Paulo Jorge Ferreira anuncia investimento de 600 trotinetes para reforçar a segurança no campus
Numa medida inspirada no recente anúncio do primeiro-ministro Luís Montenegro, o reitor da Universidade de Aveiro, Paulo Jorge Ferreira, anunciou a compra de 600 trotinetes elétricas para reforçar os meios da equipa de vigilantes responsáveis pela segurança do campus. O investimento faz parte da campanha “Campus Sempre Seguro” – um título que, curiosamente, não menciona os buracos no campus, nem as habituais inundações na Zona Técnica Central.
Estagiário
EntretenimentoO reitor da Universidade de Aveiro surpreendeu a comunidade académica ao declarar, sem apresentar qualquer dado concreto, que o aumento da insegurança no campus está ligado ao crescente número de estudantes internacionais. “Nunca tivemos tantos estudantes internacionais. Coincidência? Não acredito em coincidências”, afirmou, com ar sério, enquanto segurava um relatório... em branco.
“Não há razões para alarme. Os vigilantes estão a ser treinados para identificarem ‘comportamentos suspeitos’, como por exemplo estudantes que falem idiomas que não sejam português”, afirmou José Russo Ferreira, responsável pela segurança no campus, que ignorou o facto do seu próprio apelido causar insegurança no campus.
A comunidade internacional não demorou a reagir. “Cheguei aqui há três meses e a única coisa que aumentei foi a venda de pastéis de nata no CUA. Insegurança? Só sinto quando tenho exames de Cálculo”, comentou uma estudante vinda da Polónia.
Esta medida já foi muito elogiada pelo diretor do Departamento de Física da UA que terá agora os seus meios reforçados para percorrer todas as salas do seu departamento à procura de estudantes que estejam a utilizar as salas de estudo para jogar League of Legends.
Já Wilson Carmo, presidente da Associação Académica, rapidamente reagiu à declaração do reitor, classificando-a como “criativa, mas desinformada”. “Queremos dados concretos ou, pelo menos, uma explicação plausível para a correlação entre o aumento de insegurança e os estudantes internacionais. Não vamos aceitar que o barulho de um estudante espanhol a pedir uma caña seja considerado ‘ameaça ao bem-estar do campus’.”
Entretanto Manuel Assunção, antigo reitor da UA, veio a público afirmar que a compra já estava prevista nos mandatos anteriores, com um sorriso que parecia ensaiado em frente ao espelho. A Ria sabe que os atrasos no processo de compra das trotinetes foram atribuídos à burocracia habitual da contratação pública, com piadas de bastidores a sugerirem que os vigilantes receberão as trotinetes na mesma altura em que terminarem as filas nos almoços da cantina – ou seja, nunca.
Recomendações
Páscoa na família Souto: falha de comunicação provoca excesso de cabrito no almoço de domingo
Luís Souto, aproveitou este domingo de Páscoa para lançar um vídeo onde ensina os seguidores a cozinhar chanfana. O vídeo é tão longo e didático que a dada altura fazia lembrar as suas aulas de Genética ainda com Power Point em Comic Sans. Fontes próximas admitem que só a introdução demorou mais do que as promessas de Luís Montenegro para a requalificação do Hospital de Aveiro. O vídeo acumula já 13 visualizações, das quais 11 são da esposa do próprio Luís, que o partilhou em todos os grupos de Facebook onde é admin e comentou “meu presidente <3” em cada publicação. Já Alberto Souto, armado em chef rústico, atirou-se ao tradicional cabrito no forno de lenha. Só que a lenha estava molhada - tal como os olhos dos eleitores aveirenses sempre que se lembram do seu último mandato. O vídeo, filmado ao estilo "como acender um forno com zero dignidade", mostra Alberto a soprar brasas com a mesma convicção com que se defendia das críticas sobre endividamento municipal. A dada altura, ouvimos “isto com a antiga equipa da Câmara não acontecia”, mas o cabrito continuou cru e o almoço parece que vai passar a lanche. Fontes próximas garantem que os irmãos não falaram entre si sobre o menu, o que resultou numa quantidade de carne suficiente para alimentar todas as demissões no PSD-Aveiro. A comida era tanta que tiveram de improvisar um novo convidado: Paulo Jorge Ferreira, reitor da Universidade de Aveiro, que, agora em fim de mandato, anda a aceitar tudo o que seja petiscos e tainadas. Os irmãos Souto, sempre atentos às oportunidades, ponderam agora lançar um outro familiar para reitor da UA. Entretanto, Ribau Esteves, depois de uma semana de recuperação em casa pelas violentas dores de costas que o impediram de sair da cadeira no Hotel Meliá na apresentação de Luís Souto, já foi visto novamente muito irritado com toda a situação. Fontes próximas afirmam que já viu os vídeos e deixou claro que não apoia nenhum dos irmãos. Sobre Alberto diz que “continua igualzinho, a gastar dinheiro em lenha sem critério”. De Luís afirma que “tem mais vocação para chefe de cozinha do que para presidente”. Ribau terá ainda acrescentado: “o Luís foi o único aveirense que acreditou que as obras do Hospital arrancam esta ano… deve pensar que a Câmara é como a Bimby: é carregar num botão e esperar milagres”. O almoço terminou sem intoxicações alimentares, mas não por falta de sorte. Felizmente, como as urgências do Hospital de Aveiro estão encerradas neste domingo de Páscoa, ninguém se atreveu a repetir o prato. “Mais vale prevenir do que precisar de médico”, terá dito um dos convivas, enquanto escondia o tupperware com sobras de cabrito no porta-bagagens.
