com os inimigos externos do PS”.

Na sequência desse ataque, Manuel Sousa recorreu às redes sociais para responder: “Enquanto outros, como o Dr. Alberto Souto em 2017, não aceitaram este desafio, fácil, claro, de fazer tudo bem, sem mácula, eu não temi resultados”, desabafou o então candidato à CMA.

Apesar da intenção de não se querer pronunciar sobre aquilo que o PS fez no último ciclo, o socialista não deixa de reparar, no entanto, que o desgaste natural do fim de ciclo de Ribau Esteves podia ter tornado a tarefa de Paula Urbano “mais fácil”. No entanto, aponta, como tal não aconteceu, chegou a altura de uma “nova estratégia”. “Com certeza que a Paula está empenhadíssima”, assegura.

Paula Urbano reconhece que não raras vezes são “sempre os mesmos” a dar a cara pelo PS-Aveiro; Manuel Sousa diz que quem diz que não há renovação “está distraído”

Uma das grandes críticas que se ouve fazer ao PS-Aveiro é de há pouca renovação de quadros dentro do partido. Alberto Souto, Manuel Sousa, Eduardo Feio, Mário Costa, Paula Urbano, Filipe Neto Brandão, Fernando Nogueira… são várias das personalidades socialistas que, de tempos a tempos, são apresentadas para os diferentes órgãos.

A própria Paula Urbano reconhece que a crítica é válida e que, dentro do partido, “acabamos por ser sempre os mesmos”. No seu entendimento, a falta de renovação acontece porque os nomes mais estabelecidos “não dão oportunidades aos mais jovens: “Dizemos «Ah, sim, os jovens e tal têm de ser… mas depois não os colocamos em lugares elegíveis. Colocamo-los nas listas, em lugares em que sabemos que não vão sereleitos só para dizer «Ah, estão lá jovens!».

A presidente, no entanto, diz que tem procurado contrariar a tendência desde a sua primeira candidatura à CPC e que colocou sempre jovens em lugares elegíveis – inclusive, diz, há hoje “pessoas muito jovens na Câmara Municipal, na Assembleia Municipal, nas Assembleias de Freguesia… são eles que vãoter que assumir o partido no futuro”.

Entre estas pessoas estão os ‘sub-30’ Leonardo Costa, número dois da candidatura à CPC e vereador na CMA, Catarina Feio, reeleita para o secretariado da concelhia e deputada na Assembleia Municipal, ou João Sarmento, deputado municipal, membro da CPC e presidente da JS-Aveiro. Nas palavras de Paula Urbano, quem assiste às reuniões da Câmara e da Assembleia percebe que há jovens “muito bons e qualificados” no seio do PS.

Manuel Sousa apresenta uma visão diferente e recusa que não haja renovação no seio do partido. O vice-presidente da distrital sublinha que existem “muitas novas caras aí, só que são tão bons que ao fim de meio ano ou de um ano as pessoas até pensam que são velhas caras. Mas eles na idade são novos e estão aí no ativo e a tomar decisões”.

Apesar dessa presença, Manuel Sousa nota que, num quadro que é transversal à sociedade portuguesa e aveirense, se atingiu um nível de qualidade de vida que faz com que seja difícil mobilizar pessoas: “A vida política, a vida pública… usarmos um pouquinho denós em prol dos outros é, de facto, uma atividade difícil. E quando a sociedade está melhor, mais difícil se torna. «Estou agradável e vivo bem… porque é que me vou aborrecer?”.

E Rui Soares Carneiro? Ex-vereador a quem foi retirada a confiança do partido no último mandato está “de sabática” da política, mas lembra que “não morreu”

O final do último mandato autárquico ficou marcado pela discussão interna entre o secretariado da CPC de Aveiro e o vereador Rui Soares Carneiro, que culminou na retirada de confiança política ao eleito. Na altura, recorde-se, depois de ter sido escolhido João Matos Silva como candidato à Junta de Freguesia de Cacia, o vereador não deixou de fora a possibilidade de assumir uma candidatura independente à Junta e disse que não apoiava Alberto Souto de Miranda na corrida à Câmara Municipal – algo que valeu a tomada de posição da estrutura de concelhia.

A tal candidatura independente não se chegou a concretizar e Diogo Soares Machado, agora vereador eleito pelo Chega, chegou a dizer que Rui Soares Carneiro foi visto a fazer campanha pela ‘Aliança com Aveiro’ no Mercado de Cacia. Tal como na altura, o ex-vereador desmente possíveis aproximações a outras forças políticas e reitera que é “militante de base do Partido Socialista” e assim continuará.

De fora tanto da estrutura concelhia como da estrutura distrital – algo que, lembra, não é uma novidade, já que nas últimas eleições internas tinha “ficado de fora por opção” -, Rui Soares Carneiro diz ter tirado uma “sabática” da vida política ativa e que quer reduzir a sua participação ao comentário e a eventuais textos de opinião que “decida que valem a pena”.

No entanto, tal como Manuel Sousa, o ex-vereador diz que ainda é cedo para pensar se, daqui a dois anos, poderá fazer parte de uma solução que sirva o Partido Socialista. Repetindo a mesma expressão que usou quando questionado pela Ria, em junho de 2025, se equacionava uma possível candidatura independente a Cacia, Rui Soares Carneiro aponta que “na política nunca se pode dizer nunca”.

“E demasiado extemporâneo […] estar a pensarpara daqui a dois anos. Eu não morri, não abandonarei nada nem ninguém,nem a cidade nem o partido […] Iremos conviver durante dois anos edaqui a dois anos logo veremos. O ponto de partida é que haverá mudançasna concelhia, seja para ficar tudo como está,mas com atores diferentes,ou para mudar o que tiver que mudar na altura […] Neste momento não está na minha cogitação sequer pensar no assunto, quanto mais ser candidato ao que quer que seja. Se na altura aparecer um qualquer projeto que ache que eu possa ser uma mais-valia e se eu considerar que é o momento pessoal e profissional para apoiá-lo, tudo muito bem,”, observou.

Órgãos eleitos

Comissão Política da Secção concelhia de Aveiro: Paula Urbano Antunes; Leonardo Costa; Sónia Aires; João Matos Silva; Ana Rita Fragateiro da Cunha; Gabriel Maia; Helena Graça; Ricardo Madaíl; Sara Tavares; Jorge Gonçalves; Rosa Serôdio; João Alves; Cristina Lopes; Nuno Oliveira; Cláudia Oliveira Santos; João Sarmento; Francisca Alípio Santos; Paulo Martins; Carla Sucena; Duarte Dias; Silvia Martins; Fernando Nogueira; Isabel Pedro; Daniel Lopes; Marília Martins;

Mesa da Assembleia da Comissão Política Concelhia de Aveiro: Ricardo Madaíl (presidente); Isabel Pedro e Miriam Coelho (secretárias);

Secretariado da Comissão Política Concelhia do PS-Aveiro: Paula Urbano Antunes (presidente); Leonardo Costa; Ana Rita Fragateiro da Cunha; Catarina Feio; Cláudia Oliveira Santos; Gabriel Maia; Isabel Vila Chã; Marta Maia Santos; Nuno Batista; Sónia Aires;

Estrutura Concelhia de Aveiro das Mulheres Socialistas-Igualdade e Direito: Rosa Aparício (presidente);

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