Abstenção de 83% marca eleições da AAUAv, mesmo com duas listas em disputa
Joana Regadas, eleita nova presidente da Direção da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv) realçou, em entrevista à Ria, que tem como ambição baixar a taxa de abstenção nas próximas eleições para os órgãos sociais da AAUAv para os “70%”.
Isabel Cunha Marques
JornalistaCom duas listas a concorrer para a presidência da AAUAv, este ano, nomeadamente, a de Joana Regadas (Lista A) e a de João Carrilho (Lista E), as eleições que decorreram, esta terça-feira, 17 de dezembro, pelos 19 departamentos e escolas politécnicas da Universidade de Aveiro (UA) contaram com 3065 votantes [dos atuais 18.106 estudantes da UA] e com uma abstenção de 83.07%. Em relação ao ano anterior [em que se registaram 2772 votantes] registou-se um decréscimo de “cerca de 1%” da taxa de abstenção, segundo Gonçalo Marques, presidente da Comissão Eleitoral. Números que não deixaram de preocupar ambos os candidatos à direção da AAUAv em 2024.
Em declarações à Ria, logo após a sua eleição, Joana Regadas assegurou que este decréscimo de “cerca de 1%” foi contra as expectativas da Lista A. “Estávamos à espera de uma maior afluência às urnas. Não sei se está relacionado com o facto de ser a última semana de aulas…. Muita gente tem exames e não se quer aos departamentos…. Acho que é uma das preocupações e que tem de ser muito bem avaliada como é que podemos fazer com que os estudantes interajam mais e sejam mais ativos naquilo que são as eleições para os órgãos sociais da AAUAv”, expôs.
É face a isto que Joana se comprometeu, juntamente, com a sua equipa a estabelecer uma maior de relação de “proximidade” com os estudantes, uma das “lacunas dos últimos anos” que a jovem estudante no mestrado em Engenharia Biomédica identificou. “Esperemos que com isso as pessoas se sintam mais dentro do projeto e (…) com mais voz… Nas próximas eleições se conseguirmos baixar a abstenção para os 70% acho que já seria muito bem conseguido”, esperançou.
Também em entrevista à Ria, João Carrilho mostrou-se surpreendido com a fraca participação dos estudantes nas eleições para os órgãos sociais da AAUAv realçando que não consegue compreender os motivos para a taxa de abstenção ser tão elevada. “Na minha perspetiva, em anos anteriores, prossupunha que era por não haver alternativa…Este ano, havia alternativa e praticamente a taxa manteve-se. Reduziu pouco, por isso, não consigo perceber”, lamentou.
Nos últimos dez anos, apenas por três vezes mais do que uma lista apresentou a sua candidatura aos órgãos sociais da AAUAv (2014, 2015 e 2021).
O processo eleitoral mais participado de sempre foi em dezembro de 2015 que resultou na eleição de Henrique Cruz como presidente da direção da AAUAv. Votaram 4442 estudantes, numa eleição onde participaram três listas.
Em dezembro 2014 foi reeleito André Reis, como presidente da direção da AAUAv, numa eleição onde votaram 4159 estudantes. Mais recentemente, em janeiro de 2021, António Alves foi também reeleito presidente da direção da AAUAv, numa eleição onde participaram duas listas, apesar de atípica, visto que decorreu durante o período da pandemia de COVID-19. Mesmo assim votaram 2769 estudantes.
Na última eleição, em dezembro de 2023, onde Wilson Carmo foi reeleito para o seu último mandato como presidente da direção da AAUAv, votaram 2772 estudantes, sendo que apenas uma lista apresentou a sua candidatura aos órgãos sociais da AAUAv.
Joana Regadas, líder da candidatura da Lista A “Unidos pela Voz”, é a nova presidente da Direção da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv). Há 19 anos que a AAUAv não era liderada por uma mulher. Rosa Nogueira foi a última mulher a liderar a AAUAv, nos mandatos de 2004 e 2005.
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Joana Regadas toma posse novamente como presidente da AAUAv este mês
Após ter sido reeleita no passado dia 19 de dezembro, vencendo todas as mesas de voto, tal como avançado pela Ria, Joana Regadas prepara-se agora para iniciar um novo mandato à frente da AAUAv. Em entrevista à Ria, esta terça-feira, 13 de janeiro, e sem querer antecipar o seu discurso de tomada de posse, a presidente da AAUAv explicou que o novo mandato será marcado por um “projeto de continuidade”. “Não se prima tanto pela diferença, mas sim por um projeto muito mais maduro, que dá seguimento a trabalhos iniciados no último mandato e que não tiveram oportunidade de ser concluídos”, afirmou. No mesmo sentido, destacou que a estratégia da AAUAv passa por um "planeamento estratégico de longo prazo", com o objetivo de garantir maior estabilidade e segurança nas decisões futuras. “Queremos que, daqui a alguns anos, outros possam assumir funções com mais confiança e maior certeza relativamente às decisões que tomámos ao longo do último e do próximo mandato”, sublinhou. Joana Regadas garantiu ainda que este será um mandato marcado por maior maturidade, conhecimento da Universidade e da cidade, bem como por uma aposta clara em soluções concretas. “Queremos continuar a ser a solução. Já o fomos ao longo do último ano e vamos reafirmar essa posição sempre que for necessário”, rematou. Recorde-se que, este ano, Joana Regadas foi reeleita presidente da direção da AAUAv com 1798 votos (86,24%). No ano passado, obteve 2356 votos (76,87%). Este ano, a atual estudante de doutoramento em Engenharia Biomédica na Universidade de Aveiro, voltou a concorrer com o mesmo lema do ano anterior “Unidos pela Voz”. Além da direção, a Mesa da Assembleia Geral (MAG) passou a ser presidida por Mariana Gomes, estudante de mestrado em Gestão, e o Conselho Fiscal e de Jurisdição (CFJ), novamente, por Bernardo Ferreira, estudante do programa doutoral em Bioquímica.
