RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

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Paulo Jorge Ferreira anuncia investimento de 600 trotinetes para reforçar a segurança no campus

Numa medida inspirada no recente anúncio do primeiro-ministro Luís Montenegro, o reitor da Universidade de Aveiro, Paulo Jorge Ferreira, anunciou a compra de 600 trotinetes elétricas para reforçar os meios da equipa de vigilantes responsáveis pela segurança do campus. O investimento faz parte da campanha “Campus Sempre Seguro” – um título que, curiosamente, não menciona os buracos no campus, nem as habituais inundações na Zona Técnica Central.

Paulo Jorge Ferreira anuncia investimento de 600 trotinetes para reforçar a segurança no campus
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Entretenimento
29 nov 2024, 11:26

O reitor da Universidade de Aveiro surpreendeu a comunidade académica ao declarar, sem apresentar qualquer dado concreto, que o aumento da insegurança no campus está ligado ao crescente número de estudantes internacionais. “Nunca tivemos tantos estudantes internacionais. Coincidência? Não acredito em coincidências”, afirmou, com ar sério, enquanto segurava um relatório... em branco.

“Não há razões para alarme. Os vigilantes estão a ser treinados para identificarem ‘comportamentos suspeitos’, como por exemplo estudantes que falem idiomas que não sejam português”, afirmou José Russo Ferreira, responsável pela segurança no campus, que ignorou o facto do seu próprio apelido causar insegurança no campus.

A comunidade internacional não demorou a reagir. “Cheguei aqui há três meses e a única coisa que aumentei foi a venda de pastéis de nata no CUA. Insegurança? Só sinto quando tenho exames de Cálculo”, comentou uma estudante vinda da Polónia.

Esta medida já foi muito elogiada pelo diretor do Departamento de Física da UA que terá agora os seus meios reforçados para percorrer todas as salas do seu departamento à procura de estudantes que estejam a utilizar as salas de estudo para jogar League of Legends.

Já Wilson Carmo, presidente da Associação Académica, rapidamente reagiu à declaração do reitor, classificando-a como “criativa, mas desinformada”. “Queremos dados concretos ou, pelo menos, uma explicação plausível para a correlação entre o aumento de insegurança e os estudantes internacionais. Não vamos aceitar que o barulho de um estudante espanhol a pedir uma caña seja considerado ‘ameaça ao bem-estar do campus’.”

Entretanto Manuel Assunção, antigo reitor da UA, veio a público afirmar que a compra já estava prevista nos mandatos anteriores, com um sorriso que parecia ensaiado em frente ao espelho. A Ria sabe que os atrasos no processo de compra das trotinetes foram atribuídos à burocracia habitual da contratação pública, com piadas de bastidores a sugerirem que os vigilantes receberão as trotinetes na mesma altura em que terminarem as filas nos almoços da cantina – ou seja, nunca.

Recomendações

Páscoa na família Souto: falha de comunicação provoca excesso de cabrito no almoço de domingo
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Páscoa na família Souto: falha de comunicação provoca excesso de cabrito no almoço de domingo

