RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

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Mau tempo: Aveiro sob aviso vermelho na quarta-feira devido ao vento

Portugal continental vai sofrer novo agravamento do estado do tempo na próxima noite devido à depressão Joseph. Além de Aveiro, foi ainda emitido aviso vermelho para o Porto e Coimbra. É esperado vento forte com rajadas a 140 quilómetros por hora.

Mau tempo: Aveiro sob aviso vermelho na quarta-feira devido ao vento
Redação

Redação

27 jan 2026, 10:02

Em declarações à agência Lusa, a meteorologista Cristina Simões, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) explicou que o continente continua sob a influência da depressão Joseph que vai trazendo sucessivos agravamentos do estado do tempo. “Tivemos esta noite chuva forte, vento bastante forte em todo o território à passagem da frente. Agora estamos com uma ligeira melhoria do estado do tempo, embora com ocorrência de aguaceiros e vento”, disse.

No entanto, a previsão para a próxima noite é de novo agravamento do estado tempo. “Há uma depressão na circulação da depressão Joseph. É uma depressão secundária, forma-se a oeste do continente (…). Vai-nos trazer muito vento, chuva, neve e agitação marítima”, adiantou.

De acordo com Cristina Simões, esta depressão secundária vai estar centrada às 00:00 de quarta-feira a oeste do Porto. Por isso, o IPMA já emitiu aviso vermelho, o mais grave, para os distritos do Porto, Aveiro e Coimbra entre as 03:00 e as 06:00, prevendo-se ventos com rajadas da ordem dos 140 quilómetros por hora (km/h).

Os restantes distritos do continente vão estar sob aviso laranja por causa do vento forte com rajadas de 100 km/h, podendo chegar aos 120 km/h nas terras altas. “É uma situação que passa rápido, será tudo entre as 00:00 e as 06:00 de dia 28 [quarta-feira] (…). Vai passar pelas regiões de Coimbra, Porto e Aveiro em direção a Espanha, de oeste para leste”, referiu.

O IPMA emitiu também aviso vermelho entre as 03:00 e as 21:00 de quarta-feira para os distritos de Faro, Porto, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga por causa da agitação marítima, prevendo-se ondas de oeste/noroeste com 7 a 8 metros, podendo atingir 14 metros de altura máxima.

Os distritos de Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Braga e Castelo Branco vão estar também sob aviso laranja e Aveiro a amarelo a partir das 12:00 de hoje e até às 06:00 de quarta-feira devido à queda de neve acima de 800 metros.

O IPMA colocou também todos os distritos (18) de Portugal continental sob aviso amarelo entre as 03:00 e as 09:00 de quarta-feira por causa da chuva por vezes forte.

A meteorologista Cristina Simões adiantou ainda à Lusa que a partir da manhã de quarta-feira a situação vai desagravar. “A depressão desloca-se rapidamente para leste, para Espanha, e, por isso, vamos ter uma acalmia. O vento volta a diminuir e não teremos tanta precipitação a partir da manhã de dia 28 [quarta-feira]”, indicou.

O aviso vermelho é emitido pelo IPMA nos casos de situação meteorológica de risco extremo. Já o aviso laranja indica uma situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

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Mau tempo: Rio subiu em Águeda mas o sistema de drenagem travou cheias
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Mau tempo: Rio subiu em Águeda mas o sistema de drenagem travou cheias

