Passageiros nos aeroportos nacionais aumentam 6% em janeiro para 4,2 milhões
Os aeroportos nacionais movimentaram 4,2 milhões de passageiros em janeiro deste ano, um crescimento homólogo de 5,9%, com o aeroporto do Funchal, na Madeira, a superar os números de Faro.
Redação
O Humberto Delgado, em Lisboa, movimentou 56,9% do total de passageiros (2,4 milhões), registando um aumento de 6,9% em comparação com janeiro de 2024, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE),
O aeroporto de Faro teve um crescimento de 6,1% para 309,9 mil e o do Porto concentrou 22,4% do total de passageiros movimentados (949,6 mil), um incremento de 2,1%.
Como o INE destaca, a infraestrutura aeroportuária do Funchal foi a terceira com maior movimento de passageiros em janeiro de 2025, tendo superado o aeroporto de Faro. No total, em janeiro, o aeroporto do Funchal movimentou 330 mil passageiros, uma subida de 9,3%.
Olhando para o panorama nacional, continuou a verificar-se um máximo histórico no valor mensal, “tendo-se registado o desembarque médio diário de 65,6 mil passageiros em janeiro de 2025, valor superior ao registado em janeiro de 2024 (61,4 mil)”, conclui o gabinete de estatística.
França foi o principal país de origem e de destino dos voos, tendo registado um aumento de crescimentos no número de passageiros desembarcados e embarcados face a janeiro de 2024 de 6,5% e 1,9%, respetivamente.
Espanha e Reino Unido ocuparam o segundo e terceiro lugar como principais países de origem.
Pelo contrário, em janeiro de 2025, registou-se um ligeiro decréscimo de 0,5% no movimento de carga e correio nos aeroportos nacionais.
O aeroporto de Lisboa representou 76,9% do total, atingindo 14,0 mil toneladas (+0,6% face a janeiro de 2024), enquanto no conjunto dos restantes aeroportos, o movimento de carga e correio diminuiu 4%.
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Setor da distribuição afasta problemas no abastecimento de produtos
“Não há, neste momento, nenhum constrangimento no país no abastecimento da cadeia de valor dos produtos”, assegurou o diretor geral da APED, Gonçalo Lobo Xavier, em declarações à agência Lusa. Apesar de “alguns atrasos em chegadas às lojas”, face à necessidade de alterar rotas de transporte devido às várias estradas cortadas, em particular a autoestrada A1, a associação salientou que as empresas envolvidas, quer ao nível da distribuição, quer do transporte, assim como as autoridades, como a Proteção Civil, “têm sido inexcedíveis a encontrar rotas alternativas”. “Portanto, a verdade é que, mesmo com estes constrangimentos, há alternativas e não há nenhum problema logístico de abastecimento de lojas”, reiterou. Relativamente à disponibilidade de produtos, o dirigente da APED referiu que “não há peixe fresco” da costa portuguesa nas lojas “porque os pescadores não têm saído” devido à agitação do mar, mas salientou que não é por isso que “se deixa de ter peixe nas bancas”. “O que estamos é a ir buscá-lo a outras geografias, temos peixe congelado e temos peixe de viveiro de várias origens”, explicou, avançando que se está “a ir buscar bastante peixe ao norte da África”, por exemplo, mas tal “não vai ter impacto nenhum nos preços, porque já eram rotas de fornecedores habituais”. No que diz respeito a produtos agrícolas, sobretudo hortofrutícolas, Gonçalo Lobo Xavier manifestou “preocupação com os fornecedores” das regiões mais afetadas pelo mau tempo, “que viram as suas produções dizimadas e que é preciso ajudar para que recuperem rapidamente”. Já quanto à eventual escassez destes produtos nas lojas, lembrou que “Portugal não é autossuficiente, de maneira nenhuma, em produtos agrícolas, portanto cada retalhista já tem os seus fornecedores habituais de outras geografias”, podendo reforçar as encomendas do exterior em caso de necessidade. “O mercado está a funcionar, é preciso ter alguma serenidade”, enfatizou o dirigente associativo, garantindo ainda que “não há razão imediata para achar que os preços vão aumentar”. Explicando que “há muitas dinâmicas que estão a acontecer”, o diretor-geral da APED admitiu que “o mercado tem vindo, realmente, a pressionar alguns produtos, mas não é por causa destas situações” relacionadas com o mau tempo. Como exemplos, avançou o cacau e a carne, notando que esta última “tem vindo a aumentar consecutivamente de preço nos últimos tempos, ou por via de processos regulatórios ou de obrigações de legislação que obrigam a outro tipo de investimento ou porque as rações têm vindo a aumentar sucessivamente”.