AAUAv aprova RAC preliminar com resultado líquido positivo de cerca de 72 mil euros
No exercício do mandato anterior, a AAUAv conseguiu contrariar a tendência de endividamento da associação e, de acordo com o RAC preliminar, conseguiu um resultado líquido positivo no valor de “71.989,29”. Daquilo que diz respeito ao trabalho da direção, o saldo chega mesmo aos “131.363,38” euros, mas o resultado das atividades dos vários núcleos, que se estabelece nos “59.374,09” euros negativos, acaba por fazer com que o valor não seja tão elevado. O investimento na Rádio Ria, que este ano representou uma quebra de “27.944,51” euros nos cofres da AAUAv, também pesou nestes valores. No entanto, depois de em 2024 ter representado um resultado líquido positivo de “24.793,67” euros, Pedro Rocha, tesoureiro da AAUAv, sublinha que os números são também eles “muito positivos”, tendo em conta que se tratam dos dois primeiros anos do projeto. Os resultados não chegam, no entanto, para que o capital social da AAUAv deixe de ser negativo. Neste momento, conta-se que a dívida a fornecedores esteja estabelecida nos “504.130,77” euros e que o passivo da associação ronde os 640.324,21” euros. Por outro lado, o ativo da AAUAv é de “459.904,26” euros. Feitas as contas, os estudantes têm neste momento “180.419,95” euros negativos de fundos próprios. Na nota introdutória dada ao apresentar os documentos, Joana Regadas, presidente da direção AAUAv, lembra que começou o mandato com “ambição”, mas que foi desde logo afetada por “alguns percalços associados”. As dificuldades obrigaram a uma “reformulação” dentro dos serviços logo no primeiro mês de mandato, de forma a “garantir a estabilidade financeira a longo prazo”. Em conversa com a Ria, a dirigente explica que foram estas mudanças que permitiram um resultado mais positivo no Relatório de Contas, embora assegure que a estratégia não pode ser replicada. Segundo explica, o caminho de “cortar gorduras” não pode ir mais além, pelo que será difícil ter resultados tão positivos nos próximos anos. A partir de agora, deve haver a preocupação de não inverter o sentido daquilo que já tem sido feito e o caminho deve passar pela atração de novas fontes de financiamento. Embora, de acordo com a dirigente, não tenha havido espaço para este trabalho ao longo do mandato, a nova direção tem agora outra folga para o começar a fazer, até porque tem um conhecimento mais aprofundado do tecido empresarial e institucional da região. Se é verdade que, no ano passado, o Relatório de Atividades e Contas preliminar apresentava resultados muito diferentes daqueles que depois se vieram a conhecer no documento definitivo – o relatório preliminar, apresentado em janeiro, dava nota de um saldo negativo de cerca de 80 mil euros; em março, o RAC dava nota de um saldo negativo superior a 250 mil euros -. Joana Regadas descarta que isso possa vir a acontecer de novo. Conforme sustenta, o documento agora apresentado é “muito mais pormenorizado” e, portanto, os valores devem aproximar-se mais da realidade. No momento da discussão não foram levantadas quaisquer questões pelos estudantes presentes na sala. Dos 34 votos, apenas três pessoas se abstiveram e as restantes votaram a favor do documento. Uma vez que o RAC preliminar foi à Assembleia Geral de Alunos sem conhecer o parecer do Conselho Fiscal e de Jurisdição (CFJ), a decisão está condicionada. Caso o parecer seja positivo, o documento é dado como aprovado, ao contrário do que acontece se o parecer for negativo. A Assembleia Geral serviu também para que fossem votados e aprovados os Relatórios de Atividades e Contas das Secções Autónomas da AAUAv: o Nexus e o Grupo Experimental de Teatro da Universidade de Aveiro (GrETUA). Por seu lado, o Nexus garantiu um saldo líquido positivo de “7.600,83” euros. Já o GrETUA tem um balanço positivo de “24.410,89” euros, que se junta aos “1.908,84” euros que transitaram do RAC de 2024. Assim sendo, o grupo terminou o ano com “26.319,73” euros na conta. Os documentos de ambos os organismos foram aprovados por unanimidade. Foram aprovados ainda os Relatórios de Atividades e Contas e os Planos de Atividades e Orçamentos do Núcleo de Xadrez (NX), do Núcleo da Bicicleta (NBicla) e da Tuna da Universidade de Aveiro (TUA). Os três organismos apresentaram um saldo que esteve perto de ser nulo e todos os documentos foram aprovados por unanimidade sem questões dos estudantes.