Enquanto autoridade municipal de Proteção Civil, Jorge Almeida disse à Lusa que o caudal do rio Águeda aumentou de madrugada, o que, antes das obras realizadas, teria provocado inundações na baixa da cidade de Águeda, no distrito de Aveiro. “O que se passou esta madrugada era compatível com a cheia na baixa de Águeda porque o caudal do rio aumentou bastante, mas o sistema de drenagem que montámos funcionou em pleno e na margem direita está tudo tranquilo e seco”, afirmou. Em relação às consequências do temporal no município, o autarca confirmou que o rio Águeda transbordou, galgando a margem esquerda e provocando as “habituais cheias do campo” e o corte de algumas vias. Algumas vias rurais, as ruas do campo, estão encerradas devido a inundações, mas é uma situação normal, tanto nas margens do rio Vouga, como do rio Águeda, quando aumentam os caudais”, referiu. O presidente da Câmara de Águeda deu conta também de que houve um deslizamento de terras que já foi resolvido pelos serviços municipais de Proteção Civil, além de incidentes menores. “Houve uma pequena derrocada na estrada que liga Águeda a Aveiro, em Travassô, em que caiu um talude, mas os nossos serviços já resolveram”, reportou. Em novembro de 2023, a Câmara avançava com a segunda fase das intervenções estruturais de controlo de cheias, enquadradas pelo Plano Geral de Drenagem da Cidade de Águeda (PGDCA) e com o objetivo de beneficiar o desempenho hidráulico do sistema de drenagem. Esta fase repetiu o modelo implementado na baixa da cidade, sendo realizada a poente da EN1 e prevendo a construção ou alteamento dos muros ao longo da Rua 5 de Outubro e Cais dos Judeus. Incluiu ainda a construção da estação elevatória em Paredes, criação de válvulas de retenção e bombas "para forçar a água a entrar no rio", num investimento total de cinco milhões de euros. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou 490 ocorrências, entre as 00:00 e as 07:45, relacionadas com o mau tempo, a maioria na Área Metropolitana do Porto e principalmente quedas de árvores. Por causa do mau tempo, estavam às 07:00 de hoje interditas ao trânsito 25 vias nacionais e municipais por inundação ou desmoronamento nas regiões do Norte e Centro, segundo a Guarda Nacional Republicana (GNR). O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê chuva, neve, vento e agitação marítima como efeitos da passagem da depressão Joseph por Portugal continental, tendo emitido vários avisos. Devido aos efeitos da depressão Joseph, o IPMA colocou os distritos de Aveiro, Porto e Coimbra sob aviso vermelho entre as 03:00 e as 06:00 de quarta-feira por causa do vento forte com rajadas da ordem dos 140 quilómetros por hora (km/h). O Instituto já tinha agravado na segunda-feira para vermelho os avisos devido à agitação marítima e para laranja devido à queda de neve, devido aos efeitos da depressão Joseph na passagem por Portugal continental. Todos os distritos de Portugal continental estão sob aviso amarelo por causa do vento forte com rajadas até 80 quilómetros por horas, sendo até 100 nas terras altas, até às 15:00 de hoje e depois na quarta-feira. Os 18 distritos estão igualmente sob aviso amarelo entre as 03:00 e as 09:00 de quarta-feira devido à previsão de chuva por vezes forte.

Bombeiros de Sever do Vouga apontam falhas e reclamam nova direção da Associação
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A carta, datada de sexta-feira e assinada por 71 bombeiros, incluindo nove elementos do quadro de honra, refere que a corporação atravessa um momento crítico, motivado por "decisões menos acertadas" da direção da associação que “afetam e interferem com as dinâmicas do corpo de bombeiros”. Na missiva dirigida aos associados, os bombeiros denunciam carências ao nível dos equipamentos de proteção individual, com uma parte substancial do corpo ativo sem equipamento individual para incêndios estruturais e outra parte com “equipamentos obsoletos e degradados”. Dizem também que o parque de viaturas de socorro é dos mais exíguos (em qualidade) e obsoletos do país, não existindo nos últimos anos investimento direto da associação em aquisições, e adiantam que as viaturas avariam com frequência, devido ao “desgaste e lacunas na manutenção preventiva”. Entre as críticas apontadas estão também as más condições de conforto no quartel, nomeadamente a falta de climatização nas áreas comuns, apesar de alegadamente ter havido financiamento por mecenas, e a falta de armários, o que faz com que os bombeiros transportem o fardamento nas suas viaturas particulares. No plano organizacional e de gestão, o documento acusa a direção de interferência em questões operacionais, com ordens dadas diretamente a bombeiros, e ingerência na resposta ao socorro, interferindo com a organização e dinâmicas instituídas. A carta refere ainda que a direção avocou a gestão da central de telecomunicações, originando "instabilidade na dinâmica operacional e confusão nos procedimentos". Os signatários enaltecem o contributo dado pela atual direção liderada por Joaquim Amaral de Macedo, mas entendem ser tempo de dotar aquele órgão de "pessoas com dinamismo, visão de futuro e que sejam um pilar fundamental do corpo de bombeiros, que tem sido negligenciado", apelando, por isso, à mobilização da sociedade severense para encontrar uma solução para uma futura direção. No final de 2025, Miguel Matos apresentou a sua demissão de comandante dos Bombeiros de Sever do Vouga, invocando razões pessoais, estando o cargo a ser assegurado pelo segundo comandante Telmo Asensio, em regime de substituição. Contactado pela Lusa, o presidente da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros de Sever do Vouga, Joaquim Amaral de Macedo, escusou-se a comentar a carta aberta.