Luís Souto, aproveitou este domingo de Páscoa para lançar um vídeo onde ensina os seguidores a cozinhar chanfana. O vídeo é tão longo e didático que a dada altura fazia lembrar as suas aulas de Genética ainda com Power Point em Comic Sans. Fontes próximas admitem que só a introdução demorou mais do que as promessas de Luís Montenegro para a requalificação do Hospital de Aveiro. O vídeo acumula já 13 visualizações, das quais 11 são da esposa do próprio Luís, que o partilhou em todos os grupos de Facebook onde é admin e comentou “meu presidente <3” em cada publicação. Já Alberto Souto, armado em chef rústico, atirou-se ao tradicional cabrito no forno de lenha. Só que a lenha estava molhada - tal como os olhos dos eleitores aveirenses sempre que se lembram do seu último mandato. O vídeo, filmado ao estilo "como acender um forno com zero dignidade", mostra Alberto a soprar brasas com a mesma convicção com que se defendia das críticas sobre endividamento municipal. A dada altura, ouvimos “isto com a antiga equipa da Câmara não acontecia”, mas o cabrito continuou cru e o almoço parece que vai passar a lanche. Fontes próximas garantem que os irmãos não falaram entre si sobre o menu, o que resultou numa quantidade de carne suficiente para alimentar todas as demissões no PSD-Aveiro. A comida era tanta que tiveram de improvisar um novo convidado: Paulo Jorge Ferreira, reitor da Universidade de Aveiro, que, agora em fim de mandato, anda a aceitar tudo o que seja petiscos e tainadas. Os irmãos Souto, sempre atentos às oportunidades, ponderam agora lançar um outro familiar para reitor da UA. Entretanto, Ribau Esteves, depois de uma semana de recuperação em casa pelas violentas dores de costas que o impediram de sair da cadeira no Hotel Meliá na apresentação de Luís Souto, já foi visto novamente muito irritado com toda a situação. Fontes próximas afirmam que já viu os vídeos e deixou claro que não apoia nenhum dos irmãos. Sobre Alberto diz que “continua igualzinho, a gastar dinheiro em lenha sem critério”. De Luís afirma que “tem mais vocação para chefe de cozinha do que para presidente”. Ribau terá ainda acrescentado: “o Luís foi o único aveirense que acreditou que as obras do Hospital arrancam esta ano… deve pensar que a Câmara é como a Bimby: é carregar num botão e esperar milagres”. O almoço terminou sem intoxicações alimentares, mas não por falta de sorte. Felizmente, como as urgências do Hospital de Aveiro estão encerradas neste domingo de Páscoa, ninguém se atreveu a repetir o prato. “Mais vale prevenir do que precisar de médico”, terá dito um dos convivas, enquanto escondia o tupperware com sobras de cabrito no porta-bagagens.

PCP-Aveiro avança com moção de censura pelo atraso no anúncio do cartaz da Feira de Março 2025
Estagiário

PCP-Aveiro avança com moção de censura pelo atraso no anúncio do cartaz da Feira de Março 2025

“A maior festividade do concelho está a ser gerida com mais segredo do que a escolha de Luís Souto de Miranda como candidato à Câmara Municipal de Aveiro (CMA)", acusou o partido em comunicado, reforçando que "a Feira de Março deve pertencer ao povo e não ser um privilégio das elites que sabem o cartaz antes do resto da população". Apesar de oficialmente ainda não haver confirmações, o PCP-Aveiro jura a pés juntos que já sabe que Diogo Piçarra, Bárbara Tinoco e Richie Campbell fazem parte do alinhamento. “Se nós já descobrimos, não nos venham com histórias de que ainda estão a fechar contratos”, disparou um dirigente comunista, visivelmente indignado por não haver ainda um anúncio oficial. Quem não perdeu tempo a reagir foi o atual presidente da CMA. Ribau Esteves garantiu que "o cartaz será revelado quando for a altura certa”, mas relembrando os aveirenses que “se fosse pelo PCP, a Feira de Março era animada pelos Cante Alentejano e terminava com um debate sobre a luta sindical”. Fontes internas do município garantem que o grande motivo para o atraso na divulgação do cartaz tem nome: MC Soutinho, a dupla escolhida para cabeça de cartaz. A escolha não terá agradado a todos os elementos do Executivo Municipal. Segundo as mesmas fontes, Ribau Esteves terá mostrado algum desagrado, confessando que a sua escolha para cabeça de cartaz seriam os Irmãos Verdades, pois, segundo ele, "o alinhamento político e musical seria mais consistente". Perante a insistência da sua equipa, Ribau terá admitido: "Se queriam uma dupla de irmãos, ao menos que fosse uma que tivesse êxitos nos tops e não nas jogatanas políticas”. Já Rogério Carlos, atual vice-presidente da autarquia, mostrou-se mais soltinho depois de ter sido afastado da corrida à liderança da CMA. “Se querem animar o cartaz da Feira de Março deste ano, pelo menos que sejam mais originais. Eu sugiro um dia dedicado aos cantares ao desafio com um despique amigável entre Catarina Barreto e Ângela Almeida ou Filipe Neto Brandão e Manuel Sousa”, afirmou no meio de gargalhadas irónicas enquanto se preparava para assistir ao debate parlamentar que poderá ditar novas eleições legislativas em Portugal. Outro momento alto será o show "Banda das Coligações", onde diferentes partidos políticos se juntam em leilão ao som do hit musical “eu estou à venda”. Fontes próximas garantem que será uma atuação curta, porque nem sempre conseguem tocar a mesma música até ao fim. Entretanto, os aveirenses continuam sem cartaz oficial, mas já têm uma certeza: o verdadeiro espetáculo da Feira de Março não está no palco, está mesmo na política local.