São Gonçalinho: ex-estudantes da UA estreiam documentários sobre mordomos e mordomas no CETA
17h30. Estamos no Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), na Universidade de Aveiro. É aqui que Luís Filipe Borges trabalha há pelo menos um ano. Está responsável pela comunicação da atividade do CESAM. Para a conversa, subimos até ao quarto andar, onde o também ex-estudante da UA nos convida a entrar no seu gabinete. Uma sala branca, onde se destacam os “guiões” que deve seguir para ir de encontro à escrita pretendida, mas também um quadro branco que, naquele momento, se encontrava repleto de apontamentos a marcador azul. Pede que nos sentemos. Tiramos o bloco de notas, a caneta e pousamos o gravador na mesa. Luís senta-se à nossa direita, no seu local habitual de trabalho. Antes de começarmos a conversa, o ex-estudante abre o documentário no seu computador do trabalho que havia produzido sobre a festa de São Gonçalinho. Vai ‘picando’ aqui ou ali com o rato, enquanto reconhece alguns “defeitos”. Vemos imagens dos mordomos, do Bairro da Beira-Mar e até das cavacas. Entre as músicas que íamos escutando estavam o Barco de Aveiro, da Tuna Universitária de Aveiro (TUA), e a marcha de São Gonçalinho. “Mudava muita coisa. Eu não consigo vê-lo do início até ao fim. Primeiro porque é muito visceral e depois porque conta a minha história. Estás a ver a tua vida à tua frente, como ela passou, com tudo aquilo que concordaste ou discordaste”, confessa. Após cerca de dez minutos, iniciamos a conversa propriamente dita. Começamos por lhe perguntar de onde era, já que o documentário havia denunciado que não seria natural de Aveiro. Luís responde-nos que nasceu na Figueira da Foz e que veio para cá há 21 anos. Atualmente, com 41 anos, faz “contas simples” e brinca ao dizer que já está na cidade dos canais “há mais tempo do que esteve na terra onde nasceu”. “No entanto, algo que eu digo neste documentário é que (…) aquilo que nos torna de um lugar tem muito mais a ver com o sentimento, não por laços sanguíneos, mas por aquilo que sentimos e fazemos, do que puramente o facto de nascer”, exprime. Sobre o seu percurso na UA, vai repetindo, vez após vez, que foi um estudante com um “percurso errante”, uma expressão que admite até gostar. Inicialmente, entrou no curso de Engenharia de Materiais, mas mais tarde acabaria por desistir, ao aperceber-se de que esta não era a sua área. Pelo meio, haveria ainda de integrar a TUA, uma ligação que mantém há cerca de 20 anos. “Eu tenho duas doutrinas na minha vida: uma vez tuno, para sempre tuno, e uma vez mordomo, para sempre mordomo”, comenta entre risos. Luís admite mesmo que a tuna foi a “ponte” para São Gonçalinho. “[As festas] são algo surreal, porque acontecem em janeiro. Nelas acontece tudo aquilo que é descrito neste documentário… Desde os licores, aos abraços, aos amassos, às cavacas, às cabeças partidas”, aponta. “Quem não olha não leva com a cavaca, não é? E quem não é verdadeiramente devoto vai levar com a cavaca em cima”, assegura com uma gargalhada. Mais tarde, na UA, acabaria por entrar no curso então designado Novas Tecnologias da Comunicação (NTC), no Departamento de Comunicação e Arte (DeCA). Primeiro frequentou a licenciatura e, posteriormente, o mestrado. Foi durante esse percurso académico que, explica, a vontade de trabalhar no audiovisual começou a “crescer”, sempre aliada a um gosto pelo “natural”. Ao longo de sete a oito anos, começou a captar momentos das festas de São Gonçalinho- inicialmente através da fotografia e, mais tarde, em vídeo- sem imaginar que esse material viria a integrar o documentário que acabaria por produzir. “Começou pelas fotos, depois por um bocado de vídeo, para depois, de repente, surgir a ideia da vida de uma cavaca, que é uma curta-metragem sobre essa metáfora da vida: ‘a vida é dura tal como uma cavaca’”, conta. Na altura, gravava sem saber também que viria a ser convidado para integrar a mordomia. O convite surgiu pela mão do amigo Artur, na passagem de ano de 2018 para 2019. “Estava completamente fora. A grande diferença é tu gostares muito de uma festa, outra coisa é seres mordomo… Eu gosto da festa”, reage. Ainda assim, no dia seguinte acabou por aceitar e recebeu o ramo em 2020. Nesse mesmo ano, por ironia do destino, surgiu outro convite, desta vez no âmbito do mestrado, feito pelo professor Rui Raposo. “Sabendo que eu ia receber o ramo, manda-me para o ar, por mensagem, o que é que eu achava de um documentário”, recorda. Luís aceitou o desafio, embora reconheça que, devido à Covid-19, chegou a ponderar desistir do projeto. Acabaria, porém, mais tarde, por retomá-lo face à insistência do orientador. Assim nascia, oficialmente em 2023, o documentário “O nosso menino”: uma obra narrada pelo próprio, com 28 minutos, que