Mau tempo: Suspensa circulação de Alfa Pendular e Intercidades na Linha do Norte
"Na Linha do Norte, e até informação em contrário, não se efetuam comboios Alfa Pendular”, indicou a CP - Comboios de Portugal, num ponto de situação às 13:00, referindo que durante todo o dia de hoje não se prevê também a realização de comboios Intercidades, devido ao mau tempo. Segundo a transportadora, na Linha do Norte realizam-se os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure, entre Coimbra–Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa. Em resultado dos efeitos do mau tempo, a circulação ferroviária está também suspensa na Linha da Beira Baixa, realizando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda. A circulação de comboios continua igualmente com constrangimentos na Linha de Cascais, na qual há alterações nos horários, pelo que se recomenda a sua consulta no ‘site’ cp.pt, e na Linha da Beira Alta, em que o serviço Intercidades entre Coimbra B e Guarda se realiza com recurso a material circulante diferente do habitual. Está também suspensa a circulação na Linha do Douro entre Régua e Pocinho, na Linha do Oeste e nos Urbanos de Coimbra, informou a CP, acrescentando que não se prevê o funcionamento do serviço de Comboio Internacional Celta. Também num ponto de situação pelas 13:00 de hoje, a Infraestruturas de Portugal (IP) indicou que a circulação ferroviária está suspensa em troços nas linhas da Beira Baixa, Vouga, Sintra, Cascais, Norte, Douro e Oeste, na sequência do mau tempo. Como novos condicionamentos na circulação ferroviária, segundo a IP, regista-se a suspensão dos troços entre Ródão e Sarnadas, na Linha da Beira Baixa, e entre Oliveira Azeméis e Pinheiro da Bemposta, na Linha do Vouga. Mantém-se suspensa a circulação na Linha de Sintra na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão; na Linha de Cascais na via ascendente entre Algés e Caxias; na Linha do Norte entre Alfarelos e Formoselha; na Linha do Douro entre Régua e Pocinho; na Linha do Oeste entre Mafra e Amieira; e na Concordância de Xabregas entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas. Estas perturbações na circulação ferroviária resultam das condições meteorológicas adversas das últimas semanas, em particular desde 28 de janeiro, devido à depressão Kristin, “com impacto na infraestrutura devido a inundações, à queda de árvores e detritos”, realçou a IP. De acordo com a empresa pública que gere as infraestruturas rodoviárias e ferroviárias, estas ocorrências estão a afetar a normal exploração ferroviária em vários troços, exigindo intervenções técnicas para a reposição das condições de segurança e regularidade do serviço. Por isso, as equipas da IP encontram-se no terreno a desenvolver “todos os esforços” para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança. Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
Mau tempo: Depressão Nils traz chuva e vento fortes apesar de não afetar diretamente Portugal
Num comunicado, o IPMA refere que o continente português “não será influenciado diretamente pela depressão Nils”, que “tem associado um sistema frontal que transporta uma massa de ar quente e húmido para a Península Ibérica”. “Assim, para dia 11 está prevista chuva persistente e por vezes forte nas regiões Norte e Centro, sendo menos intensa na região Sul”, acrescenta o instituto. De acordo com o IPMA, o vento irá soprar por vezes forte, com rajadas até 75 km/h, podendo atingir 100 km/h nas terras altas, em particular nas regiões a norte do rio Mondego. Quanto à agitação marítima, “continua forte na costa ocidental”, prevendo-se ondas de noroeste com 4 a 6 metros de altura significativa, podendo atingir 11 metros de altura máxima a norte do Cabo Mondego. O IPMA já emitiu avisos amarelo e laranja para chuva, vento e agitação marítima. Estão com aviso laranja devido à previsão de chuva “persistente e por vezes forte” os distritos de Coimbra, Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga. Portugal continental foi atingido no dia 27 de janeiro pela depressão Kristin, a que se seguiu a Leonardo e a Marta, que causaram 15 mortos e centenas de feridos e desalojados.
António José Seguro ganhou no distrito de Aveiro
André Ventura obteve 32,50%, segundo os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna - Administração Eleitoral.
