Suspeita de atear fogo em Arouca fica em silêncio no início do julgamento
Uma mulher de 56 anos, suspeita de ter ateado um incêndio florestal no verão em Arouca, no distrito de Aveiro, quando os bombeiros combatiam há vários dias diversos incêndios, remeteu-se hoje ao silêncio no início do julgamento.
Redação
Na primeira sessão do julgamento realizada no Tribunal da Feira, a arguida optou por não prestar declarações, limitando-se a dizer que na altura dos factos “não andava bem”. De seguida, o tribunal procedeu, a pedido do Ministério Público (MP), à leitura das declarações prestadas pela arguida no primeiro interrogatório judicial, onde a mulher assumiu a autoria dos factos.
A arguida, que está em prisão preventiva, responde por um crime de incêndio florestal, ocorrido em 30 de julho, em Canelas, Arouca.
Segundo a acusação do MP, a mulher saiu de casa a pé, em direção à Rua Engenheiro Augusto Barata da Rocha, munida com um isqueiro de fogão, com o objetivo de atear fogo a mato próximo da sua residência. Pelas 12:07, a cerca de 15 metros de uma habitação, a arguida acendeu o isqueiro e de imediato ateou fogo ao mato e vegetação seca ali existentes, com o propósito de dar origem a um incêndio, refere o MP.
Os investigadores calculam que, em consequência da atuação da arguida, tenha ardido mato, pinheiros de pequeno porte e eucaliptos numa área de 150 metros quadrados, encostados à via pública, propagando-se pela encosta. Logo após a ignição, o MP diz que a arguida distanciou-se do local e permaneceu alguns instantes a olhar na direção do fogo, tendo fugido para a sua residência, quando começou a constatar a presença de pessoas no local.
O fogo foi combatido e apagado pelos bombeiros de Arouca, com recurso a quatro veículos, um meio aéreo e 19 bombeiros.
O MP refere ainda que naquela altura encontravam-se em curso nas localidades de Arouca, Castelo de Paiva, Fornos, Cinfães e Viseu diversos incêndios, que consumiram, até 31 de julho, uma área total de 153 quilómetros quadrados, sendo o risco de incêndio muito elevado, com uma temperatura de 30.º graus e uma humidade relativa próxima dos 60%.
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Cinco feridos graves em explosão de gás numa fábrica de Estarreja
De acordo com o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro, o alerta para a ocorrência foi dado cerca das 14:00. “Houve uma explosão se gás na empresa Prozinco. Temos cinco vítimas graves”, disse a mesma fonte. Em declarações à Lusa, o comandante dos Bombeiros de Estarreja, Joaquim Rebelo, esclareceu que o acidente ficou a dever-se à explosão de uma botija de gás. O responsável referiu ainda que os feridos são todos trabalhadores da empresa que sofreram queimaduras graves. Três das vítimas foram transportadas para o Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, uma delas através de helicóptero, e as outras duas foram transportadas para o Hospital de Aveiro. No local estiveram meios dos Bombeiros de Estarreja e da Murtosa, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) com a Viatura Médica de Emergência e Reanimação de Aveiro, o helicóptero e a ambulância de Suporte Imediato de Vida de Oliveira de Azeméis, para além da GNR. A Estrada Nacional (EN) 109 foi cortada temporariamente ao trânsito, junto à entrada da empresa, de modo a facilitar a intervenção dos meios de socorro.
Porto de Aveiro movimenta cerca de 118 mil toneladas de carga em seis horas e bate recorde
No total, o Porto de Aveiro movimentou “117 874 toneladas de carga” graças a uma “janela de condições meteorológicas mais favoráveis, que permitiu intensificar as operações portuárias”, justifica o comunicado. Segundo a nota, entre as 11h30 e as 17h30, foram manobrados “22 navios, os quais transportavam 117 874 toneladas entre operações de importação e exportação”. O Porto de Aveiro esclarece ainda que as manobras decorreram com o “reforço das equipas técnicas de pilotagem, do trem naval, do serviço de coordenação portuária, bem como da empresa concessionária responsável pelos serviços de rebocadores e amarração, assegurando elevados padrões de segurança e eficiência operacional”. “Este resultado evidencia a elevada capacidade logística do Porto de Aveiro e sublinha a sua relevância estratégica no contexto do transporte marítimo nacional e internacional, consolidando o seu papel como um dos principais polos portuários do país”, remata o comunicado.