PCP-Aveiro avança com moção de censura pelo atraso no anúncio do cartaz da Feira de Março 2025
“A maior festividade do concelho está a ser gerida com mais segredo do que a escolha de Luís Souto de Miranda como candidato à Câmara Municipal de Aveiro (CMA)", acusou o partido em comunicado, reforçando que "a Feira de Março deve pertencer ao povo e não ser um privilégio das elites que sabem o cartaz antes do resto da população". Apesar de oficialmente ainda não haver confirmações, o PCP-Aveiro jura a pés juntos que já sabe que Diogo Piçarra, Bárbara Tinoco e Richie Campbell fazem parte do alinhamento. “Se nós já descobrimos, não nos venham com histórias de que ainda estão a fechar contratos”, disparou um dirigente comunista, visivelmente indignado por não haver ainda um anúncio oficial. Quem não perdeu tempo a reagir foi o atual presidente da CMA. Ribau Esteves garantiu que "o cartaz será revelado quando for a altura certa”, mas relembrando os aveirenses que “se fosse pelo PCP, a Feira de Março era animada pelos Cante Alentejano e terminava com um debate sobre a luta sindical”. Fontes internas do município garantem que o grande motivo para o atraso na divulgação do cartaz tem nome: MC Soutinho, a dupla escolhida para cabeça de cartaz. A escolha não terá agradado a todos os elementos do Executivo Municipal. Segundo as mesmas fontes, Ribau Esteves terá mostrado algum desagrado, confessando que a sua escolha para cabeça de cartaz seriam os Irmãos Verdades, pois, segundo ele, "o alinhamento político e musical seria mais consistente". Perante a insistência da sua equipa, Ribau terá admitido: "Se queriam uma dupla de irmãos, ao menos que fosse uma que tivesse êxitos nos tops e não nas jogatanas políticas”. Já Rogério Carlos, atual vice-presidente da autarquia, mostrou-se mais soltinho depois de ter sido afastado da corrida à liderança da CMA. “Se querem animar o cartaz da Feira de Março deste ano, pelo menos que sejam mais originais. Eu sugiro um dia dedicado aos cantares ao desafio com um despique amigável entre Catarina Barreto e Ângela Almeida ou Filipe Neto Brandão e Manuel Sousa”, afirmou no meio de gargalhadas irónicas enquanto se preparava para assistir ao debate parlamentar que poderá ditar novas eleições legislativas em Portugal. Outro momento alto será o show "Banda das Coligações", onde diferentes partidos políticos se juntam em leilão ao som do hit musical “eu estou à venda”. Fontes próximas garantem que será uma atuação curta, porque nem sempre conseguem tocar a mesma música até ao fim. Entretanto, os aveirenses continuam sem cartaz oficial, mas já têm uma certeza: o verdadeiro espetáculo da Feira de Março não está no palco, está mesmo na política local.
