Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos decorre esta sexta-feira na UA
A Universidade de Aveiro (UA) vai acolher, esta sexta-feira, 14 de março, na Nave Multiusos Caixa UA, das 9h00 às 17h00, a grande final do 18.º Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos, que reunirá mais de 1800 alunos dos Ensinos Básico e Secundário, vindos de todo o país. O evento acontece na data em que se celebra o Dia Internacional da Matemática e o Dia do Pi.
Redação
Neste campeonato disputar-se-ão seis jogos (Gatos & Cães, Rastros, Produto, Dominório, Atari Go e Nex), distribuídos por doze categorias. Para esta edição do Campeonato, estão inscritos 1812 alunos, acompanhados por 616 professores, de 343 escolas do Ensino Básico e Secundário de todo o país, incluindo das ilhas.
Ao longo de todo o dia, das 9h00 às 17h00, a Nave Multiusos Caixa UA será o palco das competições, sendo que as eliminatórias acontecem de manhã e as finais ocorrem da parte da tarde. A cerimónia de entrega de prémios está prevista para as 17h00.
Em paralelo com as competições, decorre um vasto programa de atividades para proporcionar aos participantes momentos lúdicos, interativos e científicos. Espetáculos, palestras, jogos e workshops são algumas das atividades propostas a todos os interessados em passar um dia diferente no campus da UA.
O Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos é uma competição inclusiva, por estar preparado para receber alunos com baixa visão ou cegueira, que utilizem jogos adaptados. Contará também com a participação de alunos surdos, tendo sido disponibilizadas no site oficial do evento as regras dos jogos em Língua Gestual Portuguesa.
Além da equipa da organização nacional e local, o campeonato conta com a colaboração de 141 voluntários, maioritariamente estudantes universitários, que irão receber e encaminhar os alunos, arbitrar os jogos, assegurar a ordem nos pontos de encontro e a comunicação com a zona de jogo, apoiar os alunos com baixa visão, entre outras funções.
Todas as informações sobre o campeonato estão disponíveis aqui.
Esta competição é promovida anualmente, desde 2004, pela Associação Ludus, a Associação de Professores de Matemática, a Sociedade Portuguesa de Matemática e a Agência Ciência Viva. Pelo terceiro ano consecutivo, a organização local é assegurada pela UA, através da Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro e do Departamento de Matemática.
Recomendações
Estudo da Universidade de Aveiro sugere reaproveitamento de resíduos da pesca
O estudo analisou aparas e restos do processo de corte e filetagem desse peixe, que são normalmente descartados pelas empresas do setor, tendo os investigadores concluído que esses materiais “são fontes valiosas de compostos benéficos”. O estudo aponta para perfis lipídicos distintos entre si, já que os restos resultantes da filetagem contêm maiores quantidades de proteínas e ácidos gordos, como o ácido palmítico e o ácido oleico. Já as aparas destacaram-se pela abundância de fosfolípidos essenciais para a estrutura das células e com múltiplas aplicações industriais. Ambos os subprodutos apresentaram quantidades semelhantes de ómega-3, incluindo ácidos conhecidos pelos benefícios cardiovasculares. O investigador João Monteiro, citado em nota de imprensa da Universidade de Aveiro, explicou que os extratos lipídicos demonstraram uma atividade anti-inflamatória significativa em ensaios laboratoriais. O cientista sublinhou que, embora a pescada-do-cabo seja o caso de estudo, o conceito pode ser aplicado a outras espécies marinhas. “Estes lípidos surgem como uma alternativa sustentável às lecitinas tradicionais, obtidas da soja ou do ovo para uso como emulsionantes, pelo que a utilização destes resíduos permite o desenvolvimento de alimentos funcionais e suplementos nutricionais”, esclarece. Para João Monteiro, a valorização desses resíduos representa também uma oportunidade para tornar a indústria do pescado mais sustentável. “Ao transformar subprodutos em matérias-primas de elevado valor acrescentado, é possível reduzir o desperdício, aumentar a eficiência dos processos produtivos e promover uma economia circular no setor das pescas”, observa. Para além do setor alimentar, aqueles compostos “poderão encontrar aplicação em produtos nutracêuticos, farmacêuticos e cosmecêuticos, graças às suas propriedades bioativas, nomeadamente anti-inflamatórias”. A investigação foi desenvolvida no âmbito do projeto Pacto da Bioeconomia Azul com financiamento de fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Participaram no estudo os investigadores do Centro de Estudos e do Mar e do Departamento de Química da UA João Monteiro, Tiago Sousa, Marisa Pinho, Tânia Melo, Pedro Domingues, Ricardo Calado e Rosário Domingues. O trabalho contou ainda com a participação do Departamento de Biologia, do Centro de Espetrometria de Massa e do Laboratório Associado para a Química Verde (LAQV) da Rede de Química e Tecnologia (REQUIMTE) da UA. Em termos externos contou também com a colaboração da Escola Universitária Vasco da Gama, da Universidade de Perúgia (Itália), do Instituto Português do Mar e da Atmosfera e da Universidade do Porto.