conta a sua história na primeira pessoa. “O título vem daí, porque era um ano de mordomo a fazer um documentário sobre um ano de mordomo”, explica. “Quem me dera ter conseguido premeditar, há sete anos, que iria fazer isto teria sido completamente diferente”, acrescenta, enquanto observa, novamente, o trabalho final e sublinha, várias vezes, que a “qualidade de imagem” de hoje já não é a mesma. Sobre a duração, admite ainda que o filme deveria ter “27 minutos”, numa referência ao facto de São Gonçalinho ser também conhecido como “27”. Luís conta que o documentário passou por um crivo “muito grande”, sobretudo por ter vivido a festa enquanto mordomo, assistindo tanto ao seu lado positivo como negativo. “O bom não é o que se vê. São as ações, são os miúdos a brincarem, são as crianças que vivem aquilo, são os velhotes que vão para a capela, as pessoas a brindar e não as que vão tirar uma selfie porque vão mandar cavacas”, assinala, ressalvando que “todos os documentários vivem de texturas e de camadas”. No seguimento da conversa, volta a repetir que já não consegue ver o documentário do início ao fim, por ser demasiado crítico consigo próprio. Ainda assim, a verdade é que “O nosso menino” será exibido já este domingo, dia 11, integrado na programação das festas de São Gonçalinho, no Círculo Experimental de Teatro de Aveiro. Apesar de até agora o ter mostrado apenas em contexto “privado”, o ex-estudante da UA não tem dúvidas de que esta “era a altura certa para o mostrar”. “Tenho as costas largas e, de certeza, que ninguém vai mandar facas, nem nada disso”, brinca. Luís Borges não foi o único a optar por fazer um documentário sobre as Festas de São Gonçalinho no seu projeto final de mestrado, nem vai ser o único a ser exibido. O mesmo aconteceu com Ana Rita Ricardo que, curiosamente, era também da turma do estudante com quem havíamos conversado anteriormente, tendo partilhado também o orientador, o professor Rui Raposo. No entanto, havia uma diferença entre os dois: a Ana Rita optou por produzir um documentário sobre as mordomas. Mal nos apercebemos do sucedido, tentámos também marcar uma conversa com a mesma. Entre trocas de agendas, acabámos por nos encontrar apenas no primeiro dia das Festas de São Gonçalinho, num café perto da Universidade de Aveiro. Comentamos que o tempo não estava muito “famoso”, já que caía uma chuva miúda lá fora e o céu estava escuro e nublado. Num riso discreto, Rita não se mostra surpreendida e partilha que já aprendeu que, nas festas, chover é tradição. Durante a conversa, a ex-estudante da UA partilha que é natural de Oliveira de Azeméis e que veio para Aveiro para estudar, inicialmente, Design, no DeCA. Foi aí que começou a descobrir o gosto pelo vídeo, interesse que a levaria mais tarde ao Mestrado em Comunicação e Multimédia. “O meu projeto [final], já antecipo que, no fundo, é um brunch do dele, porque há uma lista de projetos que podemos escolher para fazer a dissertação e depois existe ali uma seriação; escolhemos por ordem de prioridade… E o projeto dele estava listado lá e eu nem sabia que era dele”, conta. Na altura, explica, foi o professor Rui Raposo quem lançou a ideia de um documentário sobre as mordomas. “A mim captou-me a atenção porque eu não sabia que havia mordomas e, logo por aí, achei giro. Eu vivia cá, estudava cá já há três ou quatro anos, mas nem sabia que havia mordomas e nunca vivi muito a festa. Ia lá um dia, via as pessoas a atirar cavacas, sabia que era giro e vinha-me embora”, exprime. Em 2021, Ana Rita Ricardo apresentava, então, o documentário “Ó meu rico São Gonçalinho”. Conta à Ria que o gravou, na íntegra, durante a Covid-19 e que o processo foi marcado por várias dificuldades. “Primeiro, por ser um documentário e por ter de fazer tudo sozinha. (…) Depois, porque eu não tinha assim tanto à vontade com câmaras e com pessoas”, partilha. Com a pandemia, a ex-estudante diz que optou por começar pelo enquadramento teórico, com a esperança de que a situação melhorasse. No entanto, nada mudou até à altura da festa. “Foi uma festa muito pouco festa… As ruas estavam vazias, havia muito pouca gente e a própria decoração da capela, que é uma das principais funções que as mordomas fazem, estava quase vazia… Elas estavam em casa”, recorda. Com as pessoas fechadas em casa, pelo menos até abril, Ana partilha que chegou ao contacto destas mulheres por telefone ou mesmo pelo bater de porta em porta. Acabou por falar com cerca de 20 mordomas, mas admite que, para o documentário, utilizou menos testemunhos. “Acabei por começar a gravar muito mais tarde por esta questão do confinamento adicional. Não se podia estar na rua… (…) Só que eu tinha um prazo… Houve pessoas que se calhar eram importantes terem aparecido e não apareceram”, reflete. Ainda assim, entre