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Mercado Manuel Firmino recebe Feira de Minerais, Fósseis e Rochas do Departamento de Geociências
A iniciativa, que se realiza desde 2023, permite o contacto direto com diversos materiais geológicos e inclui uma visita por 13 expositores, além de atividades especificamente dinamizadas para o público escolar. Para além da vertente pedagógica e científica, a feira pretende ser uma oportunidade para a valorização do colecionismo entre os seus participantes. O certame possibilita à comunidade o contacto com exemplares que vão desde minerais a fósseis, promovendo a literacia científica num espaço de grande circulação da cidade. A feira estará em funcionamento nos seguintes horários: no dia 19, das 9h00 às 19h00; no dia 20, entre as 7h30 e as 19h00; e no último dia, 21, o evento encerra às 17h00.
Sete jovens identificados por utilização de artigos pirotécnicos em escola de Aveiro
Em comunicado, a PSP esclareceu que os jovens foram identificados no dia 5 de março, na sequência de uma ocorrência que envolveu artigos pirotécnicos no interior de um estabelecimento de ensino. Segundo a Polícia, os jovens estiveram envolvidos na deflagração de cinco artigos pirotécnicos no interior da referida escola, provocando algum alarme junto da comunidade escolar e colocando em risco a segurança de alunos, docentes e funcionários. "No âmbito das diligências policiais desenvolvidas, foi possível apreender um total de 357 artigos pirotécnicos, pertencentes às categorias F2 e F3, que terão sido adquiridos pelos jovens através de plataformas "online", em incumprimento da legislação em vigor", conclui a mesma nota. A PSP relembra que a posse, aquisição e utilização de artigos pirotécnicos estão sujeitas a regras específicas, nomeadamente no que respeita à idade mínima legal e aos locais autorizados para o seu uso. A utilização indevida destes artigos, especialmente em espaços fechados ou em contexto escolar, representa um elevado risco para a integridade física das pessoas e pode configurar ilícitos contraordenacionais ou criminais.
Operação da PJ por corrupção em iluminações festivas passa por Ovar e Santa Maria da Feira
Segundo a PJ, a investigação aponta para um “esquema criminoso, de caráter organizado e sistémico”, baseado na obtenção de informação privilegiada junto de entidades adjudicantes, a troco de contrapartidas financeiras, garantindo adjudicações à empresa visada. Os contratos sob suspeita ascendem a cerca de oito milhões de euros. No distrito de Aveiro, a operação passou pelos municípios de Ovar e Santa Maria da Feira, onde foram realizadas buscas no âmbito das 26 diligências levadas a cabo em todo o país. Apesar de o Município de Aveiro não constar entre as entidades alvo da operação, a empresa agora investigada manteve relações contratuais com a autarquia aveirense em anos anteriores. Dados do portal Base indicam que a Câmara Municipal de Aveiro adjudicou à Castros Iluminações Festivas vários contratos para iluminação de Natal entre 2017 e 2022, através de ajuste direto e consulta prévia, num valor global superior a 620 mil euros. O contrato de maior montante foi celebrado em 2019, por cerca de 345 mil euros. Em 2022, foi adjudicado um novo contrato no valor de 130 mil euros. Nos anos de 2017 e 2018, os contratos rondaram os 75 mil euros cada. Contudo, não existe qualquer indicação de que estes contratos estejam relacionados com a investigação em curso. A operação “Lúmen”, conduzida pela Diretoria do Norte da PJ, mobilizou cerca de 120 investigadores, bem como peritos financeiros e informáticos. O inquérito é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional do Porto. Os detidos vão ser presentes ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto para primeiro interrogatório judicial.