Joana Regadas toma posse na presidência da AAUAv e diz ser necessário “sair da ilha para ver a ilha”
Foi com o Auditório Renato Araújo lotado, no edifício da Reitoria, na Universidade de Aveiro, que Joana Regadas voltou a tomar posse como presidente da direção depois de ter vencido as eleições da AAUAv com 86,24% dos votos. Apesar do nervosismo, Joana Regadas começou o seu discurso a fazer uma retrospectiva daquele que foi o seu mandato ao longo do último ano. Um capítulo que, conforme descreveu, pautou-se pela “humanização”. “Quando cada uma das palavras, passos e atividades, foi pensada com os estudantes no centro. Quando reconhecemos cada um dos que faz parte desta grande casa, quando expandimos o projeto ‘Tutores por Amor’ e criamos o projeto ‘Amigos por Amor’”, referiu. A atual presidente descreveu ainda que este foi um mandato de “valorização da estrutura”, assim como dos dirigentes, em que “cada um dos estudantes decide ir mais além, quando as propostas discutidas em momentos de formação sobre o Regulamento de Estudos da UA se encontram cada vez mais próximas de verem a luz do dia”. No seguimento, Joana Regadas relembrou ainda, entre outros aspetos, o “restabelecer de parcerias” como com a Câmara Municipal de Aveiro, a “extensão do Dia Nacional do Estudante a uma semana de atividade”, o “Docturando”, a “inclusão de modalidades de desporto adaptado na Taça UA Glicínias Plaza” ou o “mês de integração”. “Em menos de 25 dias contou com 33 atividades, dinamizado exclusivamente por estudantes, com atividades de desporto, de consciencialização de novos hábitos, em que a cultura foi mote de integração, e onde o grande objetivo era todos ‘Fazerem Parte’”, afirmou, apontando também a expansão do Conselho para a internacionalização e a intenção de candidatura aos Jogos Europeus Universitários 2032. Face à exposição, a presidente da direção resumiu o último ano pela palavra “proatividade”. “Assumimos a responsabilidade em pensar nas soluções. Soluções para Aveiro quando lançamos a agenda estudantil para a cidade. (…) Soluções para a cultura, um dos pilares que nos moveu e continuará a mover, com a construção do tão querido DOCA UA, uma visão para a cultura académica até 2036, uma visão não da direção, mas de todos os que fazem parte do Conselho Cultural, uma visão para a universidade e para a região”, vincou. Para falar sobre o futuro da AAUAv, Joana Regadas socorreu-se do escritor José Saramago relembrando que “é preciso sair da ilha para ver a ilha”. Assumiu que é com esse desconforto que avança com o “compromisso de mais um ano”. “Um novo ano, onde a voz de cada um dos 18 mil estudantes da UA continua a assumir o papel de personagem principal, um novo ano não de conformismos, mas de responsabilidade em assumir o desconforto como necessário para o crescimento”, assegura. De seguida, a presidente da AAUAv deixou um conjunto de reflexões que incluíram, entre outras temáticas, o “incumprimento do Plano Nacional para o Alojamento do Ensino Superior”, a “temática assombrada” do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), os “problemas inerentes aos Serviços de Ação Social” ou os “transportes da Região de Aveiro”. Sem esquecer a notícia de há cerca de uma semana que dava conta de um texto assinado por 28 professores contra o uso da inteligência artificial generativa nas Instituições de Ensino Superior, Joana Regadas mostrou “estranheza” com a atitude. “É com alguma estranheza que vemos também ser este um dos meios com mais receio dos avanços tecnológicos, onde docentes pedem a proibição da inteligência artificial, indicando ser esta a razão da transformação dos alunos em, e passo a citar, ‘cretinos digitais’”, exprimiu. “As universidades devem ser espaços de promoção de inovação, não espaços com receio de mudanças. Um ensino centralizado nas formas da avaliação não é centrado na