máscaras e luzes improvisadas, acabou por conseguir gravar algumas mordomas. Das que entrevistou, partilha que não consegue recordar um momento em concreto, já que todas falam “com paixão” sobre o santo. “Falam como se fosse uma pessoa que está ali ao lado delas…. ‘O nosso menino’, ‘É o São Gonçalinho’. As histórias de antigamente, para mim, também foram das coisas mais marcantes… Como a festa era muito mais pequena, como as pessoas entram na casa uma das outras, a forma como vivem isto como se fosse o Natal. É quase como se fosse um feriado nacional para elas”, compara com uma gargalhada. Passados cinco anos desde a apresentação, Rita confessa que viu o documentário completo apenas “uma ou duas vezes”. O que mudava? A ex-estudante aponta imediatamente para a duração. “Acho que tem 57 minutos e, originalmente, o plano era ser mais curto. Logo por aí, se calhar, se fosse hoje, fazia mais curto. Mas, ao mesmo tempo, não me arrependo porque, quando estava a fazer os cortes, havia tanta coisa que eu achava… ‘Eu não posso cortar isto, porque a história está tão conectada, do início ao fim, é como se fossem fases’”, conta. Em relação à exibição do documentário, no CETA, este domingo, Ana Rita partilha que este era um dos “objetivos” desde que aceitou o desafio. “Isto foi feito num período em que a festa estava candidata a Património Cultural Imaterial. A ideia é que isto também pudesse integrar a candidatura e poder levar a concursos e trazer mais visibilidade à festa, às mordomas e, obviamente, à cultura da Beira-Mar”, reflete destacando que, desde então, foi tentando estabelecer alguns contactos. “Fiquei muito contente agora que isto se esteja a realizar porque acho que é complicado. Existem vários envolvidos… a mordomia, tentei falar com o museu, etc. É um processo difícil conseguirem arranjar locais, tempo, tudo junto, para fazer uma mostra. (…) É um alívio, de certa forma, porque eu carrego este trabalho comigo”, sublinha. A poucos dias de o poder mostrar, a ex-estudante mostra-se expectante quanto à reação das mordomas, algo que confessa ter sido sempre uma preocupação, até pela idade avançada de algumas delas. “Uma coisa que eu achei sempre muito triste foi deixar passar tanto tempo e não lhes mostrar algo para o qual se disponibilizaram. Espero que ainda estejam cá todas”, deseja. “Estou com muita antecipação para viver a sala e curiosidade sobre como vai ser e, principalmente, com muita ansiedade para saber se as pessoas vão gostar, porque há sempre um medo… Será que as representei bem? Acho que isso é a parte que me preocupa até mais”, remata. Rui Raposo, docente no DeCA, foi a ponte de ligação de ambos os ex-estudantes a São Gonçalinho. Este domingo, vai também marcar presença no Círculo Experimental de Teatro de Aveiro, participando numa tertúlia após as exibições dos documentários. Conseguimos chegar até ele através de uma chamada telefónica. Enquanto orientador de ambos, explica à Ria que um dos aspetos que mais recorda são as diferentes envolvências de cada um com o tema. “O Luís, que já foi mordomo, obviamente tem uma vivência e uma experiência do São Gonçalinho completamente distinta da Rita. No caso da Rita, apoiou-se muito mais na parte feminina, que são as mordomas. Muita gente fala dos mordomos porque são a face mais visível, mas há também muito trabalho feito pelas mordomas para que a festa se realize. (…) Como conheço algumas mordomas, pensei: porque é que não vemos também falar sobre a parte delas? Porque é que não devemos ter alguém a retratar aquilo que elas fazem?”, lembra. Apesar de não ser aveirense de gema, Rui partilha que já se considera como tal, uma vez que vive na cidade “há cerca de 30 anos”. Na altura, veio para Aveiro para estudar. Sobre a exibição pública dos documentários, o docente destaca, sobretudo, a proximidade. “Penso que é um passo fundamental, até porque vamos ter um cenário completamente diferente daquele que seria exibir estes documentários apenas online, em que cada um os veria em sua casa… É quase um espírito de comunidade. Com certeza vai ser interessante, porque vamos ter pessoas a fazer comentários em tempo real sobre o que estão a ver, algumas situações em que as próprias pessoas que assistem ao documentário estiveram lá e fazem parte dele sem saber. Acho que essa reação vai ser muito interessante. É fundamental esta questão da proximidade”, salienta. “As festas de São Gonçalinho já são parte integrante de Aveiro e é incontornável pensar que, se calhar, até muita gente que faz parte da cidade tem alguma ansiedade para que passem as festas da passagem de ano, porque já sabem que é o São Gonçalinho. Já sabem que as festas em Aveiro, nesta época natalícia, não ficam ali pelo dia 1 de janeiro… Continuam quase até ao meio do mês”, conclui Rui Raposo.
