LusoLav desculpa-se em Espinho mas quer abordar afetados pelo TGV pré-relatório final
O consórcio LusoLav, que irá construir a linha de alta velocidade entre o Porto e Oiã, pediu hoje desculpas pelas abordagens à população em Espinho, mas quer falar com proprietários expropriados antes de ter o relatório ambiental final aprovado.
Redação
"Queria começa por reiterar aquilo que por diversas vezes já transmitimos à Câmara Municipal, relativamente ao nosso pedido de desculpas pela forma como entrámos no território de Espinho", disse hoje o administrador do LusoLav Rui Guimarães, durante uma sessão de esclarecimento que decorreu ao final da tarde de hoje no Centro Multimeios de Espinho. Em causa estão abordagens à população que pode vir a ser expropriada pelo consórcio LusoLav (Mota-Engil, Teixeira Duarte, Alves Ribeiro, Casais, Conduril e Gabriel Couto) para a construção da linha de alta velocidade, muitas vezes feitas ao fim de semana, como várias pessoas se queixaram na sessão de hoje.
"Houve aqui uma descoordenação interna que gerou um pouco aquilo que todos nós pudemos ver na comunicação social", admitiu Rui Guimarães, perante as mais de 200 pessoas que quase esgotaram o auditório do Centro Multimeios. O administrador do consórcio disse ainda que quer abordar os proprietários alvo de expropriações antes da aprovação do Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE), que deverá ser posto em consulta pública em agosto e que o consórcio espera ver aprovado em 24 de outubro.
"Formalmente só devemos começar a falar em conversas de expropriação a partir do momento que tenhamos a aprovação do RECAPE, que será no dia 24 de outubro. Essa seria a data na qual nós nos devíamos sentar e falar, o que não impede que a gente o faça antes", admitiu hoje em Espinho. Porém, tal interação seria "uma conversa condicional", pois a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) poderia colocar objeções ao projeto de execução apresentado pelo LusoLav.
Rui Guimarães apontou que há "95% de probabilidades" do traçado apresentado hoje em Espinho ser o que será submetido a RECAPE, sendo objetivo do consórcio arrancar com os trabalhos em janeiro. "Se calhar permite, se estiverem dispostos a isso, a ir conversando coisas com a nossa área de expropriações", disse aos vários proprietários e moradores presentes na sala, que foram colocando questões a representantes do consórcio e à presidente da Câmara de Espinho, Maria Manuel Cruz (PS).
Entre as questões levantadas na sessão de cerca de três horas e meia, estiveram os critérios de avaliação das propriedades (imóveis e terrenos), a rapidez com que terão de arranjar soluções e as formas de mitigar impactos, situações de pessoas idosas, críticas à abordagem do consórcio às populações ou o abandono da opção de construção de vários troços em túnel. No final da sessão, a autarca de Espinho relembrou que o RECAPE estará em consulta pública entre agosto e setembro, e admitiu que o município vai ficar "com o território comprometido, fragilizado, descaracterizado". "A nossa luta enquanto câmara vai continuar a ser o aumento dos túneis", referiu, dizendo que houve alterações ao projeto das quais teve apenas conhecimento hoje.
Presente na assistência, a vereadora do PSD Lurdes Ganicho, engenheira civil, também relembrou que há "várias metodologias construtivas" possíveis, apontando que os representantes do consórcio "têm um contrato e têm que minimizar os encargos da obra que tem de fazer". Em março, o presidente da Junta de Anta e Guetim, Nuno Almeida, disse que o traçado foi alterado sem aviso, estando sinalizadas para demolição casas antes indicadas como seguras, e o consórcio confirmou que estava a fazer "levantamentos de cadastro no terreno" no mas "dentro do corredor ambientalmente aprovado".
Na semana passada, a Lusa noticiou que o consórcio quer ainda mudar a localização da estação de Gaia e fazer duas pontes sobre o Douro em vez de uma, algo desconhecido pela Câmara do Porto, IP, Governo e Metro do Porto.
