Acesso a incentivo de 2025 para grandes produções de cinema e audiovisual abre na 2.ª feira
O programa de incentivo financeiro às grandes produções de cinema e audiovisual (‘cash refund’) abre uma nova fase de candidaturas na próxima segunda-feira, com uma dotação de 20 milhões de euros, anunciou o Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA).
Redação
De acordo com o ICA, a partir das 10:00 da próxima segunda-feira, 03 de fevereiro, podem ser submetidos 'online' os “requerimentos de admissão ao incentivo financeiro à grande produção cinematográfica e audiovisual”, designado ‘cash refund’.
As normas de mecanismo estipulam que, em cada ano civil, o incentivo seja atribuído aos projetos elegíveis por ordem de entrada, “até ao limite das disponibilidades financeiras de cada exercício”.
Esta fase de candidatura anual ao ‘cash refund’ abre numa altura em que não foi ainda atingido o teto máximo dos 20 milhões de euros de dotação do programa anterior, que abriu a 16 de setembro de 2024.
Na plataforma onde deve ser feita a candidatura (hal.ica-ip.pt), o ICA revela que o montante global requerido em 2024 pelos candidatos está atualmente nos 11,1 milhões de euros.
No entanto, não foi ainda atribuída qualquer verba aos projetos considerados elegíveis, nem divulgada a lista dos candidatos.
Este incentivo ‘cash refund’ “destina-se a apoiar produções cinematográficas que efetuem em território nacional, pelo menos, 2.500.000 [de euros] de despesas elegíveis”, como se lê na portaria com as normas de acesso a este mecanismo.
São consideradas despesas elegíveis, por exemplo, “remunerações de autores, atores, técnicos e outro pessoal afeto à produção da obra cinematográfica ou audiovisual” e recurso a equipamento como “câmaras, iluminação, equipamento de som” comprado ou alugado em Portugal.
Este mecanismo “permite, assim, diversificar as produções a realizar em território nacional, de forma complementar ao incentivo à produção cinematográfica e audiovisual [designado ‘cash rebate’] no âmbito do Fundo de Apoio ao Turismo e ao Cinema (FATC) e dar resposta à procura muito elevada pelo incentivo do FATC nos anos de 2022 e 2023”, pode ler-se no mesmo texto da portaria.
O FATC foi criado em 2018 para apoiar e financiar iniciativas que reforcem a vertente turística do país e inclui um mecanismo de incentivo (‘cash rebate’) para a rodagem de produções de cinema e audiovisual em Portugal.
Segundo um estudo encomendado pelo Governo anterior sobre o FATC, divulgado em março de 2023, o sistema de ‘cash rebate’ apoiou 168 projetos de cinema e audiovisual, com um investimento total de 238,1 milhões de euros, dos quais 128,7 milhões de euros foram de investimento estrangeiro. O total do montante de incentivo foi de 64,3 milhões de euros, referia o estudo.
Recomendações
Setor da distribuição afasta problemas no abastecimento de produtos
“Não há, neste momento, nenhum constrangimento no país no abastecimento da cadeia de valor dos produtos”, assegurou o diretor geral da APED, Gonçalo Lobo Xavier, em declarações à agência Lusa. Apesar de “alguns atrasos em chegadas às lojas”, face à necessidade de alterar rotas de transporte devido às várias estradas cortadas, em particular a autoestrada A1, a associação salientou que as empresas envolvidas, quer ao nível da distribuição, quer do transporte, assim como as autoridades, como a Proteção Civil, “têm sido inexcedíveis a encontrar rotas alternativas”. “Portanto, a verdade é que, mesmo com estes constrangimentos, há alternativas e não há nenhum problema logístico de abastecimento de lojas”, reiterou. Relativamente à disponibilidade de produtos, o dirigente da APED referiu que “não há peixe fresco” da costa portuguesa nas lojas “porque os pescadores não têm saído” devido à agitação do mar, mas salientou que não é por isso que “se deixa de ter peixe nas bancas”. “O que estamos é a ir buscá-lo a outras geografias, temos peixe congelado e temos peixe de viveiro de várias origens”, explicou, avançando que se está “a ir buscar bastante peixe ao norte da África”, por exemplo, mas tal “não vai ter impacto nenhum nos preços, porque já eram rotas de fornecedores habituais”. No que diz respeito a produtos agrícolas, sobretudo hortofrutícolas, Gonçalo Lobo Xavier manifestou “preocupação com os fornecedores” das regiões mais afetadas pelo mau tempo, “que viram as suas produções dizimadas e que é preciso ajudar para que recuperem rapidamente”. Já quanto à eventual escassez destes produtos nas lojas, lembrou que “Portugal não é autossuficiente, de maneira nenhuma, em produtos agrícolas, portanto cada retalhista já tem os seus fornecedores habituais de outras geografias”, podendo reforçar as encomendas do exterior em caso de necessidade. “O mercado está a funcionar, é preciso ter alguma serenidade”, enfatizou o dirigente associativo, garantindo ainda que “não há razão imediata para achar que os preços vão aumentar”. Explicando que “há muitas dinâmicas que estão a acontecer”, o diretor-geral da APED admitiu que “o mercado tem vindo, realmente, a pressionar alguns produtos, mas não é por causa destas situações” relacionadas com o mau tempo. Como exemplos, avançou o cacau e a carne, notando que esta última “tem vindo a aumentar consecutivamente de preço nos últimos tempos, ou por via de processos regulatórios ou de obrigações de legislação que obrigam a outro tipo de investimento ou porque as rações têm vindo a aumentar sucessivamente”.