Mau tempo: Autarca antevê que centro de Águeda deverá ser poupado a inundações
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“Estamos a acompanhar permanentemente e temos o plano de drenagem operacional, pelo que só se o rio ultrapassar a cota máxima da cheia centenária é que a margem direita deixa de estar protegida”, disse à Lusa o autarca do município do distrito de Aveiro. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou que as previsões meteorológicas “indicam um novo episódio de precipitação intensa” que “poderá configurar uma situação hidrológica potencialmente perigosa, com potenciais inundações urbanas, com perigo para todas as atividades humanas realizadas no leito do rio e perigo potencial para aquelas que se realizem nas margens”. O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, especificou no domingo que algumas das localizações estão a merecer já particular atenção, nas quais inclui Águeda, com cujo presidente da Câmara esteve em contacto telefónico. À Lusa, Jorge Almeida admite que fora do centro urbano e na margem esquerda do rio se verifiquem inundações, podendo condicionar a circulação rodoviária. “A zona perto das pontes funciona como uma pequena ilha e é propensa a inundações, com a água a atingir previsivelmente a Rua Manuel Pinto, e temos as equipas municipais a acompanhar a situação de forma permanente”, explicou. O autarca antevê que a estrada do túnel do Sardão seja a primeira a fechar, podendo igualmente vir a ser encerradas a rua do campo para Recardães e a estrada da Fontinha para Almeara. “Temos as ruas e estradas do costume que fecham quatro ou cinco vezes e não é nada de extraordinário”, acrescentou, comentando que, desde que não se verifiquem “cheias centenárias”, o centro da cidade estará resguardado.  A Câmara de Águeda deu por concluída a segunda fase do plano de drenagem para prevenir cheias no centro urbano, sistema esse que, segundo Jorge Almeida, está operacional, e no qual foram investidos cerca de cinco milhões de euros. Além do alteamento dos muros marginais, foram instaladas válvulas de maré que impedem a entrada da água do rio nos canos de águas pluviais, sempre que o nível do caudal sobe significativamente. A água da chuva acumulada na cidade é encaminhada para dois grandes reservatórios - no Largo do Botaréu e no Largo do 01 de Maio -, onde seis bombas injetam as águas pluviais diretamente no rio, de forma forçada. A autarquia concluiu também a remoção de aterros na ponte de Cabanões e Óis da Ribeira para libertar o fluxo da água. “Muita água, muita chuva vai cair na segunda [hoje] e terça-feira, que se prolonga para a semana seguinte. Norte do Mondego e toda a bacia do Tejo são zonas que nos preocupam. Preveem-se picos à hora do almoço. Estamos atentos e em articulação com os municípios e Proteção Civil”, disse o presidente da APA. Segundo o responsável, a frente vai entrar pelo Atlântico e vai trazer muita chuva quer para o Mondego, quer para o Vouga. “Estou muito preocupado com Águeda que sofre muito com as descargas dos rios, mas também com o Douro, a zona da foz do Douro, [Vila Nova de] Gaia, o Porto, mas também muito o [rio] Tâmega, portanto, Amarante e Chaves, sem esquecer a Régua”, disse Pimenta Machado. Devido à passagem da depressão Joseph por Portugal continental, os distritos de Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal, Viana do Castelo e Vila Real vão passar por fases sob aviso laranja nos próximos dias.

Iniciativa municipal “Música na Escola” envolve 3200 alunos na sensibilização para a música erudita
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Nesta edição, a Orquestra das Beiras apresenta “Animália”. Segundos os responsáveis, trata-se de “uma viagem fantástica onde a música encontra o mundo animal, em que os participantes irão conhecer que histórias contam os compositores e que histórias surpreendentes os gatos desses compositores têm para partilhar”. As sessões pedagógicas decorreram nos dias 21, 22 e 23 de janeiro no Centro de Congressos de Aveiro e envolveram cerca de 3200 alunos, numa iniciativa que tem como objetivo “divulgar, sensibilizar e formar o público infantil para a música erudita, divulgar a arte da ópera, participar num concerto ao vivo e interagir com a Orquestra”.

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Frio traz novo recorde no consumo diário de energia
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Frio traz novo recorde no consumo diário de energia