Recomendações
Venezuela: bandeiras em algumas janelas de Aveiro assinalam detenção de Maduro
As comunicações com os familiares que permanecem lá, feitas a medo “porque os telefones e telemóveis são escutados”, são estabelecidas usando as redes sociais consideradas, apesar de tudo, menos controladas. Vão sabendo que há intermináveis filas para os supermercados, onde falta quase tudo, mas também que está a ser reposto o abastecimento de combustível. Acompanham a informação dada pelos canais de televisão, a que prestam redobrada atenção desde a captura de Nicolas Maduro, e o diálogo com o jornalista, quando consentido, é feito com prudência. Mesmo por quem já veio da Venezuela em 2006, como C. Oliveira, que foi para lá com apenas cinco anos e conheceu o país antes do Chavismo, onde permaneceu por 40 anos. “O meu sentir é de muita esperança de que a Venezuela volte a ser o país que era”, diz, não escondendo a satisfação com a notícia da prisão de Maduro. Descreve a Venezuela como um "país dourado" antes de Chávez, rico em petróleo, “onde nada faltava” e recorda que “as empresas petrolíferas americanas tiveram um papel significativo na riqueza do país”. Ainda tem muitos familiares na Venezuela e deseja que o país “recupere a prosperidade”, mas reconhece que a saída de Maduro não garante uma mudança imediata. “Muitos generais e outros oficiais envolvidos no ‘cartel dos soles’ permanecem e não há certeza de que a situação vá melhorar rapidamente”, afirma Oliveira, com 40 anos de Venezuela e que é hoje considerado uma espécie de porta-voz da comunidade, em Estarreja, onde em 2019 a Câmara criou um gabinete de apoio, através de um protocolo com a Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas. Quanto ao futuro, acredita que “a recuperação será demorada, não apenas pela substituição dos líderes atuais, mas também pelo desafio de desarmar os grupos armados que operam no país”. Mais pessimista está Luís Brito, que antevê uma guerra civil. Regressado da Venezuela há quatro anos, estabeleceu-se em Aveiro com uma mercearia que é local de encontro de outros ex emigrantes, lusodescendentes e de imigrantes venezuelanos. “A maioria do apoio ao regime por quem lá está é por conveniência e por obrigação, não por convicção. Funcionários públicos e milícias são forçados a participar em manifestações, sob pena de retaliação, em troca de sacos de comida e subsídios”, avalia. Brito está convencido que “apenas 15 a 20% dos que se declaram apoiantes são verdadeiramente maduristas”, mas não augura nada de bom, no futuro próximo. “Os ‘coletivos’ [milícias armadas pelo Estado] formarão guerrilhas urbanas e de montanha, tornando inviável qualquer governo futuro”, antevê. Luís declara-se "anti-madurista", mas não concorda com as ações recentes, que vê como “motivadas por interesses económicos”, sem se alongar nas considerações. Vai dizendo que a história da crise venezuelana começa com a nacionalização do petróleo: Chávez transformou as concessões petrolíferas americanas em empresas estatais estratégicas, resultando na perda de maquinaria e infraestruturas valiosas para empresas como a Chevron e Texaco, pioneiras na exploração. “Os Estados Unidos não estão realmente interessados em entregar o poder à oposição venezuelana, mas sim em recuperar o controlo dos recursos petrolíferos”, comenta. Quando chegou à Venezuela há 42 anos, o país era "totalmente diferente", um "mundo de prosperidade, com um "boom" na produção petrolífera e uma moeda (Bolívar) estável", segundo as suas palavras. A degradação económica levou-o a deixar a Venezuela onde havia construído a sua vida, ligada à panificação. A segurança degradou-se "muito" antes de sair, com aumento de extorsão e sequestros, o que o levou a tomar a decisão: regressar a Portugal.