GrETUA arranca 2026 a “jogar” com Linda Martini e promove Kit de Sobrevivência de Criação Teatral
Depois de ter arrancado o ano letivo num exercício mais contemplativo, a pensar na caminhada e na deambulação, o GrETUA tenta agora uma vertente mais interativa, relacionada com os jogos. No editorial que acompanha a programação, João Garcia Neto, diretor artístico do grupo, procura explicar o raciocínio por detrás da temática: “Se já sabemos que o teatro se aprende fazendo, interessa-nos agora aprender desmontando. Olhar para o teatro como um brinquedo: um objeto complexo, feito de peças visíveis e invisíveis, que pode ser aberto. Como uma criança cuja inocência entra em crise e que decide desmontar os seus brinquedos, para entender como funcionam por dentro; munindo-se, assim, do conhecimento dos seus mecanismos internos, podendo ela mesma contribuir para a fabricação do jogo”. Assim, conforme explica à Ria, a ideia do jogo acaba por também “aparecer à boleia do Kit [de Sobrevivência de Criação Teatral]”. Este novo instrumento formativo será uma forma de “desdobramento da formação contínua” com um “conjunto de cinco oficinas de áreas para lá da interpretação”. “Mais do que acumular competências, este gesto procura ampliar o campo de jogo, multiplicar as entradas possíveis na criação e tornar visíveis as engrenagens que a sustentam”, explica o editorial. A primeira formação a ocorrer é a oficina de escrita, que acontece a 14 de fevereiro, e tem o nome de “DICTAFONE”. A formadora Mariana Dixe é quem escreve e encena a peça “Obrigada por terem vindo”, que será apresentada no GrETUA nos dias 12 e 13 de fevereiro. Na semana seguinte, o designer de iluminação Rui Monteiro dá uma oficina de desenho de luz, que ocorre entre sexta e sábado, dias 20 e 21. A 28, é a vez da artista plástica Sofia Moço Novo ser responsável por uma oficina de iniciação à costura. O músico Pedro Melo Alves, que passará pelo GrETUA em residência artística com o seu projeto ao longo do quadrimestre, vai estar a cargo da oficina de multimédia reativa, onde, no dia 15 de março, os participantes vão “desenvolver experiências audiovisuais que reagem em tempo real à música, à voz e ao corpo em movimento através da experimentação com sensores, câmaras, microfones, algoritmos e ferramentas digitais”. A cenógrafa Ana Gormicho encerra o ciclo com uma oficina de cenografia que decorre entre os dias 10 e 11 de abril. O objetivo é que os conhecimentos adquiridos sejam posteriormente postos em prática com a contribuição para a criação anual do GrETUA. O trabalho vai começar a ser preparado já este semestre e culmina na estreia de um espetáculo encenado por Joana Magalhães, em maio. As inscrições para os vários módulos do Kit são limitadas, cada formação tem duração entre cinco e nove horas e custa entre 20 e 30 euros. O Kit completo, que corresponde a 35 horas de formação, tem custo variável entre os 50 e os 150 euros, sendo gratuito para os colaboradores do GrETUA. As formações do quadrimestre não terminam no Kit, uma vez que o GrETUA volta a apresentar os Recursos de Formação Teatral, o segundo momento de formação teatral para a intérpretes promovido pelo grupo. Entre fevereiro e março, são dadas novas formações que servem não só quem já está a frequentar o Curso de Formação Teatral de 2025, mas também novas pessoas que procurem inscrever-se. Este “recurso” conta com módulos de laboratório de criação, voz, interpretação, movimento e sobre o papel do jogo nas artes performativas. O “recurso” completo, que dura um total de 44 horas, tem um custo variável entre os 120 e os 180 euros. Cada módulo individualmente custa entre 30 e 70 euros. O nome mais sonante da programação do GrETUA entre os meses de janeiro e abril é o dos Linda Martini, “velhas glórias do pós-punk”, como os apresenta o grupo. Numa digressão a que chamam de ‘Liga de Clubes’ – um nome que alinha na perfeição com a temática da programação, como faz notar João Garcia Neto -, o concerto da banda, que acontece no próximo dia 5 de fevereiro, quinta-feira, pelas 21h30, é complementado pelo set da DJ Maria Vai Com Todas. No campo musical, destaca-se ainda a passagem do Super Bock Super Nova pelo GrETUA, ainda com artistas e data a anunciar, bem como a atuação dos minhotos “xauxau dôdô”. Os responsáveis dão ainda nota de duas noites tripartidas: uma entre Anastasia Coope, Collignon e Myria, outra com Ahana, Montanha e DJ Artures. Conforme já mencionado, haverá também lugar a uma residência artística de Pedro Melo Alves no âmbito do projeto multimédia que se lança numa busca por um vislumbre de futuro. De acordo com nota de imprensa enviada à Ria, a ideia é “concebida como uma plataforma de pensamento focada nas questões ontológicas do pós-humanismo e toma forma simultaneamente como uma incubadora de arte digital e como uma performance multimédia”. O produto acabado passará pelo GrETUA no final do ano de 2026. Fazendo jus ao tema da programação, o quadrimestre começa com uma noite de jogos de tabuleiro, a 22 de janeiro, com a colaboração da associação aveirense “Ria Joga”. Resta também dizer que, de forma a articular todas as sessões, a agenda-jornal para os primeiros quatro meses do ano contem em si umas palavras cruzadas, cujas pistas podem ser encontradas no bilhete para cada evento. As primeiras três pessoas a enviar uma fotografia das