aprendizagem, é um ensino que falha no seu primeiro e principal propósito”, continuou. Apesar de considerar que a UA se tem afirmado como “exemplo em quase todas as áreas”, a presidente da AAUAv deixou também algumas oportunidades de “florescimento” como com a “formalização do Instituto de Ensino e Aprendizagem”, a “aproximação à cidade e à região” ou as eleições para o próximo reitor. “Eleições que serão ainda no modelo antigo, mas que nem por isso devem de ser menos partilhadas com toda a comunidade”, atentou. Tendo como lema “Unidos pela Voz”, Joana Regadas comprometeu-se ainda a ser “audaz”. “A voz que pretendemos usar não se irá fechar dentro dos campi, não se irá fechar dentro das oportunidades óbvias, mas pretende ser audaz, chegar onde ainda não conseguimos projetar, chegar a uma região, chegar a Aveiro, Águeda, Oliveira de Azeméis, a Ílhavo, quer chegar a toda a comunidade intermunicipal da região de Aveiro”, afirmou. “Quer em conjunto com todos os que fazem parte da comunidade UA pensar na região universitária, pensar numa região que cresce com os estudantes, que promove sinergias, que cresce no sentido da simbiose”, rematou. Na cerimónia, Paulo Jorge Ferreira, reitor da UA, admitiu estar com o “coração cheio de alegria” ao se dirigir a todos. “Fala-me mais ao coração porquê? Porque uma universidade é sobretudo o conjunto dos seus estudantes, as vivências desses estudantes e a forma como se consegue posicionar de forma que anunciada e aplaudida proximidade entre a universidade e a região seja também uma manifestação de proximidade com as suas pessoas e com os seus estudantes”, refletiu. À semelhança da presidente da AAUAv, Paulo Jorge Ferreira deixou também algumas palavras do seu discurso para comentar o manifesto contra a inteligência artificial nas universidades. Admitiu ser “avesso a proibições”. “Não devemos temer aquilo que é novo. Devemos sim transformá-lo. Os nossos estudantes não temem o futuro. Os nossos estudantes vão criá-lo e não o podem fazer abstendo-se de usar por decreto ou proibição ferramentas que lá fora na sociedade, no dia a dia, são das mais importantes que temos visto e absolutamente transformacionais para a nossa realidade”, vincou. No seguimento, lembrou que a função de uma universidade pública é servir o “bem público”. “Tem a responsabilidade disso. Se a sociedade usa certas ferramentas é nosso dever e obrigação facultar aos nossos estudantes acesso e conhecimento acerca dessas ferramentas”, argumentou. “Pedir que se proíbam ainda para mais usando uma linguagem violenta e agressiva classificando os possíveis resultados como ‘zombies digitais alienados’ ou ‘cretinos digitais’ não me parece nem digno, nem próprio de uma instituição de ensino superior”, opinou Paulo Jorge, deixando a nota que este tipo de pensamento “nunca vingará” na UA. No seu último discurso de tomada de posse, enquanto reitor, Paulo Jorge Ferreira deixou ainda um agradecimento aos estudantes admitindo que muito do seu percurso foi “marcado pelas interações” que teve com estes. “Tenho também muita admiração por aqueles que tomaram posse como a senhora presidente, Joana Regadas. Tem sido uma grande presidente, uma grande líder e certamente continuará a ser”, afirmou. Dirigindo-se diretamente aos novos estudantes possantes, o reitor da UA comparou a Associação Académica a um laboratório de “cidadania e de democracia”. “Serão pessoas mais completas passando por esse laboratório do que seriam se por ele não tivessem passado. (…) Uma universidade não são só salas de aulas apenas. Não são cadeiras apenas e a Associação Académica pode muito bem ser uma das mais exigentes dessas cadeiras. Aquilo que aprendem nela, ao contrário do que noutras se aprende, fica para a vida”, garantiu. Face à cerimónia de tomada de posse, a AAUAv renovou a sua estrutura com a entrada de 36 novos órgãos sociais.