Estagiário: Sérgio Ribau Esteves avança com candidatura independente ao Município de Aveiro
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Estagiário: Sérgio Ribau Esteves avança com candidatura independente ao Município de Aveiro

Em exclusivo para a página do Estagiário da Ria, Sérgio quis juntar-se ao “verdadeiro espetáculo circense que se assiste na cidade” e declarou que “num momento particularmente difícil para o meu irmão, eu não podia deixar de dizer presente”. “Os Soutos querem mostrar que controlam esta cidade, mas se estamos nessa onda, então vão ter que levar com os Ribaus”, afirmou enquanto apertava um fato axadrezado emprestado pelo seu irmão, relembrando que, tal como Luís Souto, também ele é cronista no Diário de Aveiro. Ribau Esteves também quis prestar declarações ao Estagiário da Ria: "Sim, posso confirmar que o meu mano avisou-me previamente da sua candidatura." Confrontando pelo Estagiário da Ria relativamente ao facto de Luís Souto não ter contactado Alberto Souto antes do anúncio da sua candidatura, Ribau Esteves afirmou no meio de gargalhadas irónicas: "Olhe, essa pergunta tem que fazer ao Luís Souto, não é ele que se apresenta como especialista em genética?" Enquanto isso, o recém-lançado candidato Sérgio Ribau Esteves parece apostado em criar uma “irmandade eleitoral” para melhorar a imagem da cidade, recordando os aveirenses que tem experiência muito útil em gestão de irmandades. “Se sei gerir a irmandade dos ovos moles, acha que será muito diferente gerir um Município? É tudo uma questão de doçura”, afirmou.  O candidato independente aproveitou para dizer, com aquele sorriso de quem domina matemática, que, diferentemente do Alberto Souto – "que se contenta com 101 ideias para Aveiro" – ele tem “mil e uma ideias”. “Não acha que as minhas ultrapassam as do candidato socialista? E não são apenas devaneios mirabolantes, são planos de verdade para mudar a cidade", afirmou enquanto olhava para o programa eleitoral desenhado pelo seu irmão com 1001 árvores preparadas para abate. Agora, Aveiro aguarda ansiosamente para ver se esta súbita multiplicação de irmãos candidatos irá resultar numa revolução familiar na política local… ou apenas num almoço de domingo com demasiadas conversas sobre urnas de voto e propostas mirabolantes. O Estagiário da Ria continua atento a mais novidades, enquanto espreita para ver se ainda resta alguma vaga para ser candidato a sobrinho, primo ou cunhado dos Soutos & Ribaus.

Ribau Esteves negoceia com Fábio Coentrão instalação do viveiro de marisco na Ria de Aveiro
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Ribau Esteves negoceia com Fábio Coentrão instalação do viveiro de marisco na Ria de Aveiro

"Durante os meus mandatos batemos todos os recordes de turismo. Demos uma nova vida aos nossos canais com os moliceiros elétricos e amigos do ambiente. Agora está na altura de dar o próximo passo: Aveiro precisa de marisco premium e quem melhor que o Fábio Coentrão para ser o rosto desta nova fase?", declarou Ribau Esteves, enquanto tirava uma fotografia ao lado de uma lagosta gigante, com Rogério Carlos a tentar reproduzir o movimento. Entretanto, o reitor da Universidade de Aveiro também já reagiu à mais recente notícia, revelando interesse em localizar o novo viveiro nas marinhas da UA. “Já falei com o presidente da Câmara Municipal de Aveiro e dei-lhe nota da nossa intenção”, declarou Paulo Jorge Ferreira. Confrontado pelos jornalistas sobre a reação de Ribau Esteves, o reitor da UA realçou: “Gostou muito da iniciativa. Afinal de contas, ainda há dias anunciou o início da construção de uma nova residência privada para os estudantes. Ora todos sabemos o tipo de estudantes que procuram estas residências. Colocar o novo viveiro junto à UA pode ser uma excelente oportunidade para atrair ainda mais estudantes deste mercado”. Quem já reagiu a esta nova investida do edil aveirense foi Alberto Souto de Miranda. “Com sinceridade, desta vez tenho que reconhecer que é uma excelente iniciativa de Ribau Esteves. Todos nós vimos a cara avermelhada com que o presidente terminou a arruada de São Gonçalinho. Penso que se continuar a tirar fotos ao lado de lagostas, certamente que o seu tom de pele não irá dar tanto nas vistas” atirou o candidato à CMA, enquanto escrevia a centésima segunda ideia do livro que só ele leu.