Estagiário: Sérgio Ribau Esteves avança com candidatura independente ao Município de Aveiro
Em exclusivo para a página do Estagiário da Ria, Sérgio quis juntar-se ao “verdadeiro espetáculo circense que se assiste na cidade” e declarou que “num momento particularmente difícil para o meu irmão, eu não podia deixar de dizer presente”. “Os Soutos querem mostrar que controlam esta cidade, mas se estamos nessa onda, então vão ter que levar com os Ribaus”, afirmou enquanto apertava um fato axadrezado emprestado pelo seu irmão, relembrando que, tal como Luís Souto, também ele é cronista no Diário de Aveiro. Ribau Esteves também quis prestar declarações ao Estagiário da Ria: "Sim, posso confirmar que o meu mano avisou-me previamente da sua candidatura." Confrontando pelo Estagiário da Ria relativamente ao facto de Luís Souto não ter contactado Alberto Souto antes do anúncio da sua candidatura, Ribau Esteves afirmou no meio de gargalhadas irónicas: "Olhe, essa pergunta tem que fazer ao Luís Souto, não é ele que se apresenta como especialista em genética?" Enquanto isso, o recém-lançado candidato Sérgio Ribau Esteves parece apostado em criar uma “irmandade eleitoral” para melhorar a imagem da cidade, recordando os aveirenses que tem experiência muito útil em gestão de irmandades. “Se sei gerir a irmandade dos ovos moles, acha que será muito diferente gerir um Município? É tudo uma questão de doçura”, afirmou. O candidato independente aproveitou para dizer, com aquele sorriso de quem domina matemática, que, diferentemente do Alberto Souto – "que se contenta com 101 ideias para Aveiro" – ele tem “mil e uma ideias”. “Não acha que as minhas ultrapassam as do candidato socialista? E não são apenas devaneios mirabolantes, são planos de verdade para mudar a cidade", afirmou enquanto olhava para o programa eleitoral desenhado pelo seu irmão com 1001 árvores preparadas para abate. Agora, Aveiro aguarda ansiosamente para ver se esta súbita multiplicação de irmãos candidatos irá resultar numa revolução familiar na política local… ou apenas num almoço de domingo com demasiadas conversas sobre urnas de voto e propostas mirabolantes. O Estagiário da Ria continua atento a mais novidades, enquanto espreita para ver se ainda resta alguma vaga para ser candidato a sobrinho, primo ou cunhado dos Soutos & Ribaus.
Ribau Esteves negoceia com Fábio Coentrão instalação do viveiro de marisco na Ria de Aveiro
"Durante os meus mandatos batemos todos os recordes de turismo. Demos uma nova vida aos nossos canais com os moliceiros elétricos e amigos do ambiente. Agora está na altura de dar o próximo passo: Aveiro precisa de marisco premium e quem melhor que o Fábio Coentrão para ser o rosto desta nova fase?", declarou Ribau Esteves, enquanto tirava uma fotografia ao lado de uma lagosta gigante, com Rogério Carlos a tentar reproduzir o movimento. Entretanto, o reitor da Universidade de Aveiro também já reagiu à mais recente notícia, revelando interesse em localizar o novo viveiro nas marinhas da UA. “Já falei com o presidente da Câmara Municipal de Aveiro e dei-lhe nota da nossa intenção”, declarou Paulo Jorge Ferreira. Confrontado pelos jornalistas sobre a reação de Ribau Esteves, o reitor da UA realçou: “Gostou muito da iniciativa. Afinal de contas, ainda há dias anunciou o início da construção de uma nova residência privada para os estudantes. Ora todos sabemos o tipo de estudantes que procuram estas residências. Colocar o novo viveiro junto à UA pode ser uma excelente oportunidade para atrair ainda mais estudantes deste mercado”. Quem já reagiu a esta nova investida do edil aveirense foi Alberto Souto de Miranda. “Com sinceridade, desta vez tenho que reconhecer que é uma excelente iniciativa de Ribau Esteves. Todos nós vimos a cara avermelhada com que o presidente terminou a arruada de São Gonçalinho. Penso que se continuar a tirar fotos ao lado de lagostas, certamente que o seu tom de pele não irá dar tanto nas vistas” atirou o candidato à CMA, enquanto escrevia a centésima segunda ideia do livro que só ele leu.
