Câmara de Águeda aprova orçamento de 108 milhões de euros para 2026
A Câmara de Águeda aprovou, por unanimidade, o orçamento para 2026, no valor de 108,4 milhões de euros, revelou hoje fonte municipal.
Redação
“É um orçamento ambicioso na capacidade de investimento e responsável na gestão dos recursos, que prevê um conjunto de investimentos estruturantes”, disse o presidente da autarquia, Jorge Almeida, eleito pela coligação PSD/MPT, que tem cinco eleitos no executivo, sendo os restantes dois vereadores do PS.
O autarca falava na reunião do executivo de segunda-feira, em que foram aprovadas as Grandes Opções do Plano e Orçamento, com o investimento direcionado para ligações rodoviárias, habitação, saúde e ação social.
Entre os investimentos previstos, destaca-se o arranque da construção do Eixo Rodoviário Águeda–Aveiro, bem como a conclusão da ligação do Parque Empresarial do Casarão ao Itinerário Complementar 2 (IC2). A requalificação urbana é outra das prioridades, com o início do Parque Ambiental de Águeda, a reabilitação da Avenida 25 de Abril, o Centro Cívico da Arrancada do Vouga e a renovação do centro de Fermentelos.
No setor social, o município “dará continuidade à Estratégia Local de Habitação, que inclui construção e reabilitação de fogos para arrendamento acessível”. Na educação e saúde, estão inscritos projetos de requalificação das escolas de Assequins e da Secundária Adolfo Portela, bem como da Unidade de Saúde de Barrô.
O PS votou a favor, mas com reservas quanto à execução das medidas previstas, observando que em anos anteriores as metas também eram ambiciosas, mas não se concretizaram. “A nossa principal preocupação prende-se com a baixa taxa de execução orçamental verificada em exercícios anteriores”, disse à Lusa o vereador do PS, José Augusto Mota.
O PS considera a proposta orçamental "bastante ambiciosa" e valoriza a concretização das obras: “o voto a favor reflete o apoio aos projetos, mas com o desejo expresso que estes efetivamente se concretizem e não fiquem apenas no papel”, acrescentou.
Em termos financeiros, o valor global é inferior ao de 2025, que foi de 113 milhões de euros, com redução tanto nas receitas correntes e de capital, como nas despesas respetivas. “Vamos continuar a controlar as despesas de funcionamento, o que permite reforçar o investimento público”, disse Edson Santos, vice-presidente da Câmara, responsável pelo pelouro financeiro.
Em termos fiscais, a autarquia vai aplicar a taxa mínima do Imposto Municipal sobre os Imóveis (IMI), que varia entre 0,3% e 0,45%, e abdica da taxa variável de IRS, o que já vinha fazendo em anos anteriores. Já quanto à derrama, a Câmara de Águeda decidiu pela aplicação da taxa de 1,5% para as empresas que apresentem um volume de negócios superior a 150 mil euros, isentando as de menor volume de negócios.
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