SC Beira-Mar enfrenta final da temporada com a calculadora na mão: As contas para fugir à distrital
No início da temporada, o SC Beira-Mar, ainda sem investidor para poder constituir uma Sociedade Desportiva, voltou a definir que o objetivo da temporada era a manutenção no Campeonato de Portugal. Há poucas semanas, em conversa com a Ria, Nuno Quintaneiro, presidente da direção do clube, olhava com satisfação para a entrada invicta no ano civil de 2026 e estimava que, conquistando seis pontos nos oito jogos que faltavam, a equipa devia ter a permanência garantida. O caminho parecia simples, mas entretanto o desafio complicou-se. Em quatro jogos, o Beira-Mar somou apenas mais um ponto - um empate em casa frente ao Leça e três derrotas com Rebordosa, Vila Real e Florgrade - e está a três pontos dos lugares que ditam a descida de divisão. Com apenas quatro jogos por disputar (12 pontos em jogo), o Beira-Mar tem neste momento 28 pontos e ocupa a nona posição da tabela classificativa, sendo que descem todos os que ficarem abaixo do décimo posto. Entre o 12º classificado e o sétimo distam apenas três pontos, embora haja ainda outras equipas que podem entrar nesta luta - é o caso do Resende, a cinco pontos dos lugares de salvação, e Vila Meã e Cinfães, quatro e cinco pontos acima da “linha de água”, respetivamente. Estamos então a falar de uma corrida a seis, que pode ser alargada a nove, para fugir aos distritais. (Legenda: Classificação disponível em zerozero.pt) O Beira-Mar acaba o campeonato frente ao melhor adversário que poderia pedir: o Gouveia, que já tem a descida de divisão garantida por apenas ter conseguido somar quatro pontos nos 22 jogos que disputou - quatro empates e 18 derrotas. No entanto, apesar de o adversário já não estar a lutar por nada, não se pode dizer que sejam “favas contadas”. O Gouveia já jogou duas vezes com os beiramarenses esta época: no primeiro embate, em casa, eliminou o clube de Aveiro da Taça de Portugal; no segundo, conquistou um ponto na deslocação ao Mário Duarte. Nas próximas duas jornadas, que decorrem no próximo domingo e no fim-de-semana de 4 de abril, o Beira-Mar recebe o Cinfães e desloca-se a Alpendorada, respetivamente. São dois adversários em condições idênticas - já se podem dizer arredados da luta pela subida à Liga 3, mas também têm alguma folga relativamente aos lugares de descida (embora possam garantir a manutenção no jogo com o Beira-Mar). Este enquadramento tanto pode ser benéfico para a equipa de Aveiro, que vê os adversários com maior abertura para lançar jovens e começar a pensar na próxima temporada, como pode ser prejudicial, uma vez que os pupilos de Fabeta se vêm obrigados a pontuar contra adversários com menor pressão nos ombros. Não obstante, o Beira-Mar não parece ser aquele que tem o calendário mais complicado entre os que procuram continuar a competir no Campeonato de Portugal. Analisando as seis equipas apenas separadas por três pontos - Salgueiros, União de Lamas, Beira-Mar, Vila Real, Anadia e Aparecida - o União de Lamas parece ser a formação com um trajeto mais complicado. Embora parta na mesma posição que o Beira-Mar, a equipa cruza com três rivais diretos, nomeadamente, o Beira-Mar, em Aveiro, o Salgueiros e o Anadia. Caso não vença na deslocação ao terreno Gouveia na próxima jornada - uma equipa que os adversários vão tentar transformar no “bombo da festa” durante esta fase - a turma natural de Santa Maria de Lamas enfrenta sérias dificuldades até ao final do campeonato. O Vila Real também não tem a vida fácil, dado que, para além de se encontrar com os dois primeiros classificados - e, recorde-se, o Rebordosa ainda não perdeu um único jogo na temporada -, joga ainda fora com o Aparecida, que está também abaixo da linha de água e em igualdade pontual, e com o Vila Meã, que ainda não está a salvo da descida. Para além do encontro com o Vila Real, o Aparecida joga ainda com Florgrade e Cinfães - duas das equipas que, em princípio, já não precisarão de pontos no momento das partidas - e com o Leça, que vai disparado para a Fase de Apuramento de Subida à Liga 3. Anadia ainda recebe o Gouveia, que será sempre uma oportunidade para pontuar, mas desloca-se a casa dos “aflitos” União de Lamas e Vila Meã e recebe ainda o Alpendorada. O Salgueiros, que está há oito jogos sem ganhar, joga com Florgrade, Cinfães e Alpendorada, todos à beira de garantir a permanência, e acaba em casa do União de Lamas, numa partida que poderá ser uma autêntica final para ambos os conjuntos. Nota ainda para o Vila Meã que, apesar de estar a quatro pontos dos lugares que levam à despromoção, já não vence desde 7 de dezembro, totalizando cinco derrotas e sete empates nos últimos 12 jogos. Na próxima jornada recebe o invicto Rebordosa, enfrenta depois o Gouveia e acaba com mais dois duelos com equipas em risco de descer, Vila Real e Anadia.