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Combate a incêndios em Albergaria-a-Velha reforçado com tanques de água
“A medida visa garantir maior rapidez de resposta no terreno e apoio direto aos bombeiros e às Unidades Locais de Proteção Civil (ULPC)”, justifica a Câmara de Albergaria-a-Velha em nota de imprensa. A autarquia definiu, numa primeira fase, seis locais para a colocação dos depósitos de água: Angeja, Branca, Ribeira de Fráguas, São João de Loure, Valmaior e Zona Industrial. “As localizações situam-se em zonas de contacto entre áreas urbanas e florestais consideradas críticas em cenários de incêndio” pelas autoridades. “Para além de funcionarem como pontos estratégicos de reabastecimento, estes equipamentos têm ainda a vantagem de poderem ser deslocados rapidamente para outras áreas do concelho”, acrescenta a nota. Cada novo tanque terá capacidade para 100 metros cúbicos e o abastecimento será assegurado “através de mães de água estratégicas”, podendo os equipamentos ser deslocados conforme as necessidades operacionais de combate. “O projeto pretende garantir uma cobertura equilibrada do território para abranger progressivamente todas as freguesias e o investimento municipal foca-se na prevenção e proximidade de recursos, para proteger as populações e evitar a repetição de catástrofes”, explica o texto. Albergaria-a-Velha viveu, em setembro de 2024, um dos piores incêndios dos últimos anos, que causou quatro mortos e 36 feridos, e consumiu quase nove mil hectares de floresta. As chamas atingiram 60 habitações e 53 empresas, com prejuízos estimados em 30 milhões de euros.
Universidade de Aveiro vai preservar discos de goma-laca de 78 rotações
A intervenção compreende a componente visual de discos de 78 rotações, através da captura em alta resolução de rótulos e inscrições de fábrica, que contêm metadados cruciais sobre a indústria fonográfica nacional. “A equipa técnica dos serviços de biblioteca da Universidade de Aveiro utilizará normas internacionais de imagem para criar substitutos digitais, que evitem o manuseamento físico da goma-laca, por se tratar de um material quimicamente instável”, descreve uma nota de imprensa da Universidade. A execução do projeto está prevista para o mês de fevereiro e inclui o acondicionamento dos originais em materiais de conservação, bem como a criação de uma galeria digital pública, no repositório da Universidade. O projeto obteve financiamento através do Fundo para o Desenvolvimento Internacional dos Arquivos e foca-se na recuperação de património anterior a 1925, classificado pela UNESCO como Património Cultural Imaterial. O trabalho conta com a consultoria científica de Susana Sardo e os novos dados “servirão para a produção de conhecimento nas áreas da etnomusicologia e da sociologia histórica do início do século XX”.
Governo vai continuar com capitais da cultura e abrir candidaturas para 2028 e 2029
“Vamos dar continuidade e este ano vamos abrir candidaturas para que possamos ter em 2028 e 2029 as capitais portuguesas da cultura. Nós acreditámos que este projeto tem capacidade de durante o ano dinamizar os territórios e levar a cultura a todos os públicos”, revelou a ministra Margarida Balseiro Lopes, em Ponta Delgada. A ministra, que falava à comunicação social antes da abertura oficial da PDL26, garantiu que o Governo “acredita muito no projeto das capitais portuguesas da cultura”, lembrando os exemplos de “sucesso” de Aveiro e Braga, que foram capitais da cultura em 2024 e 2025, respetivamente. Depois de Aveiro, em 2024, e Braga, em 2025, Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, será Capital Portuguesa da Cultura, um ano antes de Évora ser Capital Europeia da Cultura. A titular da pasta da Cultura lembrou que o Governo majorou o financiamento da PDL26 por reconhecer os custos acrescidos da insularidade. “Sabemos que Ponta Delgada tem desafios pela circunstância de ser uma região ultraperiférica. Foi essa a razão que levou a que o Governo fizesse uma majoração de 30% precisamente para apoiar nesses custos da insularidade”, afirmou. Margarida Balseiro Lopes destacou o impacto das capitais portuguesas da cultura na mobilização dos agentes e na promoção da acessibilidade da cultura, em particular junto de públicos mais jovens. “Um dos maiores de investimentos que podemos fazer é despertar o amor pela cultura o mais precocemente possível junto de crianças e jovens”, vincou. A ministra adiantou, também, que a terceira iniciativa do Fórum Cultura, que já passou por Lisboa e Porto, vai acontecer em Ponta Delgada a 27 e 28 de abril. Já o presidente do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM), José Manuel Bolieiro, expressou orgulho por Ponta Delgada ser Capital Portuguesa da Cultura e disse ter “plena confiança” na riqueza cultural da região. Bolieiro assegurou, também, que o financiamento regional à PDL26 vai acontecer durante este ano, mostrando-se “tranquilo quanto ao sucesso” da candidatura aos fundos comunitários. “Há um compromisso do Governo Regional em garantir o acesso dessa candidatura ao sucesso e ao pagamento do valor estimado”, afirmou. Na terça-feira, na apresentação da programação, a comissária da PDL26 adiantou que a organização está a trabalhar com um orçamento de 4,3 milhões de euros, proveniente do município (três milhões) e do Governo da República (1,3 milhões), estando a aguardar um milhão de euros do Governo Regional com origem em fundos comunitários. A criação da figura da Capital Portuguesa da Cultura foi anunciada pelo ex-ministro da Cultura Pedro Adão e Silva, em Lisboa, em dezembro de 2022, onde deu a conhecer a cidade vencedora da candidatura a Capital Europeia da Cultura.
