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PSD-Chega: Partidos asseguram “convergência democrática”, mas deixam perguntas por responder

Em comunicado de imprensa enviado às redações na sequência do acordo com entre PSD e Chega para governar com maioria na Câmara Municipal de Aveiro (CMA), os partidos defendem que o entendimento “estabelece as condições para planear com horizonte”. As principais questões continuam por responder.

PSD-Chega: Partidos asseguram “convergência democrática”, mas deixam perguntas por responder

O comunicado conjunto entre Chega e PSD-Aveiro continua sem dizer que pelouros vão ser atribuídos a Diogo Soares Machado, vereador eleito pelo Chega, que concessões serão feitas de parte a parte e que visão conjunta de cidade existe. Nesse quesito, fica apenas expresso que este entendimento não vai bater de frente com o compromisso político pré-eleitoral assumido entre PSD, CDS e PPM.

Recorde-se que esta manhã, dia 28, foi aprovada em reunião de Câmara Municipal de Aveiro, a passagem do vereador Diogo Soares Machado a regime de tempo inteiro. Segundo disse Paula Urbano Antunes, do PS, quando questionado sobre os pelouros a atribuir ao vereador do Chega, Luís Souto, presidente da autarquia, não respondeu.

Lembre-se também que, segundo o presidente já tinha adiantado numa entrevista ao Jornal de Notícias, a negociação foi motivada pela postura do Partido Socialista enquanto “força de bloqueio”.

Agora, PSD e Chega escrevem que o acordo firmado para o mandato 2025-2029 “assenta no diálogo permanente, na convergência democrática e na convicção assumida de que Aveiro tem tudo para ser ainda mais do que já é: mais coragem e ousadia nas decisões, mais investimento, mais obra que transforma e dure, mais políticas que cheguem às pessoas e façam a verdadeira diferença no seu dia a dia”.

De fora ficou o CDS-PP, membro da ‘Aliança com Aveiro’, que argumenta que “a proposta em apreço traduz, na prática, uma alteração ao modelo de governação sufragado pelos Aveirenses”. Não é esse o entendimento de PSD e Chega, que vêm dizer que o acordo “tem em conta a vontade expressa pelos Aveirenses nas urnas e afirma-se como a resposta à altura dos mandatos recebidos” e que acrescentam que o acordo “demonstra maturidade democrática”.

Sem nunca especificar medidas concretas em que PSD e Chega estejam de acordo, ambos elencam como prioridades “reforçar a coesão territorial, proteger as pessoas e os seus bens, valorizar os recursos naturais que tornam esta região singular, ampliar a capacidade de inovar, crescer e competir num mundo em acelerada transformação”.

“Com natureza dinâmica e adaptativa, o Acordo de Governação para o Mandato 2025 – 2029 foi pensado para se ajustar às necessidades reais do território e evoluir à medida que os resultados forem sendo alcançados. Não é um documento fechado – é uma relação viva, fundada na confiança, na partilha e na exigência mútua”, concluem PSD e Chega.

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Depois de, na passada semana, Paula Urbano Antunes, vereadora e presidente da concelhia de Aveiro do PS, ter dito à Ria que o partido se ia abster na passagem de Diogo Soares Machado, eleito pelo Chega, a vereador a tempo inteiro, os socialistas surpreenderam e votaram contra a proposta do executivo. Contactada pela Ria, a vereadora afirma que a mudança de posição se justifica pelo facto de Luís Souto, presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), não ter respondido às perguntas colocadas pelos socialistas.

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O CDS-PP absteve-se hoje, dia 28, em reunião da Câmara Municipal de Aveiro (CMA) na proposta do executivo municipal para passar Diogo Soares Machado, vereador eleito pelo Chega, para regime a tempo inteiro. Em nota de imprensa enviada às redações, o CDS-PP justificou o voto com a intenção de não criar “instabilidade” na governação.

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Conforme tinha sido noticiado na passada sexta-feira, dia 24, pela Ria, está agora confirmado o acordo de governação entre PSD e ‘Aliança com Aveiro’ com a passagem de Diogo Soares Machado, vereador eleito pelo Chega, a tempo inteiro. O PS mudou o sentido de voto que tinha comunicado à Ria e votou contra, enquanto o CDS-PP viabilizou o entendimento com a abstenção.

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