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Festa de São Braz com novo dia académico, “tenda orbital” e “mais de meia tonelada” de rebuçados
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Festa de São Braz com novo dia académico, “tenda orbital” e “mais de meia tonelada” de rebuçados

A grande novidade é, de acordo com o responsável, a existência de uma nova data dedicada à academia. As festas começam mais cedo, na quinta-feira, 5 de fevereiro, num dia em que vão atuar as tunas da Universidade de Aveiro: a Tuna Universitária de Aveiro (TUA), a Tuna Feminina da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv) e a Tuna Mista da Universidade de Aveiro (MarnoTuna). Embora acredite que “a quinta-feira é sempre um dia um bocadinho ingrato porque no dia a seguir é dia de trabalho”, Gustavo Branco conta que vá haver quem possa ficar na festa até mais tarde. Nesse sentido, aponta que o novo dia pode fazer com que a festa chegue a mais pessoas: “A gente faz a festa para o público da freguesia e não só. É uma festa que já traz pessoas de fora do concelho de Aveiro”.  Segundo afirma, o objetivo é que o novo dia consiga responder ao aumento de custos que a mordomia terá com a nova “tenda orbital”. Gustavo Branco adianta que o investimento representa “quase o dobro do valor” pago no ano passado pela tenda. No bolo total, o juiz ainda não consegue fazer previsões de qual será o valor orçamentado para a festa, mas acredita que vá passar os “cerca de 100 mil euros” que cabiam no orçamento do último ano. Sendo São Braz o padroeiro das doenças da garganta, as festas são especialmente reconhecidas pelo atirar de rebuçados. Para este ano, Gustavo Branco prevê que haja perto de “meia tonelada”, estimando que o valor não ultrapasse os 600 quilos. No que ao cartaz da festa diz respeito, Gustavo Branco dá nota de que a organização procurou convidar artistas diferentes dos que estiveram em Santa Joana no ano passado. A seu pedido, manteve-se desde a última edição a ‘Banda Polk’, onde atua um amigo, e Tiago Silva, que vai “atuar em moldes diferentes”. Conforme refere, o artista vai juntar-se a ‘Liliana Oliveira & Amigos’ a cantar à desgarrada, à semelhança do que diz acontecer no programa “Domingo Há Desgarrada”, da RTP. O programa prevê a atuação de DJ FILC e das tunas académicas, no dia 5, da ‘Banda Polk’, dos ‘INSERT COIN’, de ‘São Braz Kids – CRASSH_Recycled’ e ‘São Braz Sénior – Hugo Alvarinhas’, no dia 6, dos ‘Santa Maria’, do DJ Rossa na Grossa e de uma Roda de Samba, no dia 7, e de ‘Toka e Dança’, DJ Oliver Clarck, Tiago Silva e ‘Liliana Oliveira & Amigos’, no dia 8. Junta-se ainda à programação a arruada de dia 7, o fogo de artifício de dia 8 e as missas em honra de São Braz nos dias 3,8 e 9.

Incêndios: CCDRC pagou 1,6 milhões de euros para construção e recuperação de casas ardidas em 2024
Região

Incêndios: CCDRC pagou 1,6 milhões de euros para construção e recuperação de casas ardidas em 2024