palavras cruzadas completas para [email protected] vão poder escolher um bilhete gratuito para um dos eventos do quadrimestre de maio a julho. No cinema, o ciclo “Juventude Sónica” aparece repartido entre três diferentes sessões: na primeira, são apresentadas as curta-metragens portuguesas “O Banho”, de Maria Inês Gonçalves, “À Tona d’Água”, de Alexander David e “Conseguimos fazer um filme”, de Tota Alves – realizadora que, no final, vai estar à conversa com os presentes; na segunda sessão, é projetado “Gummo”, de Harmony Korine; na terceira, é apresentado o filme “O Espírito de Colmeia”, de Victor Erice. Já no teatro, a principal atração é o espetáculo “Obrigada por terem vindo”, monólogo de Mariana Dixe que vai ser interpretado por Mariana Lobo Vaz. Para além deste espetáculo, Mariana Dixe marca ainda presença em mais uma edição da rubrica “Boca a Boca”, uma rubrica itinerante de leitura de textos de teatro em que, numa outra edição, também vai participar Joana Magalhães. Os percursos “Field Stages” não ficam esquecidos neste quadrimestre depois do arranque em setembro. Se, na primeira edição, a ideia era trazer os alunos da Universidade de Aveiro (UA) a descobrir o espaço que liga a instituição e o GrETUA em linha com a ideia da programação anterior, num exercício de contemplação e descoberta, esta segunda apresentação pretende seguir “o mote do jogo e do lúdico”. Mais voltada para a cidade, “Meio muro em Babel” é um passeio sonoro com dramaturgia de Inês Hermenegildo e com a voz de Pedro Sottomayor. Este quadrimestre contará ainda com a exposição Pista, da autoria de Gonçalo Fialho (UIVO), no teto do foyer do GrETUA. Na dança, o espaço receberá, no dia 19 de março, uma oficina de dança e artes marciais com Joana Couto e Leo Calvino. No dia seguinte, será a vez dos criadores apresentarem o espetáculo de dança Budô, que cruza estas duas realidades. Regressa ainda a rubrica “Fora do Armário”, dedicada aos livros e à literatura, em parceria com a Ria e com a Livraria Snob, que, com a ajuda dos convidados João Paulo Guimarães e Inês Cardoso, também vai procurar o tema do quadrimestre. Todas as reservas e inscrições para os espetáculos e para as formações encontram-se disponíveis em gretua.pt.
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CCDR-Centro: Ribau Esteves eleito com 79% dos votos com apoio que vai além do PSD
De acordo com a mesma fonte, o social-democrata obteve 2.092 votos, num universo de 2.647 votantes, de um colégio eleitoral composto por 2.860 autarcas dos 77 municípios da Região Centro. Foram ainda registados 459 votos em branco e 96 votos nulos. A dimensão do resultado ganha particular relevo quando analisada à luz da composição partidária do colégio eleitoral: os eleitos do PSD representam cerca de 45% do universo, seguindo-se o PS com aproximadamente 35%, além de independentes (cerca de 9%) e autarcas de outros partidos (cerca de 11% no total). Mesmo com uma adesão total do eleitorado social-democrata, o resultado agora alcançado por Ribau Esteves implica, assim, o apoio de autarcas de outros quadrantes políticos, incluindo necessariamente autarcas do Partido Socialista. Estas foram as segundas eleições indiretas para a presidência das CCDR, tendo Ribau Esteves concorrido como candidato único, após um acordo político entre PS e PSD ao nível nacional que evitou que ambos os partidos disputassem a liderança destas entidades. Antigo presidente das câmaras municipais de Aveiro e Ílhavo, Ribau Esteves assume agora a liderança da CCDR-Centro para um mandato de quatro anos, numa entidade com competências centrais no planeamento regional, na gestão de fundos comunitários e na articulação entre o Estado, os municípios e os agentes económicos e sociais da região. Também na segunda-feira foi eleito vice-presidente da CCDR-Centro Nuno Nascimento Almeida, atual vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Viseu e antigo chefe de gabinete do ex-presidente da Câmara Municipal de Viseu, Almeida Henriques. Nuno Nascimento Almeida reuniu 68 votos, num universo de 73 votantes, tendo-se registado cinco votos em branco e nenhum voto nulo, de um total de 77 eleitores inscritos. Após este processo, a CCDR Centro passará ainda a contar com um segundo vice-presidente, a designar pelos conselhos regionais, sendo candidato ao cargo o antigo presidente do Instituto Politécnico de Coimbra, Jorge Conde. No plano nacional, Ribau Esteves foi também o candidato mais votado entre os presidentes eleitos para as CCDR, ao alcançar 79,0% dos votos. No Algarve, José Portada foi eleito com 75,9%, no Alentejo Ricardo Pinheiro obteve 74,5%, enquanto na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo Teresa Almeida recolheu 70,2%. À semelhança do que sucedeu no Centro, todos estes dirigentes concorreram como candidatos únicos nos respetivos colégios eleitorais. Cada CCDR integrará ainda mais um vice-presidente escolhido pelos conselhos regionais e cinco vice-presidentes nomeados pelo Governo, responsáveis pelas áreas da educação, saúde, cultura, ambiente e agricultura. As CCDR são institutos públicos da Administração Central, dotados de autonomia administrativa e financeira, com competências na execução de políticas públicas de desenvolvimento regional, na promoção da coesão territorial e na articulação entre os vários níveis da administração pública.