Na sexta-feira passada, dia 23, registou-se um consumo diário de 198,1 GWh (gigawatt-hora), um novo máximo, segundo revelou hoje a REN em comunicado, recordando que "ao longo do mês de janeiro foram-se estabelecendo novos máximos no consumo diário de energia no sistema elétrico nacional, superando o máximo de anos anteriores". O primeiro recorde registou-se no dia 06 de janeiro, com 186,2 GWh, sendo que o máximo anterior era de janeiro de 2021, depois em 07 e 08 de janeiro (188,1 GWh e 192,4 GWh), mais tarde no dia 20 (com 193,9 GWh), no dia 22 (com 195,5 GWh) e finalmente na passada sexta-feira. A REN adianta que também a potência máxima solicitada ao sistema elétrico nacional registou novos máximos, no dia 06 e subindo no dia 20 de janeiro às 19:45 para 10254 MW (megawatt). No acumulado do mês de janeiro, de 01 a 25, o consumo de energia elétrica subiu 8,5% face ao mesmo período homologo do ano anterior. A semana passada foi marcada pela passagem da depressão Ingrid e Portugal continental começou esta segunda-feira a sentir os efeitos da depressão Joseph, com chuva, neve, vento e agitação marítima no Minho e Douro Litoral, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Mau tempo: Mais de 20 estradas nacionais e municipais fechadas
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Segundo dados enviados à agência Lusa pela GNR, estão interditadas ao trânsito a Estrada Nacional (EN) 9-1 (Estrada da Lagoa Azul) no Linhó, concelho de Sintra, EN 10 Torres do Mondego, em Coimbra, EN 262 em São Romão do Sado, em Setúbal, e EN 365 na Golegã, em Santarém. Estão também suspensas à circulação a EN 3-2 em Valada, no Vale de Santarém, EN 8-2 em Casal Lourim, na Lourinhã, EN 205-1, em Rio Tinto, em Braga, e EN 301 em Argela, em Viana do Castelo, e EN 358-2 em Constância, no distrito de Santarém. De acordo com a GNR, estão igualmente fechadas vias na Serra da Estrela, a Nacional 102, ao quilómetro (km) 53,4, em Torre de Moncorvo (Bragança), EN 316 ao quilómetro 37, em Macedo de Cavaleiros (Bragança), a Estrada Municipal (EM) 511 em Merujal (Arouca), EM 1227 Noninha em Arouca, ER 326 em Cando, ER 311, Rio Douro, Cabeceiras de Basto e Várzea (Braga). Estão ainda fechadas a EM 1133, Estrada de Santo António, em Riba de Mouro (Viana do Castelo), EN 110 km 4,8 entre Penacova e Coimbra, EM 1416 em Moradias, Pampilhosa da Serra, EM 547 em Alto do Fajão, Vila Pouca de Aguiar (Vila Real), EN 344 em Castanheira da Serra (Coimbra), EM 1355 em Covanca, em Pampilhosa da Serra, EN 236 em Casal Novo (Coimbra), e EM 1374 em Barrica Grande-Portela de Unhais (Covilhã). A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou quase 100 ocorrências entre as 00:00 e as 06:30 relacionadas com o mau tempo por causa da depressão Joseph, a maioria quedas de árvore e inundações. De acordo com informação disponível no ‘site’ da ANEPC, às 06:30, as zonas mais afetadas foram a Área Metropolitana do Porto, Alto Minho, Região de Aveiro, Coimbra, Leiria, Oeste e Grande Lisboa. A maioria das ocorrências deveu-se a quedas de árvores, inundações de estruturas ou superfícies por precipitação intensa, limpezas de via, queda de estruturas e movimentos de massa.

Mau tempo: Oito mil clientes no continente sem energia elétrica pelas 09h00
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Em comunicado, a E-Redes informa que a rede elétrica foi impactada pelas condições meteorológicas adversas, indicando que às 01:00 de hoje cerca de 40 mil clientes estavam sem energia, sendo o distrito de Viana do Castelo o mais visado. As equipas operacionais da E-Redes têm estado mobilizadas na resolução das avarias que se registaram na média e baixa tensão. “Nesta altura, 09:00, estão 8.000 clientes sem energia, mantendo-se o dispositivo operacional no terreno a reparar todas as situações pendentes”, é referido ainda na nota. Portugal continental está a ser afetado pelos efeitos da passagem da depressão Joseph com chuva, vento, neve e agitação marítima, tendo sido emitido vários avisos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Segundo o IPMA, durante o dia de hoje haverá uma acalmia, mas o estado do tempo vai agravar-se a partir das 00:00 de quarta-feira. O instituto emitiu aviso vermelho, o mais grave, para os distritos do Porto, Aveiro e Coimbra entre as 03:00 e as 06:00, prevendo-se ventos com rajadas da ordem dos 140 quilómetros por hora (km/h). Os restantes distritos do continente vão estar sob aviso laranja por causa do vento forte com rajadas de 100 km/h, podendo chegar aos 120 km/h nas terras altas. O IPMA emitiu também aviso vermelho entre as 03:00 e as 21:00 de quarta-feira para os distritos de Faro, Porto, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga por causa da agitação marítima, prevendo-se ondas de oeste/noroeste com sete a oito metros, que podem atingir 14 metros de altura máxima. Os distritos de Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Braga e Castelo Branco vão estar também sob aviso laranja e Aveiro a amarelo a partir das 12:00 de hoje e até às 06:00 de quarta-feira devido à queda de neve acima de 800 metros. O IPMA colocou também todos os distritos (18) de Portugal continental sob aviso amarelo entre as 03:00 e as 09:00 de quarta-feira por causa da chuva por vezes forte. O estado do tempo deverá melhorar a partir da manhã de quarta-feira. Os Açores e a Madeira estão também com vários avisos meteorológicos.