Petição do PCP com mais de 500 assinaturas quer estação e apeadeiros de Ovar renovados
Segundo a Agência Lusa, o PCP entregou, esta quarta-feira, à Câmara Municipal de Ovar uma petição com mais de 500 assinaturas reivindicando a requalificação da estação e dos quatro apeadeiros desse concelho do distrito de Aveiro para lhes assegurar “segurança e dignidade”.
Redação
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Segundo explicou à Lusa o porta-voz da iniciativa, o abaixo-assinado deverá ficar disponível na plataforma ‘online’ “Petição Pública” nas próximas horas e reúne nesta fase apenas as assinaturas recolhidas presencialmente em contextos como o Mercado Municipal de Ovar e a estação ferroviária local.
“Bastaram três idas ao Mercado e duas à Estação e arranjámos logo estas assinaturas todas, porque é muito fácil: as pessoas da terra sabem muito bem qual é o estado da estação e dos apeadeiros de Ovar, que parece que é o único concelho de que a Infraestruturas de Portugal [IP] se esqueceu”, disse Fausto Neves.
Para esse responsável, “a IP renovou tudo, quer em termos de segurança, quer em termos de dignidade, e só em Ovar é que continua com estações e apeadeiros todos sujos, pintados [com grafitis] e vandalizados”.
Além disso, no universo composto por uma estação na sede do município e por quatro apeadeiros em Esmoriz, Cortegaça, Maceda e Válega “não há uma única passagem pedonal nem aérea nem subterrânea” para os utilizadores de comboio.
Daí resultam “muitos acidentes nas estações”, como pessoas a cair ou a tropeçar no atravessamento dos carris, e, em casos mais extremos, cidadãos que, dada a exiguidade dos corredores pedonais centrais, entre os dois sentidos de circulação dos comboios, “têm que se segurar aos candeeiros à passagem do Alfa Pendular”.
“Esses comboios circulam a uma velocidade tão grande que parece que tudo treme, as pessoas assustam-se um bocado e, sobretudo as mais idosas, têm que se segurar a alguma coisa até o comboio passar”, referiu Fausto Neves.
Uma vez compiladas mais assinaturas na petição ‘online’, o objetivo do PCP é enviar o documento também para a Assembleia da República de modo a que o tema seja analisado na Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Infraestruturas.
“Ovar não fez mal nenhum à IP para ser o único sítio que não foi renovado na Linha do Norte”, disse Fausto Neves.
“Se, entre a Granja e Miramar [no concelho de Gaia], a distância é muito mais curta e há quatro passagens subterrâneas para peões, qual é o critério para em Ovar não haver nenhuma?”, questiona.
A petição reclama “uma intervenção urgente nas infraestruturas ferroviárias do concelho”, focando-se em quatro grandes exigências: novas estações em Ovar e Esmoriz, “com alargamento de plataformas e sistemas de segurança atualizados”; eliminação dos atravessamentos de nível e sua “substituição imediata por passagens desniveladas e acessíveis”; e requalificação dos apeadeiros, “com intervenção funcional e estética nos de Cortegaça, Maceda e Válega”.
Com vista a “pôr fim ao abandono infraestrutural do concelho”, o PCP exige ainda “um calendário vinculativo” em que a IP se comprometa publicamente com “prazos concretos para o início das obras”.
Contactada pela Lusa, a IP remeteu para mais tarde esclarecimentos sobre o assunto.
Quanto à Câmara Municipal de Ovar, o presidente da autarquia, Domingos Silva, diz que as pretensões do PCP “serão analisadas”, mas realça que “a modernização da Linha do Norte no troço entre Válega e [o concelho de] Espinho já se encontra em execução, embora com um atraso acumulado de cerca de seis anos relativamente ao calendário inicialmente previsto”.
“A intervenção em curso contempla a modernização das infraestruturas ferroviárias e a construção de passagens desniveladas, estando atualmente prevista a sua conclusão em 2029”, acrescentou.
Até lá, o autarca social-democrata compromete-se a acompanhar devidamente a execução da empreitada para que essa se concretize “dentro dos prazos previstos e responda às necessidades de mobilidade e segurança das populações de Ovar”.
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