Joana Regadas toma posse novamente como presidente da AAUAv este mês
Após ter sido reeleita no passado dia 19 de dezembro, vencendo todas as mesas de voto, tal como avançado pela Ria, Joana Regadas prepara-se agora para iniciar um novo mandato à frente da AAUAv. Em entrevista à Ria, esta terça-feira, 13 de janeiro, e sem querer antecipar o seu discurso de tomada de posse, a presidente da AAUAv explicou que o novo mandato será marcado por um “projeto de continuidade”. “Não se prima tanto pela diferença, mas sim por um projeto muito mais maduro, que dá seguimento a trabalhos iniciados no último mandato e que não tiveram oportunidade de ser concluídos”, afirmou. No mesmo sentido, destacou que a estratégia da AAUAv passa por um "planeamento estratégico de longo prazo", com o objetivo de garantir maior estabilidade e segurança nas decisões futuras. “Queremos que, daqui a alguns anos, outros possam assumir funções com mais confiança e maior certeza relativamente às decisões que tomámos ao longo do último e do próximo mandato”, sublinhou. Joana Regadas garantiu ainda que este será um mandato marcado por maior maturidade, conhecimento da Universidade e da cidade, bem como por uma aposta clara em soluções concretas. “Queremos continuar a ser a solução. Já o fomos ao longo do último ano e vamos reafirmar essa posição sempre que for necessário”, rematou. Recorde-se que, este ano, Joana Regadas foi reeleita presidente da direção da AAUAv com 1798 votos (86,24%). No ano passado, obteve 2356 votos (76,87%). Este ano, a atual estudante de doutoramento em Engenharia Biomédica na Universidade de Aveiro, voltou a concorrer com o mesmo lema do ano anterior “Unidos pela Voz”. Além da direção, a Mesa da Assembleia Geral (MAG) passou a ser presidida por Mariana Gomes, estudante de mestrado em Gestão, e o Conselho Fiscal e de Jurisdição (CFJ), novamente, por Bernardo Ferreira, estudante do programa doutoral em Bioquímica.
CROAA regista aumento de adoções de animais em 2025
O balanço anual indica a entrega de 66 cães e 90 gatos a novas famílias, o que representa um aumento global de 7% nas adoções face ao ano anterior. Os gatos foram os animais mais procurados com um crescimento de 25%, invertendo a tendência que dava a primazia a cães. Segundo a autarquia, a identificação eletrónica em 2025 abrangeu 271 animais e os serviços veterinários administraram 394 vacinas, incluindo a imunização antirrábica. Durante o ano de 2025 foram recolhidos 216 animais da via pública, sendo 80 cães e 136 gatos, os quais foram encaminhados para as instalações do CROAA. Desde a abertura do equipamento, em 2023, já foram adotados 435 animais no concelho. No mesmo período, as equipas municipais realizaram a esterilização de 281 animais, número que inclui os animais integrados no programa “Capturar Esterilizar e Devolver”.
Prisão preventiva para casal suspeito de traficar droga em Ílhavo
Em comunicado, a GNR esclareceu que os suspeitos, ambos com antecedentes criminais pelo mesmo tipo de crime, foram presentes, na sexta-feira ao Tribunal Judicial de Aveiro, tendo-lhes sido aplicada a medida de coação mais gravosa. Segundo a Guarda, o homem e a mulher, de 55 e 50 anos, respetivamente, foram detidos na quinta-feira passada, por tráfico de estupefacientes, na localidade da Gafanha da Nazaré, no concelho de Ílhavo. "No âmbito de uma investigação que decorria há cerca de três meses, foram efetuadas diligências policiais que permitiram apurar que os suspeitos exerciam esta atividade há mais de seis meses, sempre a partir da residência do homem, por este se encontrar a cumprir pena de prisão domiciliária, na sequência de uma condenação anterior pelo mesmo tipo de crime", refere a mesma nota. No decorrer da ação, os militares da Guarda deram cumprimento a dois mandados de detenção e a duas buscas, que resultaram na apreensão de 45 doses de heroína, 16 doses de cocaína “crack” e 130 euros, em dinheiro.