De acordo com a CDDRC, foram apresentadas 82 candidaturas, distribuídas por oito concelhos dos distritos de Aveiro e Viseu, para apoio à construção, reconstrução ou reabilitação de habitações, tendo, das 78 candidaturas analisadas (num montante de 3,2 milhões de euros), sido indeferidas 17. Até ao momento, foram pagas 57 candidaturas (a maioria – 35 - em Albergaria-a-Velha, Aveiro), no valor de 1,6 milhões de euros, com aquela entidade a ressalvar que “o primeiro pagamento é efetuado logo após a assinatura do contrato, mas os restantes pagamentos dependem da execução da obra que não é da responsabilidade da CCDR, mas, sim, dos lesados”. “Importa referir que as quatro candidaturas em fase de análise dizem respeito a habitações não permanentes cujo apoio veio a ser contemplado pela publicação da Lei n.º 13/2025, de 20 de fevereiro [que reforça medidas extraordinárias de apoio às populações afetadas pelos incêndios rurais ocorridos em setembro de 2024]”, adianta a CCDRC, explicando que “estas candidaturas estão em fase de análise dos esclarecimentos apresentados pelos lesados”. Por outro lado, a Comissão de Coordenação faz saber que existem “duas candidaturas aprovadas cujos contratos não foram assinados pelos respetivos promotores, pelo que não deram origem a qualquer pagamento”, a que “acrescem duas candidaturas aprovadas com contratos já celebrados, a aguardar a apresentação da documentação necessária para o respetivo processamento”. Já no que diz respeito ao apoio à reposição das capacidades produtivas e da competitividade, foram apresentadas 40 candidaturas (provenientes de sete concelhos dos distritos de Aveiro, Coimbra e Viseu), tendo sido aprovadas 23, “com um montante total de apoio de 7.591.019 euros e propostas para indeferimento 15 candidaturas”. Duas candidaturas estão ainda em análise na sequência de “lacunas identificadas na sua instrução” e, quanto aos pagamentos, “estes decorrem de pedidos de adiantamento dos promotores, que atingiram os 410.890 euros”. Também no que diz respeito aos fogos rurais de 2024, mas relativamente ao apoio extraordinário aos agricultores, a CCDRC contabilizou 3.748 candidaturas (com origem em 16 municípios dos distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra e Viseu), tendo sido pago cerca de 14 milhões de euros em 3.709 candidaturas. As restantes 39 foram indeferidas. No âmbito da apicultura, foi pago pouco menos de 43 mil euros, entidades gestoras de zona de caça obtiveram, números redondos, 110 mil euros e para a atividade florestal foi quase um milhão de euros, neste caso valor distribuído por 17 candidaturas provenientes de seis concelhos da Região Centro. Nove pessoas morreram durante os incêndios rurais que em setembro de 2024 atingiram o Norte e Centro de Portugal. A situação mais crítica aconteceu na terceira semana de setembro, com os incêndios a atingir sobretudo os distritos de Viseu, Aveiro, Porto, Vila Real e Braga, onde queimaram mato e florestas, casas, empresas, propriedades agrícolas e carros, levaram à evacuação de aldeias e ao corte de ferrovias e estradas.

Ex-subgerente bancária nega participação em plano para desviar dinheiro do Montepio
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Ex-subgerente bancária nega participação em plano para desviar dinheiro do Montepio

A arguida, que à data dos factos era subgerente do balcão do Montepio de Esmoriz, em Ovar, começou a ser julgada juntamente com a gerente do mesmo balcão, que não compareceu à sessão por motivos de doença, e dois sócios-gerentes de sociedades arguidas. Os quatro arguidos estão acusados de dezenas de crimes de falsidade informática e burla qualificada. Entre os arguidos estão ainda 13 sociedades que também respondem pelos mesmos crimes. Perante o coletivo de juízes, a ex-subgerente bancária negou ter feito parte do plano elaborado pela gerente, como refere a acusação do Ministério Público (MP), alegando que agiu com base na confiança que depositava na sua superior hierárquica e não verificava os dados apresentados nos pedidos de financiamento. “Ela dava o despacho e eu dava a segunda assinatura. Atuava de cruz. Eu confiei. Não devia, eu sei”, referiu. A arguida afirmou ainda ter sido enganada pela sua superior hierárquica, que se terá aproveitado da sua fragilidade. “Eu não estava bem. Tinha problemas familiares e estava com privação de sono. Ela aproveitou-se que eu estava frágil”, referiu. A ex-subgerente, que deixou de trabalhar na banca há cinco anos, explicou que sempre que era aberta uma conta empresa ia conhecer o local, mas admitiu que, na altura em que ocorreram os factos, não o fez com a frequência devida: “Quando ia para visitar as empresas acontecia sempre algo que impedia a visita”, afirmou. Os factos ocorreram entre março de 2018 e maio de 2019. A acusação do MP refere que a gerente do balcão do Montepio elaborou um plano, ao qual a subgerente de imediato aderiu, que consistia na aprovação, por parte das mesmas, de pedidos de financiamento dirigidos à assistente por clientes que não tinham, logo à partida, intenção nem meios de os liquidar. Nesse sentido, as arguidas instruíram os outros dois arguidos, um homem de 68 anos e uma mulher de 75 anos, ambos aposentados, a constituírem as sociedades comerciais das quais cada um se tornou respetivamente gerente para, em nome destas, apresentarem os pedidos de financiamento. De acordo com a investigação, as propostas de financiamento eram submetidas pelas arguidas introduzindo dados relativos a tais sociedades e seus sócios gerentes que não tinham correspondência com a realidade, quer a nível do fim a que se destinava cada um daqueles financiamentos, quer no que concernia à situação dos sócios gerentes das sociedades proponentes. A acusação refere que as referidas sociedades, na sua quase totalidade, nunca chegaram, sequer, a exercer a atividade comercial para que tinham sido criadas. Com esta conduta, segundo os investigadores, os arguidos obtiveram uma vantagem patrimonial de cerca de 800 mil euros, causando prejuízo patrimonial à assistente no mesmo montante.