Mau tempo: Suspensa circulação de Alfa Pendular e Intercidades na Linha do Norte
"Na Linha do Norte, e até informação em contrário, não se efetuam comboios Alfa Pendular”, indicou a CP - Comboios de Portugal, num ponto de situação às 13:00, referindo que durante todo o dia de hoje não se prevê também a realização de comboios Intercidades, devido ao mau tempo. Segundo a transportadora, na Linha do Norte realizam-se os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure, entre Coimbra–Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa. Em resultado dos efeitos do mau tempo, a circulação ferroviária está também suspensa na Linha da Beira Baixa, realizando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda. A circulação de comboios continua igualmente com constrangimentos na Linha de Cascais, na qual há alterações nos horários, pelo que se recomenda a sua consulta no ‘site’ cp.pt, e na Linha da Beira Alta, em que o serviço Intercidades entre Coimbra B e Guarda se realiza com recurso a material circulante diferente do habitual. Está também suspensa a circulação na Linha do Douro entre Régua e Pocinho, na Linha do Oeste e nos Urbanos de Coimbra, informou a CP, acrescentando que não se prevê o funcionamento do serviço de Comboio Internacional Celta. Também num ponto de situação pelas 13:00 de hoje, a Infraestruturas de Portugal (IP) indicou que a circulação ferroviária está suspensa em troços nas linhas da Beira Baixa, Vouga, Sintra, Cascais, Norte, Douro e Oeste, na sequência do mau tempo. Como novos condicionamentos na circulação ferroviária, segundo a IP, regista-se a suspensão dos troços entre Ródão e Sarnadas, na Linha da Beira Baixa, e entre Oliveira Azeméis e Pinheiro da Bemposta, na Linha do Vouga. Mantém-se suspensa a circulação na Linha de Sintra na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão; na Linha de Cascais na via ascendente entre Algés e Caxias; na Linha do Norte entre Alfarelos e Formoselha; na Linha do Douro entre Régua e Pocinho; na Linha do Oeste entre Mafra e Amieira; e na Concordância de Xabregas entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas. Estas perturbações na circulação ferroviária resultam das condições meteorológicas adversas das últimas semanas, em particular desde 28 de janeiro, devido à depressão Kristin, “com impacto na infraestrutura devido a inundações, à queda de árvores e detritos”, realçou a IP. De acordo com a empresa pública que gere as infraestruturas rodoviárias e ferroviárias, estas ocorrências estão a afetar a normal exploração ferroviária em vários troços, exigindo intervenções técnicas para a reposição das condições de segurança e regularidade do serviço. Por isso, as equipas da IP encontram-se no terreno a desenvolver “todos os esforços” para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança. Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
Mau tempo: Depressão Nils traz chuva e vento fortes apesar de não afetar diretamente Portugal
Num comunicado, o IPMA refere que o continente português “não será influenciado diretamente pela depressão Nils”, que “tem associado um sistema frontal que transporta uma massa de ar quente e húmido para a Península Ibérica”. “Assim, para dia 11 está prevista chuva persistente e por vezes forte nas regiões Norte e Centro, sendo menos intensa na região Sul”, acrescenta o instituto. De acordo com o IPMA, o vento irá soprar por vezes forte, com rajadas até 75 km/h, podendo atingir 100 km/h nas terras altas, em particular nas regiões a norte do rio Mondego. Quanto à agitação marítima, “continua forte na costa ocidental”, prevendo-se ondas de noroeste com 4 a 6 metros de altura significativa, podendo atingir 11 metros de altura máxima a norte do Cabo Mondego. O IPMA já emitiu avisos amarelo e laranja para chuva, vento e agitação marítima. Estão com aviso laranja devido à previsão de chuva “persistente e por vezes forte” os distritos de Coimbra, Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga. Portugal continental foi atingido no dia 27 de janeiro pela depressão Kristin, a que se seguiu a Leonardo e a Marta, que causaram 15 mortos e centenas de feridos e desalojados.