Mau tempo: PS/Murtosa aponta falhas na proteção civil, autarca diz que é "número político"
Em comunicado assinado pelo vereador socialista da oposição Augusto Leite, o PS denuncia que o município do distrito de Aveiro “permanece sem coordenador municipal de Proteção civil há 14 anos, apesar de a figura ser obrigatória por lei”. O PS da Murtosa salienta também que o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil aprovado em 2012 está desatualizado desde 2017, “irregularidade que sinalizou na reunião de câmara de 02 de maio de 2025”. No comunicado socialista é ainda criticado que a comissão municipal de emergência e proteção civil tenha sido convocada pelo presidente da Câmara “apenas 24 horas após a declaração de calamidade”. Em reação enviada à Lusa, o presidente da Câmara da Murtosa, Januário Cunha, lamentou que o PS local realize “um número político em torno de uma questão formal durante a atual situação de calamidade”. Januário Cunha refere que a questão levantada pela oposição é “inconsequente perante a necessidade de pragmatismo e eficiência na gestão da emergência atual”. “O Serviço Municipal de Proteção Civil tem garantido no terreno uma atuação coordenada entre a Câmara Municipal, Bombeiros, Juntas de Freguesia e GNR para assegurar a coesão das operações”, garante. O autarca do PSD afirmou que o foco do Município e dos agentes de proteção civil “é a prontidão e a ação na resposta adequada aos acontecimentos no território nacional e no concelho”.
Mau tempo: Vagos cria gabinete para ajudar a reportar danos que foram maiores na área agrícola
“Estão a ser reportados danos especialmente na área agrícola. Temos agricultores a darem conta de danos nas suas estufas, não porque tenham levantado com o vento, curiosamente, mas por causa de inundações que lhes alagam e destroem as colheitas”, destacou. Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Vagos, no distrito de Aveiro, indicou que também algumas empresas das zonas industriais registaram prejuízos, não porque as suas estruturas tenham sido danificadas pelo vento, mas por causa das quebras de energia elétrica. “Não tivemos feridos, também não tivemos danos relevantes em infraestruturas e equipamentos municipais e apenas houve uma casa ou um anexo cujas telhas levantaram. Tivemos uma ou outra queda de árvores, que inclusive interromperam a circulação rodoviária, mas que foram rapidamente resolvidas”, acrescentou. De acordo com Rui Cruz, a tempestade associada às marés vivas também “não causou grandes danos” e “a atuação preventiva fez com que não houvesse qualquer tipo de danos pessoais”. Já sobre o gabinete de apoio destinado a munícipes, associações, empresas, explorações agrícolas e setor das pescas do concelho, que tenham sido afetados pelas intempéries, o edil explicou que está em funcionamento no edifício da Câmara de Vagos, servindo para “orientar no reporte de danos que serão financiados na plataforma da CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional]”. O atendimento será realizado exclusivamente sob marcação, através do telefone 234 799 600 ou do email [email protected]. A Câmara de Vagos tem ativo o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, que foi acionado com caráter preventivo e de reforço da prontidão operacional, garantindo coordenação permanente com os agentes do sistema de proteção civil, designadamente com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
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Paulo Jorge Ferreira diz que “nunca” poderia assinar apoio a Seguro enquanto presidente do CRUP
Tal como noticiou o Público esta quinta-feira, 5 de fevereiro, nove dos 16 líderes das universidades portuguesas assinaram a carta de apoio ao candidato presidencial, António José Seguro. À iniciativa juntaram-se ainda antigos reitores e presidentes de institutos politécnicos. Em entrevista à Ria, Paulo Jorge Ferreira explicou que a sua decisão não foi uma “escolha”, mas sim uma opção enquanto também presidente do CRUP. “Eu não poderia assinar nunca porque o presidente do CRUP representa o conselho de reitores e eu não sei qual é a posição, nem preciso de saber, nem vou perguntar a posição de cada reitor quanto a isto”, justificou. Questionado sobre se assinaria a declaração caso não fosse presidente do CRUP, mas apenas reitor da Universidade de Aveiro, Paulo Jorge Ferreira afirmou, novamente, que “nunca assinaria uma declaração de apoio política”. “Nem aceitaria ser mandatário de uma candidatura, nem entraria nas comissões de honra das mesmas, nem tomaria qualquer tipo de outra posição política fosse de que cor fosse”, frisou, sublinhando que essa postura “não é novidade para ninguém, uma vez que, nos anos em que fui reitor nunca o fiz”. A título pessoal, o reitor comentou ainda o momento em que a declaração foi tornada pública, considerando-a tardia no atual contexto eleitoral. “Fazem-se declarações de apoio em alturas mais precoces ou em alturas onde o desfecho é incerto. (...) Essa declaração pode ter um efeito consequente… A meio de um caminho e estando já a trabalhar-se numa segunda volta de eleições acho que é demasiado tarde para se fazer uma declaração de apoio ou de rejeição seja do que for”, opinou. A segunda volta das eleições presidenciais está marcada para este domingo, 8 de fevereiro, e terá como candidatos António José Seguro e André Ventura.