Projeto coordenado pela UA organiza webinar sobre comunicação de ciência
Segundo uma nota de imprensa enviada à Ria, esta é a segunda série de webinars que acontece no âmbito do projeto “Media For Future”, dedicado a reforçar a comunicação de ciência e o jornalismo climático na Europa. A participação no webinar “Media For Future: Science and Journalism United to Communicate Climate Change”, na próxima segunda-feira, é gratuita e aberta ao público. Está ainda sujeita a inscrição prévia aqui. O projeto “Media For Future” pretende promover uma “cultura de comunicação sobre as temáticas do clima”, envolvendo parceiros europeus que pretendem fortalecer a “literacia climática e da qualidade do jornalismo ambiental”. O projeto é coordenado por Marlene Amorim, professora do Departamento de Economia, Gestão, Engenharia Industrial e Turismo (DEGEIT) da UA. “O objetivo do projeto é capacitar jornalistas, profissionais e organizações de media para uma cobertura mais atual, clara e fundamentada das temáticas relacionadas com as alterações climáticas, promovendo o diálogo entre ciência e comunicação e contribuindo para uma maior consciencialização pública e ação informada”, lê-se no comunicado. No âmbito do projeto está ainda previsto um conjunto de webinars que irão reunir cientistas, jornalistas e profissionais da comunicação para refletir sobre o papel dos media na resposta às alterações climáticas. “Estes eventos online constituem um espaço de partilha de experiências, boas práticas e desafios, destacando estratégias inovadoras para comunicar as alterações climáticas de forma clara e responsável. Esta visão sublinha ainda a importância dos media na tradução do conhecimento científico e na promoção de narrativas responsáveis sobre o clima”, continua a nota. O “Media For Future” é financiado ao abrigo do programa Erasmus+ da União Europeia e coordenado pela UA. O projeto conta com a colaboração de parceiros de vários países, nomeadamente Alemanha, Áustria, Islândia, Egito e Irlanda. Entre os seus principais objetivos destacam-se o “desenvolvimento de uma Comunidade de Práticas e de um Climate Journalism Hub, no sentido de promover a partilha de conhecimento, a cooperação interdisciplinar e o reforço da comunicação climática”.
UA abre candidaturas a Maiores de 23 anos para licenciaturas e CTeSP
O Concurso Especial para Maiores de 23 anos destina-se a candidatos com 23 ou mais anos. Segundo uma nota de imprensa enviada à Ria, o concurso permite o ingresso em licenciaturas e Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), “valorizando percursos pessoais e profissionais, para quem não concluiu o ensino secundário ou não possui as habilitações tradicionais de acesso”. Para o ano letivo 2026/2027, o processo de candidatura decorre até ao dia 5 de fevereiro, através da plataforma PACO Candidaturas, tendo a inscrição um custo de 50 euros (não reembolsável). A candidatura, segundo a nota, envolve ainda três fases. A primeira fase que se prende com o preenchimento da candidatura; uma segunda fase em que após a avaliação da candidatura, o candidato será informado para realização da prova do conhecimento (exame local) que deverá decorrer de 20 a 30 de abril de 2026 e uma terceira fase onde a aprovação das provas permite avançar para a entrevista, acompanhada da avaliação do currículo. As entrevistas acontecem de 8 a 16 de junho. Concluído este processo, a Universidade de Aveiro explica que os candidatos admitidos podem submeter a sua candidatura às vagas disponíveis, em julho, ao curso que queiram ingressar. As vagas serão oportunamente divulgadas aqui. Para aceder ao Concurso Especial para Maiores de 23 anos, a UA pede ainda um conjunto de documentos necessários, entre eles, a cópia do documento de identificação ou dos documentos comprovativos dos restantes elementos curriculares. Para ajudar na realização das provas de conhecimento, a Universidade vai ainda disponibilizar o curso “Start Exames”. Segundo a nota, este será um curso de preparação para os exames locais de Biologia, Matemática e Português que deverá ocorrer entre “16 de fevereiro e 8 de abril, com inscrições a abrir brevemente”.