António José Seguro ganhou no distrito de Aveiro
André Ventura obteve 32,50%, segundo os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna - Administração Eleitoral.
Últimas
Executivo municipal de Ovar pede estratégia de defesa da costa em reunião com deputados do PS
A visita dos deputados socialistas seguiu os últimos episódios de mau tempo e serviu para avaliar os efeitos da erosão costeira e para fazer o ponto de situação relativamente aos investimentos do PRR. Segundo o comunicado de imprensa, a autarquia “sublinhou a urgência de uma estratégia integrada e de âmbito nacional para a Defesa da Costa, capaz de garantir soluções duradouras para a proteção das populações, da economia local e do planeamento sustentável do território”. Para além da reunião, a deslocação dos socialistas passou ainda por visitas à Praia do Furadouro e à Praia de Maceda. Na Praia do Furadouro, observam, foi possível verificar as obras em curso de defesa aderente e constatar o avanço significativo do mar, estimado em cerca de 20 metros no último ano. Já na Praia de Maceda, “o cenário observado evidencia a gravidade da situação, tornando premente a continuidade de estudos técnicos e científicos que permitam definir metas claras e soluções eficazes de mitigação, com o envolvimento da comunidade académica e científica”. Houve ainda espaço para discutir a estratégia local de habitação. O executivo deu nota aos deputados das dificuldades que tem sentido no cumprimento de prazos, decorrentes da escassez de mão de obra e da excessiva complexidade burocrática associada aos programas, assim como fez um ponto de situação dos investimentos em curso.
Produtores da Bairrada de portas abertas para promover e valorizar a casta baga
A iniciativa acontece em 2 de maio e é promovida pelos Baga Friends para assinalar o Dia Internacional da Baga, que é celebrado no primeiro sábado de maio. “A Baga está mais viva do que nunca e, nesta edição, faremos ainda mais prova disso”, evidenciaram os Baga Friends, que, em 2022, instauraram o Dia Internacional da Baga. Os oito produtores mentores da celebração - Giz by Luís Gomes, Filipa Pato, Luís Pato, Quinta da Vacariça, Quinta das Bágeiras, Quinta de Baixo - Niepoort, Vinhos Sidónio de Sousa e Vadio Wines – vão voltar a abrir as portas das suas adegas para um dia “repleto de provas de vinhos, petiscos tradicionais e diversos momentos de celebração da casta rainha da Bairrada”. A iniciativa tem como novidades um arraial, no Centro Cultural da Poutena, bem como uma sessão com a presença dos Baga New Voices, onde projetos emergentes vão apresentar as suas interpretações da Baga. “É tão bom ver nascer novos projetos que escolhem esta casta como ponto de partida, algo impensável há duas décadas. A diversidade de interpretações é precisamente aquilo que confirma a sua versatilidade e projeção internacional”, afirmaram os Baga Friends. De acordo com a organização, o arraial simboliza a abertura à comunidade, enquanto os Baga New Voices mostram que “a energia criativa em torno da Baga está longe de abrandar”. “Estamos a criar pontes entre gerações e a reforçar a dinâmica da região”. Na última edição, o Dia Internacional da Baga “recebeu mais de 700 visitantes”, entre enófilos e profissionais do setor, esperando-se este ano “tanto ou mais pessoas”. Os bilhetes para o Dia Internacional da Baga estão disponíveis na página oficial do evento, com preços a partir dos 55 euros por pessoa. Com este bilhete, todos os visitantes vão poder “circular livremente pelas adegas dos oito produtores, desfrutar dos seus vinhos e contactar diretamente com eles, entre as 10h00 e as 18h00”. A partir das 18h00, poderão dirigir-se ao Centro Social da Poutena e provar gratuitamente vinhos dos Baga New Voices.