CCDR-Centro: Ribau Esteves eleito com 79% dos votos com apoio que vai além do PSD
Região

CCDR-Centro: Ribau Esteves eleito com 79% dos votos com apoio que vai além do PSD

De acordo com a mesma fonte, o social-democrata obteve 2.092 votos, num universo de 2.647 votantes, de um colégio eleitoral composto por 2.860 autarcas dos 77 municípios da Região Centro. Foram ainda registados 459 votos em branco e 96 votos nulos. A dimensão do resultado ganha particular relevo quando analisada à luz da composição partidária do colégio eleitoral: os eleitos do PSD representam cerca de 45% do universo, seguindo-se o PS com aproximadamente 35%, além de independentes (cerca de 9%) e autarcas de outros partidos (cerca de 11% no total). Mesmo com uma adesão total do eleitorado social-democrata, o resultado agora alcançado por Ribau Esteves implica, assim, o apoio de autarcas de outros quadrantes políticos, incluindo necessariamente autarcas do Partido Socialista. Estas foram as segundas eleições indiretas para a presidência das CCDR, tendo Ribau Esteves concorrido como candidato único, após um acordo político entre PS e PSD ao nível nacional que evitou que ambos os partidos disputassem a liderança destas entidades. Antigo presidente das câmaras municipais de Aveiro e Ílhavo, Ribau Esteves assume agora a liderança da CCDR-Centro para um mandato de quatro anos, numa entidade com competências centrais no planeamento regional, na gestão de fundos comunitários e na articulação entre o Estado, os municípios e os agentes económicos e sociais da região. Também na segunda-feira foi eleito vice-presidente da CCDR-Centro Nuno Nascimento Almeida, atual vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Viseu e antigo chefe de gabinete do ex-presidente da Câmara Municipal de Viseu, Almeida Henriques. Nuno Nascimento Almeida reuniu 68 votos, num universo de 73 votantes, tendo-se registado cinco votos em branco e nenhum voto nulo, de um total de 77 eleitores inscritos. Após este processo, a CCDR Centro passará ainda a contar com um segundo vice-presidente, a designar pelos conselhos regionais, sendo candidato ao cargo o antigo presidente do Instituto Politécnico de Coimbra, Jorge Conde. No plano nacional, Ribau Esteves foi também o candidato mais votado entre os presidentes eleitos para as CCDR, ao alcançar 79,0% dos votos. No Algarve, José Portada foi eleito com 75,9%, no Alentejo Ricardo Pinheiro obteve 74,5%, enquanto na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo Teresa Almeida recolheu 70,2%. À semelhança do que sucedeu no Centro, todos estes dirigentes concorreram como candidatos únicos nos respetivos colégios eleitorais. Cada CCDR integrará ainda mais cinco vice-presidentes nomeados pelo Governo, responsáveis pelas áreas da educação, saúde, cultura, ambiente e agricultura. As CCDR são institutos públicos da Administração Central, dotados de autonomia administrativa e financeira, com competências na execução de políticas públicas de desenvolvimento regional, na promoção da coesão territorial e na articulação entre os vários níveis da administração pública.