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Mau tempo: Mais de 20 estradas nacionais e municipais fechadas
Segundo dados enviados à agência Lusa pela GNR, estão interditadas ao trânsito a Estrada Nacional (EN) 9-1 (Estrada da Lagoa Azul) no Linhó, concelho de Sintra, EN 10 Torres do Mondego, em Coimbra, EN 262 em São Romão do Sado, em Setúbal, e EN 365 na Golegã, em Santarém. Estão também suspensas à circulação a EN 3-2 em Valada, no Vale de Santarém, EN 8-2 em Casal Lourim, na Lourinhã, EN 205-1, em Rio Tinto, em Braga, e EN 301 em Argela, em Viana do Castelo, e EN 358-2 em Constância, no distrito de Santarém. De acordo com a GNR, estão igualmente fechadas vias na Serra da Estrela, a Nacional 102, ao quilómetro (km) 53,4, em Torre de Moncorvo (Bragança), EN 316 ao quilómetro 37, em Macedo de Cavaleiros (Bragança), a Estrada Municipal (EM) 511 em Merujal (Arouca), EM 1227 Noninha em Arouca, ER 326 em Cando, ER 311, Rio Douro, Cabeceiras de Basto e Várzea (Braga). Estão ainda fechadas a EM 1133, Estrada de Santo António, em Riba de Mouro (Viana do Castelo), EN 110 km 4,8 entre Penacova e Coimbra, EM 1416 em Moradias, Pampilhosa da Serra, EM 547 em Alto do Fajão, Vila Pouca de Aguiar (Vila Real), EN 344 em Castanheira da Serra (Coimbra), EM 1355 em Covanca, em Pampilhosa da Serra, EN 236 em Casal Novo (Coimbra), e EM 1374 em Barrica Grande-Portela de Unhais (Covilhã). A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou quase 100 ocorrências entre as 00:00 e as 06:30 relacionadas com o mau tempo por causa da depressão Joseph, a maioria quedas de árvore e inundações. De acordo com informação disponível no ‘site’ da ANEPC, às 06:30, as zonas mais afetadas foram a Área Metropolitana do Porto, Alto Minho, Região de Aveiro, Coimbra, Leiria, Oeste e Grande Lisboa. A maioria das ocorrências deveu-se a quedas de árvores, inundações de estruturas ou superfícies por precipitação intensa, limpezas de via, queda de estruturas e movimentos de massa.
Mau tempo: Oito mil clientes no continente sem energia elétrica pelas 09h00
Em comunicado, a E-Redes informa que a rede elétrica foi impactada pelas condições meteorológicas adversas, indicando que às 01:00 de hoje cerca de 40 mil clientes estavam sem energia, sendo o distrito de Viana do Castelo o mais visado. As equipas operacionais da E-Redes têm estado mobilizadas na resolução das avarias que se registaram na média e baixa tensão. “Nesta altura, 09:00, estão 8.000 clientes sem energia, mantendo-se o dispositivo operacional no terreno a reparar todas as situações pendentes”, é referido ainda na nota. Portugal continental está a ser afetado pelos efeitos da passagem da depressão Joseph com chuva, vento, neve e agitação marítima, tendo sido emitido vários avisos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Segundo o IPMA, durante o dia de hoje haverá uma acalmia, mas o estado do tempo vai agravar-se a partir das 00:00 de quarta-feira. O instituto emitiu aviso vermelho, o mais grave, para os distritos do Porto, Aveiro e Coimbra entre as 03:00 e as 06:00, prevendo-se ventos com rajadas da ordem dos 140 quilómetros por hora (km/h). Os restantes distritos do continente vão estar sob aviso laranja por causa do vento forte com rajadas de 100 km/h, podendo chegar aos 120 km/h nas terras altas. O IPMA emitiu também aviso vermelho entre as 03:00 e as 21:00 de quarta-feira para os distritos de Faro, Porto, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga por causa da agitação marítima, prevendo-se ondas de oeste/noroeste com sete a oito metros, que podem atingir 14 metros de altura máxima. Os distritos de Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Braga e Castelo Branco vão estar também sob aviso laranja e Aveiro a amarelo a partir das 12:00 de hoje e até às 06:00 de quarta-feira devido à queda de neve acima de 800 metros. O IPMA colocou também todos os distritos (18) de Portugal continental sob aviso amarelo entre as 03:00 e as 09:00 de quarta-feira por causa da chuva por vezes forte. O estado do tempo deverá melhorar a partir da manhã de quarta-feira. Os Açores e a Madeira estão também com vários avisos meteorológicos.
