RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

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Mulheres jovens são as mais prejudicadas no mercado laboral

Um estudo do Observatório das Desigualdades conclui que as mulheres jovens “são as mais prejudicadas” no mercado laboral, quer ao nível do desemprego, precariedade laboral e desigualdades, foi hoje divulgado.

Mulheres jovens são as mais prejudicadas no mercado laboral
Redação

Redação

08 mar 2025, 12:29

No estudo “As mulheres jovens no mercado de trabalho: desemprego, precariedade laboral e desigualdades”, de Inês Tavares e Renato Miguel do Carmo, revela-se que, “apesar dos avanços verificados ao longo dos anos, as sociedades contemporâneas atuais são ainda profundamente marcadas pela desigualdade de género” em vários domínios da sociedade.

Apesar de as desigualdades se verificaram para o geral da população, têm particular incidência entre os mais jovens “nos quais as mulheres são as mais prejudicadas”, pelo que o estudo propôs-se explorar estas desigualdades de género no mercado laboral jovem, analisando Portugal no contexto europeu.

Ao longo do estudo os autores verificaram que, modo geral, os jovens são um grupo mais exposto “a situações de debilidade face ao desemprego, precariedade ou às desigualdades” no mercado de trabalho e, tanto entre os jovens como entre o total da população, “as mulheres encontram-se numa situação de maior desigualdade face a estes indicadores”.

Em relação ao desemprego, em Portugal, tanto as mulheres jovens como as mulheres em idade ativa são sistematicamente as que mais se encontram no desemprego, quando comparadas com os homens.

Em todos os países europeus as taxas de desemprego jovem superam sempre as taxas de desemprego geral, enfatizando como os jovens são mais permeáveis ao desemprego, revela-se no estudo.

Ao analisar os níveis de escolaridade alcançados, na maioria dos países europeus são as mulheres com o ensino básico as que revelam taxas de desemprego mais elevadas.

São as mulheres que, tanto em Portugal como na média dos 27 países da União Europeia, tendem a ser mais penalizadas pelo desemprego, realidade que se agrava quão mais baixos forem os seus níveis de escolaridade.

Já tomando a precariedade laboral como exemplo, no estudo constata-se que, embora os jovens europeus tenham mais proporção de contratos a tempo parcial, quando se analisa o trabalho a tempo parcial involuntário, os valores já são superiores em Portugal, evidenciando como a precariedade laboral se encontra mais presente no país, face ao resto da Europa.

Mais uma vez, em ambas as situações, as mulheres são mais afetadas por esta precariedade. No caso do trabalho temporário, os jovens em Portugal são mais pautados pelo trabalho temporário e pelo trabalho temporário involuntário que a generalidade dos jovens europeus, sendo as mulheres as mais afetadas.

É ainda de notar a desigualdade de género encontrada entre os jovens que não estudam nem trabalham, entre os quais, na maioria dos países europeus, existe maior proporção de mulheres que de homens.

Relativamente às desigualdades face ao mercado de trabalho jovem em Portugal, aprofundadas através dos dados do inquérito que serviu de base ao livro “Jovens e o Trabalho em Portugal: Desigualdades, (Des)proteção e Futuro”, é de sinalizar como a desigualdade de género está presente em todos os indicadores.

Os homens beneficiam, sistematicamente, face a mulheres com o mesmo nível de escolaridade, tanto ao nível dos rendimentos, como da pluriatividade, do desemprego ou de receber apoio monetário de familiares e amigos.

Esta desigualdade reflete-se nas disparidades de género encontradas em cada nível de escolaridade e demonstra que os níveis de escolaridade mais elevados tendem a beneficiar mais os jovens homens do que as jovens mulheres.

O estudo foi divulgado no dia em que se assinala o Dia Internacional da Mulher.

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“Não há, neste momento, nenhum constrangimento no país no abastecimento da cadeia de valor dos produtos”, assegurou o diretor geral da APED, Gonçalo Lobo Xavier, em declarações à agência Lusa. Apesar de “alguns atrasos em chegadas às lojas”, face à necessidade de alterar rotas de transporte devido às várias estradas cortadas, em particular a autoestrada A1, a associação salientou que as empresas envolvidas, quer ao nível da distribuição, quer do transporte, assim como as autoridades, como a Proteção Civil, “têm sido inexcedíveis a encontrar rotas alternativas”. “Portanto, a verdade é que, mesmo com estes constrangimentos, há alternativas e não há nenhum problema logístico de abastecimento de lojas”, reiterou. Relativamente à disponibilidade de produtos, o dirigente da APED referiu que “não há peixe fresco” da costa portuguesa nas lojas “porque os pescadores não têm saído” devido à agitação do mar, mas salientou que não é por isso que “se deixa de ter peixe nas bancas”. “O que estamos é a ir buscá-lo a outras geografias, temos peixe congelado e temos peixe de viveiro de várias origens”, explicou, avançando que se está “a ir buscar bastante peixe ao norte da África”, por exemplo, mas tal “não vai ter impacto nenhum nos preços, porque já eram rotas de fornecedores habituais”. No que diz respeito a produtos agrícolas, sobretudo hortofrutícolas, Gonçalo Lobo Xavier manifestou “preocupação com os fornecedores” das regiões mais afetadas pelo mau tempo, “que viram as suas produções dizimadas e que é preciso ajudar para que recuperem rapidamente”. Já quanto à eventual escassez destes produtos nas lojas, lembrou que “Portugal não é autossuficiente, de maneira nenhuma, em produtos agrícolas, portanto cada retalhista já tem os seus fornecedores habituais de outras geografias”, podendo reforçar as encomendas do exterior em caso de necessidade. “O mercado está a funcionar, é preciso ter alguma serenidade”, enfatizou o dirigente associativo, garantindo ainda que “não há razão imediata para achar que os preços vão aumentar”. Explicando que “há muitas dinâmicas que estão a acontecer”, o diretor-geral da APED admitiu que “o mercado tem vindo, realmente, a pressionar alguns produtos, mas não é por causa destas situações” relacionadas com o mau tempo. Como exemplos, avançou o cacau e a carne, notando que esta última “tem vindo a aumentar consecutivamente de preço nos últimos tempos, ou por via de processos regulatórios ou de obrigações de legislação que obrigam a outro tipo de investimento ou porque as rações têm vindo a aumentar sucessivamente”.