Câmara de Vagos aprova proposta de orçamento para 2026 que ronda os 30 milhões de euros
A proposta de orçamento foi aprovada por maioria na reunião do executivo municipal que decorreu na quinta-feira, contando com os votos a favor do PSD e os votos contra do CDS-PP e do Chega. De acordo com esta autarquia do distrito de Aveiro, trata-se de “um orçamento de organização, reequilíbrio e preparação do futuro, que responde às exigências do presente, sem descurar aquilo que verdadeiramente conta: as pessoas, o território e a qualidade dos serviços públicos”. “É também um orçamento de continuidade e de identidade. Integra-se num percurso de trabalho autárquico próximo das pessoas, das freguesias e do território, com investimento estruturante e planeamento”. Apesar de 2026 “arrancar com constrangimentos financeiros reais: dívida vencida elevada, encargos mensais com juros significativos e despesas de funcionamento e compromissos transitados que comprimem a margem de manobra”, este orçamento “põe a casa em ordem para libertar o futuro”. “Assenta em cinco opções de governação que definem o tom do mandato: transparência, rigor e cumprimento imediato da lei; redução da dívida e do prazo médio de pagamentos, para aliviar juros, recuperar reputação e devolver credibilidade ao Município; redução de custos de contexto e melhoria da eficiência interna; negociação e captação de financiamento externo; e arranque da execução do compromisso eleitoral de outubro de 2025”. A Câmara de Vagos evidenciou que, nos próximos meses, a ação municipal será conduzida em três frentes essenciais, que passam pelo cumprimento de obrigações e reduzir a fatura dos juros; reorganização e racionalização das despesas de funcionamento; e aumento da margem para investimento. “2026 será um ano de priorização e preparação forte da requalificação da rede viária” e de reforço dos pilares que "fazem comunidade e garantem oportunidades”. Para a saúde está previsto “um reforço da articulação com o Estado e preparação de soluções que aproximem serviços do cidadão, incluindo a criação do Serviço Municipal de Saúde”, enquanto na educação pretendem fortalecer as condições para a comunidade educativa. Já para a cultura preveem uma reprogramação sociocultural profunda e estruturada, com agenda identitária, inclusiva e inovadora, valorizando património, tradição e criação contemporânea. Está contemplado também “apoio consistente” ao movimento associativo. Para a juventude estão previstas “políticas de oportunidade e participação, estímulo ao mérito e à inovação, reforçando a ligação dos jovens ao concelho”, e para a maioridade “políticas de dignidade, proximidade e combate ao isolamento, valorizando quem construiu o concelho”. Contactado pela agência Lusa, o vereador Óscar Lopes explicou que o CDS-PP votou contra a proposta de orçamento para 2026 porque foi contemplado um aumento de impostos para tentar reequilibrar as contas do município, mas “uma grande fatia ainda vai para festas”. “Temos cerca de 1,5 milhões de euros para eventos e esse valor poderia ser refletido numa poupança e transferido em obras que estão a fazer muita falta ao concelho, nomeadamente as estradas, que é um dos problemas mais visíveis”. Já o vereador do Chega, Olavo Rosa, justificou a rejeição do documento porque não contempla qualquer investimento para “os parques industriais gigantes de Vagos”. “Também existem rubricas com valores muito elevados com que eu não concordo. Por exemplo, na parte das obras públicas, temos a rubrica ‘outros’ com 1,6 milhões de euros e depois na rubrica de ‘outras obras’ mais 1,5 milhões de euros: existem muitas rubricas que não espelham a total transparência dos investimentos”, esclareceu.