Mau tempo: Aveiro sob aviso vermelho na quarta-feira devido ao vento
Em declarações à agência Lusa, a meteorologista Cristina Simões, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) explicou que o continente continua sob a influência da depressão Joseph que vai trazendo sucessivos agravamentos do estado do tempo. “Tivemos esta noite chuva forte, vento bastante forte em todo o território à passagem da frente. Agora estamos com uma ligeira melhoria do estado do tempo, embora com ocorrência de aguaceiros e vento”, disse. No entanto, a previsão para a próxima noite é de novo agravamento do estado tempo. “Há uma depressão na circulação da depressão Joseph. É uma depressão secundária, forma-se a oeste do continente (…). Vai-nos trazer muito vento, chuva, neve e agitação marítima”, adiantou. De acordo com Cristina Simões, esta depressão secundária vai estar centrada às 00:00 de quarta-feira a oeste do Porto. Por isso, o IPMA já emitiu aviso vermelho, o mais grave, para os distritos do Porto, Aveiro e Coimbra entre as 03:00 e as 06:00, prevendo-se ventos com rajadas da ordem dos 140 quilómetros por hora (km/h). Os restantes distritos do continente vão estar sob aviso laranja por causa do vento forte com rajadas de 100 km/h, podendo chegar aos 120 km/h nas terras altas. “É uma situação que passa rápido, será tudo entre as 00:00 e as 06:00 de dia 28 [quarta-feira] (…). Vai passar pelas regiões de Coimbra, Porto e Aveiro em direção a Espanha, de oeste para leste”, referiu. O IPMA emitiu também aviso vermelho entre as 03:00 e as 21:00 de quarta-feira para os distritos de Faro, Porto, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga por causa da agitação marítima, prevendo-se ondas de oeste/noroeste com 7 a 8 metros, podendo atingir 14 metros de altura máxima. Os distritos de Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Braga e Castelo Branco vão estar também sob aviso laranja e Aveiro a amarelo a partir das 12:00 de hoje e até às 06:00 de quarta-feira devido à queda de neve acima de 800 metros. O IPMA colocou também todos os distritos (18) de Portugal continental sob aviso amarelo entre as 03:00 e as 09:00 de quarta-feira por causa da chuva por vezes forte. A meteorologista Cristina Simões adiantou ainda à Lusa que a partir da manhã de quarta-feira a situação vai desagravar. “A depressão desloca-se rapidamente para leste, para Espanha, e, por isso, vamos ter uma acalmia. O vento volta a diminuir e não teremos tanta precipitação a partir da manhã de dia 28 [quarta-feira]”, indicou. O aviso vermelho é emitido pelo IPMA nos casos de situação meteorológica de risco extremo. Já o aviso laranja indica uma situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
Estudo da Universidade de Aveiro sugere reaproveitamento de resíduos da pesca
O estudo analisou aparas e restos do processo de corte e filetagem desse peixe, que são normalmente descartados pelas empresas do setor, tendo os investigadores concluído que esses materiais “são fontes valiosas de compostos benéficos”. O estudo aponta para perfis lipídicos distintos entre si, já que os restos resultantes da filetagem contêm maiores quantidades de proteínas e ácidos gordos, como o ácido palmítico e o ácido oleico. Já as aparas destacaram-se pela abundância de fosfolípidos essenciais para a estrutura das células e com múltiplas aplicações industriais. Ambos os subprodutos apresentaram quantidades semelhantes de ómega-3, incluindo ácidos conhecidos pelos benefícios cardiovasculares. O investigador João Monteiro, citado em nota de imprensa da Universidade de Aveiro, explicou que os extratos lipídicos demonstraram uma atividade anti-inflamatória significativa em ensaios laboratoriais. O cientista sublinhou que, embora a pescada-do-cabo seja o caso de estudo, o conceito pode ser aplicado a outras espécies marinhas. “Estes lípidos surgem como uma alternativa sustentável às lecitinas tradicionais, obtidas da soja ou do ovo para uso como emulsionantes, pelo que a utilização destes resíduos permite o desenvolvimento de alimentos funcionais e suplementos nutricionais”, esclarece. Para João Monteiro, a valorização desses resíduos representa também uma oportunidade para tornar a indústria do pescado mais sustentável. “Ao transformar subprodutos em matérias-primas de elevado valor acrescentado, é possível reduzir o desperdício, aumentar a eficiência dos processos produtivos e promover uma economia circular no setor das pescas”, observa. Para além do setor alimentar, aqueles compostos “poderão encontrar aplicação em produtos nutracêuticos, farmacêuticos e cosmecêuticos, graças às suas propriedades bioativas, nomeadamente anti-inflamatórias”. A investigação foi desenvolvida no âmbito do projeto Pacto da Bioeconomia Azul com financiamento de fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Participaram no estudo os investigadores do Centro de Estudos e do Mar e do Departamento de Química da UA João Monteiro, Tiago Sousa, Marisa Pinho, Tânia Melo, Pedro Domingues, Ricardo Calado e Rosário Domingues. O trabalho contou ainda com a participação do Departamento de Biologia, do Centro de Espetrometria de Massa e do Laboratório Associado para a Química Verde (LAQV) da Rede de Química e Tecnologia (REQUIMTE) da UA. Em termos externos contou também com a colaboração da Escola Universitária Vasco da Gama, da Universidade de Perúgia (Itália), do Instituto Português do Mar e da Atmosfera e da Universidade do Porto.