Sérgio Godinho, Ana Lua Caiano e Chico César passam pelo Cine-Teatro de Estarreja até março
Segundo uma nota de imprensa enviada às redações, a programação de janeiro arrancou ontem, dia 4, com um “Encontro de Trupes de Reis”. Segue-se este sábado, 10 de janeiro, o tradicional concerto de Ano Novo “A Grande Viagem”, proporcionado pela Banda Bingre Canelense (BBC) e dirigido pelo maestro Paulo Almeida. Ainda este mês, é a vez de Sara Barradas e Diogo Martins levaram à cena a peça de teatro “Se Acreditares Muito”, no dia 17, que conta a história de Alex e Rupert, um casal improvável, mas a quem um encontro no metro fez despertar uma chama. Arranca ainda o ciclo de concertos íntimos com o espetáculo “Dois Pares de Botas” (dia 24) que nasceu da vontade de Nena e Joana Almeirante de criar um concertoonde toda a inspiração se baseia na música country. Já em fevereiro, Ana Lua Caiano (dia 28) mostra o seu trabalho através da original fusão musical que combina música tradicional portuguesa com música eletrónica. Para este mês está ainda marcado o regresso do “Trampolim Fado” (dia 21) que contará com Matilde Cid e André Baptista. A encerrar, a Orquestra das Beiras voltará a marcar presença nas comemorações da "Elevação de Estarreja a Cidade" (dia 31), que contará como convidado com ocontrabaixista Rafael Aguiar. Em março, o Ballet do Douro apresenta “Camilo Vida e Obra” (dia 7). No dia seguinte, 8, é a vez da Orquestra Filarmonia das Beiras proporcionar, mais uma vez, ao público infantil e às famílias um concerto de família “Animália”. A programação de música inclui ainda o concerto do estarrejense Joaquim Ferreira (dia 14), finalista da presente edição noThe Voice Portugal 2025. Segue-se a companhia de música teatral com o espetáculo “A liberdade a passar por aqui” no dia 15 de março. A encerrar a programação trimestral estará ainda Chico César com o espetáculo “Aos Vivos” (dia 21) e Sérgio Godinho com “LIBERDADE25”, no dia 28. A programação inclui também as “Quintas de Cinema”, que trarão filmes europeus e de autor, passando pelo cinema infantil e de cartaz. A programação completa pode ser consultada aqui.
Depois de várias horas fechada, A1 reabre entre Aveiro Sul e Mealhada
Segundo fonte do Destacamento de Trânsito da GNR de Santa Maria da Feira à agência Lusa, o trânsito esteve cortado naquele troço devido a uma colisão entre dois pesados, antes das 14:00. Entretanto, a autoestrada reabriu pelas 16h45. Conforme noticiado pela Ria, o acidente chegou a provocar uma fila de veículos de 16 quilómetros.
Ílhavo: Festival Cabelos Brancos nomeado para os Iberian Festival Awards
Segundo uma nota de imprensa enviada às redações, o evento está a concorrer às categorias “Best Non Music Festival”, "The Innovation Award", "Contribution to Sustainability e Contribution to Equality”. No caso da primeira categoria, a mesma integra a votação do público que está disponível “até de 15 de janeiro”, no site oficial dos prémios. O Município recorda ainda que na última edição, o Festival Cabelos Brancos contou com “cerca de 16 mil participantes”, afirmando-se como um “projeto cultural singular, centrado na valorização das pessoas mais velhas através da arte e no combate ao idadismo, colocando artistas seniores no centro da programação e da criação contemporânea”. A cerimónia de entrega dos prémios terá lugar em Ponta Delgada, nos Açores, no dia 14 de março. Os Iberian Festival Awards visam distinguir os projetos mais relevantes da indústria de festivais na Península Ibérica.
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Governo apresentará nova proposta sobre prémio salarial em breve
Questionado pelo deputado do PS, António Mendonça Mendes, numa audição no parlamento, sobre o ponto de situação do prémio salarial, o ministro referiu que "quem se inscreveu em 2024 teve o pagamento em 2024 e 2025, o Governo está a rever a questão do prémio salarial e apresentará uma nova proposta em breve". Perante a insistência sobre este apoio, cuja lei está ainda em vigor, o ministro disse apenas que "o Governo tomou a decisão de rever o prémio salarial". O prémio salarial representa uma devolução das propinas aos jovens até aos 35 anos, sendo pago todos os anos pelas Finanças, mediante pedido de acesso pelos jovens, durante o número de anos equivalente ao ciclo de estudos que levou à atribuição do grau académico. A legislação prevê que as candidaturas decorrem anualmente até 31 de maio, mas o Governo não abriu as candidaturas. O incentivo foi criado pelo Governo de António Costa em 2023 para permitir que os jovens trabalhadores, até ao ano em que fazem 35 anos, possam pedir ao Estado a devolução das propinas como reconhecimento da conclusão da licenciatura ou do mestrado. No caso de uma licenciatura, o montante pago é de 697 euros e, no do mestrado, de 1.500 euros (num mestrado integrado, os anos correspondentes à licenciatura dão direito a 697 euros e os referentes ao mestrado aos mesmos 1.500 euros).