Fisco alerta para SMS falsa que reclama pagamento “para evitar penhora”
Num aviso publicado no Portal das Finanças, a AT diz ter “conhecimento de que alguns contribuintes estão a receber mensagens de texto (SMS) fraudulentas”, através das quais os destinatários “são induzidos a carregar num ‘link’ que é fornecido para alegadamente regularizar a sua situação tributária”. O aviso do fisco inclui uma réplica das mensagens, nas quais é referido que a pessoa visada “tem um pagamento pendente” e que deveria pagar até ao passado dia 05 de fevereiro “para evitar penhora”. Imediatamente a seguir, é referido que o destinatário “pode consultar os detalhes” no ‘link’ incluído na mensagem. Essa página simula a composição gráfica do Portal das Finanças, onde aparece a falsa informação com uma referência de pagamento, número da fatura, data e valor a pagar (no caso apresentado, 198,95 euros). Segundo a AT, o objetivo das mensagens “é convencer o destinatário a aceder a páginas maliciosas carregando nos ‘links’ sugeridos e a efetuar pagamentos indevidos”. A página refere de forma fraudulenta que o pagamento em falta se encontra em incumprimento, citando um artigo do CPPT para afirmar que o não pagamento do valor em causa “poderá resultar em processo de execução fiscal e penhora dos bens”. No mesmo aviso publicado no Portal das Finanças, a AT recomenda aos cidadãos a leitura do “folheto informativo sobre Segurança da Informação” disponível no ‘site’, mas, nessa página, não disponibiliza o ‘link’ para o documento. Para o encontrar sem sair do ‘site’ da AT, é possível escrever na barra de pesquisa a expressão “folheto informativo sobre Segurança da Informação” e, de seguida, selecionar o primeiro resultado no segmento “informação”. Neste folheto, a AT recomenda aos cidadãos que não respondam às mensagens que suscitam dúvidas, não cliquem em ‘links’, não descarreguem ou abram ficheiros e não forneçam “as suas credenciais para acesso ao Portal das Finanças”. Adicionalmente, sugere que os cidadãos apaguem as mensagens “de origem desconhecida ou de conteúdo duvidoso”.
Cinco feridos graves em explosão de gás numa fábrica de Estarreja
De acordo com o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro, o alerta para a ocorrência foi dado cerca das 14:00. “Houve uma explosão se gás na empresa Prozinco. Temos cinco vítimas graves”, disse a mesma fonte. Em declarações à Lusa, o comandante dos Bombeiros de Estarreja, Joaquim Rebelo, esclareceu que o acidente ficou a dever-se à explosão de uma botija de gás. O responsável referiu ainda que os feridos são todos trabalhadores da empresa que sofreram queimaduras graves. Três das vítimas foram transportadas para o Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, uma delas através de helicóptero, e as outras duas foram transportadas para o Hospital de Aveiro. No local estiveram meios dos Bombeiros de Estarreja e da Murtosa, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) com a Viatura Médica de Emergência e Reanimação de Aveiro, o helicóptero e a ambulância de Suporte Imediato de Vida de Oliveira de Azeméis, para além da GNR. A Estrada Nacional (EN) 109 foi cortada temporariamente ao trânsito, junto à entrada da empresa, de modo a facilitar a intervenção dos meios de socorro.
ADASCA assinala 19º aniversário amanhã e formaliza protocolos com AAUAv e CUFC
Segundo uma nota enviada às redações, um dos protocolos será assinado com a Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv), representada por Joana Regadas, presidente da direção da AAUAv, e um outro com o Centro Universitário Fé e Cultura (CUFC), representado pelo padre Rui Jorge, diretor da CUFC. O objetivo, segundo explica o comunicado, passa por proporcionar “mais condições para os alunos da UA aderirem à dádiva de sangue”. A ADASCA adianta que, “por motivos da mudança de instalações” em 2025 registou uma “quebra substancial da presença de dadores” face às “dificuldades de estacionamento e, consequentemente relacionadas com as multas pela Polícia Municipal”. “A ADASCA realizou em 2025 cerca de 108 brigadas, destas resultaram 4825 previsões, dadores inscritos 3832, dadores aprovados 3033, não aprovados 799, num total de 3832”, refere. Na cerimónia de aniversário estão ainda confirmadas outras presenças como Lúcia Borges, diretora da Imunohemoterapia do Hospital de Aveiro, Artur Silva, vice-Reitor da UA ou Bruno Ferreira, presidente da União das Freguesias de Glória e Vera Cruz. A iniciativa contará ainda com bolo de aniversário, um aveiro de honra, entre outros aperitivos.