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“A maior parte das pessoas já regressaram às suas casas, em Angeja e Frossos”, informou João Oliveira, responsável do serviço municipal de proteção civil de Albergaria-a-Velha. Segundo especificou, “as pessoas que a frente das casas é virada para a Nacional 230-2 já puderam regressar, tal como os residentes da Rua da Pedreira”, não obstante aquela estrada continuar interdita ao trânsito. De acordo com aquele responsável, apenas duas famílias ainda não voltaram a casa e permanecem em casas de familiares, porque se trata de pessoas com mobilidade reduzida. O responsável da proteção civil deu conta de que, pelas 14:00, a água que transbordou do rio Vouga já havia descido cerca de dois metros, e que a perspetiva é que a situação continue a melhorar. “O caudal do rio baixou significativamente, cerca de dois metros, e não se preveem mais incidentes relacionados com o rio nas próximas horas”, explicou. A subida das águas do rio Vouga havia inundado as zonas ribeirinhas de Angeja, Frossos, São João de Loure e Alquerubim, no concelho de Albergaria-a-Velha. Na quarta-feira ao final da tarde, várias casas ficaram isoladas pela água e 20 pessoas tiveram de ser realojadas, optando por ir para casas de familiares. Segundo adiantou João Oliveira à Lusa, “estão a ser feitos trabalhos para a reposição da normalidade” nas zonas afetadas.

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Docente da UA lança “manual” para mostrar que “é possível fazer muito melhor” no urbanismo
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“O que consta do livro? Ele parte de um pressuposto que, no fundo, é a constatação da ineficácia, do ordenamento, do território e do urbanismo em Portugal. Há bastante esforço e investimento e depois há muito poucos resultados positivos. E isto deve-se um bocado ao sistema como ele está a funcionar”, começa por fundamentar Jorge Carvalho quando abordado pela Ria sobre o seu novo livro. Num exercício de “militância pessoal”, Jorge Carvalho pegou nos trabalhos que tem publicado ao longo dos anos - e que passam por cidades como Braga, Montijo, Loulé, Viseu, Porto, Matosinhos ou Abrantes - para mostrar “como é possível fazer muito melhor do que se tem feito em Portugal”. Apesar de o título indicar que o público-alvo são “urbanistas inquietos”, o professor inclui neste lote todos os interessados no tema, bem como técnicos e autarcas, a quem a mensagem também é dirigida. Feito este enquadramento, a próxima questão foi colocada pelo próprio Jorge Carvalho: “O que é que se devia fazer diferente?”. Segundo explica, muitas vezes o planeamento acaba por ser “reduzido a um plano”. Esse plano, quando não é seguido de programação e de uma monitorização cuidada, acaba por se revelar “uma burocracia inútil. “O que tem falhado em Portugal é a execução. Faz-se os planos, mas depois não se executa”, nota. A principal crítica do professor vai para a forma desregulada de execução que segue a aprovação do plano. Sendo que “o essencial do solo e dos imóveis é propriedade privada”, nas suas palavras, após o plano entrar em vigor, os responsáveis “ficam atrás do guiché” à espera da iniciativa de um privado. Basta abrir o “Google Maps” para perceber que, em consequência disso, “as cidades andam por aí e a gente não sabe o que é a cidade e deixa de ser”. De acordo com Jorge Carvalho, o que acontece na maioria das cidades é que “aqui constrói-se um prédio, ali faz-se um loteamento, ali deixa-se o terreno abandonado às silvas... não tem a continuidade que é preciso ter para que a cidade funcione”. Assim, o livro sustenta que “o planeamento é a oposição do casuísmo”, pelo que as intervenções devem ser coordenadas pelo próprio Município - não tirando espaço aos privados - de forma a garantir consistência no desenho urbanístico. O professor refere ainda que o direito de propriedade vem acompanhado de deveres, nomeadamente do de execução. A título de exemplo, o professor refere que os prédios têm de ser conservados e que “há mecanismos de substituição e de pressão para que se cumpra a lei”, apesar de muitas vezes os proprietários não os conservarem. No mesmo sentido, aponta que “um solo, quando é para urbanizar, não é para poder ser urbanizado. É para urbanizar”. “Isto é a política fundiária, é a intervenção pública sobre o solo e sobre os imóveis para que as coisas se articulem de forma harmoniosa. (...) O modelo que estou a propor é o cumprimento da lei, que não tem acontecido”, remata. Estas reflexões vão ser discutidas na próxima segunda-feira, no DCSPT, pelas 18h00, na sessão de lançamento do livro. Para além do próprio professor Jorge Carvalho, vão estar também presentes Teresa Andersen,presidente da direção da Associação Portuguesa de Jardins Históricos (AJH) membro do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável (CNADS), Paulo Pinho,professor catedrático aposentado do Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, José Carlos Mota,professor auxiliar da UA, e Marcelo Delgado,presidente da Associação de Trabalhadores da Administração Local.