Pedro Firmeza, do Clube de Vela da Costa Nova, vence 3ª Prova de Apuramento Regional Optimist
O grande destaque da prova foi para o velejador Pedro Firmeza, do CVCN, que venceu a prova em juvenis. De acordo com a nota de imprensa, o resultado é “muito positivo” e, para o grupo, foi também “importante para a evolução de todos”. O comunicado de imprensa dá nota de que, no primeiro dia, realizaram-se as três regatas possíveis, com “boas condições no campo de regatas”: vento entre os 16 e os 22 nós e sol. No domingo, o vento “apresentou-se mais fraco”, mas ainda foi possível realizar mais uma regata. A próxima prova será já para a semana, com a realização da 2.ª PAR no Porto, regata que tinha sido adiada na altura das tempestades.
Ministra anuncia avanços em esporões e ribeiras de Espinho para garantir época balnear limpa
Maria Graça Carvalho abordou o tema na visita às obras de reabilitação do esporão de Silvalde, que, no referido concelho do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, já estava a ser intervencionado antes dos temporais de fevereiro, mas cuja obra foi agora revista para acautelar efeitos negativos do mau tempo. A empreitada em causa vai custar cerca de 2,4 milhões de euros e deverá ficar concluída até final do ano, prevendo a instalação de 360 tetrápodes na costa, cada um com 34 toneladas de betão, mas o objetivo de Ministério e Agência Portuguesa do Ambiente é agora acelerar a execução de intervenções paralelas também necessárias no município com cerca de oito quilómetro de costa. “Esta obra [no esporão de Silvalde] já estava planeada e começada, mas vamos acrescentar mais duas intervenções nos esporões que faltavam”, declarou Maria Graça Carvalho, em referência aos paredões norte e sul da freguesia de Paramos. Segundo José Pimenta Machado, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, para esses esporões ainda se estão “a fazer os projetos”, mas as intervenções irão abranger a zona da Capela de São Pedro, situada mesmo na linha de mar, e também a estação de tratamento de águas residuais, instalada a poucos metros da praia. “Além disso, também estivemos hoje a ver as três ribeiras [de Espinho] que sofreram com as cheias e vamos fazer uma obra em cada uma delas, de modo a ver questões de poluição”, acrescenta a ministra do Ambiente, anunciando procedimentos de limpeza, se necessários, e também operações de renaturalização das margens, para eventual consolidação dos respetivos leitos. Em causa estão as ribeiras do Mocho, de Silvalde e de Rio Maior, esta última também na freguesia de Paramos, onde ainda a 10 de fevereiro as águas galgaram as margens e inundaram tanto a praça do quartel do Regimento de Engenharia como os terrenos do Aeródromo da Costa Verde, obrigando ao corte de estradas. Para Maria Graça Carvalho, o conjunto desses trabalhos é assim “muito importante para garantir que todas estas praias [de Espinho] possam ter Bandeira Azul no próximo verão”. Quanto a intervenções no concelho vizinho de Ovar, a ministra reconheceu o estado crítico da Praia de São Pedro, na freguesia de Maceda, onde há o risco de uma derrocada na respetiva arriba expor detritos acumulados num antigo aterro sanitário instalado junto ao areal e selado há cerca de 30 anos. A ministra garante, por isso, que a situação dessa praia específica será revista a tempo do balanço nacional sobre os efeitos do mau tempo na orla marítima portuguesa, anunciado para 11 de março na sede do Porto da Agência Portuguesa do Ambiente.