Portugal ultrapassou a meta de 2,5 milhões de pessoas vacinadas contra a gripe
De acordo com o documento, 2.507.573 pessoas foram vacinadas contra a gripe desde o início da campanha de vacinação sazonal, em 23 de setembro, das quais 1.341.224 em unidades do Serviço Nacional de saúde e 1.163.852 em farmácias. Contra a covid-19, foram vacinadas mais 3.418 pessoas nos últimos sete dias, elevando para 1.327.218 o total de vacinados, refere o relatório, indicando que 698.859 receberam a vacina no SNS e 627.155 nas farmácias, A campanha de vacinação sazonal outono-inverno 2025-2026 decorre até 30 de abril de 2026, em unidades de saúde do SNS e em 2.500 farmácias comunitárias, e o objetivo da DGS é vacinar cerca de 2,5 milhões contra a gripe e 1,5 milhão contra a covid-19. Os dados indicam que a cobertura vacinal contra a gripe nas pessoas com mais de 85 anos está nos 86,98%, no grupo etário entre os 80 e os 84 anos está nos 78,11%, no grupo entre os 70 e os 79 anos situa-se nos 74,47% e nos maiores de 65 anos nos 72,69%. A cobertura vacinal da covid-19 é mais baixa do que a da gripe, atingindo os 59,15% nos maiores de 85 anos, os 47,82% entre os 80 e os 84 anos, os 42,90% entre os 70 e os 79 anos, e 42,94% nos maiores de 65 anos. As autoridades de saúde têm reforçado o apelo à vacinação devido ao aumento das infeções respiratórias agudas e dos casos de gripe que têm causado um aumento da procura das urgências, do INEM e da Linha SNS 24. A DGS recomenda a vacinação contra a gripe e a covid-19 a todos os maiores de 60 anos, aos doentes crónicos de todas as idades e aos profissionais de saúde, recordando a importância da imunização contra estes vírus.
Aveiro acolhe esta sexta-feira a 6ª edição do corta-mato e traz condicionamentos de trânsito
A atividade será composta por “quatro provas”, onde estão incluídas as provas adaptadas, e com distâncias que variam entre os 1000 e os 3500 metros. O corta-mato tem início marcado para as 10h15 e fim previsto para as 13h00. Na nota, a autarquia alerta ainda que para a realização do evento haverá alguns condicionamentos de trânsito, ao “longo da manhã nas imediações do Parque”. Assim, cinco arruamentos estarão com trânsito condicionado: Avenida Araújo e Silva; Rua das Pombas; Rua de Santa Maria da Feira; Rua Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Aveiro e Rua de Oliveira de Azeméis. “A Câmara Municipal de Aveiro apela, por isso aos condutores, que evitem esta zona da Cidade entre as 09h30 e as 13h30 desta sexta-feira”, lê-se.
Universidade de Aveiro pesquisa materiais para novas próteses de animais
A equipa da UA, liderada por Manuel Graça, é responsável pela primeira fase do projeto PetBionic, com uma investigação centrada na pesquisa de materiais e da sua interação com o osso. “O estudo envolve novos revestimentos osteoindutores e antibacterianos para otimizar a integração do implante no organismo animal, através de nanotecnologia e física aplicada”, explica uma nota de imprensa da Universidade. O projeto PetBionic pretende desenvolver “próteses biónicas inovadoras para animais de companhia com lesões graves”, sendo cofinanciado pelo programa COMPETE 2030. As próteses biónicas integram sensores para monitorização em tempo real de parâmetros como a densidade óssea com análise de dados por inteligência artificial. “A tecnologia desenvolvida poderá ser transposta para a medicina humana”, admite a equipa de investigação, integrada num consórcio liderado pelo Hospital Veterinário de S. Bento, que inclui a Composites Kingdom que assegura o fabrico e a resistência dos implantes. O investimento previsto no projeto ultrapassa 1,6 milhões de euros, contando com um apoio de fundos europeus num valor superior a um milhão de euros, e deverá estar concluído no final de 2027.